Stonewall – 50 anos

Conheça a história da rebelião que marcou o movimento LGBTI nos EUA e no mundo.

 

Era madrugada de 28 de junho de 1969, quando policiais truculentos (à paisana) invadem o bar e boate Stonewall Inn, agridem, ferem e dão voz de prisão aos frequentadores, a maioria homossexuais. Situado no bairro nova-iorquino de Greenwich Village, o Stonewall era um dos raros locais onde gays, lésbicas e travestis podiam se divertir e até dançar (algo proibido para eles!). O que os policiais não esperavam é que, dessa vez, as vítimas não iriam sofrer humilhações ou apanhar caladas! Todos dentro do estabelecimento se rebelaram!

 

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Reprodução. New York Times (1969)

 

Se hoje ainda há muita discriminação nos EUA contra a comunidade LGTBI, imagina no final dos anos 1960! Só o fato de uma pessoa ser amiga de um gay assumido, também sofria perseguição e preconceito. Era comum demitir um homossexual, por mais que fosse competente no trabalho (isso quando não era preso). Também era comum os vizinhos denunciarem à polícia que um gay ou uma lésbica morava no bairro! Havia uma lei que exigia que para ser um homem ou uma mulher teria de usar, no mínimo, três trajes específicos de cada gênero, isto é, um homem não podia vestir trajes de mulher e vice-versa. Ser drag queen ou travesti era uma atividade criminosa!!!

 

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Reprodução. Wikipedia

 

 

O que se passou em Stonewall não pode ser jamais esquecida – não apenas pelo fato de ser o início dos corajosos atos de protestos, rebeliões e motins que exigiam a liberdade e que mostrou ao mundo o grito de alerta do movimento LGBT. Stonewall tem um valor inestimável para os Direitos Humanos: muita coisa mudou para melhor após os protestos de junho 1969. A Parada da Diversidade, que surgiu como uma marcha pacífica em Chicago, em 27 de junho de 1970,  hoje acontece em várias partes do mundo; é a ‘herdeira’ das lutas e reivindicações nascidas durante e pós ataques em Stonewall Inn. Se hoje, a Comunidade LGBTI conseguiu, às duras penas, conquistas significativas, inclusive mudanças de leis em quase todos os países,  tudo começou naquela naquela fatídica e sangrenta madrugada fria de 28 de junho de 1969.

 

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Parada Gay de 1972. Reprodução/Biblioteca Pública de Nova Iorque.

 

 

Para melhor compreender a rebelião de Stonewall, o Blog da Bárbara Fontes sugere livros, discos, documentário, filmes e vídeos. Quanto mais se informar, melhor será a compreensão das lutas LGBTI e o respeito e a admiração surgirá naturalmente ou ficará mais forte. A ignorância ainda é um véu tênue que cobre a mente de muitas pessoas, e romper esse véu já está mais do que na hora.

 

 

 

Vídeos

Canal Ordem do Dado, acesse aqui.

Canal Lorelay Fox, acesse aqui.

 

Filmes:

“Stonewall 2015 onde o orgulho  começou”, acesse aqui.

 

Textos:

Site hipeness: “Como a revolta de Stonewall, em 1969, empoderou o ativismo LGBT para Sempre”, acesse aqui.

Carta Capital: “As lições de Stonewall à Parada do Orgulho LGBT”, acesse aqui.

BBC Brasil: “50 anos de Stonewall: saiba o que foi a revolta que deu origem aodia do orgulho LGBT”, acesse aqui.

History.com: “Stonewall Riots”, acesse aqui.

 

Pesquisa:

XIX Intercom 2017: “Stonewall: imagens que pertencem à ordem das coisas vivas”, acesse aqui.

 

 

Livros:

“Stonewall The Riots That Spark”. Autor David Carter

“Stonewall”. Autor: Martin Duberman

“O Reconhecimento dos Direitos Humanos LGBT – de Stonewall à ONU”.            Autora: Patrícia Gorisch

“Na trilha do Arco-Íris”. Autores:  Regina Facchini e Júlio Assis Simões

 

Discos:

“The Stonewall Celebration Concert” – Renato Russo

 

 

Teatro:

“Stonewall 50 – Uma Celebração Teatral”

Data: 28/06 a 27/07/2019 (sextas e sábados)

Horário: 23h30

Local: Espaço dos Satyros Um

End: Praça Franklin Roosevelt, 214. Consolação. São Paulo/SP

Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)

Classificação: 16 anos

 

Saiba mais no Blog da Bárbara Fontes:

Stonewall 50 anos – Agenda Cuiabá, acesse aqui.

