Aventuras na Irlanda

Jornalista brasileiro conta como é a sua vida no país da banda de rock U2

Nem sempre um título de uma matéria aparece como num passe de mágica! No caso deste bate-papo, surgiu depois da leitura da entrevista quando eu me deparei com a rica experiência do jornalista Willian Fidelis na Irlanda, realmente, tem sido uma grande aventura.

Eu conheço Willian há muitos anos e sempre tive um carinho e admiração por ele – lembro de um encontro em Barra do Garças/MT, eu estava filmando um documentário e ele, cobrindo uma comitiva do governo estadual da época. Depois, nos encontramos numa outra cidade (pelos mesmos motivos) e sempre que era possível, nos víamos em Cuiabá. Quando soube que ele partiria para a Irlanda, eu fiquei muito feliz e já imaginava que seria uma experiência de vida que ele levaria para o resto de sua vida.

A ideia de entrevistar o jornalista foi a de compartilhar a história dele para todas as pessoas que sonham em fazer intercâmbio ou viver no exterior, mas não tem a famosa ‘coragem’. Não ter coragem de viver num país diferente, ainda mais nesses tempos de intolerância com o estrangeiro, não é ser covarde – que isso fique bem claro! A mudança deve ser planejada e tem de juntar dinheiro, sim. Não se iluda achando que ‘chegando lá’ tudo se ajeita. Não se ajeita e corre o risco de passar frio, fome e ser deportado. Willian foi muito generoso  em relatar com detalhes a sua grande aventura de vida, e eu desejo que sirva de inspiração e orientação para todos que querem desbravar o mundo!

Blog da Bárbara Fontes: Willian, fale um pouco de você para que os leitores do Blog possam te conhecer:

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Willian Fidelis na Irlanda. Acervo Pessoal

Willian Fidelis: Meu nome é Willian Fidelis de Lima, tenho 37 anos, sou cuiabano, sou jornalista formado pela UFMT, eu já fiz alguns trabalhos como ator de teatro no Brasil. Eu fiz pós-graduação em Cinema. Nasci em Cuiabá, mas fui criado numa cidade chamada Paranatinga. Mudei para Cuiabá com 17 anos, onde fui fazer o Segundo Grau (hoje, Ensino Médio). Depois, fui para a faculdade e fiquei em Cuiabá desde então.

Blog da Bárbara Fontes: Como você foi parar na Irlanda?

Willian Fidelis: Eu estou aqui na Irlanda já vai fazer dois anos e meio. Eu vim em outubro de 2015, para estudar inglês porque eu já tinha 35 anos e a vida estava passando e queria estudar fora. Eu estudava inglês no Brasil, mas não era a mesma coisa. Decidi juntar as minhas economias e vim para cá para estudar inglês e estou aqui desde então. Esse aprendizado de morar fora foi uma coisa que eu sempre quis, desde a adolescência, mas eu nunca tinha coragem até então. E aí, eu criei coragem e vim para a Irlanda.

Blog da Bárbara Fontes: Que tipo de intercâmbio você fez?

Willian Fidelis: Eu não me inscrevi em programa de intercâmbio de governo. Eu sempre quis fazer um intercâmbio de curso de inglês. Eu comecei a pesquisar as agências e os países que facilitavam a entrada de estrangeiros, um lugar onde você poderia trabalhar e estudar. Em meio às minhas pesquisas surgiu a Irlanda, porque os outros países que eu pesquisei, como os Estados Unidos, é uma dificuldade para conseguir o visto para nós brasileiros e não permite o trabalho. Eu como não tenho condições financeiras de me sustentar (ou de minha família me sustentar), eu precisava trabalhar. Nas minhas pesquisas o que surgiu de melhor foi aqui, apesar de que Londres também permitia o visto de trabalho para estudante. A Austrália e a Nova Zelândia permitem o trabalho, mas, a passagem era muito cara e é muito longe. Foi então que eu me convenci de vir para cá.

Blog da Bárbara Fontes: Como planejou a viagem?

