AGENDA MT – OUTUBRO

O Blog da Bárbara Fontes preparou uma Agenda semanal com atualização diária (quando necessário). Os eventos são de responsabilidades dos organizadores, o Blog apenas publica os releases recebidos por meio das assessorias de imprensa/comunicação e produtores de eventos.

O Blog publica gratuitamente eventos na seção Agenda sob as seguintes condições:
*Evento gratuito
*Evento com ingresso simbólico (até R$ 10)
*Evento com ingresso social
*Evento (ingresso de qualquer valor) para arrecadar fundos organizados por entidades beneficentes e filantrópicas
*Feiras de negócios com entrada gratuita
*Feiras de economia criativa com entrada gratuita
Envio de releases, sugestão de pauta, convites, press kit: blogdabarbarafontes@gmail.com
WhatsApp: (65) 99237.4762
Sobre eventos comerciais e com fins lucrativos: entrar em contato com o Blog.
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PANTANAL COZINHA BRASIL

PantanalCozinhaBrasil

O que é: com o tema ‘O alimento, a cozinha e a vida das pessoas’,o Pantanal Cozinha Brasil acontece nos dias 11 e 12 de outubro, no Centro de Eventos do Pantanal, com palestras magnas, aulas show, oficinas práticas com degustação. Boa parte das atrações é gratuita, entre elas funfoodpark, o espaço dos expositores com degustações e oficinas kids.

 

Confira a programação completa do evento AQUI.

 

 

 

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Exposição de Artes – SEN[S]AÇÕES – CUIABÁ

Exposição Sensação (1)
Divulgação/SECEL-MT

 

O que é: A exposição coletiva Sen[s]ação reúne obras dos renomados artistas plásticos: Vitória Basaia; Gonçalo Arruda; Junne Fontenelle; Marcelo Velasco e Miguel Penha. A curadoria da mostra é de Marcelo Velasco, e reúne pinturas, esculturas e instalações. Nela, os cinco artistas exibem seus trabalhos mais recentes, organizados num projeto de expografia que promete mexer com as sensações do público.

 

 

Serviço:

Quando: De segunda-feira a sexta-feira, até dia 15 de outubro

Horário: das 8h às 18h

Local: A Galeria de Artes Lava Pés está localizada no piso térreo da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), na Avenida José Monteiro de Figueiredo (Lava Pés) nº 510, bairro Duque de Caxias, em Cuiabá.

Gratuito

Informações: (65) 3613-0232

 

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Centro Histórico de Cuiabá. Crédito: Bárbara Fontes

CUIABÁ, CUIABÁ!

‘Cuiabrasa’, muito prazer!

Pode-se dizer que Cuiabá é quente, um forno, a sucursal do inferno, de tão quente que é. Mas eu digo, com certa segurança de alguém que já rodou o mundo – por terras quentes como a Tunísia, ou terras frias como a Suécia, Cuiabá é a cidade mais aprazível do mundo! Não, não é um exagero bairrista de uma paulista (amo a minha Mogi das Cruzes!), que veio nos primórdios da adolescência, com a família, viver em Mato Grosso. Mesmo com tantas viagens marcadas em minh’alma, o meu cotidiano é viver na ‘ponte-terrestre’ Várzea Grande-Cuiabá.

 

Quando eu escrevi que Cuiabá é aprazível, eu posso provar com a minha vivência, mas, se se isso for insuficiente, eu provo com dados históricos:

vista da cidade de Cuiabá. Desenho de Hercules Florence

 

Em “Viagem Fluvial do Tietê ao Amazonas de 1825 a 1829”, escrito por Hercule Florance, sobre as suas memórias quando foi o 2º pintor da Expedição Langsdorff, o rapaz francês, de Mônaco (era muito fechado, e não conhecia o jeito espontâneo do brasileiro) ficou tão chocado com a recepção calorosa que a expedição recebeu, assim que desembarcou no Porto do rio Cuiabá, e também, passeando pela cidade, com o povo cuiabano (em especial as mulheres – que para ele, vestiam poucas roupas e eram alegres demais). Fofocas da época diziam que o 1º pintor da expedição, o jovem Adrien Taunay (tio do Visconde de Taunay), vivia preambulando por Cuiabá (a expedição Langsdorff ficou em Cuiabá por mais de um ano!), amava a mulherada, e vivia intensamente a boemia cuiabana!

 

O jeito caloroso de ser do cuiabano foi percebido, muito antes da expedição russa desembarcar na cidade. O português Alexandre Rodrigues Ferreira, que comandou a expedição Viagem Filosófica, realizada no final do século XVIII, também passou por Cuiabá, e se encantou com povo. Nos Annaes do Sennado da Camara do Cuyabá 1719-1830 (um dos  meu livros preferidos!), há diversas passagens sobre as visitas dos capitães-generais e outras autoridades, e as festanças que a população organizava de boas-vindas. Diversas autoridades enviou cartas de agradecimentos e citando que Cuiabá sabia receber muito bem as pessoas de fora. Na Cuiabá antiga tinha apresentações teatrais, óperas, desfiles com carros alegóricos (e nem era carnaval!) e muita dança nas casas ou nas ruas. Eu li várias vezes o Annaes do Senado, e afirmo aqui que o povo de Cuiabá adorava uma festa! Eu sei que povo ainda adora um festejo, mas, antigamente, a população era menor e não havia facilidades como existe hoje – então, se o povo, daquela época quisesse uma festa, todo mundo tinha de ajudar – até a igreja!

 

 

 

 

Casa Orlando, Cuiabá. Crédito: Bárbara Fontes/2017
Casa Orlando. Crédito: Bárbara Fontes

Numa pesquisa realizada por mim, em 2017, sobre os irmãos Orlando, italianos de Nápoles, que ajudaram no desenvolvimento de Cuiabá, no início do século XX, e que trouxeram  outros italianos para trabalhar na cidade – e acabaram ficando, e foram responsáveis por um legado cultural e histórico extraordinário. Esses italianos chegaram jovens e solteiros, com o intuito de trabalhar duro. E, adivinha o que lhes aconteceram? Sim, casaram com as cuiabanas! Imagine o jeito italiano de ser, casado com o jeito cuiabano de ser (uma união de português, índio, paraguaio e negro) : e assim nasceu a ‘mistureba’ gostosa que só tem em Cuiabá! Outras Culturas como a japonesa e a do oriente médio, também contribuíram para o desenvolvimento da cidade – assim como, a vinda de milhares de brasileiros de vários cantos do país, que encontraram em Cuiabá, uma oportunidade de vida melhor.

 

 

 

Parte interna do MIS, Cuiabá. Crédito: Bárbara Fontes, 2017
parede de adobe. Parte interna do Museu de Imagem e Som de Cuiabá. Crédito: Bárbara Fontes

 

Para entender Cuiabá, é preciso compreender que ela nasceu por acaso, não foi sonhada e pré-concebida como aconteceu com a cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, no oeste de MT. Cuiabá nasceu da descoberta do outro, e antes disso, era povoada por milhares de indígenas – que com a chegada dos bandeirantes, tiveram três escolhas: fugir para nunca mais voltar, lutar até morrer ou viver sob o comando dos ‘brancos’  (a descoberta do ouro nas Lavras do Sutil foi feito por um indígena). Cuiabá nasceu deflorada em todos os sentidos! E depois de usada, sem o ouro abundante, foi largada à míngua. O jeito foi dar a volta por cima e sobreviver! Os primeiros cuiabanos são os sobreviventes das lutas sangrentas entre bandeirantes e indígenas; e dos forasteiros. Tempos depois, uma nova população surge dos casamentos entre as moças de Cuiabá com os dos servidores públicos, que vieram trabalhar na Vila, e formaram famílias com muitos descendentes que estão até hoje aí.

 

 

 

Cuiabá, está situada no Centro-Oeste do Brasil, no coração da América do Sul, por uma questão geográfica,  sempre esteve distante dos grandes centros, e tudo chegava com muito atraso. Como exemplos: a cidade ainda mantinha a escravidão, quando a Lei Áurea já estava em vigor. Ainda se vivia a monarquia, quando a República já era fato consumado. E, pasmem! O proclamador da República, Marechal Deodoro da Fonseca morava em Cuiabá (antes de ir para o Rio de Janeiro e entrar para história) e foi casado com a cuiabana Mariana Meireles. Cuiabá estava tão atrasada em relação às transformações que o Brasil passava, que o jeito era viver dentro da realidade possível: a vida dura com muitas limitações urbanísticas; comer o que estava disponível, viver sob a régia da Igreja e, festejar sempre que possível – as festas de santos de Cuiabá, que hoje estão mais comerciais (a vida moderna obriga), já foram eventos que agregavam toda população e com muita comida e bebida gratuita.  Até um tempo atrás, havia festas nas casarões tradicionais, como a da querida Dona Bem bem (um ser humano incrível e que deixou muitas saudades!).