Stonewall 50 anos – Agenda Distrito Federal, acesse aqui.

 

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Stonewall 50 anos – Agenda São Paulo

23º Parada do Orgulho LGBT São Paulo celebra os 50 anos da rebelião de Stonewall, considerado o maior marco pelos direitos LGBTI+ no mundo.

 

Tema da edição de 2019: “50 anos de Stonewall” e o slogan \”Nossas conquistas, nosso orgulho de ser LGBT+\”

Data: 23 de Junho de 2019 (domingo)

Horário:  a partir das 10h (concentração na Av. Paulista)

Saída programada para as 13h30

Local: Av. Paulista/São Paulo

Realização: APOGBLT SP

 

 

Programação Completa

Acesse aqui.

 

 

Saiba mais:

Escolha do tema da 23º Parada LGBT, acesse aqui.

Saiba mais no Blog da Bárbara Fontes:

50 anos de Stonewall – agenda Cuiabá, acesse aqui.

50 anos de Stonewall – agenda Distrito Federal, acesse aqui.

 

 

 

 

Stonewall 50 anos – Agenda Distrito Federal

Confira agenda com programações que celebram os 50 anos do Stonewall:

 

XVI Seminário LGBTI+ do Congresso Nacional – Memória, Verdade e Justiça: 50 Anos da Luta LGBTI+

 

O evento, este ano, rememora os 50 anos do Levante de Stonewall, marco internacional da luta LGBTI+. Naquele mês de junho de 1969, nos Estados Unidos, os dias foram de manifestação, resistência e insurgência contra os abusos, humilhações e violência física que o Estado e seu aparato repressivo – a polícia – dirigia contra as LGBT. Além do seminário, nesta edição, uma Sessão Solene celebra a data, no Plenário Ulysses Guimarães.

 

Data: 25 de junho

Horário: 9h às 19h

Local: auditório Nereu Ramos

Realização: Câmara dos Deputados

 

 

PROGRAMAÇÃO*

09 horas – Cerimônia de Abertura

  • Execução do Hino Nacional
  • Presidentes das Comissões de Cultura; Defesa dos Direitos da Mulher; Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; Direitos Humanos e Minorias; Educação; Legislação Participativa; Seguridade Social e Família; Trabalho, Administração e Serviço Público.
  • Parlamentares Requerentes do Seminário
  • Lideranças LGBTI+

 

10h30: 1ª Rodada – Memória: De onde viemos? Resgate histórico do contexto do Levante de Stonewall, nos Estados Unidos; resistência à ditadura civil-militar; constituição e organização dos coletivos precursores do movimento LGBT no Brasil e em outras partes do mundo.

 

