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Vaga de Emprego

Salário mensal acima de 27 mil reais + benefícios.

Os candidatos e candidatas deverão ter disponibilidade de horário (dedicação exclusiva) e para viagens nacionais e internacionais. Salário compatível com a função

Benefícios: residência para morar com a família, carro blindado, seguranças 24 horas, convênio médico ilimitado; férias, avião disponível a qualquer hora; todas as despesas financeiras relacionadas ao uso do cargo não serão descontadas do salário (alimentação, organização de jantares em casa ou em restaurantes, hotéis, necessidade de auxilio especializado – independente do problema ou dúvida), consertos e reformas que julgar necessárias, entre outras demandas não especificadas, porém, que condiz com as atribuições do cargo.

Cargo: Presidente da República

Contratante: A POPULAÇÃO BRASILEIRA

Requisitos Obrigatórios

Ser brasileiro nato

Estar com os direitos políticos em dia

Ser filiado a um partido político (no mínimo 6 meses)

Ter a idade mínima de 35 anos até a dia da posse

Ter conduta profissional de acordo com a Lei da Ficha Limpa

Não ter pendências com a Justiça Eleitoral

Ser comprovadamente HONESTO

Os candidatos ao cargo deverão tomar ciência de que:

Sua vida pessoal e profissional serão analisadas.

Mesmo sendo ‘Ficha Limpa’ no momento da candidatura, mas, se for comprovado participações em esquemas de corrupções, o candidato será excluído do processo seletivo.

O candidato que insistir em se aliar às pessoas que estão associadas à corrupção – direta ou indiretamente – terão as chances diminuídas para se eleger.

Os candidatos que possuem os requisitos abaixo terão mais chances de seguirem para o segundo turno:

Ser fluente em Língua Portuguesa (escrita e falada). Isso será muito bem observado durante o Horário Eleitoral Gratuito.

Ter curso Superior (não é obrigatório ter Especialização, Mestrado, Doutorado ou Pós-Doutorado, porém, os candidatos que tiverem terão mais chances de conseguirem a vaga, principalmente, se forem nas áreas que envolvam Gestão Pública e Política).

Ter conhecimento (nível avançado) em História do Brasil, Economia, Política (com trabalhos comprovados), Cultura e Educação brasileiras e Saúde Pública.

Também terão mais chances ao cargo, os candidatos que comprovarem experiência como gestor público (prefeito e governador). Orienta-se que os vereadores e deputados não se inscrevam para o pleito. É necessário ter experiência em gestão pública como prefeito e governador. Orienta-se que os Senadores que nunca foram eleitos para cargos executivos, se candidatem-se para vice-presidente ou tentem se elegerem ao governo de seu estado. É um bom começo antes de pleitear a presidência da república.

Cronograma (de acordo com o TSE):

OS candidatos e candidatas começarão a ser analisados a partir do momento em que se DECLARAM publicamente que desejam pleitear o cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA.

A partir de 16 de agosto, começa a Propaganda Eleitoral e TODOS os candidatos serão sabatinados, investigados, questionados – a qualquer momento – pela população brasileira.

A partir de 31 de agosto, TODOS os candidatos deverão apresentar PROPOSTAS VIÁVEIS por meio do Horário Eleitoral Gratuito (atente-se que queremos PROPOSTAS e não XINGAMENTOS e ACUSAÇÕES contra o concorrente!!)

Candidatos e candidatas sejam CRIATIVOS, VERDADEIROS e OBJETIVOS durante o período de Propaganda Eleitoral!!!

 

Eleições:

07 de outubro/2018 (domingo) será o primeiro turno de votação. TODOS TERÃO CHANCES!! FAÇA O SEU MELHOR!

28 de outubro/2018 (domingo), somente 2 CANDIDATOS (AS) estarão competindo, voto a voto, para a grande oportunidade de suas vidas: SER PRESIDENTE DO BRASIL.  

 

OBS: Os candidatos que tentarem fazer a população brasileira de idiota, não vai para o segundo turno!

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Mulheres da Terra!

Cena Onze leva ao público uma peça baseada em fatos reais

Quando a apresentação de “Mulheres da Terra” termina, a sensação é de ter passado por um ritual de passagem. Não há como sair da Sala Anderson Flores, no Cine Teatro Cuiabá, indiferente, como se nada tivesse acontecido. Aconteceu sim, um tsunami de sensações como espanto, arrepio, comoção, risos, choros e um despertar para uma realidade que não é nossa (gente da cidade).

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Crédito: Bárbara Fontes

O ritual começa já na entrada da sala, uma banda toca uma canção de letra forte e as cadeiras estão ao redor de um círculo cheio de terra (um teatro de arena) e dentro dele há uns panos – depois vi que eram as vestidos. No primeiro ato há um julgamento num tribunal de justiça (e o público faz parte disso), de um lado as rés, mulheres simples, agricultoras acusadas de invasão de terra; do outro lado, uma jovem advogada defendendo os interesses de seus ricos clientes fazendeiros.

