Sesc Pantanal

Inscrições para estágios seguem até este domingo, 10 de fevereiro.

As unidades de Várzea Grande e Poconé do Sesc Pantanal, polo socioambiental do Sesc, estão com vagas abertas para estágio para estudantes, regularmente matriculados, dos cursos de Arquitetura, Turismo ou Hotelaria, Educação Física, Pedagogia e Nutrição.

A carga horária do estágio é de 20 horas semanais. A remuneração é de R$ 951,20, mais R$ 140,00 de auxílio transporte. O contrato tem duração de 10 meses, com possibilidade de renovação por igual período.

 

 

Inscrições

Os candidatos às vagas do estágio precisam enviar o currículo, histórico escolar do curso superior e o Coeficiente de Rendimento (CR) para o e-mail curriculos@sescpantanal.com.br.

As inscrições podem ser feitas pelo site. 

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Ninho perdido

Curto-circuito no ar-condicionado pode ter sido a causa do incêndio que matou 10 atletas no Ninho do Urubu, no Centro de Treinamento do Flamengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

 

A cidade do Rio de Janeiro, outrora ‘cidade maravilhosa’, ainda chorava pelos seus mortos da forte tempestade ocorrida na quarta-feira, 6/2, quando um incêndio de grande proporção, no início desta sexta-feira, ceifou 10 vidas, no módulo do alojamento do Centro de Treinamento George Helal, mais conhecido como Ninho do Urubu.

 

Segundo testemunhas, às 5h10 houve uma grande explosão e um fogo intenso. Os bombeiros chegaram ao local às 5h40. A causa mais provável é um curto-circuito num ar-condicionado localizado em um dos quartos e que foi se espalhando por todo alojamento que era ocupado pelos garotos jogadores das categorias de base do Flamengo (Sub-15 e Sub-17), o time com mais torcedores no país.

 

Sonhos interrompidos

Eram apenas garotos com sonhos de garotos que amam o futebol. Eram garotos que passaram por testes e peneiras até conseguirem entrar em um dos maiores clubes de futebol do mundo. Eram garotos de várias partes do país que deixaram o ninho familiar para viverem no Ninho do Urubu onde ganharam uma nova e grande família. Eram garotos que representavam o futuro do futebol profissional. Eram garotos que por meio do futebol queria dar uma vida melhor às suas famílias.

Esses garotos que tiveram todos os sonhos interrompidos eram Arthur, Cristian, Pablo, Vitor, Athila, Bernardo, Samuel, Rykelmo, Gedson e Jorge. Arthur faria 15 anos neste sábado, 8.

Os que ainda lutam bravamente pela vida são Jhonatan Ventura (14 anos), que tem 40% do corpo queimado e o seu estado é grave; e Francisco Diogo (15 anos), que também está internado no CTI, com quadro de saúde estável.

 

O garoto Cauãn Emanuel, de 14 anos, inalou muita fumaça e se encontra internado, porém, está lúcido e ja conversou com os pais e com a ex-presidente do Flamengo, Patrícia Amorim.

 

Investigações no CT

A polícia civil se encontra no Centro de Treinamento do Flamengo. Perícias serão realizadas para descobrir a causa do incêndio e buscar respostas sobre os motivos que não permitiram as vítimas fugirem do local. Também esclarecer toda nação brasileira se foi um lamentável incidente ou mais uma tragédia anunciada por falta de manutenção e prevenção. O módulo que pegou fogo seria desativado aos poucos ainda neste semestre.

 

*foto de capa: Fachada do CT do Flamendo. Divulgação/Crédito: Gilvan de Souza/Flamengo.

 

 

 

 

 

 

Aventuras na Irlanda

Jornalista brasileiro conta como é a sua vida no país da banda de rock U2

 

Nem sempre um título de uma matéria aparece como num passe de mágica! No caso deste bate-papo, surgiu depois da leitura da entrevista quando eu me deparei com a rica experiência do jornalista Willian Fidelis na Irlanda, realmente, tem sido uma grande aventura.

Eu conheço Willian há muitos anos e sempre tive um carinho e admiração por ele – lembro de um encontro em Barra do Garças/MT, eu estava filmando um documentário e ele, cobrindo uma comitiva do governo estadual da época. Depois, nos encontramos numa outra cidade (pelos mesmos motivos) e sempre que era possível, nos víamos em Cuiabá. Quando soube que ele partiria para a Irlanda, eu fiquei muito feliz e já imaginava que seria uma experiência de vida que ele levaria para o resto de sua vida.

A ideia de entrevistar o jornalista foi a de compartilhar a história dele para todas as pessoas que sonham em fazer intercâmbio ou viver no exterior, mas não tem a famosa ‘coragem’. Não ter coragem de viver num país diferente, ainda mais nesses tempos de intolerância com o estrangeiro, não é ser covarde – que isso fique bem claro! A mudança deve ser planejada e tem de juntar dinheiro, sim. Não se iluda achando que ‘chegando lá’ tudo se ajeita. Não se ajeita e corre o risco de passar frio, fome e ser deportado. Willian foi muito generoso  em relatar com detalhes a sua grande aventura de vida, e eu desejo que sirva de inspiração e orientação para todos que querem desbravar o mundo!

