Observatórios sociais

Saiba o que é e como funciona as organizações que fiscalizam e denunciam a corrupção e o desperdício de dinheiro no poder público.

 

Matéria publicada em 16/02:

Para que serve um observatório social?

Segundo informações do Observatório Social do Brasil, é um espaço democrático e apartidário para o exercício da cidadania. É formado por entidades representativas da sociedade civil, que também é responsável pela sua criação e manutenção, inclusive financeira. O objetivo é contribuir para a melhoria da gestão pública. A essência de um observatório social é transformar o direito do cidadão e da cidadã de indignar-se em atitude, sempre a favor da transparência e da qualidade na aplicação dos recursos públicos.

O observatório social pode ser formado por empresários, profissionais, professores, estudantes, funcionários públicos e outros cidadãos que por meio do trabalho voluntário se dedicam à causa da justiça social. A implantação de um observatório é o bom caminho para a evolução da sociedade brasileira. Quando as pessoas ficam indignadas com o que está errado e se organizam para lutar contra isso, há reflexos na imprensa, no Ministério Público, nas Defensorias e na política como um todo.

 

Observatório Social de São José (SC)

Reconhecida internacionalmente como uma das organizações mais combativas contra o desperdício de dinheiro público, o Observatório Social de São José (OSSJ), situado na Grande Florianópolis, denunciou em 2012, um erro administrativo na compra de papel higiênico pela prefeitura de São José: invés de rolos foram comprados mais de seis mil fardos. Até nos dias de hoje há papel higiênico estocado – algo em torno de mil fardos. Em 2014, a prefeitura fez mais uma licitação para comprar mais papel higiênico! Jaime Klein, então vice-presidente da OSSJ, disse na imprensa que por meio das denúncias do observatório social, uma licitação para comprar mais papel higiênico em 2016 foi cancelada.

 

JaimeLuizKlein_BBCBrasil_acervopessoal
Jaime Klein durante entrevista para BBC Brasil. Acervo Pessoal.

Outro caso da OSSJ que ganhou notoriedade na imprensa foi a denúncia de um serviço de obra pública malfeita: a espessura da camada asfáltica de uma rua era menor do que a contratada. A prefeitura negou as irregularidades no caso do asfalto e da compra de papel higiênico, porém, reconheceu que a gestão anterior cometeu um erro administrativo que gerou o acúmulo gigantesco de papel higiênico e desperdício de dinheiro que sai dos bolsos dos contribuintes.

 

Se com um observatório social a luta é grande, imagine sem essa organização nos municípios brasileiros? A mudança por um país melhor e mais justo precisa da ajuda de cada um de nós. Participe de um observatório social em sua cidade, se não houver ainda, procure entidades que lutam contra a corrupção e o desperdício de dinheiro público. Faça a sua parte. O Brasil agradece!

 

 

137 Observatórios sociais no Brasil

Dezesseis estados brasileiros possuem observatórios sociais: Bahia (6 unidades); Distrito Federal (1); Goiás (1); Minas Gerais (8); Mato Grosso (4); Mato Grosso do Sul (1); Pará (3), Piauí (1); Rio de Janeiro (9); Rio Grande do Norte (1); Rio Grande do Sul (15); Rondônia (1); Santa Catarina (27); São Paulo (23); Tocantins (2). O estado do Paraná possui o maior número de organizações, totalizando 32 unidades.

 

Saiba mais:

Acesse o site do Observatório Social de São José aqui.

Consulte as cidades que possuem observatórios sociais aqui.

Site do Observatório Social do Brasil aqui.

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Publicado por

barbarafontes

Bárbara Fontes é formada em Comunicação Social pela UFMT. Especialista em Educação (Cinema e Educação). É cineasta, jornalista, roteirista, fotógrafa e poetisa. Seu primeiro trabalho em Assessoria de Comunicação foi em 1995. Iniciou no Cinema/Audiovisual/TV em 1994. Passou temporadas em vários países como Uruguai, Argentina, Bolívia, Panamá. Morou em Estocolmo, capital da Suécia, entre os anos de 2000 a 2002. Sua primeira entrevista para a televisão foi aos 12 anos, no programa de variedades, Vitrine, da TV Centro América. Aos 13 anos, escreveu seu primeiro artigo, publicado no jornal impresso, Correio Várzea-grandense. Desde que se conhece por gente, escreveu histórias, composições musicais, roteiros e poemas.

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