 

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Crédito: Cia Cena Onze de Teatro

 

A partir desse julgamento, toda uma trama é desenrolada e vamos conhecendo cada uma das mulheres da terra:  Vera, Miguelina, Ivani, Germanba, Leonora, Dorcina, Raimunda, Maria Ivanildes, Lindaura, Camila e Aline.

 

 

 

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A personagem Bete (bandeira verde no ombro) desperta para a realidade das mulheres da terra junto com o público. Crédito: Bárbara Fontes

E magistralmente, também testemunhamos a conversão da jovem advogada Bete que, após uma crise de consciência, desperta para a verdade da luta das mulheres trabalhadoras rurais, que ela prejudicou lá no julgamento. Bete, finalmente, compreende que nem sempre a justiça é justa. O despertar de Bete que acontece no decorrer da peça, se entrelaça com o despertar do público – uma fruição acontece naturalmente e torna uma luta de todos.

 

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Crédito: Bárbara Fontes

“Mulheres da Terra” é uma linda adaptação do livro “Dez mulheres, muitas vidas”, da jornalista Scheilla Gumes e do fotógrafo Andenor Gondim, com relatos de trabalhadoras rurais mato-grossenses.  O livro se torna peça de teatro pelas mãos do diretor da Cia Cena Onze de Teatro, Flávio Ferreira, e dos atores Heloise Godoy e Gustavo Teixeira. Meses atrás, Flávio Ferreira me mostrou esse livro que estava em sua mesa no escritório. Ele estava encantado com a ideia de adaptar o livro para o teatro. O elenco da peça foi até as comunidades rurais, no interior de Mato Grosso, conhecer pessoalmente as mulheres que sobrevivem em um ambiente dominado pelo agronegócio, e algumas delas vivenciaram maus tratos e a escravidão em fazendas!

 

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Aline interpreta ela mesma na peça. Crédito: Bárbara Fontes

 

Aline, que faz parte da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e foi uma das entrevistadas pela jornalista Scheilla Gumes, conversou com o Blog da Bárbara Fontes sobre a sua participação na peça:

“O livro Dez Mulheres, muitas vidas foi escrito com a nossa contribuição, são mulheres que são acompanhadas pela CPT. O Cena Onze teve acesso ao livro e adaptou a peça, trazendo novos personagens, entre elas, eu e a Elizabete (a advogada Bete que também é da CPT). Na verdade, foi na quinta-feira (10/05) que vim para ensaiar e começara peça.

Aline, que não é atriz, estava tão bem a vontade no palco que pareceu fazer parte do Cena Onze há anos!

 

 

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Olha a Bibi (de óculos) com as atrizes da peça Mulheres da Terra!!

 

Eu achei bacana ver adolescentes assistindo a peça. Eu levei a minha filha Bianca e percebi que ela ficou muito comovida e no final do espetáculo, ela quis falar com as atrizes. A peça foi assunto em casa, na escola e na casa de meus pais por vários dias. É importante incentivar a garotada, que passa muito tempo no mundo virtual, frequentar o Teatro.

 

“Mulheres da Terra” é um espetáculo que merece ser visto e sentido! Se você estiver em Cuiabá ou pretende vir para a capital de Mato Grosso até o dia 16 de junho, vá assistir! Viva uma experiência única de se conectar com as histórias das mulheres trabalhadoras rurais. É singelo, triste, alegre e belo – um mix de sensações libertadoras provocadas pelas interpretações viscerais das atrizes Andressa Duarte, Gabriella Korkiewicz, Heloise Godoy, Keveny Kessia e Tatyane Silva.

Saiba mais:

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Crédito: Bárbara Fontes

Espetáculo Mulheres da Terra

Em cartaz até 16 de junho (somente às sextas e aos sábados).

Horário: 19h30

Ingresso: R$ 20,00

Local: Sala Anderson Flores, Cine Teatro Cuiabá – Cuiabá/MT

Ficha Técnica:

Elenco
Heloíse Godoy: Magistrada, Dorcina e Irmã Vera
Tatyane Silva: Ivani, Germana e Irmã Leonora
Andressa Duarte: Maria Ivanildes e Lindaura
Keveny Kessia: Bete, Miguelina e Raimunda
Gabriella Korkiewcz: Camila

Participação especial: Aline (da Comissão da Pastoral da Terra)

Núcleo Musical:
Direção Musical: Paulo Fábio
Trilha Sonora: Paulo Fábio, Abel Dy Anjos e Flávio Ferreira
Percussão: Josué Carvalho

Voz: Clélia Gattass, Ingrid Arruda, Kayla Ilana e Clarinda Castro
Ficha técnica
A Voz Do Brasil: Heliodorio Nery
Narração em Áudio: Bete Flores
Iluminação: Lorivaldo Rodrigues
Criação Audiovisual: Bruno Pinheiro
Cenário: Pedro Celestino
Coreografia: Mackson Alexandre
Figurino: Jane Klitzke
Operador De Áudio: Ronaldo José
Contrarregras: Aguilar Benedito e Devaldo Siqueira
Design Gráfico: Renato Gama e Marcondes Araujo
Produção: Agda Goes
Assistentes de Direção: Heloíse Godoy e Ronaldo José
Livro: Dez Mulheres, Muitas Vidas (Scheilla Gumes e Adenor Gondim)
Adaptação: Flávio Ferreira, Gustavo Teixeira E Heloíse Godoy
Direção Geral: Flávio Ferreira