Willian Fidelis: Eu juntei dinheiro. Desde que eu comecei a trabalhar como jornalista, eu sempre juntava um pouquinho. Quando foi em 2015, eu trabalhava no governo e fiquei desempregado, e eu pensei: ou eu faço isso agora, ou eu gasto todas as minhas economias, porque estava difícil arrumar emprego e eu estava só conseguia fazer ‘bico’, trabalhando com assessoria de esporte. Ganhava uma graninha, mas não era o suficiente. Então, eu decidi pegar a minha grana (para viajar), mas ainda faltava dinheiro e fiz uma rifa de uma televisão que eu tinha recém comprado. Decidi rifar porque eu ia ficar fora o país e a televisão ficaria parada. Os amigos e familiares me ajudaram e eu consegui juntar mais um pouco do dinheiro e o restante, eu peguei uma grana emprestada, o que me ajudou muito. E foi assim que eu cheguei aqui na Irlanda.

Blog da Bárbara Fontes: Willian, como foi a sua chegada na Irlanda e como você foi se adaptando ao intercâmbio?

Willian Fidelis: Eu achei uma escola pela agência que eu estava pesquisando. Fechei com a agência, paguei a escola, paguei a passagem e vim. Saí do Brasil no dia 27 de outubro de 2015, cheguei aqui do dia 28 para 29 de outubro. Minhas aulas começaram logo na segunda-feira, 02 de novembro. Eu cheguei aqui no começo do outono, começando o frio. Aqui no outono já é inverno e começa a ficar bem fria. Para um cuiabano acostumado a 45 graus à sombra, a temperatura já estava bem fria. E os primeiros meses foram bem interessantes, houve um pouco de ansiedade com frustração e aprendizado, um mix de todas essas coisas, porque é tudo muito novo, tudo diferente. Há uma língua diferente que você tem de aprender. Você, também, tem de dividir casa com outras pessoas, dividir quarto com pessoas que você não conhece. É tudo um aprendizado. Então, no começo foi assim, um mix de tudo um pouco. E ansiedade para aprender o idioma e, também, para arrumar um emprego, né? Porque as minhas economias estavam indo muito rápido, porque você tem de pagar o aluguel, tem de comer, pagar o transporte. A escola estava paga, mas outras coisas não. Então, eu tinha de dar um jeito de arrumar trabalho. Eu procurava, procurava, mas, como o idioma não estava legal, era difícil de achar.

Blog da Bárbara Fontes: Como você conseguiu emprego?

Willian Fidelis: Como eu não conhecia muita gente, apenas os alunos da escola e alguns brasileiros, o que funciona muito aqui é a indicação para arrumar trabalho fixo. Se você quiser fazer os bicos, você pode fazer, por exemplo, tem a galera que faz bolo, unha, o riquixá, que é um transporte de bicicleta, tipo tuk-tuk, enfim, tem a galera que faz esse tipo de trabalho. Eu buscava um trabalho onde eu teria a certeza de que ganharia alguma coisa certa. Eu estava sempre procurando e entregando currículo na cara dura. Entrava nos restaurantes, nas lojas, mesmo sem ter tanta experiência. Eu tinha algumas experiências de trabalho no Brasil, antes da faculdade. Eu já trabalhei como balconista numa padaria. Então, eu coloquei isso no meu currículo. Aqui, mesmo com um diploma de qualquer profissão no Brasil, se você não tem o idioma fluente, se você não valida o diploma aqui, você não é ninguém! Então, você tem de procurar um trabalho que seja braçal mesmo e eu fiz isso. Coloquei no currículo as experiências que eu tive no Brasil e fui procurar.

Blog da Bárbara Fontes: E achou?

