Ciência

Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador são comemorados nesta semana

 

O dia 8 de julho (segunda-feira) é um dia dedicado à Ciência brasileira. Celebra os 71 anos de fundação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que contou com a participação de 60 cientistas reunidos na Associação Paulista de Medicina, em São Paulo, liderados pelo médico e farmacologista Maurício Rocha e Silva; pelo médico e jornalista José Reis; e pelo biólogo Paulo Sawaya. A recém-criada sociedade (após a Segunda Guerra Mundial) tinha o objetivo de dar força e representatividade à comunidade científica. Foi o primeiro passo para uma história rica em pesquisas, experimentos e descobertas que permitiram a evolução da Ciência no país.

 

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Atualmente a SBPC conta com 142 sociedades científicas afiliadas e mais de cinco mil sócios, compostos por pesquisadores, docentes, estudantes e cidadãos brasileiros. Sua sede fica em São Paulo, porém, está presente em todo país por meio de suas Secretarias Regionais e todos os anos acontece a Reunião Anual e Regional em quase todos os estados brasileiros. A sociedade científica também conseguiu aprovar no Congresso Nacional duas datas importantes para a promoção da Ciência brasileira: o Dia Nacional da Ciência (Lei nº 10.221, de 18 de abril de 2001), e o Dia do Pesquisador (Lei nº 11.807, de 13 de novembro de 2018).

 

 

 

Seciteci em prol da Ciência em Mato Grosso

O dia 8 de julho também foi celebrado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), responsável por criar políticas públicas para a área. Segundo Nilton Borgato, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação,

a data tem o objetivo de chamar a atenção da população para a importância da produção científica, estimular o gosto dos jovens pela ciência e para o desenvolvimento sustentável do país”.

 

 

A superintendente de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação da Seciteci, Lecticia Figueiredo afirma que,

Muitos estudantes das séries finais do Ensino Fundamental e Médio são estimulados e orientados a desenvolver projetos que são apresentados e premiados em feiras de ciências nacionais e internacionais. Estes projetos são oriundos de vários estados do Brasil e ganham visibilidade por meio da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) entre outras. Com isso, não só atestam a capacidade inovadoras dos nossos jovens autores, em busca de soluções para problemas reais e práticos das regiões onde habitam, como também surpreendem pela seriedade e competência com que foram desenvolvidas”.

 

 

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Crédito: Junior Silgueiro/Seduc-MT

 

 

Lecticia faz uma observação importante: o Brasil conta com grandes cientistas em diversas áreas que obtiveram reconhecimento mundial como Cesare Mansueto Giulio Lattes, mais conhecido como César Lattes, um físico brasileiro, codescobridor do méson pi, descoberta que levou o Prêmio Nobel de Física de 1950, concedido a Cecil Frank Powell. Lattes foi fundamental para o desenvolvimento da física atômica. Ele também foi um grande líder científico brasileiro e uma das principais personalidades por trás da criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os brasileiros Oswaldo Cruz, médico sanitarista, e Alberto Santos Dumont, inventor do 14-Bis também colaboraram com os avanços da ciência mundial.

 

 

*Esta matéria do Blog da Bárbara Fontes também tem informações da SBPC, e da assessoria de imprensa da Seciteci (Soraya Medeiros).

 

 

Saiba mais no Blog da Bárbara Fontes:

Escolas Técnicas Estaduais – Calendário 2019, acesse aqui.

Bárbara Pergunta: Joaci Silva (Seciteci), acesse aqui.

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campanha contra a violência mulheres

Ser mulher em tempos de cólera

campanha Não à violência contra as mulheres
Divulgação

Tristes tempos! Vivemos num mundo com muita tecnologia e avanços em diversos campos do conhecimento (científico, político e social), porém, ainda testemunhamos atitudes covardes e banais que levam mulheres à morte. Nunca se matou tantas mulheres – donas de casa, estudantes, crianças, adolescentes, profissionais liberais, servidoras públicas, missionárias, ativistas e políticas – no Brasil! Algumas conseguem destaques nos veículos de comunicação e nas plataformas digitais, outras, se tornam apenas parte de um número assustador. Em alguns casos, a justiça chega, em outros, a impunidade persiste. E não basta apenas matar a mulher, a crueldade humana chegou às redes sociais, por meio de notícias e perfis falsos (ou hackeados) que buscam desmoralizar a vítima.

 

Ser mulher nunca foi fácil

Desde que o mundo é habitado por seres humanos, a mulher “paga o pato” por ter nascido mulher. Na religião e na mitologia, temos como exemplos Lilith, Eva e Pandora, a primeira foi rebelde à Deus e a Adão, e a segunda, boazinha até comer a maçã oferecida pela serpente.

 

acessado em http://greekmythology.wikia.com
A Caixa de Pandora

A terceira, criação de Zeus, chegou à Terra carregando uma caixa que jamais poderia ser aberta e abriu por curiosidade, espalhando pelo planeta todos os males do mundo e, um único dom: a esperança. Essas três mulheres têm em comum, a responsabilidade (segundo os homens) pelas desgraças humanas, e, no decorrer História, as mulheres continuaram a levar culpas de muitas coisas. Até hoje, né? Lembrei de um caso de uma mulher brutalmente assassinada pelo ex namorado, e muitas pessoas a culparam por não ter escolhido um homem melhor!