  1. Jane Di Castro – Cantora e artista performática brasileira, começou se apresentando em casas noturnas do bairro de Copacabana/RJ e, em 1966, estreou no Teatro Dulcina. Foi dirigida por Bibi Ferreira no espetáculo Gay Fantasy no qual também atuaram Rogéria, Marlene Casanova e outras e Ney Latorraca. Apresentou-se em diversos palcos do Brasil e do exterior, incluindo uma performance no Lincoln Center. Em 2004 estrelou no Teatro Rival o espetáculo Divinas Divas que manteve-se em cartaz por 10 anos. Depois de 47 anos vivendo com Otávio Bonfim, formalizou a união em 2014, num casamento coletivo que reuniu 160 casais LGBT.
  2. Wellington Andrade – Em 1970 foi secretário da comunidade católica de Homossexuais em Aracajú, em 1980 criou o Dialogay um dos grupos mais atuantes, fundou dois jornais Gays JOURNAL Gay Internacional e o Jornal Lampião da esquina no diretório central de estudantes da UFS Universidade Federal de Sergipe (UFS), em 2004, fundou o Grupo ADAMOR, motivado pelo assassinato bruto de um gay. Atualmente é presidente de honra do ADAMOR CORES DA VIDA e tem contribuído fortemente para ampliar a luta e a defesa dos direitos da comunidade LGBTQI na Bahia e no Brasil.
  3. Heliana Hemetério – historiadora, iniciou sua militância em 1984, atua no Movimento de Mulheres Negras, participou da coordenação do I Seminário de Lésbicas em 1996 no Rio de Janeiro e da coordenação do I e II Seminário de Lésbicas Negras e atual vice presidenta lésbica da Abglt e Articuladora do Candaces, Rede Nacional de Lésbicas Negras.
  4. Yone Lindgren
  5. Amika Tendaji – representante do Black Lives Matter (EUA), reconhecida defensora de direitos humanos, que virá representando o coletivo Black Lives Matter (BLM), dos Estados Unidos. O BLM tem pautado sua atuação na denúncia das agressões e violências sofridas pela população negra norte-americana e na defesa de seus direitos civis. O nome – “Vidas Negras Importam” – reflete a linha de ação do grupo. Além de defensora de direitos humanos, Amika Tendaji é poeta, fotógrafa, LGBTi+ e coordenadora regional do BLM de Chicago.
  6. Cláudio Nascimento (mediador) –  filósofo,  é ativista LGBTI há 30 anos,  Atualmente é coordenador executivo do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI, é diretor de políticas públicas da Aliança Nacional LGBTI e coordenador no Brasil da Rede Gaylatino. É fundador e coordenador da Parada do Orgulho LGBTI-Rio. Em 1994 protagonizou com Adauto Belarmino Alves o primeiro casamento gay público do Brasil. Foi candidato a vereador pelo PT do Rio de Janeiro nas eleições de 1996. Foi idealizador e coordenou, por 9 anos, do Programa Estadual Rio Sem Homofobia (2007 a 2016). Coordenou a articulação e elaboração do Programa Federal Rio Sem Homofobia (2004).  É cidadão honorário dos municípios do Rio de Janeiro (2002), Maceió (2013) e Quatis(2014). Também recebeu pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro a Medalha Tiradentes (2002) e da Câmara Municipal do Rio de Janeiro a Medalha Pedro Ernesto (2015).  É comendador da UERJ com a Medalha José Bonifácio, na categoria Grão Oficial (2013).  É co-autor do Livro “Quando ousamos existir: itinerários foto biográficos do Movimento LGBTI Brasileiro -1978-2018” (2018). Também, atualmente é parte da coordenação do Centro de Memória e Formação Arco-íris de Cidadania LGBTI, projeto de identificação e registro da memória do Movimento LGBTI Brasileiro e Fluminense e do projeto Casa Arco-íris de Cidadania LGBTI, de apoio jurídico e psicossocial no Rio de Janeiro

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14h00: 2ª Rodada – Verdade: Onde estamos? Análise de conjuntura sobre atualidade das questões que envolvem o espectro das orientações sexuais e identidades de gênero no plano da sociedade e das relações com o Estado; mudanças institucionais em curso nos últimos anos e, em especial, com a posse do novo Presidente da República.

  1. Marcelly Malta –- Presidente da ONG Igualdade RS – Associação de Travestis e Transexuais do Estado do Rio Grande do Sul, Vice-presidente da Rede Trans Brasil e militante histórica do movimento de pessoas trans no Brasil.
  2. Danielle Brigida – Mora em Brasília
  3. Beto de Jesus – É Country Program Manager da Aids Healthcare Foundation (AHF Brasil). Educador de formação, consultor em Diversidade Sexual e Gênero para organismos nacionais e internacionais, públicos e privados, com diversas publicações sobre o tema. Membro-fundador da Parada do Orgulho LGBTI+ de São Paulo e Diretor para o Brasil da ILGA (International Lesbian, Gay, Bisexual, Trans and Intersex People Association).
  4. Erika Hilton – é transvestigenere, negra, estudante de Gerontologia na Universidade Federal de São Carlos, no interior paulista e co-Deputada Estadual pela Bancada Ativista. É uma das 3 mulheres trans eleitas em 2018 pelo PSOL. Erika luta pelo direito a vida, dignidade e direitos sociais e humanos para todas as que são marginalizadas e excluídas pelo CIStema.
  5.  Robeyoncé Lima – Nascida e criada na comunidade do Alto Santa Terezinha, Zona Norte do Recife, é bacharela em direito pela UFPE, e atualmente é técnica administrativa pela mesma universidade. Como primeira advogada trans do Estado de Pernambuco, se tornou militante nas pautas LGBT, negra e feminista. Membra da Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da OAB-PE e co-deputada estadual pela MandatA coletiva das JUNTAS. É também dançarina amadora.
  6. Fernanda Costa Lima –  é graduada em Gestão de Marketing, foi  dirigente da União de Negros Pela Igualdade de Pernambuco, militante a 16 anos dos movimentos sociais, integrou a direção do Bloco da Diversidade de Pernambuco de 2008 a 2012, atualmente é Gestora do Centro da Mulher Metropolitana Júlia Santiago pela Secretaria da Mulher do Recife e Vice Presidenta Nacional da UNALGBT.
  7. Helena Vieira (mediadora) – pesquisadora, transfeminista e escritora. Estudou Gestão de Políticas Públicas na Universidade de São Paulo. Foi colunista da Revista Fórum e contribuiu com diversos meios de comunicação, como o Huffpost Brasil, Revista Galileu (especial sobre transexualidades) e Cadernos Globo (Corpo: artigo indefinido), participando das discussões sobre a novela Força do Querer. Recentemente, contribuiu com artigo para os livros “Tem Saída: Ensaios Críticos sobre o Brasil”, ” História do Movimento LGBT” e ” Explosão Feminista”.