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Willian, fale um pouco de você para que os leitores do Blog possam te conhecer:

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Willian Fidelis na Irlanda. Acervo Pessoal

Willian Fidelis: Meu nome é Willian Fidelis de Lima, tenho 37 anos, sou cuiabano, sou jornalista formado pela UFMT, eu já fiz alguns trabalhos como ator de teatro no Brasil. Eu fiz pós-graduação em Cinema. Nasci em Cuiabá, mas fui criado numa cidade chamada Paranatinga. Mudei para Cuiabá com 17 anos, onde fui fazer o Segundo Grau (hoje, Ensino Médio). Depois, fui para a faculdade e fiquei em Cuiabá desde então.

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Como você foi parar na Irlanda?

Willian Fidelis: Eu estou aqui na Irlanda já vai fazer dois anos e meio. Eu vim em outubro de 2015, para estudar inglês porque eu já tinha 35 anos e a vida estava passando e queria estudar fora. Eu estudava inglês no Brasil, mas não era a mesma coisa. Decidi juntar as minhas economias e vim para cá para estudar inglês e estou aqui desde então. Esse aprendizado de morar fora foi uma coisa que eu sempre quis, desde a adolescência, mas eu nunca tinha coragem até então. E aí, eu criei coragem e vim para a Irlanda.

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Que tipo de intercâmbio você fez?

Willian Fidelis: Eu não me inscrevi em programa de intercâmbio de governo. Eu sempre quis fazer um intercâmbio de curso de inglês. Eu comecei a pesquisar as agências e os países que facilitavam a entrada de estrangeiros, um lugar onde você poderia trabalhar e estudar. Em meio às minhas pesquisas surgiu a Irlanda, porque os outros países que eu pesquisei, como os Estados Unidos, é uma dificuldade para conseguir o visto para nós brasileiros e não permite o trabalho. Eu como não tenho condições financeiras de me sustentar (ou de minha família me sustentar), eu precisava trabalhar. Nas minhas pesquisas o que surgiu de melhor foi aqui, apesar de que Londres também permitia o visto de trabalho para estudante. A Austrália e a Nova Zelândia permitem o trabalho, mas, a passagem era muito cara e é muito longe. Foi então que eu me convenci de vir para cá.

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Como planejou a viagem?

Willian Fidelis: Eu juntei dinheiro. Desde que eu comecei a trabalhar como jornalista, eu sempre juntava um pouquinho. Quando foi em 2015, eu trabalhava no governo e fiquei desempregado, e eu pensei: ou eu faço isso agora, ou eu gasto todas as minhas economias, porque estava difícil arrumar emprego e eu estava só conseguia fazer ‘bico’, trabalhando com assessoria de esporte. Ganhava uma graninha, mas não era o suficiente. Então, eu decidi pegar a minha grana (para viajar), mas ainda faltava dinheiro e fiz uma rifa de uma televisão que eu tinha recém comprado. Decidi rifar porque eu ia ficar fora o país e a televisão ficaria parada. Os amigos e familiares me ajudaram e eu consegui juntar mais um pouco do dinheiro e o restante, eu peguei uma grana emprestada, o que me ajudou muito. E foi assim que eu cheguei aqui na Irlanda.

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Willian, como foi a sua chegada na Irlanda e como você foi se adaptando ao intercâmbio?

Willian Fidelis: Eu achei uma escola pela agência que eu estava pesquisando. Fechei com a agência, paguei a escola, paguei a passagem e vim. Saí do Brasil no dia 27 de outubro de 2015, cheguei aqui do dia 28 para 29 de outubro. Minhas aulas começaram logo na segunda-feira, 02 de novembro. Eu cheguei aqui no começo do outono, começando o frio. Aqui no outono já é inverno e começa a ficar bem fria. Para um cuiabano acostumado a 45 graus à sombra, a temperatura já estava bem fria. E os primeiros meses foram bem interessantes, houve um pouco de ansiedade com frustração e aprendizado, um mix de todas essas coisas, porque é tudo muito novo, tudo diferente. Há uma língua diferente que você tem de aprender. Você, também, tem de dividir casa com outras pessoas, dividir quarto com pessoas que você não conhece. É tudo um aprendizado. Então, no começo foi assim, um mix de tudo um pouco. E ansiedade para aprender o idioma e, também, para arrumar um emprego, né? Porque as minhas economias estavam indo muito rápido, porque você tem de pagar o aluguel, tem de comer, pagar o transporte. A escola estava paga, mas outras coisas não. Então, eu tinha de dar um jeito de arrumar trabalho. Eu procurava, procurava, mas, como o idioma não estava legal, era difícil de achar.

