Músicas que ouvi…

…Depois do jogo Brasil x Bélgica

Uma sensação de ressaca sem ter bebido uma gota de álcool, foi assim que eu me senti depois dos dois gols que levaram a Bélgica para a Semi-final da Copa do Mundo na Rússia. Eu já tinha comido um chocolate belga na tentativa de adoçar o amargor da derrota, mas não resolveu muito não!

Decidi trabalhar um pouco, afinal, estou anos-luz de distância dos salários dos jogadores da seleção. Sou operária da arte e do jornalismo, e trabalhar é o que me resta…ou pensando bem, eu posso trabalhar enquanto proponho uma brincadeira com a minha filha Bianca e a sua amiga Rafaela: ouvir algumas músicas listadas no livro “1001 Discos para ouvir antes de morrer”. Cada uma de nós dirá um número (referente a uma página), e veremos qual disco/cantor se refere e as músicas selecionadas pelos críticos. Antes de começar, deixei bem claro que não podiam desistir de ouvir as músicas, seria uma boa oportunidade de ouvir algo diferente.

 

MarvinGaye_Easy-Resize.com

 

Enquanto eu ficava no computador, as meninas, sentadas no chão da sala, pintavam Aquarela. A primeira a escolher foi Rafaela, e o número citado caiu no disco de Marvin Gaye, “What’s Going On”.

 

 

joanBaez

 

Na vez da Bianca, o disco foi “Joan Baez”. Foi uma delícia ouvir as músicas de Baez e ver as meninas aquarelando, e uma coisa ficou definitivamente clara: música boa não tem prazo de validade! Além das músicas sugeridas no livro, ouvimos mais três músicas com Baez: Blowin in the wind; Guatanamera e Gracias a la Vida.

 

 

 

JustinTimberlake_Easy-Resize.com

Na minha vez, o número que escolhi levou à página com Justin Timberlake (disco “Justified”). Amei o disco!

 

 

John Mayall's Blues Breakers with Eric Clapton_Easy-Resize.com

 

Na segunda rodada, minha sobrinha Ariadny (via vídeo) entrou na brincadeira e a página caiu no disco “John Mayall’s Blues Breakers with Eric Clapton”.

 

YardBirds_Easy-Resize.com

Essa experiência musical foi um vasculhar nos tempos do “arco da velha”…hahaha. E só foi possível, graças ao Youtube que possibilitou o acesso a todas as músicas e a oportunidade de vermos imagens antigas e conhecermos os artistas de uma forma mais intimista. Eram jovens cantando canções com mensagens tão atuais!

Para quem quiser brincar não precisa ter o livro, as músicas podem ouvidas por meio de lembranças, numa pesquisa no google, ou escrever alguns nomes (ou letras) num papel e sortear. São muitas possibilidades para vivenciar a experiência de ouvir boas músicas e compartilhar com a garotada que nasceu conectada com o o mundo virtual, não sabem o que era a expectativa de comprar um disco, uma fita-cassete ou cuidar da agulha do toca-discos como se fosse a própria vida!

Sobre o livro

“1001 Discos para ouvir antes de morrer” está na estante da família há 10 anos. É um tipo de livro que sempre deve estar sempre por perto porque sempre terá um disco legal que você nunca ouviu ou que ouviu anos atrás. Citando um trecho do livro:

Escrito por 90 jornalistas e críticos de renome  internacional, este livro faz uma justa homenagem a todos aqueles que influenciaram o meio musical. Além de acompanhar o desenvolvimento da indústria fonográfica – dos discos de 75 rpm aos modernos CDs -, você vai descobrir como os álbuns foram aceitos pela crítica e que impacto causaram no público.

(Robert Dimery, escritor e editor, e Michael Lyndon, jornalista e um dos fundadores da revista Rolling Stone)

Discos Ouvidos por indicação do livro

Nesses anos eu ouvi muitos discos recomendados pelos jornalistas e críticos do livro (geralmente escolhendo aleatoriamente um número e buscando a página). Muitas músicas eu já ouvi no decorrer da vida, independente do  livro). São 1001 discos listados e eu não consigo lembrar de todos agora, então, citarei alguns e vou atualizando aos poucos (sempre acessem este post, eu acrescentarei mais discos ouvidos). Os discos/músicas podem ser vistos no youtube:

Frank Sinatra – disco “In The Wee Small Hours (1955)

Elvis Presley – disco “Elvis Presley” (1956)

Joan Baez – disco “Joan Baez” (1960)

The Byrds – disco “Mr. Tambourine Man (1965)

John Mayall’s Blues Breakers – disco “John Mayall’s Blues Breakers” (1966)

Marvin Gaye – disco “What’s Going On” (1971)

Patti Smith – disco “Horses” (1975)

Talking Heads – disco “Talking Heads:77” (1977): ouça ‘Psycho Killer’

Michael Jackson – “Off de Wall” (1979)

Michael Jackson – “Triller” (1982): ouça o disco todo!!

Justin Timberlake – “Justified” (2002)

Bônus Timberlake: Love never felt so good (com Michael Jackson)

Meu pulso, pulsa música

NewKidsOnTheBlock_Easy-Resize.com
Ouvindo “Please Don’t Girl” na vitrola! Salve, New Kids On The Block!!! Crédito: Bárbara Fontes.

 

Domingo passado, Bianca e Rafaela assistiram uma live no canal da Villa Mix, o show do jovem cantor canadense Shawn Mendes, em Goiânia, capital de Goiás (no Centro-Oeste do Brasil). Observando (e rindo) as duas cantando eufóricas, como se estivessem lá no show, lembrei-me da minha adolescência ouvindo e cantando tão eufórica quanto elas, as bandas A-ha e New Kids On The Block. Eu não me importo da minha filha ter os seus ídolos juvenis, eu também tive e essa fase passa. Em casa não ouvimos músicas que tenham forte conotação sexual ou que denigrem a imagem das mulheres, e já mostrei para a minha filha que temos ótimos Funks.

Ouvir música aqui em casa é como respirar: é necessário todos os dias! Eu sou do tempo em que minha mãe fazia a faxina aos sábados e botava os filhos pra ajudar e a música (alta por sinal) nos guiava entre uma vassorada e outra (com algumas paradas para dançar, sem a mãe ver, claro!).

 

Anúncios

Publicado por

barbarafontes

Bárbara Fontes é formada em Comunicação Social pela UFMT. Especialista em Educação (Cinema e Educação). É cineasta, jornalista, roteirista, fotógrafa e poetisa. Seu primeiro trabalho em Assessoria de Comunicação foi em 1995. Iniciou no Cinema/Audiovisual/TV em 1994. Passou temporadas em vários países como Uruguai, Argentina, Bolívia, Panamá. Morou em Estocolmo, capital da Suécia, entre os anos de 2000 a 2002. Sua primeira entrevista para a televisão foi aos 12 anos, no programa de variedades, Vitrine, da TV Centro América. Aos 13 anos, escreveu seu primeiro artigo, publicado no jornal impresso, Correio Várzea-grandense. Desde que se conhece por gente, escreveu histórias, composições musicais, roteiros e poemas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s