 

A História relata que muitas civilizações antigas, ofereciam mulheres para sacrifícios porque acreditavam que os deuses ficariam felizes e calmos. Quando Pedro Álvares Cabral desembarcou em terras tupi-guarani, o machismo veio junto e, muitas índias foram estupradas, escravizadas e assassinadas. quadro do pintor Rugendas, 1825Séculos depois, muitas escravas negras se tornavam objetos sexuais nas mãos de seus senhorios; as que negavam ou tentavam fugir, eram torturadas e mortas. Muitas mulheres brancas, de boas famílias, criadas para casarem e gerar muitos filhos, também eram tratadas como objetos e tinham de aguentar caladas as traições do marido. E ai daquelas que ousavam levantar a cabeça e reclamar: tomavam um grande tapa na cara (quando não morriam).

 

Não afirmo aqui que as mulheres sejam anjos, livres de coisas erradas e sem maldades – há mulheres más, traiçoeiras e assassinas cruéis – e a justiça deve resolver isso. O que eu me refiro neste artigo é que a História nos mostra, a diferença como o homem e a mulher foram criados: enquanto o rapaz é incentivado a desbravar o mundo e a ser “macho” (e conhecer sexualmente mulheres antes de se casar), a menina, quase sempre, era incentivada a montar o enxoval e rezar para ter um bom casamento e ventre saudável para gerar bebês. As mocinhas rebeldes recebiam severos castigos e punições de seus pais ou tutores (poderiam até ser levadas à força para um convento) e, depois de casadas, eram “corrigidas” por seus maridos.

 

Há civilizações onde a mulher sempre teve um papel fundamental e respeitoso, porém, mesmo assim, as liberdades dadas aos homens desde a tenra idade, não foram dadas às mulheres. Isso é fato.

pintura sobre o martírio de Joana D'Arc
O martírio de Joana D’Arc

Houve um tempo sombrio em que a sabedoria e o sexto sentido de uma mulher, a levava para a fogueira sob acusação de bruxaria! Mesmo com o advento do Feminismo e das inúmeras conquistas que as mulheres conseguiram após muitas lutas, há muito o que melhorar. Em pleno século XXI, onde o acesso à informação é muito mais fácil do que no início do século XX, ainda temos, infelizmente, comportamentos machistas dignos dos tempos da caverna. O sentimento de posse, a negação em respeitar a opinião/decisão feminina, o desejo a todo custo de reprimir a liberdade da mulher, são alguns dos motivos que levam homens mal resolvidos consigo mesmos, a matarem. No mundo contemporâneo, mulheres são apedrejadas ou chicoteadas, por motivos fúteis, publicamente em muitos países do Oriente Médio – isso quando não são sequestradas por grupos terroristas e vendidas como escravas sexuais. Hoje, enquanto você lê este artigo, mulheres brasileiras estão sofrendo algum tipo de abuso – seja dentro do lar, no trabalho, na rua ou no caminho para a casa. Ao terminar, muitas mulheres, a maioria negra, foram assassinadas.

 

Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2017

Em 2016, houve 49.497 ocorrências de estupros de mulheres! E uma mulher foi assassinada a cada duas horas, e apenas 621 casos foram classificados como feminicídios – o número está bem abaixo da realidade e demonstra as dificuldades no primeiro ano de implementação da Lei do Feminicídio (na classificação do que é homicídio e o que é feminicídio). Estes são os dados apresentados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2017, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

 

Feminicídio – palavra feia, né? 

divulgação campanha FeminicídioEm março de 2015, foi sancionada a Lei 13.104/2015, a Lei do Feminicídio, tornando-o crime hediondo e com agravantes quando acontece em situações específicas de vulnerabilidade como gravidez, menor de idade, na presença de filhos, etc. Segundo a lei, o feminicídio acontece “quando a agressão envolve violência doméstica e familiar, ou quando evidencia menosprezo ou discriminação à condição de mulher, caracterizando crime por razões de condição do sexo feminino”. Portanto, uma vítima de feminicídio é uma pessoa do sexo feminino, que sofreu agressões intencionais, no âmbito familiar, que causaram lesões ou agravos à saúde que a levou à morte.

 

Mapa da Violência

Em 2015, o Mapa da Violência (Homicídios de Mulheres no Brasil, por Julio Jacobo Waiselfisz) realizou comparação das taxas de homicídio de mulheres (por 100 mil) nas Unidades da Federação em suas respectivas capitais. Entre 1980 e 2013, morreram 106.093 mulheres, sendo que a taxa em 1980 era de 2,3 vítimas de homicídio por 100 mil, e, em 2013, passa para 4,8, gerando um aumento de 111,1%.

Maria da Penha
Maria da Penha

Em 2006 foi sancionada a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340). Segundo o estudo, entre 1980 a 2006 (antes da Lei), o número de homicídios de mulheres foi de 7,6% ao ano. Com a vigência da Lei, o número de homicídios cai para 2,6% e o crescimento das taxas cai para 1,7% ao ano (dados de 2006/2013). No período de 2003 a 2013, apenas cinco Unidades da Federação registraram quedas nas taxas de homicídios: Rondônia, Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro. Nas 22 UFs restantes, no mesmo período, as taxas cresceram de forma variada: de 3,1% em Santa Catarina, até 131,3% em Roraima. Essas oscilações se dão por circunstâncias locais, mais que a fatores globais.

