Concurso Literário

Segue até o dia 03 de maio, as inscrições para a quarta edição paulistana do ‘Pode Pá que é nóis que tá’.

 

 

O concurso literário é voltado para adolescentes entre 12 a 17 anos, estudantes de escola pública  e que gostam de escrever poemas, histórias, músicas. Os contemplados terão os seus textos publicados. Também há premiações para os professores que inscreverem os seus alunos.No total são R$ 7.000,00 (sete mil reais) em prêmios.

 

As inscrições são gratuitas e estão abertas desde o dia 18 de fevereiro e foram prorrogadas até o dia 03 de maio.

 

O projeto ‘Concurso Literário Pode pá que é nóis que tá’ foi contemplado pela 2º edição do programa de fomento à Cultura da Prefeitura da Cidade de São Paulo.

 

Realização:
Mesquiteiros
Biqueira Literária
Edições Um Por Todos

 

Patrocínio
Fomento Cultura Periferia
Prefeitura de São Paulo

 

Inscrições e Informações:

concursopodepa@gmail.com

WhatsApp (11) 96184-0179

 

Saiba mais:

Regulamento aqui.

 

 

 

 

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Prêmio de Literatura

As inscrições para o 4º Prêmio Rio de Literatura estão abertas até o dia 26 de abril. Há premiações para escritores brasileiros em duas modalidades: nacional e fluminense.

É sempre um prazer escrever uma matéria no Blog da Bárbara Fontes que envolve concursos e prêmios – em especial quando se trata de Literatura! É urgente a necessidade de formar novos leitores e manter a chama acesa dos antigos. Um país onde se lê pouco está condenado a ser medíocre, divulgador de fake news porque tem preguiça de checar a informação, analfabeto funcional que não sabe se expressar na sua língua materna, e endeusa causas injustas.

A Fundação Cesgranrio promove a quarta edição do Prêmio Rio Literatura que visa divulgar e premiar autores brasileiros. O Blog transcreve algumas informações que constam no edital, porém, os candidatos precisam acessá-lo integralmente e o link está disponível no final desta matéria (assim como o link da ficha de inscrição).

 

MODALIDADES

Obras Publicadas: nas categorias de Prosa de Ficção (romance, crônica e conto);  Ensaio (não ficção críticas e reflexivas) e Poesia em língua portuguesa. Os candidatos devem ser brasileiros natos ou naturalizados.

Novo Autor Fluminense: precisa ser OBRA INÉDITA DE FICÇÃO, em língua portuguesa e ainda não inserida no mercado editorial! Ser residente ou nascido no Estado do Rio de Janeiro. As categorias são: romance, conto, crônica e poesia.

 

 

Prêmios

Segundo o edital:

NOVO AUTOR FLUMINENSE: receberá prêmio em dinheiro, no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), e a publicação de 1.000 (mil) exemplares por editora indicada pela organizadora do Prêmio, cabendo a essa editora a comercialização da obra.

 

OBRAS PUBLICADAS: receberão prêmio em dinheiro, no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), cada uma, sendo:

R$ 100.000,00 – Melhor Livro na categoria ENSAIO

R$ 100.000,00 – Melhor Livro na categoria PROSA DE FICÇÃO

R$ 100.000,00 – Melhor Livro na categoria POESIA

 

 

E quem não ganhou?

Segundo o edital, o(a)s 40 (quarenta) autores(as) classificados para a 2ª fase de seleção poderão ser convidados a participar de eventos culturais promovidos pela Fundação  Cesgranrio. O 4º Prêmio Rio de Literatura é uma ótima oportunidade para escritores brasileiros mostrarem as suas obras à nação brasileira, independente de vencer ou não.

 

 

Saiba mais:

4º Prêmio Rio de Literatura da Fundação Cesgranrio:

Edital aqui.

Inscrições aqui.

 

 

Central de Atendimento

0800-701-2028

Horário de funcionamento: 
De 2ª a 6ª feira de 08:30 às 17:30 (exceto feriados)

Fax: (21) 2502-1000

Cuiabá faz 300 anos!

‘CUIABANIA’

Olha só,
Que reunião mais bacana
Neste casarão secular.
No oratório, tem São Benedito
Nas paredes, retratos antigos!

Quem está nesta festa?
Cuiabanos de ‘tchapa e cruz’
Mas ‘pau-rodados’ também vieram
Encantados com o muxirum!
Que povo mais festeiro
Liu Arruda ‘futxica’ com Ivan Belém,
‘Cumadre’ Pitu, Zé Bolo-Flor e mais Maria Taquara.
Totó Bodega joga charme para Almerinda e Penélope.
Nico e Lau só de olho nos quitutes,
Zé Peteté tudo vê e ‘tchora’ de tanto rir!

Júlio Müller papeia com Dante de Oliveira,
E Dom Aquino com Gervásio Leite e Marília Beatriz
Na Biblioteca estão os imortais da Academia de Letras,
Mahon olha tudo ‘maravilhado’ e já prepara outro livro fantástico!
Que sarau mais democrático
Carlinhos Ferreira relembra os antigos carnavais,
Chico Amorim canta com o poeta Sodrezinho:
‘O lado humano não acompanha o tecnológico’.
Joaquim Murtinho olha pela janela espantado,
O passado não compreende o presente!