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Nosso kitchen Porter deu uma paradinha no trabalho para mandar uma foto para blog 🙂

Willian Fidelis: Só que não estava funcionando bater de porta-em-porta. E aí, me falaram dos sites de emprego. E eu procurei pelos sites. Eu fiquei um final de semana inteiro aplicando currículos online. Eu mandei muitos currículos. E na outra semana, um restaurante de um hotel de uma cidade vizinha me ligou para fazer um teste e fui aprovado e já comecei a trabalhar. Logo acabou a minha aula e já me mudei de Dublin para essa cidade do interior porque eu tinha mais seis meses de visto para trabalhar. E foi o que eu fiz, trabalhei sete meses nesse hotel e juntei uma grana, renovei a matrícula da escola, mudei de casa de novo, voltei para Dublin, arrumei um outro trabalho em outro restaurante onde estou desde então. Eu renovei mais uma vez o meu visto e o meu curso de inglês. Atualmente, eu estou trabalhando como auxiliar de cozinha, como chamam no Brasil, aqui se chama “kitchen Porter” que é lavar prato, panela, chão e tudo mais que os chefs pedirem. É um trabalho difícil, muito pesado, mas você ganha a vida porque tem o seu salário e paga as suas contas.

Blog da Bárbara Fontes: Nesses tempos de intolerância com a entrada de estrangeiros na Europa, você sofreu algum tipo de preconceito?

Willian Fidelis: Eu não tenho problema em relação com preconceito. Você nota algumas coisas, mas, é comum você ver, como também acontece no Brasil alguma coisa de preconceito racial, no caso. Mas aqui não é tanto por causa da cor, é mais por causa de você ser estrangeiro, mas não é todo mundo, não. Não é sempre que você vê isso, só em alguns lugares específicos que você vê alguns olhares. Mas como aqui é uma cidade cosmopolita, tem gente de todas as partes do mundo, então, já virou comum ter pessoas diferentes. Em alguns casos específicos, você nota alguma coisa, por exemplo, eu tenho uma amiga que toda vez que andava na rua, algumas pessoas cochichavam coisas assim: “volta para casa”. Mas não é muito comum, não.

Blog da Bárbara Fontes: Quando eu morava na Suécia, tinha pavor dos skinheads, na Irlanda também há algum grupo assim?

Willian Fidelis: Tem uma galera aqui, conhecida como “Knackers”, são a parte mais perigosa da Irlanda. Eles cometem pequenos crimes, assaltos e eles têm um problema com as comunidades diferenciadas, mas, é um problema social do país, que você percebe. Até os próprios irlandeses não são fãs dessa galera, porque eles são mal educados, não respeitam ninguém, se é ou não estrangeiro. Não respeitam ninguém mesmo! De vez em quando se ouve um problema entre essa galera com os brasileiros. A galera que tem problemas avançados com drogas não oferece perigo, porque quando você vê, consegue fugir. Mas os mais novinhos não, é uma galera mais estranha, mesmo.

Blog da Bárbara Fontes: Você já sofreu algum tipo de perseguição?

Willian Fidelis: Teve uma vez em que fui atacado por seis adolescentes, eu estava chegando em minha casa. E esses adolescentes estavam tacando ovos na casa da frente, eu não tinha como não passar por eles e passei por trás, mas, eles me viram e começaram a tacar ovos em mim, mas eu logo cheguei e o pessoal da minha casa correu pra rua e os adolescentes correram. É um pessoal muito covarde. Esse foi o único problema que eu tive.

Blog da Bárbara Fontes: Willian, além do seu trabalho no restaurante, você, também, trabalha com o Audiovisual e já participou de duas séries de TV bem famosas. Como isso aconteceu na sua vida?

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Willian na série Vikings

Willian Fidelis: Essa questão do audiovisual foi assim: logo que eu cheguei na Irlanda, eu comecei a ver que aqui é um grande polo de produção de filmes, de séries, coisas voltadas para televisão. Como é um país pequeno, você fica sabendo muito das coisas que estão acontecendo. E quando eu cheguei, eles estavam tendo uma audição para figuração. Eles (os produtores) anunciam nas escolas e nos sites de que precisam de pessoas de estilos diferentes, porque a população natural daqui, são geralmente, branca. Então, para algumas séries, eles precisam de pessoas de estilos diferentes como asiáticos, descendentes de africanos, negros, chineses, enfim, para misturar um pouco as aparências. E logo que eu cheguei, eu vi isso. Fiz uma audição entre novembro e dezembro de 2015, preenchi o formulário, tiraram foto e pegaram o meu telefone. Algumas semanas depois me ligaram. Só que quando me ligaram, eu não conseguia me comunicar em inglês ainda, porque estava aprendendo. Eu sabia de algumas coisas, mas, comunicar por telefone, ainda não sabia. Passei para um amigo falar, e eles disseram que precisavam de que eu falasse o idioma porque haveria algumas ordens de comando.

