#ForçaAndréDLucca

O ator André D’Lucca recebe homenagem em evento a ser realizado pela classe artística mato-grossense.

 

Reportagem publicada em 13/03:

Artistas mato-grossenses se reuniram para ajudar o amigo André D’Lucca, que interpreta uma das personagens mais queridas do país, a Almerinda. Desde o dia 05 de março, o ator se encontra hospitalizado. Segundo a assessoria, familiares informaram que André teve uma melhora significativa nos últimos dias, porém, ainda necessita de cuidados médicos e deve seguir em tratamento. O Blog apurou que o ator, que saiu da UTI do PS, se encontra internado no hospital Júlio Müller, com quadro evolutivo estável.

 

O espetáculo #ForçaAndréDLucca acontece no domingo, 24 de março, a partir das 18h30, no Cine Teatro Cuiabá (CTC). A programação conta com apresentações de músicos, dançarinos, humoristas, intervenções teatrais, recitação de poesia e grafite. Também haverá uma exposição de obras que foram doadas por artistas plásticos que serão leiloadas. Segundo a assessoria, toda a renda arrecadada, tanto da bilheteria como em vendas de obras e camisetas, será revertida para custear o tratamento do ator.

 

O evento solidário conta com o apoio do grupo de teatro Cena Onze (que tem a direção de Flávio Ferreira), da equipe do Cine Teatro Cuiabá e da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (SECEL-MT), responsável pelo CTC.

 

A idealização

A ideia de realizar um evento em prol do ator surgiu após o encontro de amigos, familiares e fãs em frente ao Pronto Socorro de Cuiabá, onde André se encontrava na UTI. Eles oraram e prestaram homenagens durante toda a tarde de domingo (10). O músico Henrique Maluf, o idealizador e produtor do espetáculo #ForçaAndréDLucca, contou para o Blog da Bárbara Fontes sobre a sua amizade e parceria com André D’Lucca:

Eu conheci o André através do espetáculo chamado Foi um Liu que passou por nossas vidas. Eu fiz a direção musical para ele nessa peça há seis anos atrás. Foi quando a gente foi trabalhar junto e não paramos mais. Sempre que tenho apresentações com ele. Já montei várias direções musicais, já compus várias paródias e tem clipes nossos na internet. Já fiz muito produção musical para ele”

 

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André D’Lucca, como Almerinda, e o músico Henrique Maluf: amizade para toda a vida.

 

Sobre a importância de André D’Lucca para as Culturas Mato-grossense e nacional, Henrique Maluf disse:

André é a voz de muitas pessoas que não tem coragem de se posicionar em relação à política. Ele é a voz no mundo dos artistas. E são coisas que fecham portas quando se posiciona. André é uma pessoa que não trabalha com dinheiro público. Nesses últimos anos, eu desconheço o uso de dinheiro público nos trabalhos de André. Todas as produções dele são independentes. Ele tem uma produtora chamada D’Lucca Produções. André foi dirigido pelas atrizes Ingrid Guimarães e Heloísa Perissé, na peça Segredos de Almerinda, e Almerinda se tornou uma personagem icônica. Depois que ele postou nas redes sociais, antes de passar mal, que estava triste e que não iria mais falar de política, eu comentei com o pessoal que a voz que André vai ecoar por muito, muito tempo, mesmo que nunca mais ele fale sobre política. O que ele plantou até hoje é uma onda que vai ecoar por muito, muito tempo. O meu telefone não para de tocar, são muitos artistas querendo participar do evento, e infelizmente não dá para colocar todo mundo. Não dá para fazer um espetáculo de 10 horas dentro de um teatro, né? Mas já estamos pensando que teremos de fazer outro espetáculo em breve com os artistas que não puderam se apresentar no primeiro evento. Muita gente quer somar. Isso mostra a representatividade que André tem na Cultura. Ele me representa. Eu sempre falei isso.”