Névio Lotufo filma tudo e diz para todos:
‘Festa como esta nunca vi igual,
Tenho de registrar para posteridade.
E depois vou bailar até cansar!’

Que quintal mais bonito,
Aline Figueiredo fala comigo:
‘Bárbara, tem ‘aufa’ de artistas plásticos,
Gente boa reunida,
Tudo pintado de tinta,
Viva Gervane! Viva Adir!’

‘Bela e solícita a anfitriã, dona Maria Müller!’
É o que dizem Marechal Rondon e Ramis Bucair.
Um brinde lhe é feito por Rubens de Mendonça,
E o poema, como sempre, é de Silva Freire!

Entre serestas, poemas e francisquitos,
Quem escreve miudinho num pedaço de papel de pão?
É Manoel de Barros, cuiabano de ‘tchapa’, pantaneiro de coração.
Dicke só quer saber do “toc toc” da máquina de escrever.
Chau está animado no meio do povo,
Será que ele vai querer fotografar a Cuiabá de hoje?

Toda cuiabania reunida
No belo casarão dos Müller
Não dá pra citar todos, mas todos estão aqui.
E os políticos corruptos
Estão bem longe daqui!

Olha só
Adivinha quem não perde um festejo?
É Jejé! É Jejé!, gritam todos os presentes.
Mas se alguém se espantar porque um filho de Rosário Oeste
Todo de bata e turbante faz no meio da ‘cuiabanada’,
Eu lhe digo, mesmo que prolongue este poema:
Liga não, Jejé já ‘cuiabanou’ como todos que estão neste casarão
E Cuiabá é Jejé
Então está tudo Digoreste!

(Bárbara Fontes in Projeto de Poetisa, 2014/2019)

Lançamento de livro

Nilton Pinto estreia como escritor com a obra ‘Salvando Dino’

 

Acontece na noite de hoje, 02 de abril, às 19h, no Salão dos Tachos, no Teatro Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o lançamento do livro ‘Salvando Dino’, de Nilton Pinto.

 

O livro é a realização de um antigo sonho do escritor que estreia a sua primeira obra com a chancela da EdUFMT, após realizar uma ação entre amigos para arrecadar recursos para a sua publicação. Em tempos de crise no mercado editorial, não basta apenas talento para escrever um livro, precisa também correr atrás de dinheiro, parcerias e ter muito apoio dos familiares, amigos e de todos que amam livros.

 

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Segundo a Assessoria, ‘Salvando Dino’ traz questões de relevância para o mundo infantil, como a responsabilidade com o presente e o futuro, estimula o amor de todos pela natureza, destaca a importância do Rio Cuiabá na vida da cidade, identifica a luta existente entre o bem e o mal, faz renascer novas esperanças,  e mostra a beleza do encontro de todos com o Pantanal Mato-Grossense com um “bom dia para a fauna”.

 

Segundo o autor ‘Salvando Dino’ desencadeia uma narrativa preocupada com a fauna e a poluição das nascentes do Rio Cuiabá e do Pantanal Mato-Grossense. A ação é conduzida por diversos personagens da fauna pantaneira. A narrativa começa no Pantanal, se desenvolve no rio Cuiabá e retorna ao Pantanal, encerrando a trama com recados da educação ambiental para crianças e principalmente adultos.

 

Nilton Pinto destaca que a questão levantada pela história é

a preocupação das pessoas com a poluição do meio ambiente e a antecipação de atitudes das crianças e adultos com a finalidade de salvaguardar a natureza.

 

Ilustrações

 

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O livro ‘Salvando Dino’ conta com ilustrações do querido artista plástico Benedito Nunes. Escolha acertada! O livro que chega em plena festividade dos 300 anos de Cuiabá, capital de Mato Grosso, ganha, esteticamente, traços caracteristicos da região e insere o leitor ao mundo mágico da narrativa.

 

Apoio da UFMT

O livro ‘Salvando Dino’ foi aprovado pela editora da UFMT, e contou com o apoio incondicional do imortal da Academia Nato-grossense de Letras, o escritor e professor  Dr. Fernando Tadeu de Miranda Borges, que não mediu esforços para que o livro fosse lançado na semana das comemorações do aniversário da cidade de Cuiabá.

 

Segundo Fernando Tadeu,

o livro vem num momento importante da nossa história ambiental, traz inquietações que não podem ser adiadas, reforça o amor que devemos cultivar pelo rio Cuiabá, maior fonte de vida da cidade, prepara os administradores do amanhã, além dos muitos recados para os adultos do presente”.

Memória afetiva

Há alguns anos atrás, eu tive a honra de ler o manuscrito do livro ‘Salvando o Dino’. Acompanhei pelas redes sociais a luta de Nilton e da sua esposa, a querida artista plástica, Rosylente Pinto, para conseguir recursos, por meio de venda de rifa para publicar o livro. É realmente uma importante vitória e incentivo para a Literatura mato-grossense.

