Balbúrdia – O Retorno

Egressos da UFMT celebram a amizade em evento emblemático

 

 

Uma festa para ficar na memória e no coração dos 120 participantes, entre egressos, professores e convidados, que enfrentaram a noite fria de sexta-feira (05.07), no espaço Valdelícias, em Cuiabá (MT), para um raro momento de reencontros, abraços saudosos e muita conversa para colocar em dia, afinal, são 29 anos de história do curso de Comunicação Social (COS) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

 

 

 

O evento promovido pelos egressos de comunicação social da UFMT foi uma excelente ocasião para reencontros, boas conversas e, principalmente, para fortalecer a identidade do curso que foi o pioneiro em Mato Grosso na formação de Jornalistas, Radialistas e Publicitários.” (Sonia Zaramella – profesora aposentada do departamento de Comunicação Social/UFMT)

 

 

Sonia e o marido Zeca

Foto: Professora Sonia Zaramella e o marido José Luiz Zaramella. Sonia é uma das fundadoras do curso de Comunicação Social da UFMT. 

 

 

Ao meu ver, nossa festa foi um evento de importância fundamental em diversos sentidos: reencontro de amigos e colegas que há muito não se viam, encontro de diferentes gerações que se conheciam apenas pelos corredores da UFMT; todavia, o principal foi a sensação de afetividade (no sentido de deixar ser afetado positivamente pela presença do outro) e,  ao mesmo tempo, pertencimento, de estar em um grupo harmonioso – coisa tão rara em nossos dias.” (Glaucos Luis, servidor público da UFMT. Fez parte da primeira turma da COS)

 

 

 

Glaucos entre amigos: Fotos: (1) com as jornalistas Francisca e Ana Cristina. (2) com a radialista e produtora cultural, Keiko Okamura. (3) com o músico Jean Bass, e o radialista/publicitário e vocal da banda Contra-Ataque, Jomar Brittes.

 

 

 

“Balbúrdia – O Retorno” foi um evento que uniu a alegria e o colorido das festas juninas com o melhor do rock in roll, o que gerou uma criativa “festa rockina”. A banda Contra-Ataque tocou clássicos nacionais e internacionais, e a playlist elaborada pelo fotógrafo Tchélo Figueiredo fez uma viagem musical pela década de 1990, período em que os egressos entraram na universidade. O palco aberto permitiu uma galera boa de som, a tocar e cantar, e homenagear uma pessoa que faz parte das boas memórias do egressos dinossauros: Antônio Sodré, o Sodrezinho. Poeta e músico, autor de um dos hinos da UFMT  – “O lado humano não acompanha o tecnológico”.

 

 

A escolha do nome Balbúrdia foi proposital como uma forma de ironizar os ataques sofridos pelas universidade públicas brasileiras, e também criticar a situação de abandono e descaso político. As universidades públicas são as grandes responsáveis pelos avanços significativos em todas as áreas do conhecimento, e beneficiam a sociedade como um todo. Desde a sua criação, o curso de Comunicação Social prepara e forma jornalistas, radialistas, publicitários e cineastas para o mercado de trabalho, e muitos deles são reconhecidos e premiados no Brasil e no exterior. Na festa, o sentimento de gratidão dos egressos por terem estudado na UFMT era nítido!

 

 

65898585_1940803666021574_3078663782185041920_o

 

 

Balbúrdia_Foto_DanielaLepinski

 

 

Balburdia_festaa4

Foto: Banda Contra-Ataque

 

 

A festa foi um sucesso. Fato! O ambiente estava com uma decoração linda, havia muita comida, bebidas e guloseimas. A barraca da pescaria estava animada e cheia de prendas, e os pula-pulas fizeram a alegria da criançada que deixou os seus pais e responsáveis mais tranquilos para se divertirem – como nos bons tempos de universitários. O evento conseguiu atingir os seus objetivos de celebrar a amizade, as boas lembranças e os 29 anos do curso, graças ao trabalho de uma equipe que esteve muito envolvida em todas as etapas para a realização do evento.

“Balbúrdia – O Retorno” tem uma história que merece ser contada aqui:

 

 

  • Tudo nasce com uma ideia 

Foi numa festa de aniversário, em 2018, que as jornalistas Natacha Wogel e Camila Bini jogou na roda de amigos a vontade de fazer um reencontro dos egressos. Todos concordaram, porém, ficou apenas no campo das ideias. O tempo passou e quase um ano depois, a proposta ganha força para a sua concretização durante o café da manhã do “Jornalistas Que Correm” (JQC), iniciativa esportiva patrocinada pelo Grupo Petrópolis. Este evento contou com as participações de Natacha e Camila, além de algumas pessoas que estiveram um dia antes no lançamento do livro “Somos Todos COS”, da jornalista Celly Alves Silva, que fez um emocionante resgate histórico do movimento estudantil do curso de Comunicação Social. O evento da Celly reuniu egressos de várias gerações e o sentimento de saudosismo foi inevitável, assim como a vontade de se reunir novamente. Eram muitos sentimentos bons de reencontro que o universo conspirou a favor!

 

“A festa nasceu de um desejo despretensioso de reunir as turmas, reunir pessoas que convivemos, pelo menos por quatro anos, e foi um período de efervescência cultural, um período de transformação muito grande. A gente, pelo menos eu na minha época, estava sendo introduzida ao mundo tecnológico, um mundo de conexão da internet e tudo era muito novo, interessante e diferente. E de lá para cá, embora o mercado de trabalho seja praticamente o mesmo para a maioria, a gente se encontra no front de trabalho e não tinha um trabalho de reunião dessas pessoas. Uma reunião para saber sobre como estavam a vida delas e com suas famílias. As minhas amizades da faculdade se perduram, porém, eu não encontro no trabalho. Eu encontro outros egressos que não eram os meus amigos de faculdade, mas que sempre estiveram no mercado de trabalho. E por que não reunir essa galera para saber o que virou da vida deles? Não só no campo profissional, mas no pessoal também. E por que não restabelecer amizades? E por que não retomar aquele clima delicioso que era de faculdade? ” (Natacha Wogel, jornalista e idealizadora da festa)

 

Natacha_Camila_Márcia Raquel e Herlon

Foto: Natacha, Camila, Márcia Raquel e Herlon

 

 

O que estava no desejo e no campo da idealização se torna real horas mais tarde com a criação de um grupo de WhatsApp que reuniu quase 200 participantes. A pauta principal era realizar uma festa para os egressos, porém, inevitáveis foram as conversas paralelas que relembraram situações passadas nas salas de aulas, nos laboratórios, nas aulas de campo, nas festas, e principalmente, nos corredores do antigo bloco emprestado para o departamento de Comunicação Social.

 

 

 

Print1.jpeg

 

 

O texto de apresentação tem humor e ironia. O professor Joaquim Welley Martins, o terror de muitas turmas iniciais do curso, se tornou o garoto-propaganda do grupão. Joaquim foi um excelente e exigente professor, porém, a maioria de nós, vindo do Segundo Grau (Ensino Médio) não tinha a maturidade para compreender – ainda – as demandas da vida universitária. O espaço virtual proporcionou o primeiro grande reencontro com egressos que moram em Mato Grosso, em outros estados e no exterior, e alguns conseguiram se programar para virem à Cuiabá.

 

 

Quando recebi a notícia do encontro de egressos da UFMT já comecei a procurar passagem porque penso que a  memória não significa passado, mas gratidão, significa reconhecer o tanto que se trilhou. E foi isso que busquei e encontrei em nossa festa. Mesmo sentindo falta dos meus colegas e amigos de turma, foi prazeroso reencontrar os veteranos e os calouros, conhecer suas famílias, dançar, rir e trocar muitos e muitos abraços. Também me realizei em rever minha orientadora (Profa. Sônia Zaramella) e o que de todos os professores do curso foi meu mestre na vida, o Prof. Segura, que foi meu editor-chefe. Enfim, só tenho agradecimento a comissão organizadora e estou com as melhores expectativas para a balbúrdia dos 30 anos” (Ana Cristina Moreira, jornalista e servidora pública da Rede Federal de Educação Profissional. Fez parte da segunda turma do curso)

 

 

Balburdia_Ana_Eu_AnaMoreira

Foto: Reencontro mágico: Ana Cristina, Eu e Ana Cristina Moreira

 

 

Após várias discussões salutares, a primeira reunião presencial é marcada:

 

 

Fotos no Bar do Dirceu:  (1) Camila, Magda e Doriane. (2) Tchélo Figueiredo e a galera. Assim nasceu a “Comessão” Organizadora!