Eu, Rondon, Roosevelt, HBO, etc e tal

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Acervo da Escola Estadual Santa Claudina/Mimoso-MT

Eu fico emocionada toda a vez que falo ou escrevo sobre o Cândido Mariano da Silva Rondon – o marechal Rondon! Eu me lembro que no tempo de escola, não ouvia coisas boas sobre Rondon – diziam que ele matava índios e que era um homem mau. Em casa, sempre ouvi coisas boas de Rondon – meu pai sempre o admirou. Então, havia um conflito dentro de mim: afinal de contas, quem era mesmo Rondon??

 

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Expedição de Rondon e Roosevelt. Acervo Casa Memorial dos Viajantes/Diamantino-MT

Somente quando cheguei à vida adulta, já trilhando no caminho do audiovisual, que voltei a ‘me encontrar’ com Rondon,  em 1999, na première do documentário “Roosevelt Rondon – A Expedição”, do jornalista e cineasta Cacá de Souza. É uma obra muito bem pesquisada e que me deixou profundamente comovida por três motivos: primeiro, porque tive uma noção melhor da figura de Rondon; segundo, porque eu conheci o neto de Roosevelt, Tweed, os netos de Rondon, e o cineasta Roberto Farias (enquanto eu finalizava esta matéria, vejo no telejornal a notícia de sua morte. Uma grande perda para o cinema brasileiro!); e terceiro, porque me deu uma injeção de ânimo para continuar a minha pesquisa (que resultou num documentário) sobre o cineasta sueco que viveu no Pantanal, Arne Sucksdorff.

 

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Acervo da Escola Estadual Santa Claudina/Mimoso-MT

Anos se passaram, eu me tornei uma cineasta documentarista e recebi alguns prêmios, entre eles, a possibilidade de realizar um longa-metragem sobre a história da primeira capital de Mato Grosso: Vila Bela da Santíssima Trindade. Durante a pesquisa, fui parar no Museu do Exército, situado próximo à Central do Brasil, no Rio de Janeiro, onde encontrei os mapas originais (trazidos de Portugal por Dom Rolim de Moura) de Vila Bela e, também, encontrei um magnífico acervo sobre o Rondon (vi muitas fotos de Rondon, inclusive uma que me comoveu: ele no caixão!).

Em Vila Bela, eu tive uma grata surpresa: Rondon entra, novamente, em meu caminho! Eu tive acesso aos diários do senhor Joaquim Marcelo Profeta, ex-prefeito da cidade, que conviveu com Rondon quando era garoto. Profeta relata com detalhes o cotidiano de um dos homens mais importantes da Terra, indicado ao prêmio Nobel da Paz com apoio de Albert Einstein. Em uma cena do meu documentário “Vila Bela: Terra de Colores”, a filha de Joaquim Marcelo, dona Nemézia Profeta, lê um trecho de um diário. Foi emocionante ouvir o relato e sentir a verdadeira história de Rondon por aquelas bandas. Ali, eu tive  a confirmação do que meu coração já sabia desde os meus tempos de menina: Rondon sempre foi um bom homem. Era rígido na hora em que deveria ser, porém, sempre foi justo.

Anos depois, eu fui dirigir uma série de documentários mato-grossenses e passei no Distrito de Mimoso (região pantaneira onde nasceu Rondon) e na histórica cidade de Diamantino, onde filmei em um dos museus mais incríveis que já visitei na vida: a Casa Memorial dos Viajantes.

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Finalmente, o meu encontro com Rondon! Casa Memorial dos Viajantes. Foto: Denise Fontes (2014)

E adivinha com quem ‘eu me encontro’? Sim, Rondon! Há uma sala só para o acervo dele com equipamentos, mapas, fotos e muitas informações sobre a viagem de Rondon e Roosevelt! Após perder a reeleição para presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt parte para a maior jornada de sua vida: uma expedição científica em terras brasileiras ao lado do então coronel Rondon. A comitiva era formada por pesquisadores, médicos, militares, cientistas, centenas de ajudantes e uma grande equipe de filmagem e de fotografia.

 

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Mapa da expedição Rondon-Roosevelt (1913-1914). Casa Memorial dos Viajantes.

 

Iniciada no final de 1913, a comitiva corta o cerrado mato-grossense rumo à selva amazônica (queriam chegar às cabeceiras do rio da Dúvida, feito realizado em 27 de fevereiro de 1914), passando por inúmeros obstáculos por terra e por água, levando à morte três pessoas. Roosevelt contraiu a malária e quase morreu! Num momento de delírio devido à febre alta, pediu para Rondon abandoná-lo no local e continuar a viagem com o restante da comitiva. Rondon, que já tinha vivenciado muitas expedições e visto a morte de perto por várias vezes, não acatou a ordem de Roosevelt (que recebeu todos os cuidados possíveis). Todos seguiram juntos até o final da expedição, ocorrida em maio de 1914.