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Como você conseguiu emprego?

Willian Fidelis: Como eu não conhecia muita gente, apenas os alunos da escola e alguns brasileiros, o que funciona muito aqui é a indicação para arrumar trabalho fixo. Se você quiser fazer os bicos, você pode fazer, por exemplo, tem a galera que faz bolo, unha, o riquixá, que é um transporte de bicicleta, tipo tuk-tuk, enfim, tem a galera que faz esse tipo de trabalho. Eu buscava um trabalho onde eu teria a certeza de que ganharia alguma coisa certa. Eu estava sempre procurando e entregando currículo na cara dura. Entrava nos restaurantes, nas lojas, mesmo sem ter tanta experiência. Eu tinha algumas experiências de trabalho no Brasil, antes da faculdade. Eu já trabalhei como balconista numa padaria. Então, eu coloquei isso no meu currículo. Aqui, mesmo com um diploma de qualquer profissão no Brasil, se você não tem o idioma fluente, se você não valida o diploma aqui, você não é ninguém! Então, você tem de procurar um trabalho que seja braçal mesmo e eu fiz isso. Coloquei no currículo as experiências que eu tive no Brasil e fui procurar.

 

 

Blog da Bárbara Fontes: E achou?

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Nosso kitchen Porter deu uma paradinha no trabalho para mandar uma foto para blog 🙂

Willian Fidelis: Só que não estava funcionando bater de porta-em-porta. E aí, me falaram dos sites de emprego. E eu procurei pelos sites. Eu fiquei um final de semana inteiro aplicando currículos online. Eu mandei muitos currículos. E na outra semana, um restaurante de um hotel de uma cidade vizinha me ligou para fazer um teste e fui aprovado e já comecei a trabalhar. Logo acabou a minha aula e já me mudei de Dublin para essa cidade do interior porque eu tinha mais seis meses de visto para trabalhar. E foi o que eu fiz, trabalhei sete meses nesse hotel e juntei uma grana, renovei a matrícula da escola, mudei de casa de novo, voltei para Dublin, arrumei um outro trabalho em outro restaurante onde estou desde então. Eu renovei mais uma vez o meu visto e o meu curso de inglês. Atualmente, eu estou trabalhando como auxiliar de cozinha, como chamam no Brasil, aqui se chama “kitchen Porter” que é lavar prato, panela, chão e tudo mais que os chefs pedirem. É um trabalho difícil, muito pesado, mas você ganha a vida porque tem o seu salário e paga as suas contas.

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Nesses tempos de intolerância com a entrada de estrangeiros na Europa, você sofreu algum tipo de preconceito?

Willian Fidelis: Eu não tenho problema em relação com preconceito. Você nota algumas coisas, mas, é comum você ver, como também acontece no Brasil alguma coisa de preconceito racial, no caso. Mas aqui não é tanto por causa da cor, é mais por causa de você ser estrangeiro, mas não é todo mundo, não. Não é sempre que você vê isso, só em alguns lugares específicos que você vê alguns olhares. Mas como aqui é uma cidade cosmopolita, tem gente de todas as partes do mundo, então, já virou comum ter pessoas diferentes. Em alguns casos específicos, você nota alguma coisa, por exemplo, eu tenho uma amiga que toda vez que andava na rua, algumas pessoas cochichavam coisas assim: “volta para casa”. Mas não é muito comum, não.

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Quando eu morava na Suécia, tinha pavor dos skinheads, na Irlanda também há algum grupo assim?

Willian Fidelis: Tem uma galera aqui, conhecida como “Knackers”, são a parte mais perigosa da Irlanda. Eles cometem pequenos crimes, assaltos e eles têm um problema com as comunidades diferenciadas, mas, é um problema social do país, que você percebe. Até os próprios irlandeses não são fãs dessa galera, porque eles são mal educados, não respeitam ninguém, se é ou não estrangeiro. Não respeitam ninguém mesmo! De vez em quando se ouve um problema entre essa galera com os brasileiros. A galera que tem problemas avançados com drogas não oferece perigo, porque quando você vê, consegue fugir. Mas os mais novinhos não, é uma galera mais estranha, mesmo.

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Você já sofreu algum tipo de perseguição?

Willian Fidelis: Teve uma vez em que fui atacado por seis adolescentes, eu estava chegando em minha casa. E esses adolescentes estavam tacando ovos na casa da frente, eu não tinha como não passar por eles e passei por trás, mas, eles me viram e começaram a tacar ovos em mim, mas eu logo cheguei e o pessoal da minha casa correu pra rua e os adolescentes correram. É um pessoal muito covarde. Esse foi o único problema que eu tive.

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Willian, além do seu trabalho no restaurante, você, também, trabalha com o Audiovisual e já participou de duas séries de TV bem famosas. Como isso aconteceu na sua vida?