 

O Blog também conversou com Fabrício Carvalho, maestro da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT):

Minha participação será bem pontual no início do show. Fui convidado pelo Flávio Ferreira e pelo Henrique Maluf. Eles imaginaram que no Foyer, eu pudesse fazer algumas canções ao piano e que as pessoas cantassem juntas numa entrada no espetáculo. Vai ser simples mas feito com muito amor. Vai ser uma alegria. Vai ser uma surpresa boa para quem estiver chegando no espetáculo.”

 

Sobre a importância do evento no cenário cultural mato-grossense, Fabrício comenta que,

A importância desse espetáculo é tamanha de reunir todos esses nomes importantes da Cultura de Mato Grosso. Lembro do evento que fizemos em prol do Flor Ribeirinha, quando eles tiveram aquele acidente trágico indo para Diamantino. Então, eu acho muito rico essa oportunidade de colocar tanta gente importante no palco em prol de uma ação tão importante para o André. A importância para a Cultura nem se fala! Reunir toda essa galera num mesmo dia, não é todo dia!  É fundamental que as pessoas participem, que reconheçam a ação e que estejam lá para prestigiar os seus artistas favoritos. E ver todos esses artistas juntos. Isso é muito bacana. Não é todo dia que isto acontece! Então é importante que as pessoas participem e que comprem os ingressos, que contribuam financeiramente neste momento complexo do André. O André precisa disso porque ele trabalha com o corpo e com a energia vital dele, que agora precisa se recuperar. Ele não pode trabalhar e a gente precisa ajudar. Então é fundamental que as pessoas participem, partilhem, comprem os ingressos e que ajudem a divulgar. E que ajudem nesse momento importante da vida dele.”

 

Sobre a sua amizade com André D’Lucca, o maestro relembra:

Eu conheci André há muito tempo atrás. Sempre fui fã do trabalho dele e sempre acompanhei as obras dele, dede quando estreou ‘Segredos de Almerinda’, no Teatro da UFMT. Quando eu estava Pró-reitor de Cultura da UFMT, a gente se falou. Ele me atendeu num momento em que eu fiz uma ação para o Dia do Servidor. O André fez um espetáculo para os servidores da UFMT. A gente já partilhou o Teatro da universidade. Então a gente tem uma amizade e admiração recíproca muito forte. Eu me sinto muito honrado em ser amigo de André e poder participar desse momento muito bacana, de reconstrução deste momento dele. Estou muito feliz que ele está se recuperando e a gente vai fazer um super espetáculo, no dia 24. É importante que as pessoas estejam juntas para contribuir, colaborar e enaltecer tanto o trabalho de André quanto da Cultura de Mato Grosso.

 

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André D’Lucca fez os servidores da UFMT rirem muito na fesa do Dia do Servidor (outubro/2015).

 

Programação

O espetáculo irá reunir grandes nomes da classe artística que ocuparão espaços do Cine Teatro Cuiabá. No foyer do teatro, a premiada poetisa e imortal da Academia Mato-grossense de Letras, Luciene Carvalho, recitará poemas acompanhada do percursionista Mano Raul. Em seguida, no mesmo local, o maestro e gestor cultural Fabrício Carvalho fará uma apresentação ao piano.

 

O jornalista Elias Neto e o ator Thyago Mourão (premiado recentemente num festival de cinema na Índia, ao lado do ator Eduardo Butakka) serão os Mestres de Cerimônia das apresentações que acontecerão no palco principal do CTC.

 

Considerado o melhor grupo folclórico do mundo, Flor Ribeirinha será o primeiro a se apresentar. Em seguida, apresentam Penélope (personagem do ator Eduardo Butakka que está esta semana no Jogo de Panelas, do programa Mais Você, apresentado pela Ana Maria Braga, na Rede Globo), Sarah Mitch (que arrasou no programa Amor & Sexo, apresentado pela Fernanda Lima), Henrique Maluf, Ana Rafaela, Totó Bodega (personagem do ator Romeu Benedicto), Pescuma, Estela Ceregatti e John Stuart, Nico e Lau, Vera Capilé e Habel Dy Anjos. Para encerrar o espetáculo #ForçaAndréDLucca, uma apresentação de um coral de cantores de Cuiabá, sob a regência da maestrina Dorit Kolling, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