 

 

 

17h00: 3ª Rodada – Justiça: Para onde vamos? Perspectivas de avanço na conquista de direitos; extremismos e resistência no Brasil e no mundo; o papel dos novos movimentos sociais, com destaque para a cultura, mulheres, negritudes e juventudes.

  1. Erica Malunguinho – educadora, artista plástica, agitadora cultural e política brasileira. Em 2018, elegeu-se deputada estadual, sendo a primeira mulher transexual da Assembleia Legislativa de São Paulo. Conhecida por ter parido, na região central da cidade de São Paulo, um quilombo urbano de nome Aparelha Luzia, território de circulação de artes, culturas e políticas pretas, visível também como instalação estético-política, zona de afetividade e bioma das inteligências negras.
  2. Gustavo Bernardes – ex Presidente do Conselho Nacional LGBT e coordenador de promoção dos direitos de LGBT da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
  3. Danieli Balbi – Professora da Rede Pública Federal de Ensino – Fiocruz. Doutoranda em Ciência da Literatura pela UFRJ. Assessora Parlamentar da Comissão de Defesa e Promoção dos Direitos das Mulheres da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Diretora da UNALGBT.
  4. Rivânia Rodrigues –  Mulher Lésbica, Negra, Feminista e formada em Gestão pública, integra a rede CANDACES. Coordenou o Semanário nacional de Lésbicas e da construção do primeiro seminário de lésbicas negras. Foi a primeira mulher no Estado a assumir um organismo da Política LGBT EM 2009 no município de Recife na GLOS em 2012. Esteve à frente como gestora da realização da 1ª e 2ª Conferência LGBT Do Recife. Integra a Coordenação do Fórum LGBT de PE e Conselheira Estadual de saúde.
  5. Rafa Carmo Ramos – Artista Visual. Atualmente é coordenador da Rede Paraense de Pessoas Trans, Conselheiro Estadual da Diversidade Sexual do Pará pelo segmento de Transexuais e Coordenador de Raça e Etnia da Rede Trans Brasil.
  6. Dione do Carmo Araújo Freitas – terapeuta Ocupacional formada pela FMRP-USP, pós graduada em Reabilitação e Atenção a Saúde Hospitalar de Adultos e Idosos pela Residência multiprofissional da FMUSP, recentemente conclui meu mestrado em Desenvolvimento Territorial Sustentável pela UFPR estudando as políticas públicas para pessoas trans, principalmente as que permitem o livre desempenho da identidade de gênero, como por exemplo, o nome social e a retificação de nome civil. Atuo como voluntária no grupo dignidade de Curitiba, colaborada do transgrupo Marcela Prado, além de coordenadora da área de intersexuais da aliança nacional LGBTI e de diretora da Abrai (associação Brasileira de Intersexos).
  7. Fábio Felix (mediador) – assistente social, professor e político brasileiro. Em 2018, elegeu-se deputado distrital para a Câmara Legislativa do Distrito Federal, sendo o um dos poucos eleitos assumidamente gays. Mora em Brasília.
  8. Apresentação artísitica: Ikarokadoshi –  Jornalista, apresentador de TV no programa “Drag me as a Queen” no Canal E! Premiado como o melhor reality show de 2018, no Rio 2C. Foi eleito em 2010 pela G Magazine como um dos cinco melhores artistas. Fez shows ao redor do mundo, como na Cidade do México (2005), no Transatlântico Italiano MSC Armonia em (2007e2008), em Roma (2008), em Guayaquil no Equador (2013), em Bávaro na República Dominicana (2011). Foi eleito a melhor performance de São Paulo no ano de 2014 pelo Prêmio Papo Mix. Foi homenageado pelo artista plástico Rafael Suriani com grafites da Imagens do Ikaro pelo centro da cidade de São Paulo, na Tag Gallery e em Paris. Fez parte do musical “Chicago”, no qual interpretou Velma Kelly e do clássico “Rocky Horror Picture Show”, no qual interpretou o Dr. Frank n’ Furter.  Foi eleito pela Billboard como uma das 34 drags mais conhecidas no mundo. Foi leito pela Revista Americana Out uma das 60 melhores drag queens do Mundo.