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Willian na série Vikings

Willian Fidelis: Essa questão do audiovisual foi assim: logo que eu cheguei na Irlanda, eu comecei a ver que aqui é um grande polo de produção de filmes, de séries, coisas voltadas para televisão. Como é um país pequeno, você fica sabendo muito das coisas que estão acontecendo. E quando eu cheguei, eles estavam tendo uma audição para figuração. Eles (os produtores) anunciam nas escolas e nos sites de que precisam de pessoas de estilos diferentes, porque a população natural daqui, são geralmente, branca. Então, para algumas séries, eles precisam de pessoas de estilos diferentes como asiáticos, descendentes de africanos, negros, chineses, enfim, para misturar um pouco as aparências. E logo que eu cheguei, eu vi isso. Fiz uma audição entre novembro e dezembro de 2015, preenchi o formulário, tiraram foto e pegaram o meu telefone. Algumas semanas depois me ligaram. Só que quando me ligaram, eu não conseguia me comunicar em inglês ainda, porque estava aprendendo. Eu sabia de algumas coisas, mas, comunicar por telefone, ainda não sabia. Passei para um amigo falar, e eles disseram que precisavam de que eu falasse o idioma porque haveria algumas ordens de comando.

 

WillianFidelis_Vikings2Passou um tempo, e quando foi no ano passado, em 2017, eu estava na escola e uma amiga falou que estava tendo audição de novo para a série Vikings. Eles fizeram essa audição para essa série, e a minha amiga disse: vamos lá fazer. Como eu estava de folga, fomos lá. Fiz a audição, algumas semanas depois, eles me ligaram. Eu gosto da minha barba, eu sempre uso, e na audição eu estava com barba, e eles tiraram fotos, pegaram os meus dados e falaram: “deixa a sua barba crescer e o cabelo também”. Eu falei: “beleza”. Passou mais algumas semanas, eles me ligaram e eu fui fazer a participação de figuração na série Vikings.

 

 

 WillianFidelis_Vikings3Blog da Bárbara Fontes: Que bacana! Como foi esse trabalho no Vikings?

Willian Fidelis: Foi uma experiência muito grande. Eu gostei muito de participar. No Brasil, a série passa na History Channel. E a gente gravou a sexta temporada. No Brasil deve estar passando a quinta temporada. A sexta, deve passar no Brasil, acho que no final desse ano de 2018, começo de 2019. Nós gravamos em 2017, eles ainda estão em produção, acho que termina agora em maio, mas eu não estou mais participando.

 

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Você gostou mesmo desse mundo cinematográfico, até já está em outra série! Como isso aconteceu?  

willian1Willian Fidelis: Nesse ano, eu estava na internet – é que tem várias produtoras de casting – e tem uma que eu sigo no Facebook, e que anunciou que estava precisando para outra série chamada “Into the Badlands” – que não é muito popular, mas é uma série, também, uma produção americana e canadense, é bem famosa nesses países. Mas é produzida aqui porque tem um custo mais barato. A direção e a produção são americanas. E eu fui fazer figuração para essa série.  No anúncio, eles já falavam: “precisamos de pessoas asiáticas, afro ou afrodescendente ou latinos. Aí você manda a foto pra eles, preenche o formulário e eles chamam pela aparência. Teve pessoas que fizeram as audições, mas não foram chamadas porque não encaixavam no perfil.

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Como é trabalhar em duas famosas séries de TV?

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Willian no set de “Into the Badlands”

Willian Fidelis: O figurino é bem diferente da série Vikings – essa é uma série mais antiga, né? E a Into the badlands é uma série futurística, de um mundo imaginário – mistura o antigo com o presente, um mundo irreal. Foram dois dias de gravação com eles. Era pra ter gravado essa semana de novo, mas eles cancelaram, e agora, estou aguardando e eu não posso mudar o meu visual. Eu quero cortar o cabelo, raspar um pouco a barba, dar uma baixada na barba, mas eu estou esperando eles me chamarem. A “Into the Badlands” é uma série muito legal, bem diferente. Eu gravei uma interna numa biblioteca, depois gravamos uma externa numa fazenda – como se fosse  uma entrada de um palácio deles. A produção é muito grande , tem todo um aparato . Vc chega nos lugares tem uma tenda enorme com aquecedor, tem a comida pra tomar o café da manhã e já troca de roupa, faz a maquiagem,faz o cabelo até eles chamarem para fazer a cenas. E passa o dia inteiro lá, depois um ônibus nos deixa na cidade. Pra mim foi uma experiência muito bacana. Eu gostaria de trabalhar mais com isso aqui.

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Você é formado em Jornalismo e é uma profissão que tem no mundo todo. Você pensa em atuar na Irlanda?