 

 

Leilão do Bem

Os artistas Babu 78, Adriano Ferreira, Jean Siqueira e a dupla Vera e Zuleika doaram obras que estarão expostas no dia do evento e que serão leiloadas posteriormente. Além do espetáculo e do leilão, fãs e admiradores do ator André D’Lucca também podem realizar doações por meio da vaquinha virtual que ajudará pagar as despesas médicas e dar suporte a André durante a sua recuperação. O ator é profissional autônomo e vive somente de sua arte. Toda ajuda é importante.

 

 

Serviço

Espetáculo #ForçaAndréDLucca

Data: 24 de março (domingo)

Horário: a partir das 18h30

Local: Cine Teatro Cuiabá (Av. Getúlio Vargas, 247 – Centro, Cuiabá)

Ingressos: R$ 40 inteira e R$ 20 meia

Contatos: (65) 2129-3848 ou (065) 9 8133-4559

 

Saiba mais:

Matéria do Blog ‘Viva André D’Lucca’ aqui.

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Mardi Gras

Conheça uma das tradições mais gostosas do mundo.

 

Enquanto muitos brasileiros se esbaldam nos blocos, bailes e trios elétricos na terça de carnaval, muitos povos europeus, como os irlandeses, se esbaldam de tanto comer panquecas. Isso mesmo o que você acabou ler! As famílias se reúnem para preparar e comer diversos tipos de panquecas.

 

Segundo a tradição, a palavra francesa Mardi Gras significa ‘terça-feira gorda’. Acontece um dia antes da quarta-feira de cinzas, onde as pessoas podem se dar o luxo de comer todas as gostosuras possíveis. Também é o dia de comer carne. No dia seguinte começa a Quaresma e para os que seguem à risca os dogmas do Cristianismo, serão 40 dias de penitência, jejum, oração e sem comer carne. O próximo banquete onde se poderá comer de tudo o que tem direito será na Páscoa.

 

O jornalista e ator Willian Fidelis,  vive há alguns anos na Irlanda e contou para o Blog da Bárbara Fontes como passou o Mardi Gras. Willian ja esteve aqui no Blog para contar as suas aventuras irlandesas (acesse o link no final desta matéria):

Eu estava no trabalho e o rapaz que trabalha comigo fez panquecas para celebrar o Mardi Gras. Ele fez com um sabor que eu não tinha comido, o de refrigerante. Eu comi uns três pedaços com mel. Ficou bem legal.

 

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As panquecas do Mardi Gras. Foto: Willian Fidelis

 Aqui na Irlanda, todas as famílias se reúnem no final da tarde e a noite, onde fazem panquecas e comem bastante. Teve um ano em que eu fui passar o Mardi Gras na casa de uma amiga. Ela fez panquecas e a gente comeu bastante, com mel e com limão. A mais tradicional que eles comem aqui é a com limão com açúcar por cima. Também tem pessoas que colocam o Maple Syrup (um xarope que parece mel, vem da árvore Maple. Esse xarope é bem famoso no Canadá.).

 

Sobre essa tradição, Willian explica:

Eles comem muito porque depois vem o período em que não podem comer chocolate. Alguns não comem carne e outros não comem doces até a Páscoa. Como eu não sou católico, eu só como a panqueca porque eu gosto. A tradição aqui é bem forte. Uma semana antes, os mercados já põem uma seção própria com os ingredientes para fazer panquecas. Nesta seção tem ovos, leite e vários tipos de trigo. Tem o trigo específico para a panqueca, que já está com um pouquinho de açúcar, basta colocar água. Também tem um produto que vem numa garrafinha com o líquido pronto e é só fritar na frigideira. E tem a panqueca pronta.

 

Para finalizar, Willian comenta a  respeito da opoportunidade de vivenciar costumes de outros povos:

É muito interessante ver as tradições diferentes de outros países. O Mardi Gras é o dia em que os irlandes ficam enlouquecidos para comer panquecas. É uma coisa gostosa e tradicional para eles.