 

 

 

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Dois ajudantes, Roosevelt e Rondon, no rio da Dúvida – hoje, rio Roosevelt. Acervo Casa Memorial dos Viajantes. Diamantino/MT

Graças a esses dois desbravadores e a todos os que fizeram parte da comitiva científica, foi possível fazer a cartografia do rio da Dúvida, o principal afluente do rio Madeira com 1.500 km de extensão; catalogar milhares de espécies da vegetação, animais, aves, insetos, répteis entre outros. Também fizeram contatos com diversas etnias indígenas.

 

 

roosevel_rondon_riorooseveltRondon registrou o rio da Dúvida como rio Roosevelt, uma sincera e merecida homenagem ao ex-presidente dos Estados Unidos. A histórica expedição também foi um marco para o audiovisual brasileiro no início do século: cada passo da comitiva foi filmado e fotografado!

 

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A experiência de Roosevelt resultou no livro “Nas Selvas do Brasil” e imortalizou a figura de Rondon, ao ser retratado como um homem digno de respeito e admiração. Rondon e Roosevelt mantiveram a amizade até o fim de suas vidas.

 

 

 

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HBO Latin America e equipe apresentam a série “O Hóspede Americano” na Rio2C/ Crédito: site aibnews

A jornada de Rondon e Roosevelt pelas selvas brasileiras – antes, durante e depois da expedição científica – se tornou uma das séries que estão sendo produzidas pela HBO. Uma equipe de produção já se encontra em Mato Grosso. Sob a direção de Bruno Barreto,  a série tem quatro capítulos e conta com um elenco de atores brasileiros e estadunidenses. Eu estou curiosa para ver Chico Diaz, um ator formidável, no papel de Rondon, e Aidan Quinn, encarnando Roosevelt.

Mato Grosso está muito bem representado por dois atores que eu admiro muito: Jeferson Jarcem, do grupo de teatro  Tibanaré, e André D’Lucca, o criador da criatura mais polêmica do Estado: Almerinda. D’Lucca também assumiu mais duas funções: na produção e na preparação de uma parte do elenco.

 

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Da esquerda para a direita: Keiko Okamura (SEC/MT), Regiane Berchieli (Secretaria Adjunta da SEC/MT), Marion Fujiko (SEBRAE – MT), Steve Solot, Bruno Bini (MTCine), Marta Cassin (SEBRAE – MT) e Ricardo Santiago (SEBRAE – MT). Crédito: Rebrafic

A vinda da produção da HBO para Mato Grosso vem num momento muito oportuno para o fortalecimento do audiovisual local. A Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT), em parceria com a Film Commisson Mato Grosso – que está em processo de implantação – acompanham todos os passos da produção estrangeira.  Entre as atividades de uma Film Commission, estão o apoio a operação e logística das produções cinematográfica que vem para a região (sem prejudicar as comunidades locais); e dar suporte e fomentação ao desenvolvimento da indústria cinematográfica local. Uma grande produção como a da HBO em Mato Grosso gera emprego e renda direta e indiretamente, e também dá visibilidade turística à região.

 

Em tempo: Aconteceu no dia 14 de maio, uma reunião entre a produção da HBO e a representante da SEC-MT/Film Commission, Keiko Okamura, para definir questões de produção, filmagens e parcerias. Em Mato Grosso haverá filmagens em Alta Floresta e Chapada dos Guimarães. O Blog da Bárbara Fontes está acompanhando este momento muito bacana e significativo do audiovisual mato-grossense e trará muitas novidades em breve.

Embratur tem nova presidente

A ex-deputada federal pelo Estado de Mato Grosso (MDB), Teté Bezerra é a nova presidente do Instituto Brasileiro de Turismo – EMBRATUR, Brasília/DF. O Blog da Bárbara Fontes foi convidado para a cerimônia de posse, ocorrida na tarde do dia 08 de maio na Sede do instituto, por meio do Ministro de Estado de Turismo, Vinicius Lummertz, ex-presidente da Embratur.

O nome de Teté Bezerra estava sendo cogitado para a presidência da Embratur desde a saída de Vinícius Lummertz, em abril deste ano.

Apesar de ter uma agenda corrida, Teté Bezerra gentilmente conversou, com exclusividade, com o Blog da Bárbara Fontes:

Blog da Bárbara Fontes: Mato Grosso tem agora uma representante ocupando a presidência da Embratur. O que a senhora pode fazer para ajudar o seu Estado nesta nova gestão?

Teté Bezerra: Colocando Mato Grosso em evidência na promoção turística. A Embratur promove o Brasil no exterior e nós temos produtos turísticos importantes consolidados de grande interesse do turista internacional que é o Pantanal e a Amazônia. Vamos dar a devida promoção.

 

Blog da Bárbara Fontes: Como a senhora recebeu o convite para presidir a Embratur?

