Meio Ambiente (Atualizado)

Cientista brasileiro desmitifica aquecimento global

Na contramão dos discursos ambientalistas que colocam sob os ombros da humanidade a culpa pelo aquecimento global, e que também não poupam o Brasil como destruidor de seu habitat, principalmente, a Amazônia, o professor Ricardo Felício, meteorologista e doutor em Geografia Física – área de climatologia antártica, realiza palestras pelo mundo com o intuito de mostrar por meio de estudos científicos que as mudanças climáticas que assolam o nosso planeta não é resultado da ação humana, e sim provocadas por ciclos naturais que ocorrem de tempos em tempos. Isso vale também para a emissão de CO², encontrado nos vulcões, nos oceanos e nas vegetações, e segundo o professor, a liberação da molécula por ação humana é bem pequena comparado ao que a natureza sempre emitiu. Também denuncia as potências mundiais, que por questões geopolíticas visam o protecionismo de seus mercados internos, propagam inverdades sobre o meio ambiente e prejudicam países em desenvolvimento. Sua voz ecoa nas universidades, na imprensa brasileira e estrangeira onde recebe apoios e críticas ferozes. Também participou de vários programas de TV, como o de Jô Soares (Rede Globo), e de programas de rádio de grande audiência, como o Pânico (Jovem Pan).

 

 

 

RicardoFelicio

Ricardo Felicio/Acervo Pessoal

Para o professor, as mudanças climáticas na Terra sempre aconteceram no decorrer dos milênios porque a noção de clima está relacionada à variabilidade, o que acontece hoje pode mudar em 30 anos, ou já ocorreu em algum período geológico. E a tendência é o esfriamento do planeta, e não o aquecimento. Segundo ele, dizer que há mudança climática não é um termo adequado, o correto é utilizar o termo variabilidade climática, fenômeno que ocorre sem a interferência humana e cita como exemplo, estudo do climatologista russo Wladimir Köppen:

 

 

 

 

“a vegetação responde ao clima e não ao contrário”, tanto é verdade que você não vai deixar de ter um deserto plantando árvores porque elas irão morrer.  E também vale o contrário, não vai secar um lugar plantando cactos.  (Ricardo Felício)

 

 

 

Questões geopolíticas

Recentemente o Brasil passou por um período de seca que acarretou em inúmeros incêndios em vários estados. A floresta amazônica sofreu queimadas provocadas por raios, e também por ações criminosas que estão sob investigações. A situação do país teve uma repercussão mundial negativa, a partir de postagens do presidente da França, Emmanuel Macron, que utilizou imagens de florestas incendiadas e animais mortos. Macron, por iniciativa própria, liderou uma série de debates sobre Amazônia, levantou bandeira contra a entrada do Mercosul na União Europeia (UE), e colocou em xeque a soberania do Brasil. Posteriormente se confirmou que as postagens do presidente eram fake news, consequentemente, também veio à tona a real razão para os ataques ao Brasil: o presidente sofre pressões de produtores franceses que temem a entrada de produtos brasileiros no país. Como não era possível admitir essa questão para dentro do Parlamento da UE, o jeito foi achar um bode expiatório, no caso as queimadas na Amazônia, para acabar com as negociações com o Mercosul. Foi uma questão geopolítica – os interesses comerciais da França – que poderia ter levado o Brasil a sofrer sanções comerciais internacionais. Mas o plano não deu certo para Macron e uma lição ficou: as questões geopolíticas sempre nortearam Acordos Internacionais, guerras, conflitos ideológicos, disputas por patentes entre outros. E o Brasil, detentor de grande parte territorial da floresta amazônica, fica bem no meio do jogo político das potências mundiais.

 

 

 

“Há um embate geopolítico onde há forças internacionais com interesses de métodos de produção. Se você chega na última esfera geopolítica, esses países se conversam. Putin e Trump são dois grandes estadistas, e em seus países falam categoricamente que o aquecimento global é uma fraude. Eles não concordam com o Acordo de Paris, adiam todos os protocolos, mas não querem que o Brasil saia deste acordo porque eles têm interesses aqui. A China também tem interesse”, comenta o professor Ricardo Felício.

 

 

 

Circuito Universitário 2019

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Lucas Beber conversa com a imprensa sobre o Circuito Universitário 2019. Crédito: Ascom Aprosoja

 

 

Em Mato Grosso, o professor Ricardo Felício encontrou apoio e suporte na Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), onde participa do Circuito Universitário 2019, com a palestra “Aquecimento global, mito ou realidade? A terra está esquentando por ação humana ou natural? ”, em universidades públicas e privadas de nove municípios.

 

 

 

“Com o Circuito Universitário, a Aprosoja quer aproximar da sociedade, quebrar mitos e a demonização sobre o nosso setor.  Antes de mais nada, quando a gente traz esses assuntos polêmicos e que têm confrontos, a gente tem de lembrar que também tem família, filhos e que a gente pensa no futuro deles, quer um mundo melhor e não fará nada que vá contra a isso. A partir do momento em que a gente tem fatos e dados científicos que derrubam aquelas teorias e paradigmas que querem derrubar o nosso setor, o mínimo que a gente pode fazer é mostrar esses estudos para a sociedade e também mostrar o que temos de bom. E discutir porque o produtor é demonizado se está produzindo alimento. A mídia tem divulgado que a gente está desmatando tudo que tem aqui, e isso não é verdade. Do pequeno produtor hortifrutigranjeiro até o grande produtor de soja e cana-de-açúcar, o plantio ocupa 7,8% do território brasileiro”. (Lucas Beber, diretor financeiro da Aprosoja)

 

 

 

Já para o professor Ricardo Felício, o evento ajuda ecoar informações que boa parte da imprensa não divulga, e também não é de interesse de pessoas que precisam alimentar no mundo a ideia de que o planeta Terra está com dias contados.

 

 

 

 “A Aprosoja está dando a oportunidade para que eu possa falar para os estudantes de Mato Grosso, mas são coisas que eu já falo há mais de 15 anos. A minha missão é trazer esclarecimentos que já estão em livros científicos, como por exemplo de que “árvore não faz chuva”.

O Circuito Universitário 2019 foi gratuito e aconteceu em duas etapas durante o mês de outubro.

1º Etapa: Cuiabá; Várzea Grande; Campo Novo do Parecis; Diamantino; Nova Xavantina; Serra de São Vicente.

 

2º Etapa: Lucas do Rio Verde; Nova Mutum; Sinop e Tangará da Serra.

 

 

Saiba mais

Matéria do BBF: Cientista retorna a Mato Grosso para derrubar mitos sobre o aquecimento global, acesse AQUI.

Canal no Youtube do professor Ricardo Felício, acesse AQUI.

 

 

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