jornalismo

Meio Ambiente – Desmatamento Ituna-Itatá

Representantes do Ibama e MPF-PA falam sobre o desmatamento da TI Ituna-Itatá

O coordenador de fiscalização do Ibama Hugo Loss e o procurador da República Adriano Lanna, do Ministério Público Federal (MPF) participaram de coletiva à imprensa, realizada em Altamira (PA), no último dia 22 de janeiro, para tratar da pressão de grileiros, garimpeiros e desmatadores que assolam a região da Ituna-Itatá.

Segundo Loss, entre 2018 e 2019 houve um aumento de 700% no desmatamento na área, com perda de 23% da cobertura florestal apenas no último ano. Só em janeiro de 2020, na recente operação de fiscalização, o Ibama já identificou mil hectares de desmatamento.

Os fiscais localizaram dois postos de combustíveis que ficam na rota de entrada para a área indígena e abastecem os invasores. Na semana passada, eles foram embargados e lacrados, com apreensão de cerca de 5 mil litros de combustível. Alguns moradores da região – conhecida como Vila Mocotó, fora da terra indígena – tentaram impedir a saída da equipe de fiscalização, mas após um dia de tensão, eles conseguiram voltar para Altamira com o material apreendido.

Já o procurador da República Adriano Lanna, que vem acompanhando o trabalho de fiscalização, diz que a ação das quadrilhas de invasores coloca em risco a vida de indígenas e pode provocar o avanço sobre as terras de outros povos que já sofrem grande pressão por causa dos impactos da usina de Belo Monte, caso das terras Trincheira-Bacajá, dos índios Xikrin, e Koatinemo, dos Assurini. Ambas fazem divisa com a Ituna-Itatá. O MPF é o órgão a que se destinam os autos de infração lavrados pelo Ibama durante as fiscalizações, para identificação dos culpados e posterior responsabilização civil e penal.

 

 

Pecuária ilegal em área restrita

Segundo informações do Ibama, já existe gado nas áreas desmatadas ilegalmente, o que indica que as terras estão sendo invadidas por grileiros para abertura de pastagens. A venda de gado criado em áreas de desmatamento ilegal é proibida e frigoríficos que comprem animais sem atestar a procedência podem ser punidos e até banidos do mercado.

 

Funai reage

Em resposta às denúncias feitas pelo Ibama e Ministério Público Federal Pará sobre o desmatamento na Terra Indígena ituna-Itatá, região onde se localiza os Isolados Igarapé Ipiaçava Fundação Nacional do Índio emitiu nesta segunda-feira (27), nota à imprensa.

 

Íntegra da Nota à Imprensa da Funai

(Com informações da Assessoria de Comunicação do PF-PA, e Funai)

 

 

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