Teté Bezerra: Eu recebi com muito orgulho essa incumbência, esse desafio de presidir a Embratur. Para mim é uma satisfação muito grande, coroa todo um trabalho que venho desempenhando há mais de oito anos com o turismo, seja como Secretária Estadual de Turismo de Mato Grosso, seja como Diretora do Ministério do Turismo, depois como Secretária Nacional de Qualificação e Promoção, e agora como Presidente da Embratur. Para mim é uma honra muito grande poder trabalhar em prol do turismo porque eu acredito que o turismo é capaz de contribuir com a economia do país e também gerar emprego e renda.

 

Blog da Bárbara Fontes: Teté, qual é a sua missão na Embratur?

Teté Bezerra: Bárbara, com relação a missão que a mim está sendo designada, tramita no Congresso Nacional a transformação da Embratur, que é um instituto, em uma agência. E com isso, é capaz de ter uma condição econômica melhor e ter mais recursos alocados, ajudando diretamente a promoção do Brasil no exterior. Nós precisamos investir mais na promoção do Brasil no exterior. A criação dessa agência já foi solicitada pelo presidente da Câmara dos Deputados, com a urgência para votação. Agora nós vamos trabalhar junto à Câmara para que seja colocada em pauta e que seja votada.

 

Aventuras na Irlanda

Jornalista brasileiro conta como é a sua vida no país da banda de rock U2

Nem sempre um título de uma matéria aparece como num passe de mágica! No caso deste bate-papo, surgiu depois da leitura da entrevista quando eu me deparei com a rica experiência do jornalista Willian Fidelis na Irlanda, realmente, tem sido uma grande aventura.

Eu conheço Willian há muitos anos e sempre tive um carinho e admiração por ele – lembro de um encontro em Barra do Garças/MT, eu estava filmando um documentário e ele, cobrindo uma comitiva do governo estadual da época. Depois, nos encontramos numa outra cidade (pelos mesmos motivos) e sempre que era possível, nos víamos em Cuiabá. Quando soube que ele partiria para a Irlanda, eu fiquei muito feliz e já imaginava que seria uma experiência de vida que ele levaria para o resto de sua vida.

A ideia de entrevistar o jornalista foi a de compartilhar a história dele para todas as pessoas que sonham em fazer intercâmbio ou viver no exterior, mas não tem a famosa ‘coragem’. Não ter coragem de viver num país diferente, ainda mais nesses tempos de intolerância com o estrangeiro, não é ser covarde – que isso fique bem claro! A mudança deve ser planejada e tem de juntar dinheiro, sim. Não se iluda achando que ‘chegando lá’ tudo se ajeita. Não se ajeita e corre o risco de passar frio, fome e ser deportado. Willian foi muito generoso  em relatar com detalhes a sua grande aventura de vida, e eu desejo que sirva de inspiração e orientação para todos que querem desbravar o mundo!

Blog da Bárbara Fontes: Willian, fale um pouco de você para que os leitores do Blog possam te conhecer:

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Willian Fidelis na Irlanda. Acervo Pessoal

Willian Fidelis: Meu nome é Willian Fidelis de Lima, tenho 37 anos, sou cuiabano, sou jornalista formado pela UFMT, eu já fiz alguns trabalhos como ator de teatro no Brasil. Eu fiz pós-graduação em Cinema. Nasci em Cuiabá, mas fui criado numa cidade chamada Paranatinga. Mudei para Cuiabá com 17 anos, onde fui fazer o Segundo Grau (hoje, Ensino Médio). Depois, fui para a faculdade e fiquei em Cuiabá desde então.

Blog da Bárbara Fontes: Como você foi parar na Irlanda?

Willian Fidelis: Eu estou aqui na Irlanda já vai fazer dois anos e meio. Eu vim em outubro de 2015, para estudar inglês porque eu já tinha 35 anos e a vida estava passando e queria estudar fora. Eu estudava inglês no Brasil, mas não era a mesma coisa. Decidi juntar as minhas economias e vim para cá para estudar inglês e estou aqui desde então. Esse aprendizado de morar fora foi uma coisa que eu sempre quis, desde a adolescência, mas eu nunca tinha coragem até então. E aí, eu criei coragem e vim para a Irlanda.

Blog da Bárbara Fontes: Que tipo de intercâmbio você fez?

Willian Fidelis: Eu não me inscrevi em programa de intercâmbio de governo. Eu sempre quis fazer um intercâmbio de curso de inglês. Eu comecei a pesquisar as agências e os países que facilitavam a entrada de estrangeiros, um lugar onde você poderia trabalhar e estudar. Em meio às minhas pesquisas surgiu a Irlanda, porque os outros países que eu pesquisei, como os Estados Unidos, é uma dificuldade para conseguir o visto para nós brasileiros e não permite o trabalho. Eu como não tenho condições financeiras de me sustentar (ou de minha família me sustentar), eu precisava trabalhar. Nas minhas pesquisas o que surgiu de melhor foi aqui, apesar de que Londres também permitia o visto de trabalho para estudante. A Austrália e a Nova Zelândia permitem o trabalho, mas, a passagem era muito cara e é muito longe. Foi então que eu me convenci de vir para cá.