 

 

  • A Comissão Organizadora

Foi no Bar do Dirceu, ponto de encontro de artistas, escritores e profissionais da Comunicação, que acontece o primeiro encontro dos egressos, e assim nasce a “Comessão” Organizadora, nome batizado pela super criativa Camila Bini. Naquela noite, eu, Bárbara Fontes; Camila; Natacha; Magda Matos; Alessandra Barbosa, Iviush Belotto; Francisca Medeiros; Jomar Brittes; Paola Carlini; Tania Kramm, Doriane Miloch; Tchelo Figueiredo; Joilson e Camacho; não tínhamos ideia de que nossas vidas estariam entrelaçadas e com conversas diárias e reuniões por meio da criação de um grupo de WhatsApp, em 22 de maio.

 

 

Me colocaram no grupo da festa, eu achei a ideia maravilhosa e quando percebi, já estava no grupo da comissão organizadora. Acabei me envolvendo tanto com a festa quanto com a organização porque eu estou num período de resgate, de resgatar das coisas boas da minha vida. Eu já tinha tentado formar um grupo com os formandos da minha turma e não tinha dado certo. Então quando apareceu a Natacha e a Camila, as duas estavam bem animadas para fazer essa festa, eu pensei: agora quem sabe essa festa sai. A iniciativa vale e foi muito legal pra mim porque depois da faculdade, com a rotina de trabalho e casamento e família, a gente vai se perdendo das pessoas. Embora eu encontre alguns profissionalmente, mas a gente se perde da maioria deles. E nesse momento em que a gente deve estar firme e atuante em defesa da Educação pública e de tantas outras coisas, eu acho que a gente estar unido, estar junto é muito importante.” (Iviush Beloto, Jornalista/Chefe de Reportagem da TV Vila Real. Fez parte da turma de 1992)

 

 

 

Fotos: (1) Iviush. (2) Egressos do curso que trabalham com Iviush na TV Vila Real. (3) domingo também era dia de reunião da comissão (na casa da Iviush).

 

Na comissão organizadora o legal mesmo é ver uma ideia se concretizar. Não consegui colocar tanto a mão na massa como queria, mas o núcleo que tocou em frente foi incansável e o bacana que de uma forma muito compartilhada.” (Francisca Medeiros, jornalista, editora-chefe do MT2, na TV Centro América. Fez parte da primeira turma da COS)

 

Balburdia_Natacha e a galera_1reuniao

Foto: Natacha (em 1º Plano), Francisca Medeiros (na primeira cadeira) e a galera da “comessão” organizadora na primeira reunião no Bar do Dirceu (Cuiabá/MT).

 

 

Organizar uma festa, principalmente sem fins lucrativos é um tipo de hobby, eu gosto bastante, mas a festa dos egressos teve um caráter diferente porque eu resgatei uma parte de mim. Eu resgatei um período da minha história em que eu fui muito feliz. Eu tenho memórias fantásticas e relembrar tudo aquilo é também relembrar os amigos que se foram, dos professores que faleceram. Não tenho palavras para expressar a minha gratidão pelo destino ter me ligado novamente aos membros da comissão organizadora.” (Magda Matos, jornalista, servidora do MT Hemocentro e mãe de duas fofuras. Fez parte da turma de 1993/2)

 

 

 

Fotos: (1) Reunião da comissão organizadora no Sesc Arsenal. (2) E mais reunião! Magda Matos com o maridão Otto, que sempre nos ajudou.  (3): Magda, alegria em pessoa!

 

 

A comissão organizadora repassava para o grupão as ideias, possibilidades de datas e locais, e outras questões sobre a produção da festa para o Grupão. Também produziu material para a imprensa, arte gráfica, a ficha de controle de pagamentos, atualizações da lista dos pagantes da cota, a elaboração da playlist do Tchélo, para tocar durante o intervalo da banda entre outras atividades. No final da matéria tem links para acessar a playlist que tocou na festa!!

 

 

“Pensei na diversidade de estilos de músicas conforme as gerações dos alunos da faculdade de comunicação foram existindo, cada geração adotou um estilo, ou uma cultura diferente no seu tempo. O curso de Comunicação Social já foi samba, rock, dance, eletrônico, pop e por aí vai.” (Tchélo Figueiredo, fotógrafo. Fez parte da turma de 2.000/1)

 

 

 

  • Planejar e Planejar

Se fazer uma festa para amigos próximos não é uma coisa fácil, imagina para pessoas que há décadas não se reencontram! Havia muitos desafios para a comissão organizadora ultrapassar, inclusive na questão financeira. A ideia era fazer uma festa bacana e acessível para todos. Com o local e a data definidos, os próximos passos eram levantar orçamentos e buscar parcerias e patrocínios. Camila Bini criou uma vaquinha virtual e uma cota foi definida para pagar o buffet.

 

 

Visita Valdelicias

Foto: Uma parte da comissão visita o restaurante e buffet Valdelícias.

 

Jomar Brittes mandou muito bem nas artes gráficas e sempre solícito com as demandas da comissão. Generoso, abriu mão de seu cachê como vocalista da banda Contra-Ataque. Gratidão, querido amigo!! Segue abaixo algumas artes produzidas por Jomar:

 

 

 

 

Por que o dinossauro? É uma homenagem aos veteranos do curso! Somos todos jurássicos (risos)!

 

 

 

  • A festa ganha “corpo e alma”

Balbúrdia – O Retorno seria uma festa chinfrim sem a participação do talentoso e querido Jorge Katumba. Ele e a sua equipe transformaram o espaço do Valdelícias num ambiente junino sem esquecer a cultura cuiabana, com as chitas coloridas.

 

 

Foto: O querido Jorge Katumba e equipe trabalharam muito!! Gratidão!!

 

 

 

*Fotos: Bárbara Fontes

 

 

A jornalista Magda Matos deu um toque emotivo na decoração ao montar painéis com fotos das mais diversas turmas que passaram pela COS. Em cada foto, uma história boa pode ser contada. Difícil não se emocionar!

 

 

 

 

 

Antes de festar, muito trabalho para deixar tudo bonito, acolhedor e funcional:

 

 

*Fotos: Bárbara Fontes

 

 

 

  • Balbúrdia- O Retorno!

Às 21h, do dia 05 de julho de 2019, iniciou a festa mais aguardada dos últimos meses. As pessoas chegavam de um jeito e no decorrer meio da festa já eram outras, com olhos marejados, sorrisos nos rostos e um festival de abraços apertados e saudosos aconteceu. Um dos momentos mais especiais da festa foi reencontrar alguns professores, nossos mestres que nos ajudaram a encaram os oitos semestres de curso: Aílton Segura, Sonia Zaramella, Claudia Moreira. Muitos egressos, como eu e Camila Bini tivemos a oportunidade de lecionar na UFMT.

 

 

O que eu achei legal da festa foi ter essa dinâmica de unir as pessoas de uma geração mais antiga e de uma geração mais nova, fazer esse contraste de profissionais da Comunicação de hoje em dia também, da realidade que cada um passou, mostrar as épocas nas fotos nos painéis nas paredes. Mostrar quem são as pessoas que muita gente não conhece, às vezes só escuta de nome. O legal da festa foi isso! Gostaria que outras pessoas tivessem vindo, mas não moram mais em Cuiabá, estão em outros lugares como Brasília, como no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiânia também. São todos da minha época da faculdades mas não estão mais presentes. O legal foi isso: mostrar, unir as pessoas, unir a Comunicação Social num todo numa festa descontraída com muita diversidade musical. O curso de Comunicação Social trouxe essa pluralidade de pessoas, de gêneros, de gostos, de pensamentos e isso que eu acho bacana da festa: unir essas pessoas num ponto comum que é a diversão, a descontração e a troca de experiências.” (Tchélo Figueiredo)

 

 

 

Fotos: Bárbara Fontes

 

 

A comissão organizadora abre a festa “Balbúrdia – O Retorno”:

 

Fotos: Rita de Cássia

 

 

 

Foi uma festa linda! Um momento de reencontro, de recordações, de felicidade e de aprendizagem também.  A UFMT foi fundamental na minha formação, não só como jornalista, mas como pessoa, como profissional, como ser humano. Olhar para os professores, depois de tanto tempo, e ter a certeza de que a gente leva um pouquinho de cada um deles, é um sentimento fantástico. Eu vim do Paraná. Tinha algumas coisas para resolver em Cuiabá e procurei casar as agendas. Foi ótimo porque pude rever grandes amigos que se tornaram minha família do coração. É muita gratidão.” (Márcia Raquel, jornalista)

 

Fotos: (1) Julianne Caju, Márcia Raquel e Delvânia; (2) Natacha, Márcia Andreola, Márcia e Maria Góes; (3) Ju, Márcia, Cebola (Diogo Palomares) e Lori.