 

 

A Saga de Cuiabá em cinco atos

Para melhor compreender a Cuiabá de hoje, o Blog da Bárbara Fontes convida para conhecer a saga de Cuiabá – de povoado bandeirante até os dias atuais. Comparando-a com as cidades de São Paulo e Salvador, podemos dizer que Cuiabá ainda é muito jovem com os seus 300 anos, porém, nasceu com a responsabilidade de encher sacos de ouro para o delírio da monarquia portuguesa; cresceu sob constante ameaça de sucumbir a doenças, pragas e outras mazelas; tornou-se adulta para receber as mudanças que os imigrantes e migrantes trouxeram e, hoje, é uma bela e sábia anciã, tão cheia de histórias épicas para contar aos cuiabaninhos, da geração high tech, que nascem todos os dias e, que um dia, estarão ocupando espaços importantes na sociedade!

 

 

Abaixo segue um resgate histórico, dividido em cinco atos. Importante ressaltar que os créditos das fotos e as fontes bibliográficas se encontram no final deste texto.

 

Primeiro Ato – OS BANDEIRANTES CHEGARAM!

Crédito: Moacyr Freitas. Quadro 'Combate de monção com os Paiaguás'Fonte: GCom-MT.

Os bandeirantes paulistas adentraram ao interior do país para capturar indígenas e vendê-los como escravos. Ainda não existia Mato Grosso, somente um vasto território desconhecido com uma densa selva cheia de animais e vegetação desconhecidas, entrecortada por rios e cachoeiras. As monções (expedições), tinham de sobreviver às intempéries da natureza, e, também,  sobreviver aos ataques dos temidos indígenas ‘selvagens’. Os bandeirantes chegaram até os índios Coxiponé, após subirem o rio Cuiabá, e a recepção não foi nada agradável. Teve combates, sim!

 

Entre os anos de 1673-1682, foi formado o primeiro aldeamento, às margens do rio Coxipó, liderado pelo bandeirante, chefe da expedição, Manoel de Campos Bicudo, que o batizou de São Gonçalo (uma capela foi construída em homenagem ao santo).

 

Ninguém gosta de ter o seu território invadido, a história mundial nos relata inúmeras guerras travadas, e ainda agorinha, se ligar a TV, verá alguma notícia de guerra por causa de território. Então, já é de se imaginar que os guerreiros Coxiponé jamais aceitariam entregar suas terras de “mão beijada” aos forasteiros, e atacaram o povoado diversas vezes, obrigando os aldeões fugirem e abandonando o local, que, tempos depois, foi tomado pelo mato grosso. Os bandeirantes que conseguiram chegar à capitania de São Paulo, relataram cenas de terror vivenciados nos confins do Brasil, e deram “o endereço” dos indígenas – o que  ocasionou a formação de muitas expedições para o local onde havia povoamento de Campos Bicudo.

 

 

 

 

Segundo Ato – Um novo povoamento

Crédito: Belmonte. O bandeirante Manoel de Campos Bicudo, com o filho Antonio Pires de Campos. "No tempo dos bandeirantes".“Sangue no olho” era o que podemos imaginar de Antonio Pires de Campos quando formou uma monção para retornar à região do Coxipó, onde seu pai havia fundado o primeiro povoado. Ao Chegar, depois de dias e dias de perigosa e cansativa viagem, encontrou os Coxiponé ocupando o lugar, e onde havia a capela de São Gonçalo, era um aldeamento indígena. Mais combates entre os bandeirantes e os indígenas aconteceram, sendo estes últimos presos e a aldeia destruída. Em homenagem ao acampamento formado pelo seu pai, o qual Antonio chegou a morar quando era garoto, rebatizou de São Gonçalo Velho. Dias depois, os bandeirantes seguiram rio Cuiabá abaixo em busca de mais indígenas para matar ou escravizar – o comércio de gentios gerava grandes fortunas para os capitães de bandeiras.

Para quem pensou que os Coxiponé estavam destruídos, se enganou! Eles não se deram por vencidos, e voltaram mais fortes para atacar o novo povoado. E os aldeões foram obrigados, de novo, a abandonar o local, e voltar para São Paulo. No meio da viagem, a moção de Antonio Pires de Campos se encontrou com a bandeira do capitão Paschoal Moreira Cabral, bisneto de Pedro Álvares Cabral – o descobridor do Brasil. Depois de ouvir, atentamente, o sombrio relato de Antonio Pires, Cabral decide ir para a São Gonçalo Velho, seguindo a rota orientada pelo bandeirante que retornou para São Paulo, e capturar todos os temidos Coxiponé e, sim, ganhar muito, muito dinheiro com eles!

 

 

 

Terceiro Ato – Aqui tem OURO, Portugal!

Crédito: Moacyr Freitas. Quadro "As lavras do Sutil"/GComMT.Paschoal Moreira Cabral encontrou o povoado totalmente destruído e sem os Coxiponé para contar a história. A monção seguiu rio Coxipó acima, em busca de um local para pouso e para surpresa de todos, encravados nos barrancos haviam ouro em granetes! Os bandeirantes deixaram as bagagens no local e seguiram rio acima, chegando num local que se chamaria “Forquilha”. Lá havia indígenas que não resistiram e foram presos. Com as canoas cheias, os bandeirantes retorna para o local onde era o aldeamento de São Gonçalo Velho, e um novo batismo se deu: agora se chamaria de Aldeia Velha.

 

Aldeia Velha era o pouso oficial da bandeira de Paschoal Moreira Cabral. Após muitos desbravamentos pela selva, os bandeirantes também tinham momentos de descanso para se alimentar e dormir. Num dia qualquer, um dos homens de Cabral estava lavando um utensílio no rio e …bingo! achou ouro! O minério podia ser pego com as mãos! Naquele momento, toda a bandeira estava afortunada e, para que continuar correndo atrás de índio? Agora é catar ouro no rio – tarefa mais prazerosa e que os mantinham vivos! O que os bandeirantes – agora ricos homens – não sabiam, é que era ‘ouro de aluvião’, isto é, era superficial e escasso. O jeito foi buscar outros locais auríferos, e as monções seguiram para longe, construindo ranchos com casas e lavouras, sempre às margens dos rios Coxipó e Cuiabá. Os indígenas sobreviventes dos ataques, trabalhavam nas minas ou nos ranchos como serviçais.

 

 

 

 

Quarto Ato – O ARRAIAL

Com a descoberta do ouro, a região ficou famosa em todo território brasileiro, e muitas pessoas vieram tentar ‘a sorte’ nas terras recém-povoadas – que, oficialmente, não pertencia à Portugal. Era necessário e urgente, a Coroa portuguesa tomar posse do local, um território pertencente à Coroa Espanhola, porém, não ocupada, e nem reivindicada pelos espanhóis). Após uma reunião entre os bandeirantes, foi delegado à Gabriel Antunes ir até São Paulo para dar a “boa nova” das lavras auríferas descobertas e levar amostras de ouro aos representantes da Coroa Portuguesa no Brasil, e teria de retornar com as ordens necessárias (aprovadas pela Sua Majestade) para o andamento da região que já possuíam milhares de pessoas.

 

Enquanto Gabriel Antunes viajava, os bandeirantes que ficaram providenciaram uma certidão para legitimação da terra ocupada: a Ata de Fundação do “arraial do Cuyabá”. E assim, foi lavrada em 19 de abril de 1719, por Manoel dos Santos Coimbra, escrivão, e assinada pelo capitão-mor Paschoal Moreira Cabral e mais 21 homens, os primeiros povoadores. Cabral, enquanto aguardava a volta de Gabriel Nunes com as ordens de comando, ocupou o cargo de regente-mor do arraial. Sua função era guardar todos os ribeiros de ouro, sovacar, examinar, fazer composições com os mineiros e botar bandeiras, tanto aurinas como aos inimigos bárbaros[1].

 

 

 

 

Quinto Ato – Quando uma Vila se torna Cidade

 

Crédito: Expedição de Alexandre Rodrigues Ferreira/prospecto da Villa do Bom Jesus de Cuyabá_Igreja do Rosário.