Blog da Bárbara Fontes: Como planejou a viagem?

Willian Fidelis: Eu juntei dinheiro. Desde que eu comecei a trabalhar como jornalista, eu sempre juntava um pouquinho. Quando foi em 2015, eu trabalhava no governo e fiquei desempregado, e eu pensei: ou eu faço isso agora, ou eu gasto todas as minhas economias, porque estava difícil arrumar emprego e eu estava só conseguia fazer ‘bico’, trabalhando com assessoria de esporte. Ganhava uma graninha, mas não era o suficiente. Então, eu decidi pegar a minha grana (para viajar), mas ainda faltava dinheiro e fiz uma rifa de uma televisão que eu tinha recém comprado. Decidi rifar porque eu ia ficar fora o país e a televisão ficaria parada. Os amigos e familiares me ajudaram e eu consegui juntar mais um pouco do dinheiro e o restante, eu peguei uma grana emprestada, o que me ajudou muito. E foi assim que eu cheguei aqui na Irlanda.

Blog da Bárbara Fontes: Willian, como foi a sua chegada na Irlanda e como você foi se adaptando ao intercâmbio?

Willian Fidelis: Eu achei uma escola pela agência que eu estava pesquisando. Fechei com a agência, paguei a escola, paguei a passagem e vim. Saí do Brasil no dia 27 de outubro de 2015, cheguei aqui do dia 28 para 29 de outubro. Minhas aulas começaram logo na segunda-feira, 02 de novembro. Eu cheguei aqui no começo do outono, começando o frio. Aqui no outono já é inverno e começa a ficar bem fria. Para um cuiabano acostumado a 45 graus à sombra, a temperatura já estava bem fria. E os primeiros meses foram bem interessantes, houve um pouco de ansiedade com frustração e aprendizado, um mix de todas essas coisas, porque é tudo muito novo, tudo diferente. Há uma língua diferente que você tem de aprender. Você, também, tem de dividir casa com outras pessoas, dividir quarto com pessoas que você não conhece. É tudo um aprendizado. Então, no começo foi assim, um mix de tudo um pouco. E ansiedade para aprender o idioma e, também, para arrumar um emprego, né? Porque as minhas economias estavam indo muito rápido, porque você tem de pagar o aluguel, tem de comer, pagar o transporte. A escola estava paga, mas outras coisas não. Então, eu tinha de dar um jeito de arrumar trabalho. Eu procurava, procurava, mas, como o idioma não estava legal, era difícil de achar.

Blog da Bárbara Fontes: Como você conseguiu emprego?

Willian Fidelis: Como eu não conhecia muita gente, apenas os alunos da escola e alguns brasileiros, o que funciona muito aqui é a indicação para arrumar trabalho fixo. Se você quiser fazer os bicos, você pode fazer, por exemplo, tem a galera que faz bolo, unha, o riquixá, que é um transporte de bicicleta, tipo tuk-tuk, enfim, tem a galera que faz esse tipo de trabalho. Eu buscava um trabalho onde eu teria a certeza de que ganharia alguma coisa certa. Eu estava sempre procurando e entregando currículo na cara dura. Entrava nos restaurantes, nas lojas, mesmo sem ter tanta experiência. Eu tinha algumas experiências de trabalho no Brasil, antes da faculdade. Eu já trabalhei como balconista numa padaria. Então, eu coloquei isso no meu currículo. Aqui, mesmo com um diploma de qualquer profissão no Brasil, se você não tem o idioma fluente, se você não valida o diploma aqui, você não é ninguém! Então, você tem de procurar um trabalho que seja braçal mesmo e eu fiz isso. Coloquei no currículo as experiências que eu tive no Brasil e fui procurar.

Blog da Bárbara Fontes: E achou?

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Nosso kitchen Porter deu uma paradinha no trabalho para mandar uma foto para blog 🙂

Willian Fidelis: Só que não estava funcionando bater de porta-em-porta. E aí, me falaram dos sites de emprego. E eu procurei pelos sites. Eu fiquei um final de semana inteiro aplicando currículos online. Eu mandei muitos currículos. E na outra semana, um restaurante de um hotel de uma cidade vizinha me ligou para fazer um teste e fui aprovado e já comecei a trabalhar. Logo acabou a minha aula e já me mudei de Dublin para essa cidade do interior porque eu tinha mais seis meses de visto para trabalhar. E foi o que eu fiz, trabalhei sete meses nesse hotel e juntei uma grana, renovei a matrícula da escola, mudei de casa de novo, voltei para Dublin, arrumei um outro trabalho em outro restaurante onde estou desde então. Eu renovei mais uma vez o meu visto e o meu curso de inglês. Atualmente, eu estou trabalhando como auxiliar de cozinha, como chamam no Brasil, aqui se chama “kitchen Porter” que é lavar prato, panela, chão e tudo mais que os chefs pedirem. É um trabalho difícil, muito pesado, mas você ganha a vida porque tem o seu salário e paga as suas contas.