 

A Quaresma se inicia nesta quarta, 06 de março, e tem duração de 40 dias. A sexta-feira santa será no dia 19 de abril. Dia 21 é a Páscoa e o fim da Quaresma.

 

*confira o bate-papo com Willian Fidelis aqui.

Sesc na Estrada

Já começou o primeiro circuito do Sesc na Estrada!

 

Matéria publicada em 12/03:

Entre os meses de março a abril, 27 municípios do interior de Mato Grosso receberão orientações de saúde, oficinas de Cultura e Arte, Atividades Recreativas e Esportivas, Apresentações Artísticas e Exibições de Filmes. No total serão 300 atrações e a estimatva é atingir um público de cerca de 30 mil pessoas.

 

É uma ótima iniciativa do Sesc Mato Grosso e parceiros para levar uma programação diversificada para a população que vive distante de Cuiabá ou das unidades do Sesc.

 

Cidades contempladas 

Confira as datas em que o Sesc na Estrada estará nos municípios (por ordem alfabética):

  • Alta Floresta – 16 de abril

  • Alto Garças – 10 de abril

  • Barão de Melgaço – 13 de abril

  • Campo Verde – 07 de abril

  • Chapada dos Guimarães – 08 de abril

  • Colíder – 19 de abril

  • Diamantino – 15 de março

  • Distrito da Guia – 12 de março

  • Guarantã do Norte – 22 de abril

  • Jaciara – 27 de março

  • Juscimeira – 26 de março

  • Lucas do Rio Verde – 27 de março

  • Matupá – 21 de abril

  • Nobres – 14 de março

  • Nortelândia – 16 de março

  • Nossa Senhora do Livramento – 11 de abril

  • Nova Canaã do Norte – 18 de abril

  • Nova Mutum – 26 de março

  • Paranaíta – 17 de abril

  • Pedra Preta – 09 de abril

  • Peixoto de Azevedo – 20 de abril

  • Poxoréu – 19 de março

  • Primavera do Leste – 20 de março

  • Rosário Oeste – 13 de março

  • Santo Antônio do Leverger – 12 de abril

  • Sinop – 29 de março

  • Sorriso – 28 de março

 

Programação de MARÇO:

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Saiba mais:

Acesse a programação completa em cada cidade que receberá o Sesc na Estrada aqui.

Carnaval – música e letra

Conheça ou relembre canções que falam de carnaval.

 

O Blog da Bárbara Fontes montou um playlist onde o carnaval aparece direta ou indiretamente.

 

São canções que retratam fielmente e com toda poética, elementos que compõe a essência do carnaval como o barracão onde o sonho carnavalesco surge; as escolas de samba; os blocos de rua; os foliões e o povo que assiste; o samba e por fim, a quarta-feira de cinzas.

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Foto: acervo Bárbara Fontes

As músicas citadas foram encontradas no meu acervo pessoal composto de discos, cds e dvds, porém, podem ser encontradas em vários sites especializados.

 

Você também pode colaborar com esta playlist. Deixe a sua música (precisa ser antiga e sobre Carnaval) nos comentários. Ela será incluída na lista.

 

Confira abaixo as canções preferidas do Blog (com trechos) e os seus respectivos compositores:

 

1- Abre Alas (1899)

Compositora: Chiquinha Gonzaga

Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar

 

2- Retalhos de Cetim

Compositor: Benito de Paula

Mas chegou o carnaval
E ela não desfilou
Eu chorei, na avenida eu chorei
Não pensei que mentia a cabrocha
Que eu tanto amei

 

3- Portela na avenida (1981)

Compositor: Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte

Portela
Eu nunca vi coisa mais bela
Quando ela pisa a passarela
E vai entrando na avenida
Parece
A maravilha de aquarela que surgiu
O manto azul da padroeira do brasil
Nossa senhora aparecida
Que vai se arrastando
E o povo na rua cantando
É feito uma reza, um ritual
É a procissão do samba abençoando
A festa do divino carnaval