 

 

A Balbúrdia, o Retorno, foi uma delícia, acho que surpreendeu a todos, reverberou em quem foi e em quem não pode ir. Comunicadores com rotinas por vezes difíceis puderam celebrar, com leveza, a si mesmos, à amizade, aos muitos motivos que têm para se fortalecerem. É bom lembrar a nós mesmos que somos indispensáveis em qualquer momento da vida em uma sociedade. Enfim, a festa foi divertida, contagiante e renovadora. E sinto que vai render frutos duradouros.” (Francisca Medeiros)

 

 

  • Fim de festa. Acabou ou um recomeço?

A festa foi um sucesso! Ninguém do grupão saiu e nem da “comessão organizadora”. Ficou o desejo de “quero mais e mais”. Balbúrdia – O Retorno foi muito mais do que uma festa de reencontros e celebrações, também foi um grito em defesa da Educação pública, da universidade acessível para todos, com melhores condições estruturais e de investimentos em pesquisas e extensões de ensino. Foi uma honra fazer parte da UFMT. Foi uma honra fazer parte da história do curso de Comunicação Social! Depois de 26 anos, relembrar tantas boas histórias ao lado de colegas que pegavam ônibus, enfrentavam filas para comer no Restaurante Universitário (RU) e que passavam horas de estudos na biblioteca central e nos laboratórios. É impossível eu desvencilhar a carreira profissional dos meus tempos na UFMT. Gratidão!

 

 

O que ficou claro para mim é não perder a conexão com o que nos fez chegar até onde nós estamos. A fase da UFMT foi para mim muito mais do que uma aprendizagem científica, eu fiz muitas amizades que levei para a vida. Com o tempo, a correria de todo o dia, a gente acabou se afastando um pouco. O que eu mais aprendi foi a importância desse retorno. A festa teve um valor agregado que foi retomar amizades com pessoas que sempre me foram caras. Eu fiquei muito, muito feliz, muito satisfeita com o resultado da festa, com a energia que eu senti durante todo o evento. Em todas as rodas de conversa em que eu passei, eu via pessoas comemorando o encontro, felizes por resgatarem laços que estavam adormecidos. Eu acho que o nosso papel foi cumprido, o objetivo da comissão organizadora, da proposta da Camila e da Natacha era justamente isso: o reencontro! E foi o reencontro de almas afins. Para mim foi uma experiência única. Eu amei e já estou com saudades! (Magda)

 

 

 

  • Patrocínios e doações: generosidade em alta

A união faz a força, como diz o ditado, e sem esses apoios a festa não teria acontecido: Ícone Press (Paola Carlini) por meio da Plaenge, do Grupo Petrópolis e Pantanal Shopping; Dialog (Camila Bini); Jorge Katumba; Neri Ribas; o vice-prefeito de Cuiabá, Niuan Ribeiro; Mika Alimentos, Sindicato dos Jornalistas (Sindjor-MT), Ostrich (Tania Kramm), Editora Tanta Tinta (Ramon Carlini) e Drograria Ativa (Cristiane Celina). Os membros da comissão organizadora: Alessandra Barbosa, Bárbara Fontes, Camila Bini, Doriane Miloch, Francisca Medeiros, Iviush Beloto, Magda Matos, Jomar Brittes, Natacha Wogel, Paola Carlini e Tchélo Figueiredo também dedicaram tempo, disposição e fizeram doações para custear a decoração, comprar lenhas e outras despesas de última hora.

 

 

* O último encontro!    

Quinta-feira, 11.07, aconteceu a reunião com uma parte da comissão organizadora: prestações de contas e avaliações num jantar organizado pela Iviush. Seria o fim? Não! Apenas um fechamento de ciclo. A festa “Balbúrdia – O Retorno” faz parte de um passado delicioso. Agora é olhar para frente e planejar novos reencontros com a galera. Quem sabe rola em novembro? Vamos aguardar ansiosos! Até breve!

 

 

 

 

 

 

Saiba mais no Blog da Bárbara Fontes:

Somos todos COS, acesse aqui.

Jornalistas Que Correm (JQC), acesse aqui.

 

Playlists elaboradas por Tchélo Figueiredo:

Playlist 1, acesse aqui.

Playlist 2, acesse aqui.

Anúncios

Jornalistas Que Correm

Iniciativa esportiva reúne jornalistas em parque cuiabano

Pautar, apurar, investigar, entrevistar, reportar, escrever, editar e publicar, essas ações técnicas fazem parte da rotina de jornalistas em todo mundo, somado a isso, sempre há um relógio que marca os minutos finais para a entrega da matéria ou reportagem – deadline, no jargão jornalístico. Ser jornalista é uma missão gratificante, porém, muito estressante porque viver todos os dias sob o imediatismo da notícia não é uma tarefa fácil e com o tempo, a mente cansa e o corpo adoece.

 

É comum imaginar que ser jornalista é viver sem rotinas burocráticas, viajar para lugares desconhecidos, escrever muito, fumar um cigarro atrás de outro e curtir a boemia noturna com outros intelectuais e artistas. Essa imagem foi fortalecida pelo cinema hollywoodiano que também disseminou a ideia do jornalista como um curioso que se mete em confusões como os repórteres Louis Lane e Tintin, ou capaz de atos heroicos como Clark Kent, o Superman, que sai às pressas no meio do expediente do jornal Planeta Diário para salvar o mundo. A verdade nua e crua é: jornalista é um ser humano de carne e osso que trabalha muito, ganha menos do que merece e adoece com muito mais facilidade por causa da vida estressante no trabalho e, geralmente sedentária na vida privada.

 

Sensível à essa realidade, surgiu o “Jornalistas que Correm” (JQC), liderado pelo jornalista e escritor Paulo Vieira, 50 anos, que já participou de quatro maratonas e meias-maratonas. Desde 2013, o projeto esportivo incentiva profissionais da Comunicação Social a treinarem e competirem em corridas de rua, como a São Silvestre, a maior do Brasil. A iniciativa deu tão certo e recebeu um apoio importante: a inclusão do projeto Saber Beber, programa de consumo responsável do Grupo Petrópolis. Em todos os eventos do JQC que acontecem pelo país há um treinador que orienta os participantes antes de começarem a correr (alguns caminham) em percursos de curta e média distâncias. Depois da corrida é oferecido um café da manhã e também há cerveja bem geladinha. Ao final do evento, os participantes ganham packs de cerveja Petra.

 

Jornalistas Que Correm em Cuiabá

WhatsApp Image 2019-06-25 at 6.45.02 PM
Jornalistas na terceira edição do Jornalistas Que Correm Cuiabá, no parque Tia Nair. (Assessoria)

 

Acontece neste sábado, 29, a partir das 7h, no parque Tia Nair, a quarta edição cuiabana do JQC. Desde o final de 2018, mais de 100 jornalistas residentes em Mato Grosso participaram do projeto que incentiva a prática da corrida esportiva. O sucesso do evento na capital que recentemente completou 300 anos, se deve à proposta de mostrar ao jornalista que praticar esportes é um ótimo antídoto contra o estresse, e que a vida não é só correr atrás de furos de reportagens.

 

 

 

Dani_Pacheco_Paola
Daniele Danchura, Ronaldo Pacheco e Paola Carlini. (acervo pessoal)

“Eu vi vários amigos da área de Jornalismo, da Comunicação Social morrerem jovens por problemas de saúde porque eram sedentários, não faziam nenhum tipo de exercício, levavam a vida muito boêmia. Desde 2014 eu voltei a praticar esportes. Eu abracei o projeto como uma questão pessoal, de ativismo mesmo, de fazer com que as pessoas entenderem que não é por uma questão de estética. Lógico que praticando atividade física, o seu corpo vai mudar para melhor, mas é principalmente para a saúde. Fazer atividade física é uma questão de saúde. Vivemos numa profissão que ficamos muito sentados, hoje em dia a gente fica muito sentado, tem muito estresse, muita tensão e correr é uma forma de aliviar o estresse. Correr produz a endorfina, o seu cérebro irriga mais o sangue e trabalha melhor. Então é uma maneira de você viver melhor, qualidade de vida.” (Daniele Danchura, 41 anos, jornalista e corredora)

 

 

 

A rotina de trabalho de um jornalista é bem puxada, com horas extras e plantões. No final de semana, quando é possível, a maioria quer dormir até mais tarde, portanto, correr às sete da manhã não faz parte dos planos. Também tem a questão da preguiça ou desinteresse em praticar esportes, mesmo que todos saibam que é importante para a saúde. É aí que entra o projeto Jornalistas Que Correm ao incentivar esses profissionais acordarem mais cedo não apenas para correr, também para reencontrar amigos e colocar a conversa em dia, tomar um café da manhã delicioso, tomar uma cervejinha e ainda ganhar presentes!