Willian Fidelis: Atuar como jornalista aqui é complicado porque você tem de ter domínio total do idioma e isso leva muito tempo. Você tem de ter um visto de permissão de trabalho, e o meu período aqui está acabando. Meu visto de estudante está acabando. Eu poderia fazer um visto de estudante de inglês, eu poderia fazer uma outra faculdade aqui, mas para mim não compensa, porque, além de ser muito caro, a maioria dos cursos, os mais baratos, não são da minha área, algo que nunca vou usar, que é na área de comércio, de business, que não faz parte do que eu gosto de fazer, do que eu faço no Brasil. Os cursos que eu gostaria de fazer é muito, muito caro. Eu não tenho condições financeiras para isso.

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Você, realmente, tem vivido coisas incríveis na Irlanda. Eu sei que não é fácil viver em outro país, porém, você está se saindo muito bem. Você tem planos de voltar a viver no Brasil?

Willian
Mais uma foto para o Blog, tirada neste domingo (06/05)

Willian Fidelis: Eu estou num momento de transição, de pensamento, de planejamento, ainda sem nada definido, mas em alguns meses eu tenho de voltar para o Brasil ou ir para outro lugar onde eu possa trabalhar, possa viver legalmente, porque aqui já vai chegar um momento que não poderei mais ficar por aqui. Eu ainda não tenho nada planejado, só coisas na minha cabeça, não tem nada definido. Até julho eu tenho de estar com tudo definido sobre o que eu vou fazer, mas ainda não tenho nada definido, só planos na minha cabeça. Eu estou pedindo iluminação a Deus para me dar entendimento sobre o que fazer nesses próximos meses. No momento, eu só estou trabalhando para juntar o dinheiro, não quero voltar para o Brasil sem dinheiro de uma vez.

 

 

 

*Matéria publicada em 07/05/2018.

SISU 2019

Hoje, 10/02 é o último dia para se inscrever na lista de espera!

 

O sonho de entrar para uma universidade pública, infelizmente não é para todos. Dos mais de quatro milhões de candidatos que realizaram o Enem, nos dias 04 e 11 de novembro de 2018, menos de meio milhão conseguirão uma vaga. O Ministério da Educação (Mec), por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) oferece no primeiro semestre de 2019, 235.476 vagas, 1,7% a menos em relação a 2017. Segundo o calendário, a primeira chamada aconteceu no dia 30/01, e as matrículas ocorrem até o dia 07/02.  Quem ficou de fora pode se inscrever na lista de espera até o dia 10/02.

 

 

Diversidade de cursos

No país há uma cultura que dignifica cursos como Medicina, Direito e Engenharia Civil, e menospreza outros cursos. Isso reflete na péssima situação social, econômica e política da sociedade brasileira, que conta hoje com mais de 12 milhões de desempregados.

Outra questão mal disseminada no país é a Orientação Educacional para os alunos que cursam o Ensino Médio. Ao conhecer as suas aptidões terá sucesso na escolha do curso superior e estará mais preparado (a) para o Enem. A família é primordial nesse processo e a pressão em cima do (a) estudante é cruel porque nem todo mundo nasceu pra ser médico ou servidor público. O Brasil também precisa das Licenciaturas, dos Tecnólogos, de pesquisadores e pensadores em todas as áreas do conhecimento. A nação precisa tanto de advogados quanto de cineastas e artistas. Também precisa de cientistas, agrônomos, chefs de cozinha e jornalistas. Todas as profissões são importantes e devem ser valorizadas, porém, para isso são necessárias políticas públicas tanto na Educação quanto na Economia.

 

Lista de Espera

Segundo o Mec, a lista de espera é liberada após a chamada regular e enviada para as universidades participantes. As vagas não ocupadas na primeira chamada devem ser usadas prioritariamente para o preenchimento das vagas oferecidas pelo Sisu.

 

 

Cronograma

Acompanhe as datas do primeiro semestre do Sisu 2019:

 

sisu-2019_Calendario

Saiba mais:

Edital do Enem 2018 (diário oficial) aqui.

Site do Sisu aqui.

Página do Participante do Enem/Inep aqui.

 

Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência

O Brasil só perde para a África em números de casos.

A Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência foi instituída por meio da Lei 13.798/2019, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 04 de janeiro deste ano. A iniciativa foi proposta pela então senadora Marisa Serrano em 2010, que acrescenta o artigo 8º à Lei 8.069 (Estatuto da Criança e do Adolescente/ECA). O evento será anual, sempre na semana que incluir o dia 1º de fevereiro.

O objetivo é “disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência da gravides na adolescência”. As ações da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez da Adolescência estão a cargo do poder público, em conjunto com organizações da sociedade civil, e dirigidas prioritariamente ao público adolescente.

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Fachada do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso – CRM-MT. Crédito: Bárbara Fontes.

Para celebrar a importante iniciativa em Mato Grosso, acontece no dia 8 de fevereiro (sexta-feira), às 19h, no auditório do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), a mesa redonda “Gravidez na Adolescência: Compreendendo e Acolhendo para prevenir”.