 

 

19horas: Abertura da Exposição na CAL/UnB

(*) A programação é de responsabilidade dos organizadores do evento e poderá sofrer alteração sem prévio aviso. Informações: (61) 3215-9978

Requerente: PSOL/PSOL/LID/POLIT

 

*foto de capa: reproduçao. Manual LGTBI.

 

 

Stonewall 50 anos – Agenda Mato Grosso

A comunidade LGBTI mato-grossense também tem programação para celebrar os 50 anos de Stonewall – nome de um famoso bar, situado em Nova Iorque, que foi invadido por policiais que atacaram covardemente os frequentadores, na madrugada de 28 de junho de 1969. No dia seguinte, ocorreram uma série de protestos e rebeliões. O evento é considerado o marco histórico do ativismo do movimento gay e a luta pelos direitos LGBTI em todo mundo.

Um século se passou e a luta continua por igualdade de direitos. A comunidade LGBTI já venceu muitas batalhas como a liberação do casamento e a extinção da pena de morte em países conservadores. Há poucos dias no Brasil, o STF criminalizou a homofobia, como ainda não há uma lei específica, ficou enquadrada como crime de racismo. O país que também foi pioneiro na América Latina em permitir o casamento entre iguais, é recordista de assassinatos contra gays, lésbicas, travestis e transexuais. É uma luta diária pela vida, pelo direito de ser quem quiser e ser respeitado por isso. Por incrível que pareça, há pessoas tão infelizes com a sua identidade sexual que só lhes restam perturbar e perseguir as pessoas que, corajosamente, decidiram não viver “armário”. A hipocrisia reina no Brasil e no mundo, infelizmente.

Confira agenda que celebra os 50 anos de Stonewall em Cuiabá:

1ª Audiência Pública “50 anos de luta pelos Direitos Humanos LGBTI+, celebrando Stonewall”

Data: 27 de junho 2019

Horário: 14:00 horas

Local: auditório Milton Figueiredo – Assembleia Legislativa de Mato Grosso – Cuiabá/MT

“I Encontro de Promoção da Saúde da População LGBTI: 50 anos de luta por visibilidade”

Professores, profissionais da saúde e ativistas da causa LGBTI estarão debatendo com os participantes temas pertinentes a implementação da Política Nacional de Saúde Integral LGBT em Mato Grosso.

Público-alvo: profissionais e acadêmicos da saúde e ativistas LGBTI

Data: 28 de junho

Horário: 8h

Local: auditório da Escola de Saúde Pública de MT

Realização: Coordenadoria de Promoção e Humanização da Saúde da SES/MT e o Núcleo de Antropologia e Saberes Plurais da UFMT

As inscrições, acesse aqui.

As vagas são limitadas!

PROGRAMAÇÃO

08h – Acolhimento dos participantes
08h30 – Abertura do evento
09h – 12h30 – Narrativas e experiências na atenção primária de sujeitos LGBTIs
14h às 18h – A população LGBTI: das produções de subjetividade às políticas públicas

*foto de capa: vigília em Stonewall. Crédito: Gettyimages