 

WhatsApp Image 2019-06-27 at 8.45.31 PM
No café da manhã do JQC, Celly com Laura no colo, o marido Jonison e as colegas jornalistas. (acervo pessoal)

“Eu participei do Jornalistas Que Correm no ano passado, quando estava grávida de sete meses e eu só caminhei e me senti muito bem. Depois que a Laura nasceu teve outras edições eu continuei participando porque preciso me manter ativa, fazer alguma coisa um pouco fora do universo da maternidade e também não me sentir anulada. É importante manter contato com os colegas de profissão, rever colegas e também praticar uma atividade física. O meu corpo mudou muito depois que a Laura nasceu, depois do parto. Eu aproveito esses momentos que surgem para não ficar parada. O JQC é um incentivo porque além da prática do exercício físico, também tem a parte social de rever os colegas. Eu acho isso muito importante. Tem gente que fala que não pode ir porque não dá conta de correr, mas além de mim há outros jornalistas que também só caminham. Cada um vai de acordo com a sua limitação. (Celly, 28 anos, jornalista e escritora)

 

 

Bate-papo com o Blog

O Blog da Bárbara Fontes conversou com o profissional de Educação Física, Fernando Gois, treinador de corrida de rua (FG Assessoria Esportiva), responsável pelos treinamentos do projeto Jornalistas Que Correm em Cuiabá:

 

Blog da Bárbara Fontes: Antes de iniciar a corrida, você faz um treinamento. Por quê?

Fernando Gois: Chamamos de educativos de corrida. São exercícios que visam melhorar a técnica do corredor.

 

 

BBF: No parque Tia Nair qual é o percurso da corrida?

FG: O percurso foi saindo do parque e indo em direção ao Florais Itália e voltando.

 

 

BBF: Jornalistas têm uma vida profissional estressante, como podemos incentivar esses profissionais a participarem do Jornalistas Que Correm?

FG: Com esse tipo de ação onde casa o estímulo de correr com café da manhã e companheirismo demonstra-se ser uma excelente ideia. A dica para iniciar é ir com um amigo, uma turma, procurar uma Assessoria Esportiva para que o estímulo seja maior, melhorando assim o comprometimento e disciplina.

 

JQC2_Assessoria
Fernando, em primeiro plano, com a galera do JQC Cuiabá. (Assessoria)

 

 

BBF: Professor, por que o evento Jornalistas que Correm é importante?

FG: Devido à grande adesão dos participantes, tirando muitos do sedentarismo e despertando o interesse para ser uma pessoa ativa e mais saudável.

 

BBF: Eu sempre ouço: correr libera a endorfina. O que significa isso?

FG: É um importante hormônio responsável pela sensação de bem-estar, reduzindo sintomas depressivos e ansiedade.

 

                                                          &&&&&&&

*Foto de capa: Jornalistas que participaram da 3º edição do Jornalistas Que Correm, em Cuiabá/MT. Crédito: Ícone Press (Assessoria de Imprensa do evento)

Bárbara Pergunta

“Cuiabá está preparada para receber a ferrovia”.

 

Após a visita do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, ao Terminal Ferroviário de Rondonópolis (14.06), o presidente da Pró-Ferrovia Cuiabá, Francisco Vuolo, conversou com o Blog da Bárbara Fontes. A Pró Ferrovia Cuiabá reúne diversas entidades que defendem o fortalecimento do modal ferroviário no país e querem garantir o avanço dos trilhos no Estado de Mato Grosso até Cuiabá. Vuolo é filho caçula do ex-senador Vicente Vuolo, considerado o Pai da Ferrovia em Mato Grosso.

 

Blog da Bárbara Fontes: Francisco Vuolo, o que representou para o Fórum Pró-Ferrovia Cuiabá e também para o senhor, a visita do ministro Tarcísio Freitas?

Francisco Vuolo: Foi muito importante a presença de integrantes do Fórum nessa visita histórica do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, para que todos nós tenhamos noção do quanto é impactante e positivo o terminal ferroviário para uma região, e especificamente nesse caso, para o município de Rondonópolis, que hoje ocupa a segunda posição econômica no estado de Mato Grosso. É uma cidade que fomenta a economia e que cresce com números acima dos outros municípios, e deve-se muito à vinda do terminal ferroviário, um grande eixo de infraestrutura e daí a importância que representa como indutor do desenvolvimento. Além de ser uma grande produtora de grãos da região Sul de Mato Grosso. Para o Fórum foi muito significativa a participação das entidades, além das lideranças comunitárias que puderam ter uma noção da importância do evento, e a vinda do ministro junto com a bancada federal, junto com o governador, junto com representantes da prefeitura de Cuiabá e diversas prefeituras, e da Assembleia Legislativa demonstram claramente os projetos futuros para o Estado, e nesse prisma o avanço da ferrovia. Não há como nós pensarmos no estado de Mato Grosso, no desenho que é feito com ferrovias ligando o escoamento do norte do estado, de Sinop à Miritituba (Pará); ao leste, de Lucas do Rio Verde até a região Goiás, sem pensar na ferrovia avançar até a capital para poder produzir um novo modelo de crescimento de desenvolvimento da região porque a ferrovia não é só para levar a produção, a ferrovia é também para trazer e com isso reduz o preço do frete. Cuiabá está preparada para receber esse eixo porque tem abundância de energia, nós temos a usina de Manso, nós temos a termoelétrica, nós temos o gasoduto, nós temos um porto seco que é uma estação aduaneira para importar e exportar dentro da cidade. Nós temos as principais faculdades e tem um mercado consumidor. É a maior região arrecadadora de impostos do estado de Mato Grosso. Então com a chegada da ferrovia até a capital vai permitir que novas indústrias e novos empreendimentos sejam instalados e agreguem valor na produção primária que nós temos dentro do Estado, gerando emprego, gerando mais divisas e por isso, a importância de nós termos a ferrovia na capital e, obviamente, não só em Cuiabá, depois do terminal ferroviário na capital, a ferrovia vai subir até o Médio-Norte e Norte do estado, na região de Sorriso. Por isso trouxemos esse lema para o evento com o ministro da infraestrutura em Rondonópolis: “Integrar Cuiabá e Mato Grosso” rumo à essa missão da Rumo porque se nós pensamos no Estado uno, se pensamos no Estado onde todas as regiões que devem ser contempladas, no momento quem mais precisa desse eixo é, sem dúvida, a Baixada Cuiabana e daí a importância da ferrovia. Então para nós tem um significado importante, além do aspecto histórico, do aspecto emocional de estar em Rondonópolis e ver a ferrovia que é uma luta de muitos e muitos anos de uma pessoa que foi taxada de louco, de sonhador, e quando se falava de ferrovia todo mundo debochava do nome dele (Francisco se refere ao seu pai, Vicente Vuolo), e hoje a ferrovia (a Ferronorte) já representa isso dentro do estado. Para mim, particularmente, para a nossa família é motivo de muito orgulho e nos anima com mais responsabilidade conduzir o Fórum Pró-Ferrovia, para que isso que foi sonhado e idealizado durante muitos anos e hoje é uma realidade, possa ser um divisor de águas no futuro, principalmente para região da Baixada Cuiabana.

 

ColetivaImprensaRoo_creditoFerreira
Francisco Vuolo com autoridades durante evento no Terminal Ferroviário de Rondonópolis (MT), em 14.06.19. Crédito: Ferreirinha

BBF: Depois do evento em Rondonópolis, como fica o posicionamento político e estratégico do Fórum Pró-Ferrovia Cuiabá?  

FV: O Fórum Pró-Ferrovia fez questão de trazer as lideranças comunitárias justamente para podermos pensar a cidade. Há uma vontade política do governo federal em avançar a ferrovia até a capital, a manifestação da empresa Rumo nesse sentido, assim como dos nossos senadores e deputados. O avanço da ferrovia até Cuiabá é uma questão de tempo e nós não podemos ser pegos de surpresa, nós temos de preparar as pessoas para esse impacto que vai ocorrer, planejar a cidade para que ela cresça de forma ordenada, no sentido que ao absorver esse eixo estruturante, ela possa crescer e fazer com que o cidadão seja o maior beneficiado com a chegada da ferrovia. Para nós é um divisor de águas em relação a isso. Existem alguns passos que ainda serão trabalhados para que isso ocorra, entre eles, a renovação da malha ferroviária paulista. É uma situação que ainda se vive no estado de São Paulo, que se renove o prazo dessa malha para que a empresa Rumo possa investir no avanço da ferrovia em Mato Grosso. É necessário que seja aprovado pelo TCU e nós estamos acompanhando isso de perto. E o mais importante, em termos de capital e de investimentos e recursos, o grupo Cosan/Rumo tem capital suficiente para fazer o que está previsto por ela, que é um investimento de 7 bilhões de reais para estender a ferrovia até o município de Sorriso passando por Cuiabá.