 

Em 1723, no local, onde hoje fica a igreja de São Benedito, surgiu a famosa “Lavras do Sutil”, e por esse motivo que surgiu muitos ranchos e o início do povoamento fixo, fora do São Gonçalo Beira Rio (o primeiro povoamento), e porta de entrada do centro histórico de Cuiabá. Ainda neste ano, é construída a igreja da Matriz (onde está a atual).  Em 1726, o capitão-mor Rodrigo César de Menezes, representante do Reino de Portugal, eleva o arraial do Cuyaba à categoria de vila, com o nome de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Nesse tempo, a capital da Capitania de Mato Grosso era Vila Bela da Santíssima Trindade. Em 17 de setembro de 1818, a vila foi elevada à condição de cidade e, somente em 28 de agosto de 1835, Cuiabá se torna capital da província de Mato Grosso, mantendo-se até os dias atuais.

 

 

 

 

 FIM DE ATO? Não, CUIABÁ, 300 ANOS!

A Saga continua!

A Cuiabá de 2019 é formada por pessoas vindas de todos os cantos do Brasil, de refugiados, e de estrangeiros que, de todos os lugares do mundo, optaram por viver numa localidade que já foi chamada de ‘Cidade Verde’, com as ruas cheias de árvores e os quintais cheios de mangueiras e outras árvores frutíferas.

 

 

 

Fontes Pesquisadas

Annaes do Sennado da Camara do Cuyabá 1719 = 1830 (Arquivo Público de Mato Grosso);

Erros e Mitos na História de Mato Grosso (Paulo Pitaluga)

Acervos do Arquivo de Mato Grosso; Biblioteca da UFMT; Biblioteca Estevão de Mendonça; Revistas do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso

Wikipédia brasileira   

 

 

 

 

Créditos da Imagens

‘Cuiabrasa’, muito prazer:

Vista da cidade de Cuiabá. Desenho de Hércules Florence. A imagem foi extraído do artigo Extraído do estudo: Nos confins da civilização: Algumas histórias brasileiras de Hercule Florence.

 

 

 

 

A Saga de Cuiabá em cinco atos:

Primeiro Ato: Quadro de Moacyr Freitas. Extraído do site da GCOM-MT

Segundo Ato: Belmonte – ilustração do livro “No tempo dos bandeirantes”.

Terceiro Ato: Moacyr Freitas/GCOM-MT (nas Lavras do Sutil);

Quarto Ato: Alexandre Rodrigues Ferreira (prospecto da “Villa do Bom Jesus de Cuyabá”/Igreja do Rosário)

[1] Annais do Sennado da Camara do Cuyaba. Arquivo Público de Mato Grosso, p.47.

 

 

 

 

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vista aérea da Orla do Porto, Cuiabá, Mato Grosso.

Venha Turista: Cuiabá (Atualizado)

Dicas de lugares bacanas para visitar. É dedicado para turistas e mochileiros.

 

 

CUIABÁ ou Cuiabrasa!

Para mim não tem como começar essa série de postagens de dicas para passar um fim de semana em algum lugar do mundo, sem falar da cidade que eu tenho imensa gratidão! Sou de Mogi das Cruzes/SP, e faz muitos anos que vim com a família morar em Mato Grosso. O que tem de calor climático, tem de calor humano! Para saber sobre a história, costumes e tradições da minha amada Cuiabá, acesse aqui.

 

 

Como cineasta, também tive a honra de registrar Cuiabá e e vários locais de Mato Grosso (do meu Canal Bárbara Fontes: Inscreva lá!). Foram dezenas de documentários e vídeos institucionais e compartilho aqui duas obras cinematográficas:

 

 

“Canção Mato-grossense” (Hino de Mato Grosso):

 

“Descubra Mato Grosso”:

 

 

Hei turista, venha para Cuiabá!!!

O que se pode fazer num fim de semana na capital de Mato Grosso? Eu pedi ajuda a uma pessoinha muito querida, o produtor cultural e fotógrafo cuiabano, Manoel Vieira:

 

Manoel Vieira _creditoFredGustavos
Manoel fotografado por Fred Gustavos/Acervo Pessoal.
“Tomar um café no SESC Casa do Artesão, pra conferir a produção de artesanato de todo o estado. Depois, um almoço no São Gonçalo Beira-Rio.”

 

 

 

 

São Gonçalo Beira-Rio é a primeira região habitada pelos bandeirantes que descobriram Mato Grosso. Há muitas Peixarias e lojas de artesanatos, com lindas cerâmicas. O Sesc Casa do Artesão é um lugar muito bacana e está localizado em um dos bairros mais antigos de Cuiabá: o Porto.

 

Tem tanta coisa legal no Porto, que eu também vou dar algumas dicas:

 

 

Ponte com vista para OrlaPorto
Vista da Orla do Porto, da ponte sobre o rio Cuiabá. Crédito Bárbara Fontes
  • Tem a Orla do Porto (há restaurantes, museu, artesanato). Bom para caminhar, andar de patins, passear com os pets entre outras coisas. Dependendo da época tem muitos shows gratuitos e um parque de diversão.
  • Tem o Regionalíssimo – o restaurante de comida típica, premiado pela revista Veja Comer & Beber.
  • Tem o tradicional Mercado do Porto.

 

 

 

 

No bairro do Porto também tem o Sesc Arsenal (amooo!!!). É um dos lugares mais fantásticos de Cuiabá! Na quinta tem o ‘bulixo’ (expressão cuiabana) –  uma feirinha com comes, bebes e artesanatos. Tem Teatro, tem sala de cinema, tem brinquedoteca, tem um restaurante com preço acessível e música ao vivo. Também tem programações especiais durante o ano, como o Palco Giratório que aconteceu no mês de maio. Os eventos no Sesc podem ser cobrados (bem barato) ou de graça. Sempre tem algum evento bacana! Imperdível. Anota aí no seu roteiro de viagem!!!

 

Para fazer compras no Porto, tem o Shopping Popular (tem de tudo!). É  uma região que possui muitos atacadistas (diversos setores). Bem próximo está o Centro Esportivo Dom Aquino, ótimo para caminhadas e exercícios.

 

Para saber mais sobre as unidades do Sesc em Cuiabá, clique aqui.

 

 

Como chegar à Cuiabá?

Saindo do aeroporto internacional Marechal Rondon, que fica em Várzea Grande (nossa VG, cidade-irmã). Tem ponto de táxi no desembarque. Em frente ao aeroporto tem um ponto de ônibus. Para ir ao Porto, em Cuiabá, pegue a Linha 24. A corrida de Uber, de Várzea Grande para Cuiabá é mais barata do que saindo da capital para VG. Em Cuiabá tem uma grande Rodoviária e linhas de ônibus para o centro de Cuiabá (e VG).

 

Hoje em dia é muito fácil se programar para viajar, o google maps está aí para dar uma mão para quem quiser vir de carro ou de moto. É só colocar a origem da saída e o destino final (Cuiabá).

 

Cuiabá é uma cidade grande e muito quente (use roupas leves e protetor solar). Pode fazer frio? Pode sim. Então, pesquise direitinho a questão climática antes de vir. A tendência agora é esfriar no inverno, porém, nunca sabemos direito.

 

Há inúmeros lugares bacanas para visitar em Cuiabá, como lindos parques, o Cine Teatro Cuiabá (no centro). Chegando na cidade, visite o Centro de Atendimento ao Turista (CAT), com atendimento bilíngue. Pegue um mapa e dicas de passeios. Onde encontrar: CAT – Praça Rachid Jaudy, Av. Generoso Ponce, S/N – Centro Norte, Cuiabá/MT. Horário de Atendimento: das 09 às 17 horas.

 

 

Em Cuiabá se come muito bem! Temos pratos tradicionais como a Maria Izabel, a farofa de banana, peixadas e moquecas. Para um fim de semana, há muitas opções de café da manhã, além dos oferecidos pelos hotéis, você pode começar o seu dia no tradicional Dona Eulália e Família, no Sesc Casa do Artesão (dica do Manoel) e em muitas padarias charmosas. Cada dia, você visita um local diferente.