 

4- Porta aberta (1973)

Compositor: Luiz Ayrão

Por isso, a nostalgia tomou conta de mim
Mas um amigo percebeu e disse assim:
“Para que tanta tristeza, rapaz?”
“Acabe com ela, vem comigo conhecer”
“A Portela, Portela”
Fenômeno que não se pode explicar
Portela, Portela
Uma corrente faz a gente sem querer sambar
É ela, é ela
O novo amor a quem eu quero agora me entregar.
O samba fez milagres
Reabriu meu coração para a Portela entrar.

 

5- É hoje

Compositor: Caetano Veloso

A minha alegria atravessou o mar
E ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante
No maior show da terra
Será que eu serei o dono dessa festa
Um rei
No meio de uma gente tão modesta
Eu vim descendo a serra
Cheio de euforia para desfilar
O mundo inteiro espera
Hoje é dia do riso chorar

 

6- Vai passar

Compositor: Chico Buarque

Vai passar
Nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo
Da velha cidade
Essa noite vai
Se arrepiar
Ao lembrar
Que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais

 

7- Eu quero é botar o meu bloco na rua (1973)

Compositor: Sergio Sampaio

Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou

(…)

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender

 

8- We are the world of carnaval

Compositor: Nizan Guanaes

Ah, que bom você chegou
Bem-vindo a Salvador
Coração do Brasil
Vem, você vai conhecer
A cidade de luz e prazer
Correndo atrás do trio
Vai compreender que o baiano é
Um povo a mais de mil
Ele tem Deus no seu coração
E o Diabo no quadril
We are Carnaval
We are, we are folia
We are, we are the world of Carnaval
We are Bahia

 

9- Atrás do trio elétrico (1969)

Compositor: Caetano Veloso

Atrás do trio elétrico
Só não vai quem já morreu
Quem já botou pra quebrar
Aprendeu, que é do outro lado
Do lado de lá do lado
Que é do lado de lá

 

 

10- Hino do Galo da Madrugada

Compositor: Alceu Valença

Ei pessoal, vem moçada
Carnaval começa no Galo da Madrugada (BIS)

A manhã já vem surgindo,
O sol clareia a cidade com seus raios de cristal
E o Galo da madrugada, já está na rua, saudando o Carnaval
Ei pessoal..

 

11- Enredo do meu samba

Compositor: Jorge Aragão

Não entendi o enredo desse samba, amor
Já desfilei na passarela do teu coração
Gastei a subvenção
Do amor que você me entregou

Passei pro segundo grupo, e com razão

 

12- Tristeza pé no chão (1973)

Compositor: Armando Fernandes “Mamão”

Dei um aperto de saudade
No meu tamborim
Molhei o pano da cuíca
Com as minhas lágrimas
Dei meu tempo de espera
Para a marcação e cantei
A minha vida na avenida sem empolgação

 

13- Manhã de Carnaval

Compositores: Luiz Bonfá e Antonio Maria

Manhã, tão bonita manhã
Na vida, uma nova canção
Cantando só teus olhos
Teu riso, tuas mãos
Pois há de haver um dia
Em que virás

 

14- Maria, carnaval e cinzas

Compositor: Roberto Carlos

Nasceu Maria quando a folia
Perdia a noite, ganhava o dia
Foi fantasia seu enxoval
Nasceu Maria no Carnaval
E não lhe chamaram assim
Como tantas Marias de santas
Marias de flor, seria Maria
Maria somente, Maria semente
De samba e de amor
Não era noite não era dia
Só madrugada, só fantasia
Só morro e samba
Viva Maria

 

15- Depois do carnaval

Compositor: Beto Scala/São Beto

Depois do carnaval eu vou tomar juízo,
Há muito que eu preciso me regenerar,
Largar mão da viola, procurar batente,
Preciso urgentemente,
Me estabilizar.

Mais tarde vem você,
Depois do carnaval,
Você vai compreender,
Que é muito natural.