 

Ministro, Autoridades e Fórum Pró-Ferrovia Cuiabá_Bárbara Fontes_Easy-Resize.com
Representantes do Fórum Pró-Ferrovia com autoridades durante a visita do ministro da Infraestrutura. Foto: Bárbara Fontes

 

BBF: No governo Fernando Henrique Cardoso foi inaugurado a Ferronorte, em Alto Taquari/MT (07.08.1999), que contou com a presença do presidente da República, Do governador Dante de Oliveira e autoridades da época. O senhor e o seu pai, Vicente Vuolo, também estiveram presentes. Eu também estava lá e pude presenciar o momento histórico para Mato Grosso. Uma coisa que me marcou muito foi ver o seu pai muito feliz. E aqui estamos, 20 anos depois, no Terminal Ferroviário de Rondonópolis e é impossível falar de ferrovia em Mato Grosso, sem lembrar de seu pai. Qual é o maior legado que ele deixou?

FV: O maior legado, sem dúvida alguma, é acreditar que sonhos são possíveis de serem realizados. Para quem atravessou o rio Paraná, eu com o meu pai, um rio com quase quatro quilômetros de largura. Atravessamos de balsa que demorava quase uma hora para atravessar de um lado para outro. Eu ainda pequeno não entendia a grandiosidade daquilo e meu pai me falava: “meu filho, um dia vai ter uma ponte aqui e vai passar caminhão e vai passar trem levando a produção nossa de Mato Grosso para São Paulo”. Eu olhava para ele, pequenininho do jeito que ele era, e olhava para o tamanho do rio e via aquela grandiosidade do que deveria ser a ponte, e hoje essa ponte é uma realidade. É a ponte rodoferroviária do rio Paraná, que fica entre Aparecida do Taboado, em Mato Grosso do Sul e Rubinéia, em São Paulo. Na parte ferroviária essa ponte tem o nome dele, Vicente Vuolo. Para mim que vi isso acontecer e hoje a ferrovia estando aqui em Mato Grosso. Eu que via os muros pichados com o nome dele sendo debochado, eu que atendia o telefone e na outra linha o chamava de “Louco”, “Cadê a ferrovia, Vuolo?” , e hoje vê a ferrovia aqui como uma realidade. Todos nós e toda a sociedade clamando pela ferrovia, e naquela época, ele completamente sozinho fazendo isso, sem dúvida é um legado que ele deixou é de acreditar que um sonho pode ser realizado. É isso que nos inspira e nos aumenta a condição de poder lutar para que um dia os meus filhos, os nossos netos, as futuras gerações também possam acreditar em seus sonhos que muitas vezes parece ser impossível. Então é sem dúvida, esse é o ponto primordial que levamos como mensagem e deixando para a sociedade.

 

PonteRodoferroviariarioParana_acervoVuolo
ponte rodoferroviária do rio Paraná. Acervo da família Vuolo.

 

 

Saiba mais no Blog da Bárbara Fontes:

Visita do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, no Terminal Ferroviário de Rondonópolis, acesse aqui.

Bárbara Pergunta

Em coletiva de imprensa realizada, em Rondonópolis, (14.06), ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, responde pergunta do Blog da Bárbara Fontes.

Com uma agenda de compromissos em dois municípios de Mato Grosso, Tarcísio Freitas iniciou a manhã no Terminal Ferroviário de Rondonópolis (218 km de Cuiabá), operada pela concessionária Rumo; e visitou um trecho da BR-364. À tarde, o ministro da Infraestrutura viajou para o município de Água Boa, onde participou da audiência pública “Ferrovia de Integração do Centro-Oeste”, e da inauguração da iluminação da Travessia Urbana, na BR 158 (km 564/569). Toda programação do ministro foi acompanhada pelo governador, Mauro Mendes; pelo prefeito de Rondonópolis, Zé do Pátio; pelo CEO da Rumo, Marcos Lutz; e autoridades políticas do Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa.

 

Segundo o ministro, o governo federal vê o estado de Mato Grosso como uma prioridade, “pela pujança e pelo potencial. Muitas coisas estão sendo planejadas. É o Estado que seguramente vai receber maior quantidade de investimentos”, disse na coletiva de imprensa realizada na sede da concessionária. Além da malha ferroviária, estão previstas melhorias de infraestrutura nas principais rodovias que cortam o Estado.

 

 

Vuolo entrega camiseta para ministro_BárbaraFontes_Easy-Resize.com
Francisco Vuolo, presidente da Pró-Ferrovia Cuiabá entrega camiseta da entidade para o ministro Tarcísio Freitas. Foto: Bárbara Fontes

Freitas elogiou a participação ativa da bancada parlamentar em Brasília que busca formas para agilizar questões legais para que a Ferrovia da Integração Centro-Oeste (Fico) e a Ferrogrão se concretizem o mais rápido possível, inclusive tornar viável o traçado até Cuiabá, desejo do Fórum Pró-Ferrovia Cuiabá que esteve presente em Rondonópolis. O ministro também elogiou o governador Mauro Mendes por estar sempre em Brasília defendendo os interesses do Estado, porém, fez uma observação:

 

 

A gente vem para cá e vê o Brasil que dá certo. O Estado precisa fazer a sua obrigação também e proporcionar os meios de fazer com que os produtores possam continuar crescendo e continuar produzindo riquezas.”

 

 

Bárbara Pergunta

Durante a coletiva de imprensa, Tarcísio Freitas respondeu uma pergunta do Blog:

Blog da Bárbara Fontes: Ministro, efetivamente, quais são os trâmites para que chegue a malha ferroviária até Cuiabá e ao Médio-Norte?

Tarcísio Freitas: Talvez fique muito simples. Tem dois caminhos para a ferrovia chegar até Cuiabá, agora isto obviamente depende da vontade do investidor, da percepção do investidor que tem carga lá. O primeiro caminho é demonstrar inviabilidade de ter uma concessão autônoma indo para Cuiabá. E a partir do momento em que se demonstra inviabilidade, atribui esse trecho à própria concessionária que já opera até Rondonópolis, que é a Rumo, faria essa atribuição do trecho, a empresa poderia fazer investimentos, tomar o risco de engenharia e fazer a operação. E o segundo caminho é o caminho que a gente está tentando trabalhar juntamente com o Congresso, e eu agradeço aqui o apoio dos parlamentares da bancada federal, em particular aqui o nosso senador Wellington Fagundes, o senador Jayme Campos, o deputado Zé Medeiros, o deputado Neri Geller, que têm sempre nos ajudado nas demandas do Ministério da Infraestrutura, eles têm uma ligação forte com a infra e se preocupam muito com a logística de Mato Grosso, que é um projeto de lei que cria um regime de autorização do nosso ordenamento jurídico, e aí a coisa fica melhor porque havendo a manifestação de vontade da concessionária, a gente autoriza aquele trecho. Precisa de uma alteração legal que está em curso e está andando bem no Congresso. Hoje está no Senado, na Comissão de Serviços de Infraestrutura. A vantagem da autorização é que a gente começa a aproximar o nosso modelo com o modelo norte-americano. Então, o investidor tem interesse, toma o risco de engenharia, faz a ferrovia e a grande vantagem é perpetuidade, isso traz uma percepção de segurança jurídica muito grande para o investidor porque ele não tem a questão da reversibilidade do bem, ele não tem de devolver no final do período de amortização de capital daquele ativo para o Estado. Ele passa a ser proprietário daquele ativo e passa a ter uma liberdade maior do que diz respeito a regulação de tarifa e também a perpetuidade do bem. E a tarifa, no final das contas, tem de ser regulada pelo próprio mercado. O que o Ministério da Infraestrutura tem de fazer é a oferta. Mais oferta de infraestrutura menor a tarifa e mais o preço do frete vai abaixando.

 

Ministro, Autoridades e Fórum Pró-Ferrovia Cuiabá_Bárbara Fontes_Easy-Resize.com
Foto: Bárbara Fontes

           

Coletiva de Imprensa

A sensação era de estar dentro de uma lata de sardinha, ao ter de ficar de prontidão em uma pequena sala da empresa Rumo, concessionária da ferrovia em Mato Grosso. Eu estava na companhia de dezenas de jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e convidados, onde aguardávamos o início da coletiva de imprensa do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas e autoridades do Estado. A maioria dos profissionais que estavam presentes, incluindo o Blog da Bárbara Fontes, viajou por mais de cinco horas (a convite do Fórum Pró-Ferrovia Cuiabá) e todos queriam fazer o melhor para cumprir a pauta do dia. Eu testemunhei algumas grosseiras de funcionários da Rumo com jornalistas. Faltou melhor atendimento à imprensa por parte da empresa que deveria ter a compreensão do momento importante para Mato Grosso e de que a imprensa faz a parte que lhe cabe ao reportar para a população os fatos.