 

Em relação a evolução do homicídio de mulheres nas capitais dos estados, entre 2003 e 2013, as taxas caíram 5,8%, enquanto, as taxas de homicídios das UFs cresceram 8,8%. Segundo o Mapa da Violência, esses números evidenciam um fenômeno já detectado em mapas anteriores: a interiorização da violência, isto é, os polos dinâmicos da violência letal se deslocam dos municípios de grande porte para municípios de médio porte. As capitais Vitória, Maceió, João Pessoa e Fortaleza são as com taxas mais elevadas (dados de 2013), acima de 10 homicídios por 100 mil mulheres.

 

O Mapa da Violência também aponta a questão da incidência da raça/cor na violência letal: a população negra é vítima prioritária no país. No período de 2003 a 2013, os homicídios de negras aumentam 54,2%, passando de 1.864 (2003) para 2.875 vítimas em 2013. Verificou-se que nos últimos anos, o índice cresceu de forma drástica, enquanto as taxas de homicídios da população branca tendem, historicamente, a cair. Um fato curioso, a partir da vigência da Leia Maria da Penha, o número de vítimas entre as mulheres brancas caiu 2,1%, e aumenta 35,0% entre as negras.

campanha

 

Como as mulheres morrem?

Os dados do Mapa da Violência também apontam os instrumentos ou meios utilizados na agressão que levou à morte da mulher. Apesar de haver controversas, concebe-se que o grau de premeditação do homicídio é indicado pelo meio ou pela forma com que foi feita a agressão: Em 2013, mulheres foram assassinadas por meio de estrangulamento/sufocação (6,1 dos casos), por meio de cortante/penetrante (25,3) e objeto contundente (8,0), indicando maior presença de crimes de ódio ou por motivos fúteis ou banais. A utilização de arma de fogo ocorreu em 48,8 dos casos.

 

Onde elas morrem?

Em 2013, 27,1% dos casos de homicídios de mulheres ocorreram dentro do lar. Mortes em estabelecimento de saúde (25,2 dos casos), e em via pública (31,2).

Homicídios em Mato Grosso

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso, entre janeiro a junho de 2017, foram registradas 22.246 ocorrências contra mulheres em todo o Estado, um aumento de 12,5% em comparação ao mesmo período de 2016. Em Cuiabá, o aumento foi de 13,8%.  Segundo o Mapa da Violência (dados de 2015), a taxa de homicídio de mulheres (por 100 mil) em Cuiabá é de 5,8, tornando Mato Grosso o 11º do país.

Na segunda maior cidade do Estado, Várzea Grande, os crimes mais registrados foram os de ameaça com 2.025 casos (2016) e 2.357, em 2017. Em 2016, crimes contra a honra (injúria, calúnia, difamação), foram 1.024 e, no ano seguinte, 1.336. Na Delegacia da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande, em 2016 foram instaurados 800 inquéritos, sendo expedidas 652 medidas protetivas de urgência. Em 2017, 1.017 inquéritos instaurados, com a expedição de 778 pedidos de medidas protéticas de urgência. Por meio da 6º Promotoria de Justiça Criminal de Várzea Grande, o Ministério Público ofereceu em 2016, 386 denúncias. Em 2017 foram 427 denúncias. O Poder Judiciário deferiu em 2017, 196 medidas protetivas de urgência. Infelizmente, os dados apontam um aumento significativo dessas ocorrências em Várzea Grande.

 

Saiba mais:

Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2017 – acesse aqui

Mapa da Violência – Homicídios de mulheres no Brasil, 2015 – acesse aqui

 

Mulheres mais seguras

Conheça as instituições, entidades e serviços que defendem e protegem as mulheres vítimas de violência.

 

Desde o ano de 2006, mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, são amparadas pela Leia Maria da Penha. E por meio desta lei, uma rede de assistência e proteção surgiu que visa cuidar da mulher a partir do momento em que há uma denúncia (feito por ela ou outra pessoa). Infelizmente muitas mulheres agredidas insistem em proteger os seus agressores e desistem de levar a denúncia até o fim. Há muitas razões para isso como a dependência econômica, emocional e as ameaças que recebem – seja da parte do agressor ou da família dele. O medo de perder a guarda dos filhos também pode ser um dos fatores que enfraquece a luta da mulher pela reparação das agressões cometidas.

Saiba quais são as entidades, instituições e serviços que realizam atendimento à mulher vítima de violência em todo país. As informações são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ):

 

*Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs):

São unidades da Polícia Civil que realizam ações de prevenção, apuração, investigação e enquadramento legal. É possível registrar boletim de ocorrência e solicitar medidas de proteção de urgência.

 

 

*Juizados/Varas Especializadas:

São órgãos da Justiça com competência cível e criminal, responsáveis por processar, julgar e executar as causas decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher. Julgam ações penais e concedem medidas protetivas.

 

 

*Coordenadorias de Violência contra a Mulher:

Foram criadas por resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2011. São responsáveis por elaborar sugestões para o aprimoramento da estrutura do Judiciário na área do combate e prevenção da violência contra as mulheres e dar suporte aos magistrados, servidores e equipes multiprofissionais neste tipo de trabalho, como forma de melhorar a prestação jurisdicional.

 

 

*Casas-Abrigo:

Oferecem local protegido e atendimento integral (psicossocial e jurídico) à mulheres em situação de violência doméstica (acompanhadas ou não de filhos) sob risco de morte. Elas podem permanecer nos abrigos de 90 a 180 dias.