 

16- Folhas Secas (1973)

Compositor: Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito

Quando eu piso em folhas secas
Caídas de uma mangueira
Penso na minha escola
E nos poetas da minha estação primeira
Não sei quantas vezes
Subi o morro cantando
Sempre o sol me queimando
E assim vou me acabando

 

17- Máscara Negra

Compositor: Zé Keti

Tanto riso, oh quanta alegria.  Mais de mil palhaços no salão Arlequim está chorando pelo amor da Colombina                    No meio da multidão.

(Dica da leitora Denise Fonte)

 

 

O carnaval sob o olhar da Arte

Conheça algumas obras de artistas que conseguiram passar para a tela, a alma do carnaval brasileiro.

 

1- Di Cavalcanti (1897-1976)

O carioca Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo é o idealizador e principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922.

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Di Cavalcanti Obra: Carnaval (1965)

 

 2- Carybé (1911-1997)

Héctor Julio Páride Bernabó foi o argentino mais baiano do mundo. Ele ja vivia em Salvador quando decide se naturalizar brasileiro. Viveu na capital baiana até morrer em 1997.

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Carybé Obra: Carnaval (1986)

 

3- Cândido Portinari

O paulista de Brodósqui deixou a sua marca no mundo, ao pintar os painéis Guerra e Paz na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York, no ano de 1956. Portinari retratou o carnaval em muitas obras. Faleceu no Rio de Janeiro em 1962.

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Cândido Portinari Obra: Frevo (1956)

 

4- Heitor dos Prazeres (1898-1966)

Além de artista plástico, o carioca Heitor dos Prazeres também foi um importante compositor de sambas de carnaval. Compôs com  amigo Noel Rosa, a marchinha ‘Pierrô Apaixonado’.

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Heitor dos Prazeres Obra: Carnaval nos Arcos (1961

 

5- Gonçalo Arruda (1969)

O jovem pantaneiro (nasceu em Barão de Melgaço/MT) que tem nome do santo que chegou com os bandeirantes à terra que seria Cuiabá (Cuiabrasa para o íntimos), é um dos artistas mais talentosos da sua geração. Seu ateleiê fica na capital de Mato Grosso. A primeira vez em que eu vi de perto uma obra de Gonçalo Arruda, há alguns anos atrás,  eu me emocionei e nem sabia que era dele, a Nossa Senhora cheia de cores vivas e que parecia estar viva. Abaixo segue duas obras com o tema Carnaval que refletem bem a Arte Contemporânea.

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Gonçalo Arruda Obra: Frida Kahlo e Van Gogh (2019)

 

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Gonçalo Arruda Obra: Carnaval Cuiabano (2019)

 

 

 

Exposição Coletiva

‘Entre Formas e Cores’ é o primeiro evento da temporada 2019 da Galeria Lava Pés.

 

Acontece hoje, 27, às 20h, a abertura da exposição coletiva que reúne seis artistas renomados e queridos das artes plásticas mato-grossenses: Rosylene Pinto, Janderson Cavalcante, Benedito Silva, José Pereira, Rimaro e Osiris Paulo. A curadoria é do artista plástico, Vicente Paulo.

 

‘Entre Formas e Cores’ reúne obras como pintura, esculturas e naif. A exposição coletiva é uma realização da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL).

 

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O Blog da Bárbara Fontes conversou com Rimaro, uma das maiores referências da Arte Naif do mundo, que também participa da exposição.

 

BBF – Rimaro o que é Arte Naif?

Rimaro: Arte naif é pura e simples e não precisa de conhecimentos técnico e artístico para entendê-la. Normalmente são artistas auto- didatas e inventam o seu modo simples de expressar suas emoções. Normalmente eles pintam a sua vivência ,tradições e folclore.

 

BBF – Além de você, mais algum artista naif está com obra na exposição coletiva?

Rimaro – Sim. Somos dois da arte Naif, eu e José Perreira.

 

BBF – Da criação do projeto ate o lançamento da exposiçao, hoje, quanto tempo levou?

