Economia

Economia: Fintechs

40% dos consumidores utilizaram cartão de crédito de alguma fintech nos últimos 12 meses

As fintechs, startups que oferecem serviços financeiros por meio de plataformas digitais, mudaram os hábitos dos consumidores brasileiros nos últimos anos. Um levantamento da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) feito em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) indica que 40% dos entrevistados utilizaram cartão de crédito de alguma fintech nos últimos 12 meses.

Para a CDL Cuiabá, o segredo do crescimento no uso dos cartões das fintechs está na qualidade da experiência e no fato dessas instituições atenderem a uma parcela da população que até então não encontrava amparo nas instituições financeiras tradicionais.

As vantagens das fintechs de cartões são principalmente a funcionalidade e fluidez dos aplicativos, além disso, também podemos citar outros benefícios com essa forma de empréstimo, sendo a agilidade de transparência, bem diferente da lentidão e burocracia dos grandes bancos”. (Fábio Granja, superintendente da CDL Cuiabá)

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Foto por Negative Space/pexels

Bancos digitais: tendência que veio pra ficar

De acordo com a pesquisa, 45% dos consumidores utilizaram ou vêm utilizando os serviços de algum banco digital nos últimos 12 meses, sobretudo para o pagamento de contas (16%), verificação de saldo ou extrato (14%), saque de dinheiro (11%), realização de pagamento com cartão de débito (11%) e transferência de dinheiro (11%).

O levantamento mostra que 84% dos clientes de bancos digitais também possuem conta em bancos tradicionais. Embora sejam clientes de fintechs, esses consumidores continuam utilizando serviços de bancos convencionais pela facilidade na obtenção de crédito pelo tempo de conta (38%) e a possibilidade de um atendimento presencial quando necessário (33%).

Quando comparados aos serviços das instituições tradicionais, os bancos digitais conquistaram a preferência de 55% dos entrevistados que utilizam ambos os serviços. Já 25% afirmam não ter preferência e apenas 20% preferem os bancos tradicionais.

Conforme o superintendente da CDL Cuiabá ainda, a concorrência entre os bancos tradicionais e as fintechs é boa para todos. As startups chegam com soluções criativas e customizadas, deixando os preços mais competitivos, enquanto empresas já estabelecidas agem para melhorar sua estrutura de produtos e serviços.

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Foto por Artem Beliaikin/pexels

Investimento para todos

As fintechs romperam com a ideia de que investir é para poucos e de que para isso é necessário ter amplo conhecimento técnico. Ao permitir que os clientes façam aplicações com quantias menores e utilizando mecanismos cada vez mais simples, essas novas empresas democratizam as possibilidades de investimentos para o consumidor.

Exemplo dessa popularidade, é que 32% dos consumidores contrataram ao menos um tipo de serviços de investimento de fintechs nos últimos 12 meses. Entre as modalidades utilizadas, 30% contrataram serviços de corretoras de valores ou investimentos, outros 30% optaram pelas transações financeiras por meio de plataformas on-line de moeda digital e 18% contrataram serviços automatizados de gerenciamento de investimentos conhecidos como ‘robôs advisors’.

A pesquisa mostra que os principais motivos para investir por meio de uma fintech incluem a facilidade (45%), a rapidez para realizar transações (44%) e a praticidade de ter todas as informações quando é preciso (38%).

No entanto, essa mudança não implica no fim do relacionamento dos consumidores com os grandes bancos e outras instituições tradicionais, uma vez que 44% dos que aplicam com ajuda de fintechs também possuem investimentos em instituições tradicionais. Já 49% possuem investimentos somente nas fintechs.

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Foto por Polina Zimmerman/pexels

Empréstimos mais acessíveis

A dificuldade de conseguir crédito nas instituições bancárias tradicionais faz com que boa parte dos brasileiros não tenham acesso à empréstimos e financiamentos. As plataformas on-line miram nesse mercado potencial milhões de pessoas não atendidas pelos bancos no Brasil. De acordo com a pesquisa, um em cada cinco entrevistados (19%) fez ao menos um empréstimo pessoal em empresas exclusivamente digitais nos últimos 12 meses.

Considerando os que informaram a quantia, 21% pegaram emprestado até R$ 3 mil. Na maior parte das vezes, a motivação foi o pagamento de dívidas como outros empréstimos, cartão de crédito, prestações (35%), seguido pelo pagamento de contas fixas da casa, como aluguel, condomínio, luz, entre outros (23%) e a intenção de abrir o próprio negócio (19%). A pesquisa revela que 32% dos entrevistados tiveram que fornecer alguma garantia para a empresa do empréstimo contratado. Para 54% não foi necessário.

Dentre os que recorreram a uma fintech para obter empréstimo, 83% realizaram algum tipo de pesquisa de preços em empresas digitais ou tradicionais. Para a tomada de decisão foram consideradas, principalmente, as taxas cobradas (44%), o valor da parcela (34%) e o valor disponível para o empréstimo (34%).

 (Com informações da ComunicArte MT)

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