 

O almoço, depois de conhecer as Peixarias do São Gonçalo Beira-Rio, você pode ir ao centro da  cidade e almoçar num lugar que eu adoro: Gabinete Antes do Café (Rua 24 de Outubro, nº 566, Centro). Tem um restaurante de comida caseira, situado no Centro Histórico (anota aí no seu roteiro, merece uma visita), o Cheiro Verde (Rua Cândido Mariano, 101. Tel: 65- 3023.1331). Nessa região tem muita coisa bacana e muita arte! aguarde uma postagem especial sobre o Centro Histórico.

 

No meio da tarde, você pode experimentar o Chá c’ bolo – tão tradicional quanto a devoção a São Benedito! E por falar no santo, tem festança chegando aí! Também pode comer pastel na feirinha que fica entre a Catedral e o Palácio da Instrução (lindo prédio!).  A noite, há muitas opções como bares, restaurantes (para todos os gostos e bolsos) e o icônico Lucius do Caju (anota ai! O bar fica na Rua candido mariano 1371, conhecida como rua das óticas. Aberto de terça a sábado, a partir das 18h. Tel: 65-99281.5634). Imperdível também é comer um lanche que só tem em Cuiabá: o BAGUNCINHA!! Depois de uma baladinha (tem para todas as tribos),  você precisa tomar o escaldado cuiabano (no Choppão, claro!). Também há restaurantes de alta gastronomia. Conheça os lugares premiados pela revista Veja Comer & Beber 2019 aqui.

 

 

E a melhor dica de todas é: VENHA PARA CUIABÁ!!

*Foto de capa: vista aérea da Orla do Porto. Crédito: Prefeitura de Cuiabá/Facebook.

 

 

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S.O.S CENTRO HISTÓRICO DE CUIABÁ

Cuiabá nasceu do ouro descoberto pelos bandeirantes. O achado enlouqueceu pessoas que largaram tudo e até a família nas regiões que já tinham cidades povoadas, e seguiram para uma viagem longa, cansativa e perigosa a bordo de monções rumo à terra do ouro fácil, como imaginavam muitos. Assim surgiu Cuiabá, uma casinha aqui, outra acolá, um pequeno comércio, e de forma desordenada e sem nenhum planejamento urbanístico, mas as poucas construções arquitetônicas contavam histórias do Brasil Colonial, dependente (ou escravo, como quiser) das demandas de Portugal.

 

Cuiabá recebe novos traços urbanísticos e arquitetônicos com a vinda dos italianos, em especial, dos irmãos Orlando, empreendedores riquíssimos que trouxeram da Europa (vindos de navios) materiais de construção e de interiores, objetos caros e uma forma nova de se viver e de consumir, afinal, os irmãos possuíam o maior estabelecimento comercial: a Casa Orlando – até o famoso coronel inglês Percy Fawcett (o ator Brad Pitt produziu um filme sobre ele) fez compras lá antes de desaparecer na Serra do Roncador (região de Barra do Garças-MT). Muitos povos vieram para Cuiabá e colaboraram com o seu desenvolvimento e progresso, porém, as marcas dos portugueses e italianos continuam fortes no entorno da área considerada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como o Centro Histórico de Cuiabá.

Séculos se passaram e Cuiabá chegou aos seus 300 anos com uma bagagem cultural e histórica que deveria fazer da capital de Mato Grosso uma das mais visitadas do país. Mas não é. Numa pesquisa no Google, realizada pelo Blog da Bárbara Fontes com as palavras-chaves “centro-históricos Brasil”; “capitais mais visitadas do Brasil”; e cidades mais visitadas no Brasil”; e “ranking das cidades brasileiras mais visitadas” (de 2015-2018), Cuiabá não aparece entre as 10 mais (nem entre as 20!). O que chamou atenção nessas pesquisas foram que as cidades mais visitas (excluindo praia e carnaval) possuem Centros Históricos bem conservados e uma política de turismo bem elaborada. E por que Cuiabá não tem? O turismo é uma forma eficaz que agrega a difusão da Cultura local, História, gastronomia e movimenta a economia – e o melhor de tudo: não polui e nem destrói o meio ambiente! E é uma delícia fazer turismo!

 

 

Amigos do Centro Histórico de Cuiabá

E o que dizer do Centro Histórico de Cuiabá? Lamentável é o mínimo a se dizer! Uma questão importante que precisa ser debatida é: a destruição de parte ou total de muitos casarios é culpa dos descendentes que não cuidaram de forma adequada (ou se há disputas familiares pelo imóvel); ou é a falta de interesse da prefeitura que não vê a necessidade de investimentos numa região que já está bem comercial, e que há bairros periféricos mais necessitados de ajuda; ou falta mais fiscalização e de políticas de proteção mais rígidas e eficazes da parte do Iphan? São perguntas que precisam de respostas.

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A situação é tão séria e urgente, que surgiu o movimento “Amigos do Centro Histórico de Cuiabá” (ACHC), em prol da região que possui um valor incalculável para a História brasileira. O grupo encontrou uma forma inteligente e salutar para chamar a atenção de políticos e autoridades que podem (e devem) trazer soluções para o descaso em que se encontra o Centro Histórico: realizar um evento para discutir, pensar coletivamente e propor políticas públicas.

 

O grupo Amigos do Centro Histórico de Cuiabá é uma ação coletiva de uma sociedade civil e organizada. O movimento surgiu quando começou a cair os casarões. Caiu a casa de Bem-Bem e depois caiu a Casa Pepe. Quando a Casa Pepe caiu, também caiu o nosso mundo porque é a nossa alma, a nossa história e ali estão os nossos antepassados. Era uma referência da nossa Cultura e da nossa cidade, e isso doeu muito em nós. Nós, enquanto sociedade, representantes de várias instituições, arquitetos, historiadores, escritores, artistas e todos os segmentos, estamos todos sensibilizados com o descaso e a falta de cuidado com o nosso patrimônio. Essa ação é para causar essa sensibilização também na sociedade cuiabana.  Isso é muito importante para nós. Se os nossos dirigentes não têm esse amor e esse olhar cuidadoso, nós queremos sensibilizá-los também e para que tenham ações contundentes que possam ocasionar a revitalização do Centro Histórico. (Maria Cândida Silva Camargo, umas das coordenadoras da I Semana do Patrimônio Histórico, e integrante do grupo ACHC.

 

 

O evento

A I Semana do Patrimônio Histórico de Cuiabá acontece de 12 a 17 de agosto, em vários locais do Centro Histórico. A programação inclui palestras, reuniões, feira orgânica, mesas de debates, apresentações de dança, música e teatro, também haverá uma caminhada e um passeio fotográfico pela região. O evento é gratuito. No dia 12, o grupo ACHC se encontra com o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro. Segundo Maria Cândida, o grupo se reuniu no Iphan com vários representantes de instituições, onde produziram um documento para ser entregue ao prefeito, com prioridades de melhorias para o Centro Histórico.

 

 

O Blog da Bárbara Fontes obteve o documento na íntegra:

Cuiabá, 02 de agosto de 2019.

Excelentíssimo Senhor

EMANUEL PINHEIRO

Prefeito Municipal de Cuiabá

 

Senhor Prefeito,

 

Nós, da sociedade civil organizada, entidades de classe, empresas privadas e profissionais de todos os segmentos produtivos da capital, vimos solicitar a V. Exª., informações sobre a utilização dos recursos do PAC, Cidades Históricas, vindos através do Iphan:

  1. a) em quais edificações e espaços públicos foram utilizados os recursos (listagem);
  2. b) quais são as obras em andamento e quais estão paralisadas (listagem);
  3. c) quanto recurso ainda existe disponível (listagem);
  4. d) em quais edificações e espaços públicos serão aplicados e quando (listagem);

 

Solicitamos também, conforme a Lei nº. 6.425 de 31 de julho de 2019:

– a listagem das edificações passíveis de desapropriação, ou seja, aquelas em estado de abandono;

– apoio financeiro e disponibilização de imóvel para a implantação de um Laboratório de Capacitação e Treinamento de Mão-de-Obra da construção civil especializada na manutenção e na construção de sistemas construtivos antigos;

–  por em prática os instrumentos legais, previstos no Estatuto da Cidade, no Plano Diretor e nas Leis Complementares Municipais, a fim de promover a PRESERVAÇÃO EFETIVA do centro, em articulação com o Iphan e com a Secretaria de Cultura do Estado de Mato Grosso, no sentido de MANTER A PAISAGEM, O TRAÇADO DAS RUAS E O CONJUNTO CONSTRUÍDO;

– que  a Prefeitura Municipal desenvolva uma POLÍTICA  PÚBLICA  DE  LONGO  PRAZO  QUE BENEFICIE TODOS os moradores, trabalhadores, comerciantes, ambulantes e proprietários de imóveis do centro antigo tombado, efetivando o plano já tratado entre o Senhor Prefeito e a BRE – BUILDING RESEARCH ESTABLISHMENT LTD;

–  que a Prefeitura Municipal desenvolva uma POLÍTICA PÚBLICA DE LONGO PRAZO para resolver os problemas de SEGURANÇA e SAÚDE PÚBLICA, que atingem cidadãos em situação de rua e dependentes químicos, existentes no centro antigo tombado e entorno;

–  que nenhuma ação seja implementada se não estiver de acordo com um PLANO DE GESTÃO DO CENTRO ANTIGO, com o PLANO DIRETOR DO MUNICÍPIO, com as diretrizes da BRE e com as políticas de preservação do patrimônio de nível municipal, estadual e federal;

 

A sociedade informa que, após décadas de descaso, está desgastada e cansada de gestões ineficientes e que não se comprometem com o patrimônio cultural e histórico. Esse patrimônio está em decadência e degradação, situação que se agrava a cada ano! A sociedade lembra que esse patrimônio fundamenta nossa identidade e é nela que nos reconhecemos!