Rimaro – O projeto é da Secretaria e é o Vicente Paulo que é o responsável, faz mais ou menos um mês que ele me convidou.

 

BBF – Rimaro, por quê as pessoas devem visitar a exposição coletiva ‘Entre Fomas e Cores’?

Rimaro – As pessoas devem visitar a exposição porque vão encontrar lá vários tipos de arte, como a arte de Osiris Paulo, a arte naif de Rimaro e José Perreira, o abstracionismo de Benedito Silva , as escultura em cerâmica de Rosylene Pinto e também as esculturas de sucata do Janderson.

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SERVIÇO

Exposição Coletiva Entre formas e cores

Dia: 27/02 (quarta-feira)

Horário: 20h

Onde: Galeria Lava Pés (Sede da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer/SECEL)

Visitação: de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h

Gratuito

 

*Fotos desta matéria: Mayke Toscano-Secom/MT

Bienal Curitiba/25

O maior evento de arte contemporânea da América Latina completa 25 anos.

Segue até o dia 10 de março, no Museu Oscar Niemeyer (MON), uma edição comemorativa (ocorre em um período entre bienais) da Bienal de Curitiba que traz um recorte dos 25 anos de história. O evento é uma importante referência na arte contemporânea no circuito mundial, e está com uma programação especial com espaços, mostras de exposições e exibições multimídias nacionais e internacionais. A primeira edição ocorreu em 1993.

 

Convidados renomados

A Bienal de Curitiba recebe obras de artistas renomados como o fotógrafo paulista Leonardo Kossoy e o artista Christus Nóbrega.  Em 2015, Christus passou dois meses na China, por meio do Programa de Residência Artística do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, na universidade chinesa Central Academy of Fine Arts (CAFA). A cineasta paraguaia Paz Encina também participa da Bienal com a exibição de seu filme Hamaca Paraguaia, que recebeu o aclamado (e desejado) “Prêmio da Crítica” do Festival de Cannes, em 2006. Um dos maiores nomes da arquitetura latino-americana, o paraguaio Solano Benítez, participa da Mostra “Aura Latente – Arte Contemporânea no Paraguai”, com a curadoria de Tício Escobar. Em 2016, Benítez recebeu um Leão de Ouro na 15º Mostra Internacional de Arquitetura: Bienal de Veneza, onde expôs (em parceria com os sócios Gloria Cabral e Solanito Benítez) um arco em tijolos (sua marca) na entrada do pavilhão.

 

Programação

Exposição “Leonardo Kossoy”: são expostas as fotografias dos projetos “Waterscapes” (2007); “Only You” (2014); e as séries inéditas “Inventário do Mundo”, e “Caindo no Inferno da Imagem”.

Exposição “Acordos Tácitos”: apresenta artistas renomados que já passaram por edições anteriores. As obras estão em diferentes espaços do MON. A exposição tem a curadoria de Tício Escobar e Brugnera.

Exposição “Dragão Floresta Abundante – A aventura de Christus Nóbrega na China”: é uma mostra multimídia que traz o olhar do artista brasileiro sobre a cultura chinesa. A curadoria é da historiadora da arte Renata Azambuja. Também, Christus convida o público para produzir pipas na instalação Fábrica de Pipas (até vestem uniformes como se fossem operários de uma fábrica de pipas chinesa).

 

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As pipas chinesas de Christus Nóbrega

“Rayuelarte”: é uma obra da escritora argentina Patrícia Pellegrini, que se inspirou na obra de Marta Minuín. A obra convida o público para que “jogue amarelinha” em espaços públicos. Na Bienal foi lançado do livro “História para crianças”, de Pellegrini.

 

 

Programação ‘off MON’

A Bienal de Curitiba/25 anos, tem uma programação variada e que ocupa todos os espaços (interno/externo) do MON, e também acontece em outros espaços da capital paranaense: Museu Paranaense; Biblioteca Pública do Paraná; Secretaria de Estado de Cultura; Espaço Cultural do Consulado do Paraguai; Museu Municipal de Arte; Associação Profissional de Artistas Plásticos do Paraná (APAP/PR).

