Votar ou não votar: eis a questão???

Dados de Institutos de Pesquisas apontam uma realidade: muitos brasileiros não querem votar.

Os números (em percentual) do IBOPE e Datafolha, por segmento, dos eleitores que afirmam votar Em branco/nulo/nenhum*:

 

IBOPE*

Publicada em 18 de setembro, a pesquisa foi encomendada pela TV Globo. Foram ouvidos 2.506 eleitores:

 

Por Gênero:

Sexo Masculino: 11%

Sexo Feminino: 17%

 

 

Por Idade:

16 a 24 anos: 13%

25 a 34 anos: 12%

35 a 44 anos: 14%

45 a 54 anos: 17%

Acima de 55 anos: 14%

 

 

Por Escolaridade:

Até a 4º série: 11%

Da 5º a 8º série: 14%

Ensino Médio: 15%

Ensino Superior: 13%

 

 

Por Renda:

Até 1 salário: 14%

Mais de 1 a 2 salários: 16%

Mais de 2 a 5 salários: 14%

Mais de 5 salários: 8%

 

 

Por região:

Norte/Centro-Oeste: 10%

Sul: 12%

Nordeste: 11%

Sudeste: 18%

*Registro no TSE: BR-09678/2018

Acesse a pesquisa Ibope aqui.

Acesse matéria do G1 aqui.

 

 

Datafolha

A pesquisa para presidente do Brasil, divulgada em 14 de setembro.  Foram ouvidos 2.820 eleitores em 197 municípios, contemplando as cinco regiões do país: Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. A Pesquisa Datafolha foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de São Paulo.

 

Por Gênero:

Sexo Masculino: 10%

Sexo Feminino: 16%

 

Por Idade:

16 a 24 anos: 10%

25 a 34 anos: 14%

35 a 44 anos: 14%

45 a 59 anos: 13%

Acima de 60 anos: 13%

 

Por Escolaridade:

Fundamental: 14%

Médio: 14%

Superior: 11%

 

Por Renda:

Até 2 salários: 15%

Mais de 2 a 5 salários: 13%

De 5 a 10 salários: 9%

Mais de 10 salários: 8%

 

Por região:

Sudeste: 14%

Sul: 10%

Nordeste: 15%

Centro-Oeste: 11%

Norte: 13%

*Registro no TSE: protocolo nº BR-05596/2018

 

Eleitores desinteressados em Política?

Em todos os segmentos apresentados nas duas pesquisas (gênero, idade, escolaridade, renda e região), há mais  eleitores que afirmam votar em branco, em nulo ou em nenhum dos candidatos à presidência do Brasil, do que eleitores que votarão nos candidatos João Amoêdo, Henrique Meirelles, Álvaro Dias, Cabo Daciolo, Vera, Guilherme Boulos, João Goulart Filho e Eymael. O maior índice está no segmento Mulheres: 17%, segundo o Ibope, e 16%, na pesquisa Datafolha. No segmento Renda de até dois salários mínimos: 16% apontou o Ibope, e 15%, Datafolha. Segundo o Ibope, na região Sudeste o índice é de 18%; na pesquisa Datafolha, a região com maior número de eleitores que votam Em branco/nulo é o Nordeste, com 15%. Para as duas pesquisas, o nível de confiança utilizado é de 95%, considerando a margem de erro (de dois pontos percentuais para mais ou para menos). O atual cenário político, com muitos escândalos de corrupção, pode ser um grande fator de descontentamento do eleitorado.

Crise na democracia?

Bandeira_Brasil_BarbaraFontes
Crédito: Bárbara Fontes/Projeto de Poetisa

Brasil passou por décadas sob o regime militar, o voto era indireto, isto é, a população não tinha o direito de votar (e nem havia liberdade de expressão e nem a de imprensa). Após o golpe de 64, milhares de pessoas que não concordavam ver o país sob o comando dos militares foram presas e torturadas. Infelizmente, até hoje há muitas famílias que desconhecem o paradeiro de seus entes queridos (ou de seus restos mortais) que desapareceram durante a ditadura.

 

 

 

NotaEuquerovotarPresidente
Em 1983, Dante de Oliveira era deputado federal por Mato Grosso e deu início às Diretas Já por meio do projeto de emenda para eleições diretas no país. Imagem/Reprodução: http://blog-diretasja.blogspot.com

O regime democrático é instituído na segunda metade da década de 1980, após muitas lutas, passeatas e atos civis em praças de todo país. O Diretas Já foi o maior marco de cidadania da nossa história. A Constituição de 1988, garante a todos os brasileiros, a partir de 16 anos, o direito de votar em quem quiser sem sofrer censuras (e nem torturas) por parte do governo. O ato de votar é uma conquista de valor incalculável.

 

vempraurnaQuando deparamos com as pesquisas de intenções de votos que apontam altos índices de pessoas que não querem votar nessas eleições, podemos refletir se realmente valeu todo o sangue derramado para que hoje o país pudesse ter eleições diretas com a participação popular.

Votar vai muito além de  ato obrigatório de cidadania. É o momento em que cada eleitor (a) decide o destino do país. O que a maioria decidir refletirá coletivamente. Não votar porque há muita corrupção no país ou que os políticos não são dignos de confiança, abre uma brecha perigosa que pode permitir a continuidade da corrupção e da manutenção de maus políticos no poder. Não existe voto inútil.

 

Independente de quem for o presidente do Brasil, quais se tornarão senadores,  deputados federais e estaduais eleitos no pleito de 2018, caberá a cada um de nós a cobrança e a fiscalização de seus atos. Os eleitos estarão prestando um serviço público a população por um tempo determinado, e a honestidade é uma obrigação, assim como ser  um bom gestor ou legislador. A população também tem o dever de cobrar a IMPRENSA, que é o olho que tudo vê e está constitucionalmente amparada pela Lei de Imprensa. Ela pode e deve denunciar o que está errado.

 

Todo cidadão e cidadã tem o direito em não votar, porém, a situação política e econômica em que o país atravessa é lamentável, e se abster de votar é aceitar as coisas como estão. O Brasil só evoluirá e se manterá como país democrático por meio das eleições. Não votar é permitir que políticos ruins continue no poder. O voto é a melhor arma para a população.

 

Saiba mais sobre a pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Datafolha aqui.

Acesse matéria do G1 aqui.

Informações sobre as Eleições 2018 aqui.

 

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Publicado por

barbarafontes

Bárbara Fontes é formada em Comunicação Social pela UFMT. Especialista em Educação (Cinema e Educação). É cineasta, jornalista, roteirista, fotógrafa e poetisa. Seu primeiro trabalho em Assessoria de Comunicação foi em 1995. Iniciou no Cinema/Audiovisual/TV em 1994. Passou temporadas em vários países como Uruguai, Argentina, Bolívia, Panamá. Morou em Estocolmo, capital da Suécia, entre os anos de 2000 a 2002. Sua primeira entrevista para a televisão foi aos 12 anos, no programa de variedades, Vitrine, da TV Centro América. Aos 13 anos, escreveu seu primeiro artigo, publicado no jornal impresso, Correio Várzea-grandense. Desde que se conhece por gente, escreveu histórias, composições musicais, roteiros e poemas.

8 comentários em “Votar ou não votar: eis a questão???

  1. A falta de conhecimento da história política e a falta de atenção na educação em tornar o cidadão consciente de seu papel na democracia, além de toda descrença na classe desclassificada dos políticos de todas as esferas, torna o voto em um “remédio” difícil de engolir…

    Curtido por 1 pessoa

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