 

Para mim foi uma experiência um pouco frustrante porque a viagem para Rondonópolis tinha um aspecto especial: há cerca de 20 anos, eu havia participado da inauguração da Ferronorte, em Alto Taquari, numa caravana de jornalistas que também viajaram por muitas horas, porém, fomos muito bem recebidos. O evento histórico para Mato Grosso contou com a participação do então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, de Dante de Oliveira (era o governador e faleceu em julho de 2006, em Cuiabá ), de autoridades, e também de Vicente Vuolo, considerado o Pai de Ferrovia no Estado. Vuolo faleceu em maio de 2001, em Brasília, sem ver concretizado o seu maior sonho: a ferrovia passar por Cuiabá.

 

Ferrovia em Mato Grosso: Entenda

Atualmente em Mato Grosso está em funcionamento a Ferrovia Vicente Vuolo – a Ferronorte, que interliga Alto Taquari, Itiquira e Rondonópolis. Há dois projetos de malhas ferroviárias que passam pelo o Estado: a Ferrovia da Integração Centro-Oeste (Fico) e a Ferrogrão.

 

Segundo o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal, a Fico (EF-354) tem uma extensão de 1.641 km, com inicio em Campinorte (GO) e final em Vilhena (RO). Um dos objetivos para construção da ferrovia é estabelecer alternativas mais econômicas para os fluxos de cargas de longa distância. Em Mato Grosso, a Fico tem um trecho de 383 km de extensão que começa da Ferrovia Norte-Sul, em Campinorte e vai até Água Boa. Com o seu funcionamento, Mato Grosso escoará a produção de soja e milho em direção a São Paulo (porto de Santos), Maranhão (porto de Itaqui) e ao Pará (porto Vila do Conde).

 

Outra é a Ferrogrão (EF-170), com previsão de construção, por meio de capital privado, ainda neste ano. O novo corredor ferroviário de exportação do país contempla os municípios de Sinop e Lucas do Rio Verde (177 km de extensão) – importantes polos do agronegócio -, até o porto de Miritituba, no Pará. Esta ferrovia que tem uma extensão de 933 km, trará uma redução de 30% do custo do escoamento de grãos em Mato Grosso.

 

Ferrograo
Malha da Ferrogrão. Reprodução. PPI/governo federal.

Segundo o PPI, quando a Ferrogrão estiver finalizada terá alta capacidade de transporte e competitividade (hoje, desempenhado pela rodovia BR-163), também aliviará as condições de tráfego nessa rodovia, com o objetivo de diminuir o fluxo de caminhões pesados e os custos com a conservação e a manutenção. A Ferrogrão faz parte do plano de expansão da fronteira agrícola brasileira e à demanda por uma infraestrutura integrada de transportes de carga.

 

 

 

Saiba mais:

Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal, acesse aqui.

Programa de Parcerias de Investimentos, acesse aqui.

Fórum Pró-Ferrovia Cuiabá, acesse aqui.

 

 

*Foto de capa: Christiano Antonucci – SECOM/MT

Encerramento da Expo-Ecos MT 2019

Com meta de negócios atingida, sucesso de público e injeção de ânimo para o setor, a maior feira de negócios do Centro-Oeste encerra otimista e com planos para 2020.

“Foi um sucesso total”, disse João Carlos Sborchia, presidente da Associação Mato-grossense de Atacadistas e Distribuidores (AMAD), para o Blog da Bárbara Fontes. Segundo Sborchia, a programação do do Encontro Centro-Oeste dos Supermercadistas, Atacadistas, Distribuidores, Indústria e Food Service (Expo-Ecos MT 2019) foi voltada para treinamentos, geração de negócios e troca de conhecimentos. A programação contou com 10 palestras e 12 oficinas ministradas por especialistas. “Nós que organizamos estávamos muito preocupados porque é uma responsabilidade muito grande, estamos, de certa forma, aliviados, empolgados, motivados, a fazer outra Expo-Ecos MT no ano que vem. Essa é a função das entidades, das associações Amad, Sincad, Sincovag e da Asmat, como entidades representativas de uma categoria de classe estão promovendo essas feiras e essas realizações de negócios”, conclui o presidente da Amad. (galeria de fotos no final desta matéria)

 

ExpoEcos_MarcioDavid
Foto: Márcio David

A Expo-Ecos MT 2019 contou com a participação de 60 empresas expositoras e atingiu a meta de R$ 35 milhões de negócios realizados. Além do intercâmbio entre profissionais e visitantes, o evento também fomenta o turismo e a cultura de Mato Grosso. Segundo dados da organização, em três dias (04 a 06.06), aproximadamente 12 mil pessoas, de 24 municípios e oito estados do país, visitaram a feira de negócios.

 

 

Abertura

A Expo-Ecos MT 2019 aconteceu entre os dias 04 a 06 de junho, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá-MT. É considerada a maior feira de negócios da região central do país. Na abertura do evento estiveram presentes, o presidente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), João Tarcício Falqueto; o vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Omar Abdul Assaf; os representantes da Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados (Asmad e Amas), além do secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, representando o governador Mauro Mendes; da secretária Extraordinária dos 300 anos de Cuiabá, Celly Almeida, representando o prefeito Emanuel Pinheiro; o deputado estadual Dilmar Dal Bosco; o presidente do Sincad/MT, Sebastião dos Reis Gonçalves, o Tião da Zaeli; o presidente do Sincovaga, Kassio Catena; e o presidente da Fecomércio, José Wenceslau Jr.

 

6c13624f-55ec-4b04-8efa-2960878b077a
Foto: Márcio David

 

Na ocasião, os organizadores do evento homenagearam o empresário Antônio Domingos, sócio fundador da Casa Domingos – empresa atacadista que possui o CNPJ mais antigo de Mato Grosso. A palestra magna “Perspectivas na Economia Brasileira e Impactos no Setor”, com o economista Ricardo Amorim, foi a única com ingresso pago e reuniu mais de mil pessoas.

 

Foto_RobsonPolidoro
Foto: Robson Polidoro

 

 

Encerramento

Na noite do último dia de evento (06.06), o governador Mauro Mendes e o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho conheceram a feira, degustaram alguns produtos e conversaram com expositores e visitantes. “São setores com grande representatividade e abrangência em todas as cidades de Mato Grosso e que têm contribuído muito para nossa economia. Este evento é extremamente importante e todos estão de parabéns”, disse o governador Mauro Mendes para os organizadores do evento e demais presentes.

 

ExpoEcos_Encerramento_MárcioDavid
Foto: Márcio David

Até 2020!

O sucesso da Expo-Ecos foi tamanho, que vai entrar novamente para o calendário de eventos do estado, inclusive já confirmado para 2020. “Lançamos pesquisa com todos os expositores para ver o interesse de ocorrer a feira em 2020, fazer anualmente, e tivemos 98% de aprovação. Praticamente todos demonstraram interesse que a feira retorne no próximo ano e assim vamos fazer”, citou o presidente da Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat), Alessandro Morbeck.

 

Segundo Kassio Catena, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de Mato Grosso (Sincovaga), nesse novo momento da Expo-Ecos, depois de 10 anos, a organização teve todo um cuidado em mudar o foco da feira. “A Expo-Ecos sempre foi vista como uma feira de relacionamento e nós estamos transformando em uma feira de negócios, fazendo o expositor vir e fazer negócio, vender, que é o que paga nossas contas”, ressaltou.

 

De acordo com Sebastião dos Reis Gonçalves, o Tião da Zaeli, presidente Sindicato do Comércio Atacadista Distribuidor de Mato Grosso (Sincad-MT), a feira superou as expectativas. “Nós vimos quem participou, e estão todos contentes com o resultado, por isso em 2020 estaremos aqui novamente”, reiterou. (texto da Assessoria de Imprensa da Expo-Ecos MT 2019)

 

ExpoEcos_gov_MarcioDavid
Foto: Márcio David

Realização e Patrocínios

A Expo-Ecos MT 2019 é uma parceria de quatro entidades: Associação Matogrossense de Atacadistas e Distribuidores (Amad), Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat), Sindicato do Comércio Atacadista Distribuidor de Mato Grosso (Sincad-MT) e Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de Mato Grosso (Sincovaga).