Blog da Bárbara Fontes: Nesses tempos de intolerância com a entrada de estrangeiros na Europa, você sofreu algum tipo de preconceito?

Willian Fidelis: Eu não tenho problema em relação com preconceito. Você nota algumas coisas, mas, é comum você ver, como também acontece no Brasil alguma coisa de preconceito racial, no caso. Mas aqui não é tanto por causa da cor, é mais por causa de você ser estrangeiro, mas não é todo mundo, não. Não é sempre que você vê isso, só em alguns lugares específicos que você vê alguns olhares. Mas como aqui é uma cidade cosmopolita, tem gente de todas as partes do mundo, então, já virou comum ter pessoas diferentes. Em alguns casos específicos, você nota alguma coisa, por exemplo, eu tenho uma amiga que toda vez que andava na rua, algumas pessoas cochichavam coisas assim: “volta para casa”. Mas não é muito comum, não.

Blog da Bárbara Fontes: Quando eu morava na Suécia, tinha pavor dos skinheads, na Irlanda também há algum grupo assim?

Willian Fidelis: Tem uma galera aqui, conhecida como “Knackers”, são a parte mais perigosa da Irlanda. Eles cometem pequenos crimes, assaltos e eles têm um problema com as comunidades diferenciadas, mas, é um problema social do país, que você percebe. Até os próprios irlandeses não são fãs dessa galera, porque eles são mal educados, não respeitam ninguém, se é ou não estrangeiro. Não respeitam ninguém mesmo! De vez em quando se ouve um problema entre essa galera com os brasileiros. A galera que tem problemas avançados com drogas não oferece perigo, porque quando você vê, consegue fugir. Mas os mais novinhos não, é uma galera mais estranha, mesmo.

Blog da Bárbara Fontes: Você já sofreu algum tipo de perseguição?

Willian Fidelis: Teve uma vez em que fui atacado por seis adolescentes, eu estava chegando em minha casa. E esses adolescentes estavam tacando ovos na casa da frente, eu não tinha como não passar por eles e passei por trás, mas, eles me viram e começaram a tacar ovos em mim, mas eu logo cheguei e o pessoal da minha casa correu pra rua e os adolescentes correram. É um pessoal muito covarde. Esse foi o único problema que eu tive.

Blog da Bárbara Fontes: Willian, além do seu trabalho no restaurante, você, também, trabalha com o Audiovisual e já participou de duas séries de TV bem famosas. Como isso aconteceu na sua vida?

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Willian na série Vikings

Willian Fidelis: Essa questão do audiovisual foi assim: logo que eu cheguei na Irlanda, eu comecei a ver que aqui é um grande polo de produção de filmes, de séries, coisas voltadas para televisão. Como é um país pequeno, você fica sabendo muito das coisas que estão acontecendo. E quando eu cheguei, eles estavam tendo uma audição para figuração. Eles (os produtores) anunciam nas escolas e nos sites de que precisam de pessoas de estilos diferentes, porque a população natural daqui, são geralmente, branca. Então, para algumas séries, eles precisam de pessoas de estilos diferentes como asiáticos, descendentes de africanos, negros, chineses, enfim, para misturar um pouco as aparências. E logo que eu cheguei, eu vi isso. Fiz uma audição entre novembro e dezembro de 2015, preenchi o formulário, tiraram foto e pegaram o meu telefone. Algumas semanas depois me ligaram. Só que quando me ligaram, eu não conseguia me comunicar em inglês ainda, porque estava aprendendo. Eu sabia de algumas coisas, mas, comunicar por telefone, ainda não sabia. Passei para um amigo falar, e eles disseram que precisavam de que eu falasse o idioma porque haveria algumas ordens de comando.

WillianFidelis_Vikings2Passou um tempo, e quando foi no ano passado, em 2017, eu estava na escola e uma amiga falou que estava tendo audição de novo para a série Vikings. Eles fizeram essa audição para essa série, e a minha amiga disse: vamos lá fazer. Como eu estava de folga, fomos lá. Fiz a audição, algumas semanas depois, eles me ligaram. Eu gosto da minha barba, eu sempre uso, e na audição eu estava com barba, e eles tiraram fotos, pegaram os meus dados e falaram: “deixa a sua barba crescer e o cabelo também”. Eu falei: “beleza”. Passou mais algumas semanas, eles me ligaram e eu fui fazer a participação de figuração na série Vikings.

 WillianFidelis_Vikings3Blog da Bárbara Fontes: Que bacana! Como foi esse trabalho no Vikings?

Willian Fidelis: Foi uma experiência muito grande. Eu gostei muito de participar. No Brasil, a série passa na History Channel. E a gente gravou a sexta temporada. No Brasil deve estar passando a quinta temporada. A sexta, deve passar no Brasil, acho que no final desse ano de 2018, começo de 2019. Nós gravamos em 2017, eles ainda estão em produção, acho que termina agora em maio, mas eu não estou mais participando.