A programação conta com as seguintes palestras: “Visão epidemiológica atual da gravidez na adolescência”, com o Dr. Luis Menechino, da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT); “O papel da pediatria na prevenção da gravidez”, com a Dra. Alda Elizabeth Azevedo, presidente do Departamento Científico de Adolescência, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP); “Aspectos Obstétricos e contracepção da gravidez”, com a Dra. Zuleide Cabral, da SOGIA-BR, SOMAGO E FEBRASGO; e “Aspectos Legais da contracepção na adolescência”, conduzida pela advogada Helen Rezende, da assessoria jurídica da CRM-MT. O evento é gratuito e aberto ao público.

Segundo dados da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (COVEPI-SES/MT), o estado registrou nos últimos cinco anos cerca de 50 mil casos de gravidez da adolescência (10 a 19 anos). Em 2018, Cuiabá teve o maior índice, com 2.143 nascidos vivos; e a cidade com o menor índice foi São Félix do Araguaia, com 73 casos.

O evento é realizado pelo CRM-MT e conta com o apoio da Sociedade Mato-grossense de Pediatria (SOMAPE), Sociedade Mato-grossense de Ginecologia e Obstetrícia (SOMAGO), Academia de Medicina de Mato Grosso, Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), e a Associação Brasileira de Obstetrícia e Ginecologia da Infância e Adolescência (SOGIA-BR). Para mais informações: (65) 3612.5400).

 

 

Café da Manhã no CRM-MT

O Blog da Bárbara Fontes participou de um café da manhã no Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso, que contou com as presenças das doutoras Hildenete Monteiro Fortes (presidente do CRM-MT), Alda Elizabeth Azevedo, Lúcia Helena Barbosa (Conselheira do CRM-MT), e Zuleide Cabral . Além da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência em Mato Grosso, as doutoras também falaram com a imprensa sobre a situação no país e em Mato Grosso.

A Dra. Alda, que ajudou na elaboração do documento “Prevenção da Gravidez na Adolescência” (da SBP) disse para o Blog que o tema gravidez na adolescência é estudado e debatido há 30 anos, porém, é necessário políticas públicas para Atenção na Saúde Integral ao Adolescente (com pediatras, ginecologistas obstetras, profissionais da Enfermagem e técnicos qualificados), e a instituição de programas específicos para crianças e adolescentes, onde se prevaleça o “protagonismo juvenil”, isto é, “o adolescente falando com o outro adolescente” no que se refere a tudo que envolva a questão sexual (cuidados com o corpo, responsabilidades que surgem com as atividades sexuais e a Educação Sexual nas escolas que vá além do ensino sobre os aparelhos reprodutores e reprodução humana).

A Dra Zuleide Cabral disse que em Mato Grosso “Setenta por cento das adolescentes fazem o parto normal” (humanizado). Entre as idades de 10 a 14, onde o risco gestacional é maior, houve um aumento de 15%, de parto normal. Em Cuiabá, os hospitais públicos Júlio Muller, Santa Helena e o Geral atendem as mães adolescentes e fazem partos humanizados.

 

Brasil “jovem e grávido”

Segundo dados da Unicef e da Organização Mundial de Saúde (OMS), o maior país da América Latina está em 7º lugar entre as maiores taxas de gravidez na adolescência, os seis países abaixo do Brasil estão na África.

O Departamento Científico de Adolescência, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que tem com presidente, a Dra. Alda Elizabeth Boehler Iglesias Azevedo, do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso, elaborou o documento “Prevenção da Gravidez na Adolescência” para a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, onde constata que:

os adolescentes – indivíduos entre 10 e 20 anos incompletos – representam entre 20% e 30% da população mundial, estimando-se que no Brasil essa proporção alcance 23%. Dentre os problemas de saúde nessa faixa etária, a gravidez sobressai em quase todos os países e em especial, nos países em desenvolvimento”.

 

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Foto por Pixabay.

 

São 400 mil casos de gestação na adolescência no país, taxa considerada alta para a América Latina. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2014 nasceram 28.244 filhos de meninas entre 10 e 14 anos, e 534.364 crianças de mães com idades entre 15 e 19 anos. Em 2015, 18% dos nascidos vivos eram filhos de mães adolescentes. Em relação à distribuição demográfica neste período, o Nordeste é a região com maior índice de casos de gravidez na adolescência (32% do total). A região Centro-Oeste teve o menor índice, 8%. Segundo o Departamento Científico de Adolescência os dados são significativos e necessitam de medidas urgentes de planejamento e ações.

 

Principais Fatores

Segundo o documento, há diversos fatores que contribuem para a gestação na adolescência, porém, o principal motivo é “a desinformação sobre sexualidade e sobre direitos sexuais e reprodutivos. Os médicos também apontam que questões emocionais, psicossociais e contextuais também concorrem para a falta de acesso à proteção social e ao sistema de saúde”, além do uso inadequado de contraceptivos. Também há outros fatores como “a falta de um projeto de vida e expectativas de futuro, educação, pobreza, famílias disfuncionais e vulneráveis, abuso de álcool e outras drogas, além de situações de abandono, abuso/violência e a falta de proteção efetiva às crianças e aos adolescentes”.