O evento é patrocinado pela SE Distribuidora, DAC Distribuidora, DM Card, Senac Mato Grosso – Fecomércio, GS1 Brasil e Aurora, e conta com o apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

 

d23da216-5402-41e6-a7fb-8a09fa76c1fd
Foto: Cafeína Conteúdos Inteligentes

 

 

Saiba mais no Blog da Bárbara Fontes:

*Bárbara Pergunta: João Carlos Sborchia, acesse aqui.

*Bárbara Pergunta: Dilmar Dal Bosco, acesse aqui.

*Bárbara Pergunta: Mauro Carvalho, acesse aqui.

*Abertura da Expo-Ecos MT 2019, acesse aqui.

*Expo-Ecos MT 2019 (divulgação da abertura), acesse aqui.

*Expo-Ecos MT 2019 (café da manhã para imprensa), acesse aqui.

**Esta matéria também possui informações da Assessoria de Imprensa da Expo-Ecos MT 2019: Cafeína Conteúdos Inteligentes.

***Foto de Capa: Cafeína Conteúdos Inteligentes // Fotos das Galerias: Bárbara Fontes

 

 

O Blog da Bárbara Fontes visitou a Expo-Ecos e preparou uma galeria de fotos (crédito: Bárbara/Bianca Fontes) bem bacanas. Parabéns a todos os envolvidos que tornaram o evento um momento de aprendizagem, fortalecimento da rede de contatos, possibilidades de parceiras e proporcionaram aos empresários e investidores, uma injeção de ânimo, sentimento de esperanças e confiança de tempos melhores para o setor que gera milhões de empregos no país.

 

Galeria 01

 

 

 

 

 

Galeria 02

 

 

 

 

 

Galeria 03

 

 

 

 

 

Galeria 04

 

 

 

 

Galeria 05

 

 

Galeria 06

Bárbara Pergunta

O Blog da Bárbara Fontes conversa com João Carlos Sborchia, presidente da Amad, sobre a Expo-Ecos MT 2019.

 

Faltavam poucas horas para o encerramento da feira de negócios do Encontro Centro-Oeste dos Supermercadistas, Atacadistas, Distribuidores, Indústria e Food Service (Expo-Ecos MT 2019), quando o presidente da Associação Mato-grossense de Atacadistas e Distribuidores (AMAD), João Carlos Sborchia conversou com o Blog da Bárbara Fontes. Momentos antes, ele havia recepcionado o governador Mauro Mendes, o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, e comitiva por toda a feira.

 

Blog da Bárbara Fontes: Presidente, qual é o balanço que o senhor faz destes três dias da Expo-Ecos MT 2019?

João Carlos Sborchia: Nós fizemos uma programação bastante voltada para treinamentos e que foi um sucesso. Vimos aqui todas as oficinas cheias e palestras bastante animadas. Com relação aos expositores, são 80 empresas, 70 estandes e 60 expositores. Fizemos agora uma pesquisa junto a esses expositores e constatamos que mais de 90%, querem voltar no ano que vem. Nós que organizamos o evento estávamos muito preocupados porque é uma responsabilidade muito grande e estamos, de certa forma, aliviados, empolgados, motivados a fazer outra Expo-Ecos MT no ano que vem. Essa é a função das entidades, das associações AMAD, SINCAD, SINCOVAG e da ASMAT como entidades representativas de uma categoria de classe, promovendo essas feiras e essas realizações de negócios. Temos a expectativa de ter atingido mais de 10 mil visitantes e temos a expectativa de ultrapassar a marca de R$ 35 milhões, que nós prevíamos inicialmente. Foi um sucesso total!

BBF: Qual é o maior ensinamento que este evento trouxe para o senhor?

JCS: Como representante de entidade, nós temos uma responsabilidade muito grande perante ao nosso associado e uma feira dessa aqui o que a gente faz? A gente faz um movimento, uma motivação com o intuito de aproximar os varejistas com os atacadistas e a gente aumenta o volume de vendas. Eu estou muito feliz como presidente da AMAD poder proporcionar isso para os nossos atacadistas. Então, eu estou muito feliz como presidente em poder proporcionar essa feira para os nossos associados.

JCS_presAmad_cafemanhajornalistasExpoEcoslançamento
João Carlos Sborchia, fala ao microfone durante o lançamento para a imprensa da Expo-Ecos MT 2019. Foto: Cafeína Conteúdos Inteligentes.

BBF: Em relação à alta carga tributária que atinge o setor, há alguma conversa com o governo estadual?

JCS: A nossa pauta com o governo é com a questão das bebidas quentes (uísque, vinho, vodca, pinga, cachaça etc) onde os impostos de Mato Grosso são muito altos e o setor atacadista não está vendendo mais, e a gente não sabe como estas bebidas estão entrando no Estado.

BBF: O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, disse na abertura da Expo-Ecos MT 2019 que as lideranças do setor devem levar reivindicações para o governo. O que já foi pensado a respeito disso?  

JCS: Nós teremos uma reunião nesta quarta-feira (12/06), no palácio Paiaguás, com o governador Mauro Mendes, e com Mauro Carvalho.

~BBF~

 

Expo-Ecos MT 2019

O Encontro Centro-Oeste dos Supermercadistas, Atacadistas, Distribuidores, Indústria e Food Service (Expo-Ecos MT 2019) aconteceu entre os dias 04 a 06 de junho, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá-MT. É considerada a maior feira de negócios da região central do país. Na abertura do evento estiveram presentes, o presidente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), João Tarcício Falqueto; o vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Omar Abdul Assaf; os representantes da Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados (Asmad e Amas), além do secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, representando o governador Mauro Mendes; da secretária Extraordinária dos 300 anos de Cuiabá, Celly Almeida, representando o prefeito Emanuel Pinheiro; o deputado estadual Dilmar Dal Bosco; o presidente do Sincad/MT, Sebastião dos Reis Gonçalves, o Tião da Zaeli; o presidente do Sincovaga, Kassio Catena; e o presidente da Fecomércio, José Wenceslau Jr.

Na ocasião, os organizadores do evento homenagearam o empresário Antônio Domingos, sócio fundador da Casa Domingos – empresa atacadista que possui o CNPJ mais antigo de Mato Grosso. Na noite do último dia de evento (06/06), o governador Mauro Mendes e o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho conheceram a feira, degustaram alguns alimentos e bebidas, e conversaram com expositores e visitantes.

O evento reuniu mais de 60 expositores que além de trazerem os seus produtos já conhecidos, também lançaram novos e apresentaram tendências do atacado, varejo, distribuição, indústria, food service e mercado consumidor, englobando toda a cadeia de abastecimento, com a geração de 1500 empregos diretos e indiretos. A programação foi extensa e produtiva com palestras, talk show, oficinas, distribuição de brindes, kits promocionais, sorteios e degustações de alimentos, sorvetes e bebidas. A feira de negócios funcionou das 14h às 22h e com entrada gratuita.

 

Realização e Patrocínios

A Expo-Ecos MT 2019 é uma parceria de quatro entidades: Associação Matogrossense de Atacadistas e Distribuidores (Amad), Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat), Sindicato do Comércio Atacadista Distribuidor de Mato Grosso (Sincad-MT) e Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de Mato Grosso (Sincovaga).

 

O evento é patrocinado pela SE Distribuidora, DAC Distribuidora, DM Card, Senac Mato Grosso – Fecomércio, GS1 Brasil e Aurora, e conta com o apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

 

 Saiba mais no Blog da Bárbara Fontes:

*Bárbara Pergunta: Dilmar Dal Bosco, acesse aqui.

*Bárbara Pergunta: Mauro Carvalho, acesse aqui.

*Abertura da Expo-Ecos MT 2019, acesse aqui.

*Expo-Ecos MT 2019 (divulgação da abertura), acesse aqui.

*Expo-Ecos MT 2019 (café da manhã para imprensa), acesse aqui.

**Esta matéria também possui informações da Assessoria de Imprensa da Expo-Ecos MT 2019: Cafeína Conteúdos Inteligentes.

***Fotos da matéria: Cafeína Conteúdos Inteligentes

Somos todos COS

Jornalista Celly Silva promove noite de autógrafos de livro-reportagem sobre a história movimento estudantil do Curso de Comunicação Social da UFMT. Evento será realizado nesta sexta-feira (31), a partir das 19h, na sede do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT).

