Cuiabania

Olha só,

Que reunião mais bacana

Neste casarão secular

No oratória tem São Benedito

Nas paredes, retratos antigos

 

Quem está nesta festa?

Cuiabanos de ‘tchapa e cruz’

Pau-rodado também veio

Encantado com o muxirum!

 

Que povo mais festeiro

Liu Arruda com ‘cumadre’ Nhara

Zé Bolo-Flor mais Maria Taquara

E Zé Petetá ‘tchora’ de tanto rir!

 

Julio Müller papeia com Dante de Oliveira

Dom Aquino com os imortais da Academia de Letras

Joaquim Murtinho olha tudo pela janela

Cadê a copa das árvores?

O passado não compreende o presente

 

Que sarau mais democrático

Tem Carlinhos Ferreira e Ivan Belém

Chico Amorim faz coro com o poeta Sodrezinho,

“O lado humano não acompanha o tecnológico”!

Névio Lotufo filmando tudo

Festa como esta não haverá igual

Tem de registrar para posteridade.

E ‘dizque’ depois vai bailar

Vai chamar Marília Beatriz pra dançar

Olha o Dr. Gervásio Leite: um olho na prosa e outro na filha!

 

Aline Figueiredo observa e ri

“Tem ‘aufa’ de artistas plásticos”

Gente boa reunida

Tudo pintado de tinta!
Bela e solícita anfitriã é dona Maria Müller

É o que dizem Marechal Rondon e Ramis Bucair

Um brinde lhe é feito por Rubens de Mendonça

E um poema, como sempre, vem de Silva Freire!
 

Entre serestas, poemas e francisquitos,

Quem escreve miudinho num pedaço de papel de pão?

É Manoel de Barros, cuiabano de ‘tchapa’, pantaneiro de coração

Enquanto isso, Dicke no “toc toc” da máquina de escrever

Chau, no meio do povo, tudo registra

Será que ele vai querer fotografar a Cuiabá de hoje?
 

Toda cuiabania reunida

Não dá pra citar todos, mas, todos estão aqui

No belo casarão dos Müller

Os políticos corruptos

Estão bem longe daqui!
 

Olha só

Adivinha quem não perde um festejo?

É Jejé! É Jejé!

Mas se alguém se espantar porque um filho de Rosário Oeste

Todo de bata e turbante está no meio da ‘cuiabanada’

Eu lhe digo, mesmo que prolongue este poema:

Liga não, Jejé já ‘cuiabanou’ como muitos que estão neste sarau

E Cuiabá é Jejé

Então, está tudo Digoreste!

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Publicado por

barbarafontes

Bárbara Fontes é formada em Comunicação Social pela UFMT. Especialista em Educação (Cinema e Educação). É cineasta, jornalista, roteirista, fotógrafa e poetisa. Seu primeiro trabalho em Assessoria de Comunicação foi em 1995. Iniciou no Cinema/Audiovisual/TV em 1994. Passou temporadas em vários países como Uruguai, Argentina, Bolívia, Panamá. Morou em Estocolmo, capital da Suécia, entre os anos de 2000 a 2002. Sua primeira entrevista para a televisão foi aos 12 anos, no programa de variedades, Vitrine, da TV Centro América. Aos 13 anos, escreveu seu primeiro artigo, publicado no jornal impresso, Correio Várzea-grandense. Desde que se conhece por gente, escreveu histórias, composições musicais, roteiros e poemas.

2 comentários em “Cuiabania

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