 

 

*Casa da Mulher Brasileira:

Prestação de serviços especializados para os mais diversos tipos de violência contra as mulheres: acolhimento e triagem; apoio psicossocial; delegacia; juizado; Ministério Público, Defensoria Pública; promoção de autonomia econômica; cuidado das crianças – brinquedoteca; alojamento de passagem e central de transportes.

 

 

*Centros de Referência de Atendimento à Mulher:

Esse locais fazem acolhimento, acompanhamento psicológico e social e prestam orientação jurídica às mulheres em situação de violência.

 

 

*Órgãos da Defensoria Pública:

A Defensoria Pública é um instrumento importante na assistência jurídica integral e gratuita à população desprovida de recursos para pagar honorários de advogado e os custos de uma solicitação ou defesa em processo judicial, extrajudicial, ou de um aconselhamento jurídico.

 

 

*Serviços de Saúde Especializados para o Atendimento dos Casos de Violência Contra a Mulher:

Possuem equipes multidisciplinares (psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e médicos) capacitadas para atender os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Procuradoria Especial da Mulher

Conheça o órgão do Senado Federal que defende os interesses da mulher brasileira

 

 

Criada por meio da Resolução criada por meio da Resolução nº 9, em 27 de março de 2013, pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL). Dede a sua criação, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB–AM) ocupa o cargo de Procuradora Especial da Mulher.

A Procuradoria Especial da Mulher (ProMul) é o “órgão de representação da bancada feminina e tem como objetivo construir uma cultura que expresse valores de igualdade, equidade, respeito, atenção e empoderamento, ancorada em iniciativas legislativas em favor da luta emancipacionista das mulheres. Suas ações indicam por bem incentivar a participação ativa das mulheres em todas as instâncias de poder como condição essencial para a garantia dos direitos da população feminina. As ações da ProMul visam a identificar problemas e promover a avaliação crítica da realidade da condição de vida da metade feminina da população com o objetivo de formular proposições legais como forma de superar as desigualdades entre mulheres e homens”. (texto extraído do relatório de atividades 2018).

A ProMul tem como missão zelar, fiscalizar e incentivar os direitos da mulher, criando mecanismos de empoderamento em situações de desigualdade de gênero e raça. Também promove a permanente interlocução entre gestores do Poder Executivo e do Poder Judiciário, assim como de organismos internacionais, pelo combate à violência doméstica e o feminicídio.

 

 

Atuação

A Procuradoria Especial da Mulher acompanha proposições legislativas referentes à mulher, em tramitação no Congresso, organizando-as mediante relatórios mensais. O intuito é subsidiar tanto parlamentares quanto órgãos e setores externos para propor temas e sugerir convidados para audiências públicas em favor de orientar e esclarecer proposições de interesse comum.

 

 

Conquistas Legislativas 

Em 2018, o Senado aprovou 12 leis já sancionadas:

Lei no 13.641, de 3 de abril

Altera a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), para tipificar o crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência.

Lei no 13.642, de 3 de abril

Altera a Lei nº 10.446, de 8 de maio de 2002, para acrescentar atribuição à Polícia Federal no que concerne à investigação de crimes praticados por meio da rede mundial de computadores que difundam conteúdo misógino, definidos como aqueles que propagam o ódio ou a aversão às mulheres.

 

Lei no 13.685, de 25 de junho

Altera a Lei nº 12.732, de 22 de novembro de 2012, para estabelecer a notificação compulsória de agravos e eventos em saúde relacionados às neoplasias, e a Lei nº 12.662, de 5 de junho de 2012, para estabelecer a notificação compulsória de malformações congênitas.

 

Lei no 13.697, de 26 de julho

Inscreve os nomes de Maria Quitéria de Jesus Medeiros, Sóror Joana Angélica de Jesus, Maria Felipa de Oliveira e João Francisco de Oliveira (João das Botas) no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

 

Lei nº 13.715, de 24 de setembro

Altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), e a Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), para dispor sobre hipóteses de perda do poder familiar pelo autor de determinados crimes contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar ou contra filho, filha ou outro descendente.

 

Lei nº 13.718, de 24 de setembro

Altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para tipificar os crimes de importunação sexual e de divulgação de cena de estupro, tornar pública incondicionada a natureza da ação penal dos crimes contra a liberdade sexual e dos crimes sexuais contra vulnerável, estabelecer causas de aumento de pena para esses crimes e definir como causas de aumento de pena o estupro coletivo e o estupro corretivo; e revoga dispositivo do Decreto-Lei nº 3.688, de 3 de outubro de 1941 (Lei das Contravenções Penais).

 

Lei no 13.721, de 2 de outubro

Altera o Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal), para estabelecer que será dada prioridade à realização do exame de corpo de delito quando se tratar de crime que envolva violência doméstica e familiar contra mulher ou violência contra criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência.

Lei no 13.767, de 19 de dezembro

Altera o art. 473 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, a fim de permitir a ausência ao serviço para a realização de exame preventivo de câncer.

 

Lei no 13.769, de 19 de dezembro

Altera o Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal), as Leis nº 7.210, de 11 de julho de 1984 (Lei de Execução Penal), e nº 8.072, de 25 de julho de 1990 (Lei dos Crimes Hediondos), para estabelecer a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar da mulher gestante ou que for mãe ou responsável por crianças ou pessoas com deficiência e para disciplinar o regime de cumprimento de pena privativa de liberdade de condenadas na mesma situação.