WillianFidelis_Vikings2Passou um tempo, e quando foi no ano passado, em 2017, eu estava na escola e uma amiga falou que estava tendo audição de novo para a série Vikings. Eles fizeram essa audição para essa série, e a minha amiga disse: vamos lá fazer. Como eu estava de folga, fomos lá. Fiz a audição, algumas semanas depois, eles me ligaram. Eu gosto da minha barba, eu sempre uso, e na audição eu estava com barba, e eles tiraram fotos, pegaram os meus dados e falaram: “deixa a sua barba crescer e o cabelo também”. Eu falei: “beleza”. Passou mais algumas semanas, eles me ligaram e eu fui fazer a participação de figuração na série Vikings.

 WillianFidelis_Vikings3Blog da Bárbara Fontes: Que bacana! Como foi esse trabalho no Vikings?

Willian Fidelis: Foi uma experiência muito grande. Eu gostei muito de participar. No Brasil, a série passa na History Channel. E a gente gravou a sexta temporada. No Brasil deve estar passando a quinta temporada. A sexta, deve passar no Brasil, acho que no final desse ano de 2018, começo de 2019. Nós gravamos em 2017, eles ainda estão em produção, acho que termina agora em maio, mas eu não estou mais participando.

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Você gostou mesmo desse mundo cinematográfico, até já está em outra série! Como isso aconteceu?  

willian1Willian Fidelis: Nesse ano, eu estava na internet – é que tem várias produtoras de casting – e tem uma que eu sigo no Facebook, e que anunciou que estava precisando para outra série chamada “Into the Badlands” – que não é muito popular, mas é uma série, também, uma produção americana e canadense, é bem famosa nesses países. Mas é produzida aqui porque tem um custo mais barato. A direção e a produção são americanas. E eu fui fazer figuração para essa série.  No anúncio, eles já falavam: “precisamos de pessoas asiáticas, afro ou afrodescendente ou latinos. Aí você manda a foto pra eles, preenche o formulário e eles chamam pela aparência. Teve pessoas que fizeram as audições, mas não foram chamadas porque não encaixavam no perfil.

Blog da Bárbara Fontes: Como é trabalhar em duas famosas séries de TV?

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Willian no set de “Into the Badlands”

Willian Fidelis: O figurino é bem diferente da série Vikings – essa é uma série mais antiga, né? E a Into the badlands é uma série futurística, de um mundo imaginário – mistura o antigo com o presente, um mundo irreal. Foram dois dias de gravação com eles. Era pra ter gravado essa semana de novo, mas eles cancelaram, e agora, estou aguardando e eu não posso mudar o meu visual. Eu quero cortar o cabelo, raspar um pouco a barba, dar uma baixada na barba, mas eu estou esperando eles me chamarem. A “Into the Badlands” é uma série muito legal, bem diferente. Eu gravei uma interna numa biblioteca, depois gravamos uma externa numa fazenda – como se fosse  uma entrada de um palácio deles. A produção é muito grande , tem todo um aparato . Vc chega nos lugares tem uma tenda enorme com aquecedor, tem a comida pra tomar o café da manhã e já troca de roupa, faz a maquiagem,faz o cabelo até eles chamarem para fazer a cenas. E passa o dia inteiro lá, depois um ônibus nos deixa na cidade. Pra mim foi uma experiência muito bacana. Eu gostaria de trabalhar mais com isso aqui.