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Você gostou mesmo desse mundo cinematográfico, até já está em outra série! Como isso aconteceu?  

willian1Willian Fidelis: Nesse ano, eu estava na internet – é que tem várias produtoras de casting – e tem uma que eu sigo no Facebook, e que anunciou que estava precisando para outra série chamada “Into the Badlands” – que não é muito popular, mas é uma série, também, uma produção americana e canadense, é bem famosa nesses países. Mas é produzida aqui porque tem um custo mais barato. A direção e a produção são americanas. E eu fui fazer figuração para essa série.  No anúncio, eles já falavam: “precisamos de pessoas asiáticas, afro ou afrodescendente ou latinos. Aí você manda a foto pra eles, preenche o formulário e eles chamam pela aparência. Teve pessoas que fizeram as audições, mas não foram chamadas porque não encaixavam no perfil.

Blog da Bárbara Fontes: Como é trabalhar em duas famosas séries de TV?

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Willian no set de “Into the Badlands”

Willian Fidelis: O figurino é bem diferente da série Vikings – essa é uma série mais antiga, né? E a Into the badlands é uma série futurística, de um mundo imaginário – mistura o antigo com o presente, um mundo irreal. Foram dois dias de gravação com eles. Era pra ter gravado essa semana de novo, mas eles cancelaram, e agora, estou aguardando e eu não posso mudar o meu visual. Eu quero cortar o cabelo, raspar um pouco a barba, dar uma baixada na barba, mas eu estou esperando eles me chamarem. A “Into the Badlands” é uma série muito legal, bem diferente. Eu gravei uma interna numa biblioteca, depois gravamos uma externa numa fazenda – como se fosse  uma entrada de um palácio deles. A produção é muito grande , tem todo um aparato . Vc chega nos lugares tem uma tenda enorme com aquecedor, tem a comida pra tomar o café da manhã e já troca de roupa, faz a maquiagem,faz o cabelo até eles chamarem para fazer a cenas. E passa o dia inteiro lá, depois um ônibus nos deixa na cidade. Pra mim foi uma experiência muito bacana. Eu gostaria de trabalhar mais com isso aqui.

Blog da Bárbara Fontes: Você é formado em Jornalismo e é uma profissão que tem no mundo todo. Você pensa em atuar na Irlanda?

Willian Fidelis: Atuar como jornalista aqui é complicado porque você tem de ter domínio total do idioma e isso leva muito tempo. Você tem de ter um visto de permissão de trabalho, e o meu período aqui está acabando. Meu visto de estudante está acabando. Eu poderia fazer um visto de estudante de inglês, eu poderia fazer uma outra faculdade aqui, mas para mim não compensa, porque, além de ser muito caro, a maioria dos cursos, os mais baratos, não são da minha área, algo que nunca vou usar, que é na área de comércio, de business, que não faz parte do que eu gosto de fazer, do que eu faço no Brasil. Os cursos que eu gostaria de fazer é muito, muito caro. Eu não tenho condições financeiras para isso.

Blog da Bárbara Fontes: Você, realmente, tem vivido coisas incríveis na Irlanda. Eu sei que não é fácil viver em outro país, porém, você está se saindo muito bem. Você tem planos de voltar a viver no Brasil?

Willian
Mais uma foto para o Blog, tirada neste domingo (06/05)

Willian Fidelis: Eu estou num momento de transição, de pensamento, de planejamento, ainda sem nada definido, mas em alguns meses eu tenho de voltar para o Brasil ou ir para outro lugar onde eu possa trabalhar, possa viver legalmente, porque aqui já vai chegar um momento que não poderei mais ficar por aqui. Eu ainda não tenho nada planejado, só coisas na minha cabeça, não tem nada definido. Até julho eu tenho de estar com tudo definido sobre o que eu vou fazer, mas ainda não tenho nada definido, só planos na minha cabeça. Eu estou pedindo iluminação a Deus para me dar entendimento sobre o que fazer nesses próximos meses. No momento, eu só estou trabalhando para juntar o dinheiro, não quero voltar para o Brasil sem dinheiro de uma vez.

ENEM 2018

O exame é aplicado no Brasil há 20 anos.

 

A partir de hoje até o dia 18 de maio, estão abertas as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM 2018.

Após a inscrição, o (a) candidato (a) deve pagar a taxa de inscrição que custa R$ 82,00 (até o dia 23 de maio). As pessoas que foram ISENTAS do pagamento da taxa também devem se inscrever. Em outubro (data a confirmar), será a entrega do cartão de confirmação e a divulgação dos locais das provas.  É possível acompanhar todo o cronograma do Enem 2018 por meio de aplicativo, disponível na App Store e no Google Play.

As PROVAS serão realizadas em duas datas:

04 de novembro: Linguagens; Códigos e suas Tecnologias; Redação; Ciências Humanas e suas Tecnologias.

11 de novembro: Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Matemáticas e suas Tecnologias.

 

Para mais informações:

Ligue para 0800-616161 ou acesse o site.