 

Lei no 13.770, de 19 de dezembro

Altera as Leis nº 9.656, de 3 de junho de 1998, e nº 9.797, de 6 de maio de 1999, para dispor sobre a cirurgia plástica reconstrutiva da mama em casos de mutilação decorrente de tratamento de câncer.

 

Lei no 13.771, de 19 de dezembro

Altera o art. 121 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para aumentar a pena para o homicídio da mulher por razões da condição de sexo feminino (feminicídio), se praticado contra pessoa portadora de doenças degenerativas que acarretem condição limitante ou de vulnerabilidade física ou mental; e se o crime for cometido na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima.

 

Lei no 13.772, de 19 de dezembro

Altera a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), e o Decreto-Lei no
2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para reconhecer que a violação da intimidade da mulher configura violência doméstica e familiar e para criminalizar o registro não autorizado de conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado.

 

 

Saiba mais:

Site da Procuradoria Especial da Mulher aqui.

Relatório de Atividades da ProMul aqui.

 

*Matéria publicada no Blog da Bárbara Fontes em 8 de março de 2019.

Stonewall – 50 anos

Conheça a história da rebelião que marcou o movimento LGBTI nos EUA e no mundo.

 

Era madrugada de 28 de junho de 1969, quando policiais truculentos (à paisana) invadem o bar e boate Stonewall Inn, agridem, ferem e dão voz de prisão aos frequentadores, a maioria homossexuais. Situado no bairro nova-iorquino de Greenwich Village, o Stonewall era um dos raros locais onde gays, lésbicas e travestis podiam se divertir e até dançar (algo proibido para eles!). O que os policiais não esperavam é que, dessa vez, as vítimas não iriam sofrer humilhações ou apanhar caladas! Todos dentro do estabelecimento se rebelaram!

 

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Reprodução. New York Times (1969)

 

Se hoje ainda há muita discriminação nos EUA contra a comunidade LGTBI, imagina no final dos anos 1960! Só o fato de uma pessoa ser amiga de um gay assumido, também sofria perseguição e preconceito. Era comum demitir um homossexual, por mais que fosse competente no trabalho (isso quando não era preso). Também era comum os vizinhos denunciarem à polícia que um gay ou uma lésbica morava no bairro! Havia uma lei que exigia que para ser um homem ou uma mulher teria de usar, no mínimo, três trajes específicos de cada gênero, isto é, um homem não podia vestir trajes de mulher e vice-versa. Ser drag queen ou travesti era uma atividade criminosa!!!

 

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Reprodução. Wikipedia

 

 

O que se passou em Stonewall não pode ser jamais esquecida – não apenas pelo fato de ser o início dos corajosos atos de protestos, rebeliões e motins que exigiam a liberdade e que mostrou ao mundo o grito de alerta do movimento LGBT. Stonewall tem um valor inestimável para os Direitos Humanos: muita coisa mudou para melhor após os protestos de junho 1969. A Parada da Diversidade, que surgiu como uma marcha pacífica em Chicago, em 27 de junho de 1970,  hoje acontece em várias partes do mundo; é a ‘herdeira’ das lutas e reivindicações nascidas durante e pós ataques em Stonewall Inn. Se hoje, a Comunidade LGBTI conseguiu, às duras penas, conquistas significativas, inclusive mudanças de leis em quase todos os países,  tudo começou naquela naquela fatídica e sangrenta madrugada fria de 28 de junho de 1969.

 

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Parada Gay de 1972. Reprodução/Biblioteca Pública de Nova Iorque.

 

 

Para melhor compreender a rebelião de Stonewall, o Blog da Bárbara Fontes sugere livros, discos, documentário, filmes e vídeos. Quanto mais se informar, melhor será a compreensão das lutas LGBTI e o respeito e a admiração surgirá naturalmente ou ficará mais forte. A ignorância ainda é um véu tênue que cobre a mente de muitas pessoas, e romper esse véu já está mais do que na hora.

 

 

 

Vídeos

Canal Ordem do Dado, acesse aqui.

Canal Lorelay Fox, acesse aqui.

 

Filmes:

“Stonewall 2015 onde o orgulho  começou”, acesse aqui.

 

Textos:

Site hipeness: “Como a revolta de Stonewall, em 1969, empoderou o ativismo LGBT para Sempre”, acesse aqui.

Carta Capital: “As lições de Stonewall à Parada do Orgulho LGBT”, acesse aqui.

BBC Brasil: “50 anos de Stonewall: saiba o que foi a revolta que deu origem aodia do orgulho LGBT”, acesse aqui.

History.com: “Stonewall Riots”, acesse aqui.

 

Pesquisa:

XIX Intercom 2017: “Stonewall: imagens que pertencem à ordem das coisas vivas”, acesse aqui.

 

 

Livros:

“Stonewall The Riots That Spark”. Autor David Carter

“Stonewall”. Autor: Martin Duberman

“O Reconhecimento dos Direitos Humanos LGBT – de Stonewall à ONU”.            Autora: Patrícia Gorisch

“Na trilha do Arco-Íris”. Autores:  Regina Facchini e Júlio Assis Simões

 

Discos:

“The Stonewall Celebration Concert” – Renato Russo

 

 

Teatro:

“Stonewall 50 – Uma Celebração Teatral”

Data: 28/06 a 27/07/2019 (sextas e sábados)

Horário: 23h30

Local: Espaço dos Satyros Um

End: Praça Franklin Roosevelt, 214. Consolação. São Paulo/SP

Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)

Classificação: 16 anos

 

Saiba mais no Blog da Bárbara Fontes:

Stonewall 50 anos – Agenda Cuiabá, acesse aqui.