Estudos comprovam que ficar grávida é o desejo de muitas adolescentes, porém, a gestação nesta fase da vida eleva os riscos de complicações maternas, fetais e neonatais, e também pode acarretar problemas socioeconômicos da nova família que se forma – ainda mais se o pai também for adolescente. Nos casos em que a mãe fica sem amparo do pai da criança (ou da família paterna), as condições psicológicas e financeiras tendem a piorar. O maior índice de casos de gravidez na adolescência no Brasil é entre afrodescendentes, que moram nas periferias e com baixa escolaridade. Também foi constatado o alto índice de mães com menos de 19 anos e que já estão na segunda, terceira ou mais gravidez (geralmente de pais diferentes). Isso é um reflexo da desigualdade social que assola o país há séculos.

 

Prevenir é o melhor caminho

Ainda segundo o documento publicado pela SBP, “um dos mais importantes fatores de prevenção é a educação. Nesse sentido é importante considerar a educação abordando sexualidade e saúde reprodutiva, tanto no meio familiar quanto na escola, com abordagem científica, e nos programas de promoção à saúde. Não apenas quanto aos eventos biológicos, mas em relação ao convívio de respeito entre meninos e meninas, atividades sexuais com responsabilidade e proteção – métodos contraceptivos – principalmente durante a adolescência.

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Foto por Pixabay.

 

A gravidez na adolescência é uma realidade que não pode ficar escondida ou deixada de lado, o país por meio de seus poderes executivo, legislativo e judiciário deve implementar políticas públicas e programas que visam à prevenção e também para os casos confirmados, a manutenção da vida escolar (nos casos onde não há o risco gestacional), ajuda assistencial e financeira para os de baixa renda. Os adolescentes que passam pela gravidez precisam do apoio familiar, do Estado e da sociedade, e sentir que uma criança não é um ponto final em suas vidas, e sim um novo começo cheio de esperanças e oportunidades.

 

*Foto de capa: da esquerda para a direita, as doutoras Zuleide Cabral, Hildenete Monteiro Fortes, Alda Elizabeth Azevedo e Lúcia Helena Barbosa. Crédito: Bárbara Fontes.

Força Brumadinho!

Brasil solidário: doações são entregues às famílias vítimas da tragédia de Brumadinho (MG).

 

O rompimento da barragem de rejeito de minério do Córrego do Feijão ceifou centenas de vidas e para sempre deixará uma profunda cicatriz no povo de Brumadinho. A nação brasileira chorou junto e se uniu para arrecadar doações, que esta semana chega em forma de kits de alimentos e de limpeza para as famílias atingidas. Também chegou à cidade, toneladas de água mineral, roupas e cobertores.

 

Toda ajuda foi bem vinda e a prefeitura agradece esse gesto de amor ao próximo e comunica por meio de uma nota, a paralisação temporária do recebimento de doação. Segue o comunicado na íntegra:

A abertura de novas arrecadações deverá ser anunciada após triagem dos materiais recebidos até o momento.

As doações recebidas e organizadas na Praça de Esportes de Brumadinho pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e voluntários, estão sendo distribuídas para as vítimas da tragédia da Vale. No total o município recebeu cerca de 27 mil quilos de alimentos e leite; 159 mil litros de água; 2 mil quilos de roupas; 11 mil quilos de material de limpeza e 870 quilos de alimentação animal. Resultando em 783 cestas básicas; 218 kits de limpeza, 542 kits de higiene.

Os kits estão sendo doados por meio da Assistência Social, sem trâmites burocráticos e diretamente às famílias necessitadas. Apesar de paralisar temporariamente o recebimento, o município afirma que este não é o momento para recusar donativos. Entretanto, a paralização no recebimento das doações é para contabilizar a demanda arrecadada, e assim, de forma transparente, prestar contas aos doadores, e também para mapear as regiões a serem atendidas. O setor emitirá boletins diários de atualização dos itens arrecadados. Por meio desse controle o município tem o objetivo de tornar eficaz a distribuição dos donativos, para assim abrir espaço para novas doações. A prefeitura informa ainda que através desse controle será possível administrar as demandas, fazendo com que as doações cheguem a quem realmente precisa.

Além do entorno de Brumadinho, as doações que vieram de várias partes do país e do exterior suprem uma demanda de três meses de emergência. A carga de doações arrecadada está passando por uma triagem, contando com a ajuda da equipe de Vigilância Sanitária, já que muitos alimentos se encontram estragados por ficarem expostos ao tempo durante o percurso de locomoção até Brumadinho, ou por já terem a validade vencida. Já no estoque de vestuário, além de peças sem nenhuma condição de uso, muitas precisam ser lavadas para serem entregues em condição de uso.

O Prefeito de Brumadinho agradece comovido a sensibilidade dos doadores com as vítimas da tragédia da Vale.