 

Somos Todos COS, publicado pela EdUFMT, é fruto do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da jornalista Celly Alves Silva, 28 anos, e deveria ser leitura obrigatória para todos as pessoas que passaram pelo curso de Comunicação Social (COS) e suas habilitações, entre os anos de 1991 (entrada da primeira turma) até os dias atuais. Se hoje, o curso da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) é reconhecido pelo MEC, possui um prédio próprio (de arquitetura moderna) com salas de aulas climatizadas, laboratórios, equipamentos, auditório entre outros, é graças a uma geração de alunos que não cansavam de cobrar melhorias, ao ponto de acampar em frente à Reitoria por um longo período. Parece exagero? Por muitos anos, as aulas do COS eram ministradas no antigo prédio da Faculdade de Direito, as salas eram emprestadas e não havia estrutura adequada para os alunos de Jornalismo, Rádio e TV (RTV) e Publicidade Propaganda (PP) realizarem as suas atividades práticas. Os alunos do curso de RTV precisavam se descolar quase todos os dias, sob sol escaldante, até o bloco de Ciências Exatas, ao lado do zoológico. É uma distância relativamente longe, a UFMT é uma das maiores do Brasil – seria algo como ir de uma ponta à outra ponta da universidade. Apesar de todas as dificuldades, o COS foi o início de boa parte dos profissionais que atuam no mercado mato-grossense. Este ano, o Curso de Comunicação Social Completou 26 anos de existência, uma história cheia de sonhos, lutas, suor, lágrimas e muitas conquistas.

 

O Livro-reportagem

Composto por duas partes, o registro histórico e os depoimentos de ex-alunos, o livro-reportagem é “uma homenagem aos ex-alunos que deixaram sua marca na construção de uma educação de qualidade,  por meio de suas atuações no Centro Acadêmico de Comunicação Social (Cacos) e na Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação Social (Enecos), além de lembrar professores e jornalistas do mercado local, que,  ainda nos anos 80, fomentaram a criação da faculdade em Mato Grosso”, explica Celly.

 

Livrocapa_celly_Easy-Resize.com

 

De acordo com a jornalista, o livro-reportagem é  fruto de um projeto experimental, dividido em duas partes: a primeira, contando a cronologia do curso, perpassando as gestões do centro acadêmico desde sua fundação,  em 1991, por comunicadores hoje consagrados, como Aline Cubas, Ademar Adams, Luzimar Collares e Justin Fiori, até meados dos anos 2000, época que encerrou um ciclo de luta em prol da construção  do prédio próprio da faculdade. A segunda parte da obra traz uma série de perfis  escritos a partir de entrevistas com os ex-militantes: Ademar Adams, Jonas da Silva, Lairce Campos, Yuri Kopcak, Janaina Pedrotti , Carol Araújo,  Evandro Birello  e Carlos Augusto dos Santos.

 

Noite de Autógrafos

Por se tratar de um registro importante para a história da Comunicação Social no Estado, e que contou com depoimentos valorosos de antigos alunos do COS, hoje, professores e  profissionais atuantes – inclusive alguns fazem parte do Sindjor-MT, a jornalista Celly Alves Silva promove uma noite de autógrafos na sede do sindicato.

 

Celly_lançamento livro1_assinaturaBlog_Easy-Resize.com
Celly autografa o meu livro.

 

O lançamento do livro-reportagem Somos Todos COS – História do Movimento Estudantil de Comunicação Social da UFMT, ocorreu em maio, no Centro Cultural da UFMT. O Blog da Bárbara Fontes esteve presente no evento e bateu um papo bacana e emocionante com a autora:

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Celly, como surgiu a ideia de conta a história do movimento estudantil da Comunicação Social da UFMT?

Celly Alves Silva: Eu fui do Centro Acadêmico (C.A.) por duas gestões, de 2009 a 2011. Eu militei na ENECOS, a Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social, e fui em vários ENECOMs que são os Encontros de Estudantes de Comunicação, e me apaixonei. Eu sou até hoje apaixonada pela militância estudantil. Eu vejo o quanto é importante para a existência do nosso curso e da manutenção da educação pública. Quando chegou na época do TCC na faculdade, a gente não sabe direito o que vai fazer e eu ficava com essa dúvida, porém, um dia veio um estalo: o que eu mais sei e o que eu mais gosto de fazer é o movimento estudantil e eu quero escrever sobre isso. Daí veio a ideia de fazer um livro-reportagem, que foi o meu TCC em 2013.

 

BBF: Então primeiro surgiu o TCC e como ficou bacana, surgiu a ideia do livro?

CAS: Sim. Foi a própria banca, que teve a professora Mariângela, minha orientadora; o professor Tinho Costa Marques; e o professor Yuji Gushiken. Eles sugeriram para submeter à editora da universidade.

 

BBF: O curso ainda era dividido em Habilitações?

CAS: Sim, era. A minha habilitação é Jornalismo.

 

BBF: Durante a sua pesquisa, quais foram as descobertas que chamaram a sua atenção?

CAS: Eu pesquisei vários documentos encaixotados no Centro Acadêmico, antes de procurar as pessoas para fazer as entrevistas. O que me chamou muita atenção nesses documentos foi encontrar fanzines que os alunos produziam, contando o dia-a-dia do curso, a falta de equipamentos, de professor, as histórias dos encontros estudantis e fotos antigas sobre a paralisação dos estudantes que ficaram acampados no Bloco IL (Instituto de Linguagens) e depois na Reitoria. E isso encheu os meus olhos de lágrimas. Eu já participei de várias ocupações de reitoria, mas não de ficar tanto tempo acampado. Então, isso me chamou muito a atenção porque foi fundamental para a melhoria do curso, o salto que o curso deu quando ganhou um bloco próprio e quando foi reconhecido pelo MEC.

 

BBF: Eu fiz parte da primeira geração do COS, entrei em 1993, e o seu livro-reportagem é um importante registro para todos os que passaram pelo curso, principalmente, para homenagear os alunos que militaram com muita garra. Eu também sei que não é fácil escrever um livro. Valeu a pena tantos anos de trabalho?

CAS:Valeu a pena sim, com certeza! E tem de surgir novos livros porque esse vai até o início dos anos 2.000, e de lá para cá aconteceram muitas coisas.

 

BBF: Como foi a parceria com a Editora da UFMT?

CAS: Se não me engano, eu fiz o protocolo na editora em 2014, submetendo o livro para publicação. Foi um processo bem demorado porque depende de pareceres de professores doutores de outras universidades. Também tem o processo de revisão. Mas valeu à pena!

 

BBF: O livro teve algum custo para você?

CAS: Sim, o custo da impressão. O edital da editora era para lançar o e-book. Eu consegui imprimir o livro com recursos próprios e via uma vaquinha que eu fiz.

BBF: Celly, qual mensagem você pode passar para essa nova geração que estuda no Curso de Comunicação Social da UFMT?

CAS: Eu quero que eles tenham curiosidade de ler o livro e conhecer um pouco da história do curso. É importante saber de tantos outros alunos tiveram de passar para que hoje, para eles terem acesso à educação pública. Por mais que o curso ainda tenha alguns problemas até hoje, é necessário que tenha sempre gente ali cobrando, exigindo, reivindicando pelo menos para manter o que a gente tem, que é a educação pública.

 

 

BBF: Na sua trajetória como militante estudantil, qual foi o seu maior ensinamento?

Celly Alves Silva (muito emocionada): Desculpe pela a minha emoção. O que eu mais aprendi foi que a gente não consegue nada sozinho. A militância é uma coisa de amor ao próximo porque você luta e nem sempre colhe os frutos naquele momento, outras pessoas vão colher depois o que você plantou. A gente aprende tanto a lutar e a não aceitar as coisas de maneira passiva. Alunos e professores precisam continuar a resistir e a lutar para continuar a existir a universidade pública.

 

Blog da Bárbara Fontes: Última pergunta, como foi conciliar a produção do livro-reportagem com a maternidade?

Celly Alves Silva: Quando eu escrevi o livro nem sonhava que seria mãe. Eu fiz na época da faculdade. Eu apresentei o TCC em 2013, só agora é publicado como livro. Antes de lançar o livro, eu fiz revisões, adequações e diagramação junto com a editora da UFMT. Nesse processo de revisão e finalização eu estava grávida. A minha filha Laura é a minha companheira. Nos últimos preparativos do livro, quando eu tinha de estar na editora, ela ficava comigo o tempo todo. Ela é sempre tão quietinha, tranquila. Esse livro me deu mais trabalho! (risos).

 

Celly_familia_acervopessoalfacebook
Foto: acervo pessoal.

 

Celly com o marido Jonison Silva e a pequena Laura.

OBS: Hoje, 30 de maio, Laura completa 4 meses.

 

 

SERVIÇO

Lançamento do livro-reportagem Somos Todos COS, da jornalista Celly Alves Silva

Data: 31 de maio

Horário: a partir das 19h

Local: Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor)

Endereço: Rua Do Carmo, 55, Baú. Cuiabá/MT

Valor do livro: R$ 35,00