Stonewall 50 anos – Agenda Distrito Federal, acesse aqui.

 

Stonewall 50 anos – Agenda Distrito Federal

Confira agenda com programações que celebram os 50 anos do Stonewall:

 

XVI Seminário LGBTI+ do Congresso Nacional – Memória, Verdade e Justiça: 50 Anos da Luta LGBTI+

 

O evento, este ano, rememora os 50 anos do Levante de Stonewall, marco internacional da luta LGBTI+. Naquele mês de junho de 1969, nos Estados Unidos, os dias foram de manifestação, resistência e insurgência contra os abusos, humilhações e violência física que o Estado e seu aparato repressivo – a polícia – dirigia contra as LGBT. Além do seminário, nesta edição, uma Sessão Solene celebra a data, no Plenário Ulysses Guimarães.

 

Data: 25 de junho

Horário: 9h às 19h

Local: auditório Nereu Ramos

Realização: Câmara dos Deputados

 

 

PROGRAMAÇÃO*

09 horas – Cerimônia de Abertura

  • Execução do Hino Nacional
  • Presidentes das Comissões de Cultura; Defesa dos Direitos da Mulher; Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; Direitos Humanos e Minorias; Educação; Legislação Participativa; Seguridade Social e Família; Trabalho, Administração e Serviço Público.
  • Parlamentares Requerentes do Seminário
  • Lideranças LGBTI+

 

10h30: 1ª Rodada – Memória: De onde viemos? Resgate histórico do contexto do Levante de Stonewall, nos Estados Unidos; resistência à ditadura civil-militar; constituição e organização dos coletivos precursores do movimento LGBT no Brasil e em outras partes do mundo.

 

  1. Jane Di Castro – Cantora e artista performática brasileira, começou se apresentando em casas noturnas do bairro de Copacabana/RJ e, em 1966, estreou no Teatro Dulcina. Foi dirigida por Bibi Ferreira no espetáculo Gay Fantasy no qual também atuaram Rogéria, Marlene Casanova e outras e Ney Latorraca. Apresentou-se em diversos palcos do Brasil e do exterior, incluindo uma performance no Lincoln Center. Em 2004 estrelou no Teatro Rival o espetáculo Divinas Divas que manteve-se em cartaz por 10 anos. Depois de 47 anos vivendo com Otávio Bonfim, formalizou a união em 2014, num casamento coletivo que reuniu 160 casais LGBT.
  2. Wellington Andrade – Em 1970 foi secretário da comunidade católica de Homossexuais em Aracajú, em 1980 criou o Dialogay um dos grupos mais atuantes, fundou dois jornais Gays JOURNAL Gay Internacional e o Jornal Lampião da esquina no diretório central de estudantes da UFS Universidade Federal de Sergipe (UFS), em 2004, fundou o Grupo ADAMOR, motivado pelo assassinato bruto de um gay. Atualmente é presidente de honra do ADAMOR CORES DA VIDA e tem contribuído fortemente para ampliar a luta e a defesa dos direitos da comunidade LGBTQI na Bahia e no Brasil.
  3. Heliana Hemetério – historiadora, iniciou sua militância em 1984, atua no Movimento de Mulheres Negras, participou da coordenação do I Seminário de Lésbicas em 1996 no Rio de Janeiro e da coordenação do I e II Seminário de Lésbicas Negras e atual vice presidenta lésbica da Abglt e Articuladora do Candaces, Rede Nacional de Lésbicas Negras.
  4. Yone Lindgren
  5. Amika Tendaji – representante do Black Lives Matter (EUA), reconhecida defensora de direitos humanos, que virá representando o coletivo Black Lives Matter (BLM), dos Estados Unidos. O BLM tem pautado sua atuação na denúncia das agressões e violências sofridas pela população negra norte-americana e na defesa de seus direitos civis. O nome – “Vidas Negras Importam” – reflete a linha de ação do grupo. Além de defensora de direitos humanos, Amika Tendaji é poeta, fotógrafa, LGBTi+ e coordenadora regional do BLM de Chicago.
  6. Cláudio Nascimento (mediador) –  filósofo,  é ativista LGBTI há 30 anos,  Atualmente é coordenador executivo do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI, é diretor de políticas públicas da Aliança Nacional LGBTI e coordenador no Brasil da Rede Gaylatino. É fundador e coordenador da Parada do Orgulho LGBTI-Rio. Em 1994 protagonizou com Adauto Belarmino Alves o primeiro casamento gay público do Brasil. Foi candidato a vereador pelo PT do Rio de Janeiro nas eleições de 1996. Foi idealizador e coordenou, por 9 anos, do Programa Estadual Rio Sem Homofobia (2007 a 2016). Coordenou a articulação e elaboração do Programa Federal Rio Sem Homofobia (2004).  É cidadão honorário dos municípios do Rio de Janeiro (2002), Maceió (2013) e Quatis(2014). Também recebeu pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro a Medalha Tiradentes (2002) e da Câmara Municipal do Rio de Janeiro a Medalha Pedro Ernesto (2015).  É comendador da UERJ com a Medalha José Bonifácio, na categoria Grão Oficial (2013).  É co-autor do Livro “Quando ousamos existir: itinerários foto biográficos do Movimento LGBTI Brasileiro -1978-2018” (2018). Também, atualmente é parte da coordenação do Centro de Memória e Formação Arco-íris de Cidadania LGBTI, projeto de identificação e registro da memória do Movimento LGBTI Brasileiro e Fluminense e do projeto Casa Arco-íris de Cidadania LGBTI, de apoio jurídico e psicossocial no Rio de Janeiro