 

 

Solidariedade em Mato Grosso

(Matéria publicada em 30/01/19)

Uma importante parceria entre a Cruz Vermelha e o Shopping Goiabeiras – o primeiro centro de compras, serviços e entretenimento de Cuiabá – para receber doações das pessoas que também sofrem pelos moradores de Brumadinho, que desde a sexta-feira passada, 25, vivem um pesadelo sem fim: a barragem do Córrego do Feijão rompeu e destruiu tudo ao redor. São mais de 80 mortos e mais de 200 desaparecidos. Equipes de resgates trabalham incansavelmente. Para saber mais, no final desta matéria segue o link de uma matéria especial sobre a triste tragédia anunciada.

Sensibilizada com a situação, a diretora de Marketing do Goiabeiras, Fabiana Totti, abriu um ponto de coleta de doações.

Neste momento triste do nosso país, esta é a forma que podemos contribuir para amenizar o sofrimento das famílias que perderam tudo. Convidamos todos os cuiabanos que puderem contribuir a fazerem suas doações” (Fabiana Totti, via Assessoria)

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No primeiro dia de funcionamento do ponto de coleta para as vítimas de Brumadinho, Fabiana Totti concede entrevista para uma emissora de TV. Crédito: Assessoria

As pessoas podem doar roupas (adultos e crianças), alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoas e água mineral. As pessoas podem fazer as doações até o dia 01/02 (sábado), no Espaço Fun, no 2º piso.

Acompanhe diariamente a situação de Brumadinho aqui.

Prouni

Último dia de inscrições (3/2)

Como é evidente que há mais candidatos no Enem do que vagas para entrar numa universidade pública, o Ministério da Educação (MEC) criou em 2004, o programa “Universidade para Todos” (Prouni), que oferece bolsas de estudo integrais e parciais (50%) em instituições privadas de educação superior, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, a estudantes brasileiros sem diploma de nível superior.

É uma forma de incluir as pessoas que têm dificuldades para entrar ou se manter nas universidades públicas. Não basta entrar numa estadual ou federal, também é preciso ter condições de se manter nos quatro, cinco ou seis anos de estudos puxados. Apesar de que as universidades possuem programas específicos para alunos de baixa renda, nem todos conseguem esses benefícios. Quem deseja participar do Prouni, verifique se terá condições de se manter, caso opte por um curso de período integral. O programa tem o Bolsa Permanência, uma ajuda financeira para se manter nos estudos – saiba mais no final desta matéria.

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Arquivo/Blog da Bárbara Fontes

Em 15 anos, o programa “Universidade para Todos”, o ProUni, atendeu mais de 2,4 milhões de estudantes. As instituições privadas que aderem ao programa recebem isenção de tributos.

 

Ofertas de Bolsas

São ofertadas 243.888 bolsas, sendo:

116.813 integrais e 127.075 parciais (50%).

Essas bolsas são distribuídas em 1.239 instituições de educação superior brasileiras. Segundo o MEC, “esta é a maior oferta de bolsas da história do ProUni, desde sua criação, em 2005”.  Para conseguir bolsas integrais, o (a) candidato (a) deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. No caso das bolsas parciais,  a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa. O programa conta com o Fundo de Financiamento Estudantil (Novo Fies), que possibilita ao bolsista parcial financiar parte da mensalidade não coberta pela bolsa.

 

O Prouni é destinado aos:

* Estudantes egressos do ensino médio da rede pública ou da rede particular na condição de bolsistas integrais da própria escola.

* Estudantes com deficiência.

* Professores da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica, integrantes de quadro de pessoal permanente de instituição pública. Nesse caso, não é necessário comprovar renda.

 

 

Como participar do programa (1º semestre de 2019)

* Ter participado do Enem de 2018 e ter obtido no mínimo 450 pontos na média das notas.

* Não pode ter tirado zero na Redação.

 

 

Inscrição no Prouni

Deve entrar no site do programa e informar o número de inscrição do Enem 2018 e a senha mais atual cadastrada no Enem. Os candidatos podem conferir as bolsas disponíveis, pesquisando por curso, instituição ou município. As inscrições somente pela internet e se estendem até as 23h59 de 3 de fevereiro, horário oficial de Brasília. O resultado da primeira chamada será divulgado na próxima quarta-feira, 6 de fevereiro.

 

Segundo a Assessoria de Comunicação do MEC,

No segundo dia de inscrições, até as 19 horas, foram registrados 658.544 inscritos e 1.254.803 inscrições, considerando as duas opções de escolha dos candidatos, no processo seletivo do Programa Universidade para Todos (ProUni). O programa concede bolsas de estudo em cursos de graduação em instituições de educação superior privadas.”

 

Cronograma

Prouni_2019_Cronograma

Saiba mais: 

Prouni aqui.

Bolsa Permanência (Prouni) aqui.

SISU aqui.

SISU inscrições aqui.