 

Sem história e memória, não há futuro! Queremos nosso patrimônio bem tratado!

 

 

Programação Completa:

 

ISemanaPatrimonioHistCuiaba

12/08 (segunda feira)

Horário: 9h

Local – Prefeitura Municipal de Cuiabá

  • Agenda do grupo ACHC, com Prefeito de Cuiabá, Secretário Municipal de Cultura sobre as reivindicações e pautas do nosso grupo de trabalho.

 

 

13/08 (terça feira)

Horário – 19h

Local – Cuyaverá | Praça da Mandioca

  • Palestra com a prof.a Ms. História Neila Barreto

Tema: Água de Beber e Equipamentos Públicos de Abastecimento no Espaço Urbano de Cuiabá  -1790 a 1882.

60 VAGAS

 

14/08 (quarta feira)

Horário – 17h

Local – Praça da Mandioca

  • Feira Afro;
  • Feira Orgânica do Quilombo de Mata Cavalo de Cima;
  • Delícias da Pérola Negra: Cardápio Afro e Vegana;
  • Venda de Livros:

“Pérolas Negras as mulheres de Vila Bela na luta pela Afirmação da Identidade Étnica.”

 

 

14/08 (quarta feira)

Horário – 19h

Local – Cuyaverá | Praça da Mandioca

  • Mesa de debates com a Prof.a. Ms em História Leila Borges Lacerda e a mestranda Maria Bárbara (Iphan)

Tema: Patrimônio Histórico e Cultural de Cuiabá.

Mediadora: Prof.a Dra. História Vanda Maria da Silva.

60 VAGAS

 

 

 

15/08 (quinta feira)

Horário – 19h

Casa Verde 715 | Praça da Mandioca

  • “Projeto Quintal de Quinta” com Prof. Ms. Em História Suelme Fernandes e Prof.a Dra. em História Vanda Maria da Silva.

Tema: Sentidos da Historia: Cultura, Religião e Fé na Irmandade dos Pardos de Nossa Senhora da Boa Morte de Cuiabá -1810.

30 VAGAS

 

 

16/08 (sexta feira)

Horário – 19h

*Local: Local: ACC Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá  – Endereço:

Rua Galdino Pimentel, 14 2ª sobreloja – Edifício Palácio do Comércio  – Centro Norte.*

  • Roda de Debates: IPHAN, Secretaria de Estado de Cultura, Secretaria Municipal de Cultura e PAGE/MT.

Tema: Políticas Públicas e Soluções Práticas para a Gestão do patrimônio Histórico de Cuiabá.

Debatedor: Eduardo Mahon.

80 VAGAS

 

 

16/08 (sexta feira)

Horário – 19h

Local: MISC

  • Palestra sobre Fotografia Documental com Sérgio Ranalli e José Medeiros.

 

 

17/08 (sábado)

Horário – 8h

Local – Praça Alencastro (Praça da Prefeitura)

  • Concentração para a caminhada em defesa do Centro Histórico, com panfletagem.

Rota: Saída as 9h, da praça Caetano de Albuquerque (Praça do Rasqueado) no sentido Igreja Senhor dos Passos, sobe a Voluntários da Pátria, vira na Pedro Celestino e termina na Praça Alencastro às 11 Hs. Onde teremos manifestações culturais:

  • Apresentação de musica com a Banda da UFMT;
  • Apresentação de teatro com o Grupo Cena Onze;
  • Apresentação da Viola de Cocho Elétrica com Billy Espíndola e Wellington Berê;
  • Apresentação do Grupo de Dança “Flor de Atalaia”
  • Exposições de arte;
  • Oficinas de Recreação Cultural do SESC para as crianças, alusivas ao tema;
  • Passeio fotográfico Mobgrafia (coordenado por Amaury Santos do @fotosmt)

 

 

17/08 (sábado)

Horário – 16:00h  as 00h

Local – Praça da Mandioca

  • Brechó na Casa da Praça;
  • Ateliê 569, com artistas: Roney | Ludmila Brandão e Tula
  • Ateliê Maloca do Quati: Ruth Albernaz;
  • Show com o Trio *Pescuma, Henrique e Claudinho * (18h).

 

 

Atenção:

Todos os bares estarão abertos;

Música na Praça: Cantor Erielsom Marques e Banda – Samba Raiz;

Dança Cigana;

Apresentação Teatral – Grupo Fúria;

Couvert artístico R$ 2,00 por pessoa

ENTRADA GRATUITA PARA TODOS OS EVENTOS

 

 

Inscrições:

Acesse aqui.

Página do ACHC no Facebook, acesse aqui:

 

Saiba mais no Blog da Bárbara Fontes:

Passeio Fotográfico, acesse aqui.

 

 

Acervo do Blog da Bárbara Fontes:

“Cuiabá, Cuiabá” (299 anos), acesse aqui.

“Poema Cuiabania” (300 anos), acesse aqui.

“Turismo”, acesse aqui.

“Carta para Jejé de Oyá”, acesse aqui.

 

 

 

O BLOG DA BÁRBARA FONTES é um site independente e se mantém por meio de recursos próprios e doações dos leitores. Saiba mais:

Campanha “AMIGOS DO BLOG”, acesse aqui e colabore

 

 

 

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Hino de Mato Grosso

Conheça a história de um dos hinos mais belos do Brasil

 

Quando Dom Aquino Corrêa terminou o “Canção Mato-grossense” não imaginava que a obra literária atravessaria o século e se tornaria o hino oficial de Mato Grosso. O poema foi escrito para homenagear o bicentenário de Cuiabá, celebrado no dia 8 de abril de 1919. É importante ressaltar que durante décadas, a capital cuiabana (fundada em 1719) pertencia à Capitania de São Paulo e somente em 1748, com a nomeação do primeiro Capitão-general pela Coroa Portuguesa, Antônio Rolim de Moura, é criado o Estado, portanto, Cuiabá é legalmente mais velha do que Mato Grosso.

 

 

Em 1919, Mato Grosso era outro, assim como a sua capital. Não existia o estado de Mato Grosso do Sul e ainda se ouvia histórias sobre a famigerada Gerra do Paraguai, também conhecida como a Guerra da Tríplice Aliança ou a Grande Guerra. Iniciada em dezembro de 1864, matou milhares de brasileiros, inclusive mato-grossenses, e paraguaios até o seu término em março 1870. Ainda havia resquícios da guerra em Mato Grosso e a ferida não estava totalmente cicatrizada.

 

 

Francisco Aquino Corrêa, nascido em Cuiabá na mesma casa do político Joaquim Murtinho, hoje o Museu Dom Aquino, situado às margens do rio Cuiabá (na avenida Beira-Rio), fez questão de relembrar na obra “Canção Mato-grossense” os heróis cuiabanos que lutaram bravamente na Guerra do Paraguai. Se hoje, Corumbá e Dourados permanecem no território brasileiro é graças aos cuiabanos que deixaram as suas famílias para defender estas cidades tomadas pelas tropas do presidente paraguaio Francisco Solano Lópes, mentor e executor da Grande Guerra. Dom Aquino não queria que o povo mato-grossense se esquecesse dessa parte dolorida da história do Brasil. E nem dos bravos Antônio João Ribeiro, que comandou a colônia militar de Dourados, e  Antônio Maria de Coelho, que liderou a retomada de Corumbá em 13 de junho de 1865. Antônio Maria (Barão de Amambaí) foi o primeiro governador de Mato Grosso depois da proclamação da República, e também é o criador da bandeira do Estado. Na Cuiabá de 1919, também havia outra questão que tirava o sono de muita gente: já se falava, confabulava a respeito da divisão de Mato Grosso, e Dom Aquino era contra.