Programação em Santa Catarina: a Bienal de Curitiba fez uma parceria com o Museu de Arte de Joinville, com a exposição “No espaço da memória”, da artista Guita Soifer. São obras de gravura, pintura, escultura, livros, instalações e objetos, disponíveis para visitação até 31 de março de 2019, no Museu de Arte de Joinville.

Programação nos países do Mercosul

A edição de 25 anos da Bienal de Curitiba rompeu fronteiras e está com mostras na Argentina e no Paraguai. No país argentino, o MuseoCaraffa em Córdoba, recebeu as com obras de André Nacli; e no Espaço Cultural da Embaixada do Brasil há obras de Guita Soifer e Lucinda Simas Magalhães. Em Assunção, capital do Paraguai, a Fundación Texo, o Museo del Barro e o Museo Nacional de Bellas Artes recebem a exposição de Paz Encina.

 

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Cena do filme Hamaca Paraguaia, de Paz Encina.

 

Acesse a programação completa da Bienal de Curitiba/25 anos, no final desta matéria.

 

 

Bienal de Curitiba

A cada dois anos, a Bienal de Curitiba traz para o Brasil, espaços e mostras com exposições renomadas e com a presença de vários artistas brasileiros e estrangeiros. Para este ano o tema escolhido pela curadoria é “Fronteiras em Aberto”. A abertura ocorre em setembro.

 

 

Catálogos em um clique

Os catálogos das edições da Bienal de Curitiba – ao longo de 25 anos de existência estão disponíveis gratuitamente online por meio da plataforma ISSUU. Também é possível acessar os materiais do Festival Internacional de Cinema da Bienal de Curitiba (FICBIC) e da Curitiba Literária. Esses eventos acontecem na Bienal como programações paralelas.

 

 

O MON

Eu sei que há museus importantes ao redor do mundo, porém, é inegável que o nosso país possui museus que unem a beleza e história arquitetônica com as riquezas de seus acervos (e também as Mostras, Bienais etc). Eu gosto tanto de museus que fica difícil escolher o preferido – até seria injusto!

Um dos meus preferidos é o MON – Museu Oscar Niemeyer – o qual tive o prazer de ir e passar horas e horas e só fui embora no fechamento. É neste prédio contemporâneo, em forma de olho, projetado pelo icônico arquiteto Oscar Niemeyer, que acontece até o dia 10 de março, a edição especial da Bienal de Curitiba – 25 anos, e também vai abrigar a Bienal de Curitiba 2019, que abre em setembro.

 

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Em 2014, eu estive no MON para ver a exposição “Frida Khalo – as suas fotografias”. Foi uma experiência que mexeu muito comigo. Era possível sentir o quanto Frida se entregava em todos os aspectos de sua vida, e como ela também se entregou à uma dor profunda. Há uma melancolia em suas fotos – mesmo nos momentos alegres.

 

 

Serviço

Bienal de Curitiba 2018 | 25 Anos

Período: até 10 de março

Local: Museu Oscar Niemeyer – Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico, Curitiba.

Horário de Funcionamento: Terça à domingo, das 10h às 18h

Ingressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia-entrada para professores e estudantes com identificação; doadores de sangue; pessoas com deficiência; titulares da ID Jovem; portadores de câncer com documento comprovatório).

Realização: Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Museu Oscar Niemeyer, Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Paraná, Ministério da Cultura do Governo Federal.

Apoio: URBS.

Patrocínio: Copel, Sanepar, PG Mais, Itaipu Binacional, Furnas, Rumo, Arterial, Sunew, Centro Cultural Banco do Brasil. Construtora da Bienal: Cima Engenharia.

*Esta matéria foi produzida com informações da Assessoria de Comunicação da Bienal de Curitiba/25anos.

 

Saiba mais:

Site da Bienal de Curitiba (edição comemorativa) aqui.

Acesso aos catálogos da Bienal – Plataforma ISSUU aqui.