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14h00: 2ª Rodada – Verdade: Onde estamos? Análise de conjuntura sobre atualidade das questões que envolvem o espectro das orientações sexuais e identidades de gênero no plano da sociedade e das relações com o Estado; mudanças institucionais em curso nos últimos anos e, em especial, com a posse do novo Presidente da República.

  1. Marcelly Malta –- Presidente da ONG Igualdade RS – Associação de Travestis e Transexuais do Estado do Rio Grande do Sul, Vice-presidente da Rede Trans Brasil e militante histórica do movimento de pessoas trans no Brasil.
  2. Danielle Brigida – Mora em Brasília
  3. Beto de Jesus – É Country Program Manager da Aids Healthcare Foundation (AHF Brasil). Educador de formação, consultor em Diversidade Sexual e Gênero para organismos nacionais e internacionais, públicos e privados, com diversas publicações sobre o tema. Membro-fundador da Parada do Orgulho LGBTI+ de São Paulo e Diretor para o Brasil da ILGA (International Lesbian, Gay, Bisexual, Trans and Intersex People Association).
  4. Erika Hilton – é transvestigenere, negra, estudante de Gerontologia na Universidade Federal de São Carlos, no interior paulista e co-Deputada Estadual pela Bancada Ativista. É uma das 3 mulheres trans eleitas em 2018 pelo PSOL. Erika luta pelo direito a vida, dignidade e direitos sociais e humanos para todas as que são marginalizadas e excluídas pelo CIStema.
  5.  Robeyoncé Lima – Nascida e criada na comunidade do Alto Santa Terezinha, Zona Norte do Recife, é bacharela em direito pela UFPE, e atualmente é técnica administrativa pela mesma universidade. Como primeira advogada trans do Estado de Pernambuco, se tornou militante nas pautas LGBT, negra e feminista. Membra da Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da OAB-PE e co-deputada estadual pela MandatA coletiva das JUNTAS. É também dançarina amadora.
  6. Fernanda Costa Lima –  é graduada em Gestão de Marketing, foi  dirigente da União de Negros Pela Igualdade de Pernambuco, militante a 16 anos dos movimentos sociais, integrou a direção do Bloco da Diversidade de Pernambuco de 2008 a 2012, atualmente é Gestora do Centro da Mulher Metropolitana Júlia Santiago pela Secretaria da Mulher do Recife e Vice Presidenta Nacional da UNALGBT.
  7. Helena Vieira (mediadora) – pesquisadora, transfeminista e escritora. Estudou Gestão de Políticas Públicas na Universidade de São Paulo. Foi colunista da Revista Fórum e contribuiu com diversos meios de comunicação, como o Huffpost Brasil, Revista Galileu (especial sobre transexualidades) e Cadernos Globo (Corpo: artigo indefinido), participando das discussões sobre a novela Força do Querer. Recentemente, contribuiu com artigo para os livros “Tem Saída: Ensaios Críticos sobre o Brasil”, ” História do Movimento LGBT” e ” Explosão Feminista”.

 

 

 

17h00: 3ª Rodada – Justiça: Para onde vamos? Perspectivas de avanço na conquista de direitos; extremismos e resistência no Brasil e no mundo; o papel dos novos movimentos sociais, com destaque para a cultura, mulheres, negritudes e juventudes.