 

 

O Hino de Mato Grosso

Limitando, qual novo colosso,
O Ocidente do imenso Brasil,
Eis aqui, sempre em flor, Mato Grosso,
Nosso berço glorioso e gentil! 

Eis a terra das minas faiscantes,
Eldorado como outros não há,
Que o valor de imortais bandeirantes
Conquistou ao feroz Paiaguá! 

Salve, terra de amor,
Terra de ouro,
Que sonhara Moreira Cabral!
Chova o céu
Dos seus dons o tesouro
Sobre ti, bela terra natal! 

Terra noiva do Sol, linda terra
A quem lá, do teu céu todo azul,
Beija, ardente, o astro louro na serra,
E abençoa o Cruzeiros do Sul! 

No teu verde planalto escampado,
E nos teus pantanais como o mar,
Vive, solto, aos milhões, o teu gado,
Em mimosas pastagens sem par! 

Salve, terra de amor,
Terra de ouro,
Que sonhara Moreira Cabral!
Chova o céu
Dos seus dons o tesouro
Sobre ti, bela terra natal! 

Hévea fina, erva-mate preciosa,
Palmas mil são teus ricos florões;
E da fauna e da flora o índio goza
A opulência em teus virgens sertões! 

O diamante sorri nas grupiaras
Dos teus rios que jorram, a flux.
A hulha branca das águas tão claras,
Em cascatas de força e de luz! 

Salve, terra de amor,
Terra de ouro,
Que sonhara Moreira Cabral!
Chova o céu 

Dos seus dons o tesouro
Sobre ti, bela terra natal!
Dos teus bravos a glória se expande
De Dourados até Corumbá;
O ouro deu-te renome tão grande,
Porém mais nosso amor te dará! 

Ouve, pois, nossas juras solenes
De fazermos, em paz e união,
Teu progresso imortal como a fênix
Que ainda timbra o teu nobre brasão! 

Salve, terra de amor,
Terra de ouro,
Que sonhara Moreira Cabral!
Chova o céu
Dos seus dons o tesouro
Sobre ti, bela terra natal!

 

 

Criado por meio do Decreto n. 38, de 03 de maio de 1983, pelo então governador Júlio Campos, após uma avaliação realizada entre os anos de 1982 e 1983, por uma comissão formada por Adauto Dias de Alencar, pelos jornalistas Pedro Rocha Jucá e Arquimedes Pereira Lima (que conviveu com Dom Aquino), Marília Beatriz de Figueiredo Leite (filha do desembargador e primeiro escritor Modernista do Estado, Gervásio Leite), e Lidio Modesto.  A missão da equipe de intelectuais e estudiosos da História e Cultura de Mato Grosso era reconhecer oficialmente ou não o Hino de Mato Grosso. O motivo era que o poema de Dom Aquino cita as cidades de Corumbá e Dourados que, com a divisão do estado em 1977, não pertenciam mais a Mato Grosso. Hoje, as duas cidades fazem parte de Mato Grosso do Sul. A comissão decidiu manter a letra original pelo valor histórico que possui. Segundo trecho do Relatório da Comissão,

 

“Mas o heroísmo dessas figuras não diz respeito apenas a Mato Grosso, e sim ao Brasil, nas circunstâncias por que passava a soberania nacional”

 

O Relatório completo está disponível para pesquisa na Superintendência de Arquivo Público de Mato Grosso. Segundo o documento, que revelou vários aspectos da letra do Hino de Mato Grosso, o termo “qual novo colosso”, na primeira estrofe faz uma comparação entre Mato Grosso e o Colosso de Rodes, uma das sete maravilhas do mundo antigo, e que já não existe mais. No trecho “teu progresso imortal como a Fênix”, representa o Estado que, mesmo passando por dificuldades, renascia sempre para o progresso. A alusão está presente também nos brasões de Cuiabá, e de Mato Grosso. Na mitologia grega, o pássaro Fênix é queimado e ressurge das cinzas.

 

 

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Marília Beatriz. Foto: Ahmad Jarrah (acervo pessoal)

 

O Blog da Bárbara Fontes conversou com a advogada, escritora e ex-presidente da Academia Mato-grossense de Letras (AML), Marília Beatriz de Figueiredo Leite, que fez parte da comissão que analisou o Hino de Mato Grosso:

 

 

Blog da Bárbara Fontes: O Hino de MT é importante nos dias de hoje? Por quê?

Marília Beatriz: Toda solenidade deve ter uma celebração e nada melhor do que uma canção para apontar os fatos e os feitos significantes de um território.

 

Blog da Bárbara Fontes: No início da década de 1980, a senhora fez parte da Comissão que analisou o Hino de Mato? Qual era o objetivo? O que a Comissão decidiu?

Marília Beatriz: O objetivo era o estudo e a adequação do Hino ao momento histórico.
Havia ocorrido a divisão do Estado e assim era necessária uma avaliação conjuntural.
A comissão decidiu que devia permanecer como era. Se me lembro, eu fui voz discordante pois entendia que Dourados e Corumbá não pertenciam ao estado nascente.

 

Blog da Bárbara Fontes: Quando a senhora ouve o Hino de Mato Grosso, quais sentimentos lhe chegam?

Marília Beatriz: Quando ouço o hino sinto realmente uma emoção pelo amor que devoto ao estado que adotei e a terra dos meus pais.

 

Blog da Bárbara Fontes: Na sua opinião, o Hino de MT deve ser cantado nas escolas como uma obrigação ou somente em momentos festivos?

Marília Beatriz: Entendo que fazer do canto do Hino uma obrigação escolar é perder o sabor, o prazer da surpresa. O que é obrigatório deixa de ter emotividade e passa a ser mera prisão de nenhuma cidadania. O hino é saudação, celebração e como tal deve ser tocado, escutado em liberdade.

 

 

 

Dom Aquino Corrêa

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Foto: Missão Salesiana de Mato Grosso

Uma das maiores mentes de Mato Grosso, Dom Francisco de Aquino Corrêa foi o primeiro cuiabano a fazer parte da Academia Brasileira de Letras. Nasceu em 2 de abril de 1885. Foi o bispo mais jovem do Brasil e se tornou Arcebispo de Cuiabá. Fundou a Academia Mato-grossense de Letras e o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso. Publicou dezenas de livros como “Odes” e “Terra Natal”. Também foi governador do Estado entre os anos de 1818 à 1922. Faleceu na capital de São Paulo em 22 de março de 1956.

 

 

 

Memória Afetiva

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Bárbara Fontes repassa a cena com os Nambiquaras. Foto: Acervo Pessoal

 

Em 2007, eu recebi uma das maiores missões da minha vida profissional: roteirizar e dirigir um videoclipe do Hino de Mato Grosso para o Sebrae-MT. Por meses, eu me debrucei nos acervos sobre Dom Aquino Corrêa e tudo o que envolve a história do hino. Assim nasceu a obra cinematográfica, exibida em quase todos os países do mundo, “Canção Mato-grossense”. O título do videoclipe é em homenagem a Dom Aquino, e mostra as belezas de naturais, a cultura popular e a vida moderna dos mato-grossenses, porém, se esquecer dos verdeiros donos da terra: os indígenas. A trilha sonora reúne os ritmos musicais presentes no Estado. Para realizar a obra cinematográfica foi necessário reunir uma equipe de 120 pessoas e foram utilizados os equipamentos mais sofisticados na época, como uma Redcam (câmera) vinda dos EUA, novidade em Hollywood e utilizada pelo cineasta Steve Spielberg.

 

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Bárbara Fontes e equipe filmam na Aldeia Nambiquara. Foto: Acervo Pessoal

Foi um importante marco para o Audiovisual mato-grossense que contou com o apoio  financeiro e logístico do Sebrae-MT que acreditou no projeto, e que apostou na contratação de uma cineasta mulher criada em Mato Grosso. É importante que eu cite uma pessoa que foi fundamental na escolha de meu nome para o Sebrae-MT: Magna Domingos – uma das mais importantes produtoras culturais do Brasil. Infelizmente, ela nos deixou no final de 2018. Minha gratidão à querida Magna!

