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Saúde: Perigos da automedicação

CRF-MT orienta e alerta os farmacêuticos sobre a prescrição de medicamentos

No Brasil existem alguns grupos de medicamentos que são isentos de prescrição médica (MIPs). Porém, devem ser utilizados segundo as orientações de um profissional farmacêutico. Esse tipo de medicamento não possui tarja e são regulados atualmente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pelas normas RDC nº 98 de 2016, IN nº 11 de 2016 (dispões sobre a lista de medicamentos isentos) e RDC nº 242 de 2018.

No entanto, existem medicamentos que possuem tarja vermelha e tarja preta, e estes são sujeitos a controle especial e só podem ser vendidos sob prescrição médica.

Atenção!

A Portaria nº 344/98 da Anvisa orienta para a prescrição dos receituários do tipo A e B e quais as formas de se prescrever corretamente.

As receitas do tipo A (receita amarela):

Devem ser acompanhadas de declaração do médico feita em seu receituário com o CID e a justificativa de seu uso. Este tipo de receita só é dispensada no mesmo Estado em que for prescrita. Os medicamentos sujeitos a esta receita estão nas listas A1, A2 e A3.

As receitas do tipo B (receita azul):
São as receitas de controle especial para a prescrição de medicamentos das lista B1 e B2 da portaria 344/98. Estas receitas são aviadas no estado em que foram prescritas e para aviar em outro estado é necessário que haja uma justificativa com CID e o motivo da prescrição no receituário do médico prescritor.

Inimigo em casa

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 50% de todos os medicamentos são incorretamente prescritos, dispensados e vendidos; e mais da metade dos pacientes que os utilizam o fazem incorretamente. Esses erros podem ser causados por diferentes fatores que potencialmente interferem na prescrição, na dispensação, na administração, no consumo e no monitoramento de medicamentos, o que pode ocasionar sérios prejuízos para a saúde e até mesmo a morte.

Cuidados que salvam vidas

O presidente do Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso (CRF-MT), Iberê Ferreira da Silva Junior relata que embora os medicamentos sejam produtos farmacêuticos indispensáveis, na maioria das situações, para a recuperação da saúde dos pacientes, eles não são isentos de risco e podem se tornar extremamente perigosos quando usados inadequadamente, o que os torna um grande problema de saúde pública mundial.

Iberê explica que todas as receitas devem ser escritas de forma legível em todos os campos, com o nome e o endereço completos do usuário, com o nome do medicamento, a dose e posologia corretas de prescrição.

Automedicação não! Procure um farmacêutico

A farmacêutica do Núcleo de Apoio Farmacêutico do CRF-MT, Karina Luckmann ressalta que o profissional farmacêutico exerce um papel primordial na luta pelo uso racional de medicamentos, resguardando a saúde da sociedade.

Prescrições em desacordo com os critérios técnicos e sanitários não devem ser dispensadas, assim como prescrições em quantidade superiores às recomendadas devem ser muito bem analisadas e justificadas. Lembrando que os medicamentos sujeitos a controle especial, de acordo com a Portaria SVS/MS nº 344/98 e suas atualizações, possuem quantidades máximas permitidas para cada receita”. (Karina Luckmann)

(Com informações de Soraya Medeiros/CRF-MT)

Saiba mais:

Portaria SVS/MS nº 344/98

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