  1. Erica Malunguinho – educadora, artista plástica, agitadora cultural e política brasileira. Em 2018, elegeu-se deputada estadual, sendo a primeira mulher transexual da Assembleia Legislativa de São Paulo. Conhecida por ter parido, na região central da cidade de São Paulo, um quilombo urbano de nome Aparelha Luzia, território de circulação de artes, culturas e políticas pretas, visível também como instalação estético-política, zona de afetividade e bioma das inteligências negras.
  2. Gustavo Bernardes – ex Presidente do Conselho Nacional LGBT e coordenador de promoção dos direitos de LGBT da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
  3. Danieli Balbi – Professora da Rede Pública Federal de Ensino – Fiocruz. Doutoranda em Ciência da Literatura pela UFRJ. Assessora Parlamentar da Comissão de Defesa e Promoção dos Direitos das Mulheres da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Diretora da UNALGBT.
  4. Rivânia Rodrigues –  Mulher Lésbica, Negra, Feminista e formada em Gestão pública, integra a rede CANDACES. Coordenou o Semanário nacional de Lésbicas e da construção do primeiro seminário de lésbicas negras. Foi a primeira mulher no Estado a assumir um organismo da Política LGBT EM 2009 no município de Recife na GLOS em 2012. Esteve à frente como gestora da realização da 1ª e 2ª Conferência LGBT Do Recife. Integra a Coordenação do Fórum LGBT de PE e Conselheira Estadual de saúde.
  5. Rafa Carmo Ramos – Artista Visual. Atualmente é coordenador da Rede Paraense de Pessoas Trans, Conselheiro Estadual da Diversidade Sexual do Pará pelo segmento de Transexuais e Coordenador de Raça e Etnia da Rede Trans Brasil.
  6. Dione do Carmo Araújo Freitas – terapeuta Ocupacional formada pela FMRP-USP, pós graduada em Reabilitação e Atenção a Saúde Hospitalar de Adultos e Idosos pela Residência multiprofissional da FMUSP, recentemente conclui meu mestrado em Desenvolvimento Territorial Sustentável pela UFPR estudando as políticas públicas para pessoas trans, principalmente as que permitem o livre desempenho da identidade de gênero, como por exemplo, o nome social e a retificação de nome civil. Atuo como voluntária no grupo dignidade de Curitiba, colaborada do transgrupo Marcela Prado, além de coordenadora da área de intersexuais da aliança nacional LGBTI e de diretora da Abrai (associação Brasileira de Intersexos).
  7. Fábio Felix (mediador) – assistente social, professor e político brasileiro. Em 2018, elegeu-se deputado distrital para a Câmara Legislativa do Distrito Federal, sendo o um dos poucos eleitos assumidamente gays. Mora em Brasília.
  8. Apresentação artísitica: Ikarokadoshi –  Jornalista, apresentador de TV no programa “Drag me as a Queen” no Canal E! Premiado como o melhor reality show de 2018, no Rio 2C. Foi eleito em 2010 pela G Magazine como um dos cinco melhores artistas. Fez shows ao redor do mundo, como na Cidade do México (2005), no Transatlântico Italiano MSC Armonia em (2007e2008), em Roma (2008), em Guayaquil no Equador (2013), em Bávaro na República Dominicana (2011). Foi eleito a melhor performance de São Paulo no ano de 2014 pelo Prêmio Papo Mix. Foi homenageado pelo artista plástico Rafael Suriani com grafites da Imagens do Ikaro pelo centro da cidade de São Paulo, na Tag Gallery e em Paris. Fez parte do musical “Chicago”, no qual interpretou Velma Kelly e do clássico “Rocky Horror Picture Show”, no qual interpretou o Dr. Frank n’ Furter.  Foi eleito pela Billboard como uma das 34 drags mais conhecidas no mundo. Foi leito pela Revista Americana Out uma das 60 melhores drag queens do Mundo.

 

 

19horas: Abertura da Exposição na CAL/UnB

(*) A programação é de responsabilidade dos organizadores do evento e poderá sofrer alteração sem prévio aviso. Informações: (61) 3215-9978

Requerente: PSOL/PSOL/LID/POLIT

 

*foto de capa: reproduçao. Manual LGTBI.

 

 

Stonewall 50 anos – Agenda Mato Grosso

A comunidade LGBTI mato-grossense também tem programação para celebrar os 50 anos de Stonewall – nome de um famoso bar, situado em Nova Iorque, que foi invadido por policiais que atacaram covardemente os frequentadores, na madrugada de 28 de junho de 1969. No dia seguinte, ocorreram uma série de protestos e rebeliões. O evento é considerado o marco histórico do ativismo do movimento gay e a luta pelos direitos LGBTI em todo mundo.

Um século se passou e a luta continua por igualdade de direitos. A comunidade LGBTI já venceu muitas batalhas como a liberação do casamento e a extinção da pena de morte em países conservadores. Há poucos dias no Brasil, o STF criminalizou a homofobia, como ainda não há uma lei específica, ficou enquadrada como crime de racismo. O país que também foi pioneiro na América Latina em permitir o casamento entre iguais, é recordista de assassinatos contra gays, lésbicas, travestis e transexuais. É uma luta diária pela vida, pelo direito de ser quem quiser e ser respeitado por isso. Por incrível que pareça, há pessoas tão infelizes com a sua identidade sexual que só lhes restam perturbar e perseguir as pessoas que, corajosamente, decidiram não viver “armário”. A hipocrisia reina no Brasil e no mundo, infelizmente.

Confira agenda que celebra os 50 anos de Stonewall em Cuiabá:

1ª Audiência Pública “50 anos de luta pelos Direitos Humanos LGBTI+, celebrando Stonewall”

Data: 27 de junho 2019

Horário: 14:00 horas

Local: auditório Milton Figueiredo – Assembleia Legislativa de Mato Grosso – Cuiabá/MT

“I Encontro de Promoção da Saúde da População LGBTI: 50 anos de luta por visibilidade”

Professores, profissionais da saúde e ativistas da causa LGBTI estarão debatendo com os participantes temas pertinentes a implementação da Política Nacional de Saúde Integral LGBT em Mato Grosso.

Público-alvo: profissionais e acadêmicos da saúde e ativistas LGBTI

Data: 28 de junho

Horário: 8h

Local: auditório da Escola de Saúde Pública de MT

Realização: Coordenadoria de Promoção e Humanização da Saúde da SES/MT e o Núcleo de Antropologia e Saberes Plurais da UFMT

As inscrições, acesse aqui.

As vagas são limitadas!

PROGRAMAÇÃO

08h – Acolhimento dos participantes
08h30 – Abertura do evento
09h – 12h30 – Narrativas e experiências na atenção primária de sujeitos LGBTIs
14h às 18h – A população LGBTI: das produções de subjetividade às políticas públicas

*foto de capa: vigília em Stonewall. Crédito: Gettyimages