 

 

Acesse o link do videoclipe “Canção Mato-grossense” – Hino de Mato Grosso aqui:

 

 

 

*Esta reportagem tem informações da Assessoria de Comunicação do Governo do Estado de Mato Grosso (Secom-MT).

**Foto de capa: Bandeiras de Mato Grosso e do Brasil. Foto: Lenine Martins/Secom-MT

 

***Matéria publicada no dia em que Mato Grosso completou 271 anos, em 09 de maio de 2019.

Carnaval – música e letra

Conheça ou relembre canções que falam de carnaval.

 

O Blog da Bárbara Fontes montou um playlist onde o carnaval aparece direta ou indiretamente.

 

São canções que retratam fielmente e com toda poética, elementos que compõe a essência do carnaval como o barracão onde o sonho carnavalesco surge; as escolas de samba; os blocos de rua; os foliões e o povo que assiste; o samba e por fim, a quarta-feira de cinzas.

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Foto: acervo Bárbara Fontes

As músicas citadas foram encontradas no meu acervo pessoal composto de discos, cds e dvds, porém, podem ser encontradas em vários sites especializados.

 

Você também pode colaborar com esta playlist. Deixe a sua música (precisa ser antiga e sobre Carnaval) nos comentários. Ela será incluída na lista.

 

Confira abaixo as canções preferidas do Blog (com trechos) e os seus respectivos compositores:

 

1- Abre Alas (1899)

Compositora: Chiquinha Gonzaga

Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar

 

2- Retalhos de Cetim

Compositor: Benito de Paula

Mas chegou o carnaval
E ela não desfilou
Eu chorei, na avenida eu chorei
Não pensei que mentia a cabrocha
Que eu tanto amei

 

3- Portela na avenida (1981)

Compositor: Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte

Portela
Eu nunca vi coisa mais bela
Quando ela pisa a passarela
E vai entrando na avenida
Parece
A maravilha de aquarela que surgiu
O manto azul da padroeira do brasil
Nossa senhora aparecida
Que vai se arrastando
E o povo na rua cantando
É feito uma reza, um ritual
É a procissão do samba abençoando
A festa do divino carnaval

 

4- Porta aberta (1973)

Compositor: Luiz Ayrão

Por isso, a nostalgia tomou conta de mim
Mas um amigo percebeu e disse assim:
“Para que tanta tristeza, rapaz?”
“Acabe com ela, vem comigo conhecer”
“A Portela, Portela”
Fenômeno que não se pode explicar
Portela, Portela
Uma corrente faz a gente sem querer sambar
É ela, é ela
O novo amor a quem eu quero agora me entregar.
O samba fez milagres
Reabriu meu coração para a Portela entrar.

 

5- É hoje

Compositor: Caetano Veloso

A minha alegria atravessou o mar
E ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante
No maior show da terra
Será que eu serei o dono dessa festa
Um rei
No meio de uma gente tão modesta
Eu vim descendo a serra
Cheio de euforia para desfilar
O mundo inteiro espera
Hoje é dia do riso chorar

 

6- Vai passar

Compositor: Chico Buarque

Vai passar
Nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo
Da velha cidade
Essa noite vai
Se arrepiar
Ao lembrar
Que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais

 

7- Eu quero é botar o meu bloco na rua (1973)

Compositor: Sergio Sampaio

Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou

(…)

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender

 

8- We are the world of carnaval

Compositor: Nizan Guanaes

Ah, que bom você chegou
Bem-vindo a Salvador
Coração do Brasil
Vem, você vai conhecer
A cidade de luz e prazer
Correndo atrás do trio
Vai compreender que o baiano é
Um povo a mais de mil
Ele tem Deus no seu coração
E o Diabo no quadril
We are Carnaval
We are, we are folia
We are, we are the world of Carnaval
We are Bahia

 

9- Atrás do trio elétrico (1969)

Compositor: Caetano Veloso

Atrás do trio elétrico
Só não vai quem já morreu
Quem já botou pra quebrar
Aprendeu, que é do outro lado
Do lado de lá do lado
Que é do lado de lá

 

 

10- Hino do Galo da Madrugada

Compositor: Alceu Valença

Ei pessoal, vem moçada
Carnaval começa no Galo da Madrugada (BIS)

A manhã já vem surgindo,
O sol clareia a cidade com seus raios de cristal
E o Galo da madrugada, já está na rua, saudando o Carnaval
Ei pessoal..

 

11- Enredo do meu samba

Compositor: Jorge Aragão

Não entendi o enredo desse samba, amor
Já desfilei na passarela do teu coração
Gastei a subvenção
Do amor que você me entregou

Passei pro segundo grupo, e com razão

 

12- Tristeza pé no chão (1973)

Compositor: Armando Fernandes “Mamão”

Dei um aperto de saudade
No meu tamborim
Molhei o pano da cuíca
Com as minhas lágrimas
Dei meu tempo de espera
Para a marcação e cantei
A minha vida na avenida sem empolgação

 

13- Manhã de Carnaval

Compositores: Luiz Bonfá e Antonio Maria

Manhã, tão bonita manhã
Na vida, uma nova canção
Cantando só teus olhos
Teu riso, tuas mãos
Pois há de haver um dia
Em que virás

 

14- Maria, carnaval e cinzas

Compositor: Roberto Carlos

Nasceu Maria quando a folia
Perdia a noite, ganhava o dia
Foi fantasia seu enxoval
Nasceu Maria no Carnaval
E não lhe chamaram assim
Como tantas Marias de santas
Marias de flor, seria Maria
Maria somente, Maria semente
De samba e de amor
Não era noite não era dia
Só madrugada, só fantasia
Só morro e samba
Viva Maria

 

15- Depois do carnaval

Compositor: Beto Scala/São Beto

Depois do carnaval eu vou tomar juízo,
Há muito que eu preciso me regenerar,
Largar mão da viola, procurar batente,
Preciso urgentemente,
Me estabilizar.

Mais tarde vem você,
Depois do carnaval,
Você vai compreender,
Que é muito natural.

 

16- Folhas Secas (1973)

Compositor: Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito

Quando eu piso em folhas secas
Caídas de uma mangueira
Penso na minha escola
E nos poetas da minha estação primeira
Não sei quantas vezes
Subi o morro cantando
Sempre o sol me queimando
E assim vou me acabando

 

17- Máscara Negra

Compositor: Zé Keti

Tanto riso, oh quanta alegria.  Mais de mil palhaços no salão Arlequim está chorando pelo amor da Colombina                    No meio da multidão.

(Dica da leitora Denise Fonte)

 

 

Cultura

Lei Rouanet é extinta. Conheça a nova Lei de Incentivo à Cultura.

 

O Ministério da Cidadania publicou no Diário Oficial da União (DOU), do dia 24 de abril, por meio do Gabinete do Ministro, a Instrução Normativa (IN) Nº 2, de 23 de abril de 2019, onde estabelece procedimentos para apresentação, recebimento, análise, homologação, execução, acompanhamento, prestação de contas e avaliação de resultados de projetos culturais financiados pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). O Pronac é o maior programa de fomento à Cultura do país e mudanças já eram esperadas a partir janeiro deste ano, quando iniciou o governo Bolsonaro. A Lei Rouanet como conhecemos não existe mais, e a partir da publicação no DOU, a nomenclatura que vale é ‘Lei de Incentivo à Cultura’. Acabar com a Lei Rouanet, assim como o Ministério da Cultura (hoje é a Secretaria Especial de Cultura, vinculado ao Ministério da Cidadania) eram promessas de campanha à presidência do Brasil, do então candidato Jair Bolsonaro.

 

OsmarTerra_FotoDiego Queijo_AssComMinisterioCidadania
Ministro Osmar Terra. Foto: Diego Queijo/Assessoria de Comunicação/Ministério da Cidadania

O anúncio foi feito pelo ministro Osmar Terra, dois dias antes da publicação no Diário Oficial da União: “Queremos que os pequenos e médios artistas, de todas as regiões, sejam beneficiados pela Lei. Mais projetos apoiados significa mais atividades culturais em mais cidades do Brasil. É a cultura chegando mais perto de cada brasileiro, e construindo cidadania”, disse Terra, segundo informações da Assessoria de Imprensa do Ministério da Cidadania.