Blog da Bárbara Fontes: Você é formado em Jornalismo e é uma profissão que tem no mundo todo. Você pensa em atuar na Irlanda?

Willian Fidelis: Atuar como jornalista aqui é complicado porque você tem de ter domínio total do idioma e isso leva muito tempo. Você tem de ter um visto de permissão de trabalho, e o meu período aqui está acabando. Meu visto de estudante está acabando. Eu poderia fazer um visto de estudante de inglês, eu poderia fazer uma outra faculdade aqui, mas para mim não compensa, porque, além de ser muito caro, a maioria dos cursos, os mais baratos, não são da minha área, algo que nunca vou usar, que é na área de comércio, de business, que não faz parte do que eu gosto de fazer, do que eu faço no Brasil. Os cursos que eu gostaria de fazer é muito, muito caro. Eu não tenho condições financeiras para isso.

Blog da Bárbara Fontes: Você, realmente, tem vivido coisas incríveis na Irlanda. Eu sei que não é fácil viver em outro país, porém, você está se saindo muito bem. Você tem planos de voltar a viver no Brasil?

Willian
Mais uma foto para o Blog, tirada neste domingo (06/05)

Willian Fidelis: Eu estou num momento de transição, de pensamento, de planejamento, ainda sem nada definido, mas em alguns meses eu tenho de voltar para o Brasil ou ir para outro lugar onde eu possa trabalhar, possa viver legalmente, porque aqui já vai chegar um momento que não poderei mais ficar por aqui. Eu ainda não tenho nada planejado, só coisas na minha cabeça, não tem nada definido. Até julho eu tenho de estar com tudo definido sobre o que eu vou fazer, mas ainda não tenho nada definido, só planos na minha cabeça. Eu estou pedindo iluminação a Deus para me dar entendimento sobre o que fazer nesses próximos meses. No momento, eu só estou trabalhando para juntar o dinheiro, não quero voltar para o Brasil sem dinheiro de uma vez.

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Publicado por

barbarafontes

Bárbara Fontes é formada em Comunicação Social pela UFMT. Especialista em Educação (Cinema e Educação). É cineasta, jornalista, roteirista, fotógrafa e poetisa. Seu primeiro trabalho em Assessoria de Comunicação foi em 1995. Iniciou no Cinema/Audiovisual/TV em 1994. Passou temporadas em vários países como Uruguai, Argentina, Bolívia, Panamá. Morou em Estocolmo, capital da Suécia, entre os anos de 2000 a 2002. Sua primeira entrevista para a televisão foi aos 12 anos, no programa de variedades, Vitrine, da TV Centro América. Aos 13 anos, escreveu seu primeiro artigo, publicado no jornal impresso, Correio Várzea-grandense. Desde que se conhece por gente, escreveu histórias, composições musicais, roteiros e poemas.

9 comentários em “Aventuras na Irlanda

  1. Muito Bom!!! Obrigada por ter me recebido aqui em Dublin!!! Foi você que me falou de muitas coisas que a empresa de intercâmbio não informa porque não sabe como é a real experiência de vida no país!
    Espero que tome a melhor decisão pra você e pro seu coração! 🙏🏻❤️

    Curtido por 1 pessoa

    1. Sua linda, sabe que pode contar sempre comigo. A nossa vida de intercambista nao e facil mas a gente sempre vence cada etapa com muita esperanca de um futuro melhor. tambem te desejo tudo de bom. Mill beijos

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  2. Barbara minha querida, a estrevista esta linda. Obrigado pelo carinho e lembranca. Te desejo todo sucesso do mundo nessa sua nova carreira de bloggeira. Muitos beijos e abracos. Saudades.

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  3. Oi Bárbara!
    Eu e Oscar temos muita vontade de conhecer a Irlanda e o título da entrevista me chamou a atenção. Achei que fosse sobre uma viagem de férias e acessei um conteúdo mais denso e interessante. A experiência de Willian inspira as pessoas e de quebra alerta os aventureiros descompromissados. Vou tentar assistir as séries das quais o teu amigo participou. Parabéns pelo blog. Sucesso!

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