Tristes trópicos

Maduro fecha fronteiras, o espaço aéreo e deixa milhões de venezuelanos isolados e sem ajuda humanitária.

 

Há mais de 36 horas, brasileiros, colombianos e venezuelanos estão proibidos de cruzar as fronteiras da Venezuela.

 

Tanto do lado do Brasil quanto da Colômbia, o que se vê do lado da Venezuela são fronteiras fortemente armadas com tanques blindados, barricadas, arames farpados por toda extensão e centenas de soldados prontos a atacar quem se atrever a atravessar. Depois de o governo de Nicolas Maduro descobriu que seus compatriotas estavam fugindo por caminhos alternativos, soldados ja estão nesses locais para impedir a atravessia.

 

As fronteiras marítimas que a Venezuela faz com Aruba, Curaçao e Bonaire também estão fechadas.

 

Intolerância modo on

O que se sabe da vida real na Venezuela vem de vídeos com imagens captadas por corajosos que mostram ao mundo toda a dor, miséria, abandono, desemprego e muito desespero. Há imensas filas para abastecer, para conseguir comida – a cada dia mais escassa. A população também sofre com a falta de atendimento dos serviços públicos essenciais. A imprensa estrangeira de países aliados ao presidente interino, Juan Guaidó, é considerada  Inimiga de Estado pelo governo ditatorial de Maduro. Jornalistas brasileiros não podem atravessar a fronteira para registrar o que se passa na Venezuela. E se o fizerem serão presos e podem receber represálias como torturas físicas e psicológicas. Mais uma prova de que algo muito errado e perigoso acontece em solo venezuelano. Onde a impressa – porta-voz da sociedade – não pode estar é porque não há DEMOCRACIA.

 

Ajuda humanitária em risco

Enquanto Maduro no conforto de seu lar diz que o povo venezuelano não precisa de ajuda humanitária porque não é mendigo, o mundo presencia um país doente em todos os sentidos e que precisa sim de toda ajuda porque somos todos ‘hermanos’.

O show ‘Venezuela Aid Live, realizado na cidade colombiana Cúcuta, contou com grandes nomes da música mundial com o objetivo de arrecadar dinheiros e alimentos para os venezuelanos que passam pela maior crise humanitária de sua história. O evento contou também com a presença de Juan Guaidó, que está proibido de sair da Venezuela, dos presidentes do Paraguai, Mario Abdo Benítez; do Chile, Sebastian Piñera e, claro, da Colômbia, Ivan Duque. O Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro; e do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, também estiveram no evento.

 

Maduro também diz que a ajuda humanitária, seria na verdade uma forma do Brasil, Colômbia e os EUA de invadirem o país rico de poços de petróleo. Por mais que a Venezuela, a China e a Rússia batem fortemente nessa tecla, não há um ‘cavalo de Tróia’  travestido de comida, água, vacinas, produtos de higiene pessoal. Na cabeça de Madura há um guerra iminente e apavora o seu povo que anda sem forças para lutar.

 

Dia D

Neste sábado as fronteiras da Venezuela recebem toneladas de alimentos, remédios e outros produtos vindos de vários países, que devem ser entregues à VVenezuela. Nicolás Madura rejeita essas doações.

 

Do Brasil, dois caminhões carregados de doações, saíram da Base Aérea de Boa Vista, em Roraima, e já se encontra em Pacaraima, cidade fronteiriça.

image

Reprodução/site Roraima em Tempo

Anúncios

2 comentários em “Tristes trópicos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s