 

As mudanças na Lei de Incentivo à Cultura dividiram opiniões de artistas e produtores culturais, como apontou uma reportagem da Agência Brasil (24/04): a redução do teto dos projetos contemplados de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão, pode prejudicar os programas culturais que promovem emprego e renda em todo país. Também há preocupação com a redução do valor de R$ 60 milhões para R$ 10 milhões, o valor máximo que uma empresa pode financiar, o que também pode prejudicar grandes eventos culturais, geralmente gratuitos, que acontecem durante o ano todo nas grandes capitais. Essas reduções, segundo consta na Instrução Normativa Nº2, seguem de acordo “para o cumprimento do princípio da não concentração, disposto no § 8º do art. 19 da Lei nº 8.313, de 1991”. Ela também estabelece que o proponente que apresentar o seu primeiro projeto junto ao Pronac até o valor de R$ 200 mil reais, está dispensado da comprovação de atuação na área cultural.

 

Mario Olimpio
Mario Olimpio/Acervo Pessoal

 

A respeito da descentralização de recursos proposta na Instrução Normativa Nº 2: “a mudança é boa para o Centro-Oeste, Norte e Nordeste, mas as mudanças na Instrução Normativa devem vir acompanhadas de ações efetivas para estimular o investimento das empresas nos projetos desses Estados.”, disse o advogado e produtor cultural, Mario Olímpio que atualmente mora em Brasília, para o Blog da Bárbara Fontes.

 

 

Silvana Córdova
Silvana Córdova/Acervo Pessoal

 

Também conversou com o Blog, a produtora cultural de Cuiabá/MT, Silvana Córdova, que contou sobre sua experiência na elaboração de projetos via Lei Rouanet:

 

 

 

 

 

Já são 8 anos que faço projetos para Rouanet principalmente para o Grupo Cena Onze. Inscrever projetos através do sistema salicweb, não tem muitos segredos é fácil, e podemos contar ainda com um Manual disponibilizado pelo site do Ministério da Cidadania. E se bem elaborado, ele também é facilmente aprovado. A problemática está em captar o valor aprovado, eu mesma já perdi as contas de quantos projetos meus já foram aprovados e tão poucos foram realmente captados. A captação para a região Centro-Oeste não é nada fácil e para que se concretize muitas das vezes temos que buscar outros editais para conseguir captar o valor aprovado ou parte dele.

 

Sobre as novas mudanças na Lei de Incentivo à Cultura, Silvana comenta que:

Essa nova mudança da Lei feita pelo governo Bolsonaro, para mim representa uma da mais radicais. Se formos pôr na balança não dá para equilibrar as contas, o valor diminui e a contrapartida social aumenta. Se eles buscam mais democratização da cultura (o que eu acho maravilhoso se isso realmente acontecesse), o Governo deveria investir mais nos projetos. Os projetos anuais de preservação do patrimônio histórico vão ser totalmente prejudicados. Como vão ficar nossos Museus? Grande parte do Museus brasileiros tem projetos aprovados acima do teto estabelecido.

Eu acho sim, que a Rouanet precisava de umas adequações, principalmente para incentivar projetos de “desconhecidos”, pois artistas iniciantes precisam ser incentivados e ter recursos para executar seus projetos. O que acontece é que a grande concentração fica com artistas renomados do eixo Rio e São Paulo. Claramente não há uma preocupação em melhorar o acesso a recursos para os proponentes menores e que estão descentralizados. Pois quando eles alegam que casas financeiras estatais devem deixar de colocar dinheiro em projetos de Rio e São Paulo para concentrar investimentos no Norte e Nordeste, essa democratização não será resolvida sem alargar a base de investidores.

Concordo com grande parte dos produtores culturais que estão se manifestando, alegando que essa é uma forma de transformar a arte e a cultura, que deveriam ser livres e acessíveis a todos, em mais uma mercadoria na mão de empresários.”

 

 

Nova Lei de Incentivo à Cultura

*Áreas culturais que podem receber incentivo e fomento: Artes Cênicas, Audiovisual, Música, Artes Visuais, Patrimônio Cultural Material e Imaterial, Museus e Memória e Humanidades;

 

*Os recursos captados e depositados na Conta Vinculada do projeto tornam-se renúncia fiscal e adquirem natureza pública, não se sujeitando a sigilo fiscal;

 

*Os recursos captados não serão computados na base de cálculo do Imposto sobre a Renda (IR), da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Confins) e do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), desde que tenham sido exclusivamente utilizados na execução de projetos culturais, o que não constituirá despesa ou custo para fins de apuração do IR e da CSLL e não constituirá direito a crédito de PIS e Cofins;

 

*Compete à Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) e à Secretaria do Audiovisual (SAV) planejar, coordenar e supervisionar a operacionalização do mecanismo de incentivo a projetos culturais do Pronac (recebimento de propostas; a tramitação de propostas e projetos; o encaminhamento para parecer técnico e monitoramento das análises; o acompanhamento da execução dos projetos culturais; e a análise de prestações de contas e avaliação de resultados dos projetos.);

 

*As ações culturais e suas documentações correspondentes serão apresentadas, por pessoas físicas ou jurídicas, por intermédio do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), acessível no sítio eletrônico da Secretaria Especial de Cultura. O período para apresentação de propostas culturais é de 1º de fevereiro até 30 de novembro de cada ano;

 

*As propostas culturais deverão ser apresentadas, no mínimo, com 90 (noventa) dias de antecedência da data prevista para o início de sua pré-produção, sendo admitidos prazos inferiores em caráter de excepcionalidade, devidamente justificados pelo proponente e desde que autorizados pelo Ministério da Cidadania;

 

*O proponente que apresentar o seu primeiro projeto junto ao Pronac estará dispensado da comprovação de atuação na área cultural, sendo este limitado ao valor de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais);

 

*As instituições culturais sem fins lucrativos poderão apresentar propostas culturais visando ao custeio de atividades permanentes, na forma de plano anual ou plurianual de atividades. As propostas deverão ser apresentadas até o dia 30 de setembro do ano anterior ao do início do cronograma do plano anual ou plurianual de atividades;

 

*Limites de quantidades e valores homologados para captação por proponente: a) para Empreendedor Individual (EI), com enquadramento Microempreendedor Individual (MEI), e para pessoa física, até 4 (quatro) projetos ativos, totalizando R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Para os demais enquadramentos de Empreendedor Individual (EI), até 8 (oito) projetos ativos, totalizando R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais). Para Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), Sociedades Limitadas (Ltda.) e demais pessoas jurídicas, até 16 (dezesseis) projetos ativos, totalizando R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais);

*O valor homologado para captação por projeto fica limitado em R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), respeitando-se as exceções. OBS: esses valores não valem para:

I – planos anuais e plurianuais de atividades;

II – patrimônio cultural material e imaterial;

III – museus e memória;

IV – conservação, construção e implantação de equipamentos culturais de reconhecido valor cultural pela respectiva área técnica do Ministério da Cidadania; 

V – construção e manutenção de salas de cinema e teatro em municípios com menos de 100.000 (cem mil) habitantes.

 

*É obrigatória a previsão e a contratação de contador com o registro no conselho de classe para a execução de todos os projetos, podendo o proponente utilizar o profissional de sua empresa.

*É obrigatória a previsão de serviços advocatícios para todos os projetos, ainda que posteriormente o item não venha a ser executado.

*A remuneração para captação de recursos fica limitada a 10% (dez por cento) do valor do Custo do Projeto (Anexo I) e ao teto de R$ 100.000,00 (cem mil reais). Os valores destinados à remuneração para captação de recursos somente poderão ser pagos proporcionalmente às parcelas já captadas.

*Os custos de divulgação não poderão ultrapassar 30% (trinta por cento) do Valor do Projeto de até R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) e não poderão ultrapassar 20% (vinte por cento) para os demais projetos.

*É obrigatória a inserção das logomarcas do Programa Nacional de Apoio à Cultura – Pronac, do Vale-Cultura e do Governo Federal, conforme disciplinado no art. 47 do Decreto nº 5.761, de 2006, especificados nos respectivos manuais de uso das marcas da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania.

 

Saiba mais:

Instrução Normativa Nº2, de 23 de abril de 2019 aqui.

Site da Lei de Incentivo à Cultura aqui.

Marcas e manual do Pronac aqui.

Ministério da Cidadania: “Nova Lei de Incentivo à Cultura reduz de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão teto de captação por projeto”, acesse aqui.

Agência Brasil: “Artistas e produtores analisam mudanças na Lei Rouanet”, acesse aqui.