 

Sobre o Autor

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Nilton Pinto é graduado em Letras e Ciências Contábeis, Pós-Graduado em Gestão Ambiental, Viabilidade Econômica e em Projetos Ambientais e Indústrias, Gestão Pública, Auditoria e Controladoria em Serviços Públicos todos pela UFMT. Servidor público da UFMT. Foi Professor do Ensino Básico no Município de Cuiabá, em 2005, tendo sempre manifestado interesse pela Literatura Infantil, pelo meio ambiente e pela educação ambiental. A preocupação com a poluição do Rio Cuiabá e do Pantanal de Mato-Grossense o obrigou a escrever o livro ‘Salvando Dino.

 

Sobre o Ilustrador

 

Benedito Nunes

Benedito Nunes é pintor e deseenhista. Começou a pintar em 1978, frequentando o Ateliê da Fundação Cultural de Cuiabá – MT. Foi orientador do mesmo ateliê entre 1984 e 1987. Expôs individualmente na Casa da Cultura (1983); no Happening Escritório de Arte (1990); Pádua Galeria, onde apresentou uma breve retrospectiva de sua carreira (1995), na Galeria Dalva de Barros (1998), em mostra intitulada “Paisagem do Centro Oeste” com a exposição “Orifício” (2014). Galeria Sesc Arsenal, todas em Cuiabá – MT.

 

Serviço

Lançamento do livro Salvando Dino

Data: 02 de abril de 2019

Horário: 19h

Local: Salão dos Tachos no Teatro Universitário UFMT

Endereço: Campos da UFMT – Cuiabá – MT

Entrada Gratuita

*Esta matéria foi elaborada com informações da Assessoria.

Victor Angels

Conversas com o Escritor

Victor Angels – O alquimista das palavras

Matéria publicada em 22 de abril de 2018.

Um rapaz, cujo nascimento é cercado de mistério – além de ter sido sequestrado quando criança em Paris e levado para a Índia – parte para uma grande aventura em busca de sua verdadeira identidade. Depois de alguns imprevistos, ele vai parar numa ilha estranha, cheia de regras, e se apaixona por uma adorável princesa comprometida com um general cruel. O rapaz é a chave para que um vilão imortal possa ter poderes inimagináveis.

 

 

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Divulgação

Este é um pequeno trecho de “O Alquimista Imortal e o Perfume da Princesa”, um livro de ficção que reúne fantasia, drama, comédia, romance e batalhas entre o bem e o mal. Escrito por Victor Angels, o livro foi editado por uma editora de Portugal depois de ter sido rejeitado por várias editoras brasileiras. A editora portuguesa enxergou no livro um potencial para best seller como as sagas Harry Potter e O Senhor dos Anéis, e Angels escreveu uma trama infinitamente melhor do que as sagas Crepúsculo e Diários de um Vampiro.

Victor Hugo Machado dos Anjos, Victor Angels, tem curiosamente no nome e sobrenome, referências da literatura mundial como o francês Victor Hugo, da inesquecível obra ”Os Miseráveis”, o carioca Machado de Assis, autor do até hoje comentado “Dom Casmurro”, e o poeta paraibano Augusto dos Anjos, considerado um os expoentes do parnasianismo (também considerado um autor pré-moderno).

 

 

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Divulgação

 

Talento não lhe falta e a sua facilidade em desenvolver tramas ajudou a escrever em três dias o livro infantil “Mundo dos Sonhos, O Ferreiro e a Cartola”, editado pela Carlini & Caniato, que lhe rendeu um prêmio na categoria infanto-juvenil, no 2º Prêmio Mato Grosso de Literatura, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso (SEC-MT).

 

 

 

 

 

Victor Angels
Crédito: Bárbara Fontes

O Blog da Bárbara Fontes bateu um papo bem bacana com o escritor cuiabano Victor Angels, no intervalo entre palestras numa escola particular de Várzea Grande (ele ministra palestras em escolas públicas também!):

 

 

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Por que realizar palestras nas escolas?

Victor Angels: As palestras são para estimular os adolescentes a criarem gosto pela literatura.

 

BBF: Victor, eu acredito que durante as suas palestras você desperte em muitos alunos o desejo de ser escritor. Qual é a dica que você dá para quem quer ser um escritor?

V.A.: A dica é ESCREVER. É simples. Escreva porque numa hora terá alguma coisa para publicar e correr atrás. O que eu tenho de dizer é: escreva, escreva e escreva até você se sentir satisfeito!

 

BBF: Como surgiu a ideia do livro?

V.A.: Saiu dos sonhos há cerca de 10 anos e já comecei a escrever. Eram sonhos que eu tinha com essas pessoas (os personagens do livro), transformei num esboço de 30 páginas que acabou se transformando numa história. Eu leio sobre alquimia desde os 10 anos de idade.

 

BBF: Por que você apresentou a sua história para uma editora de Portugal e não do Brasil?

V.A.: Porque aqui ninguém quis.

 

BBF: Você está falando sério?

V.A.: Eles querem a popularidade. Um exemplo disso são os livros de youtubers, que já possui um público que vai render dinheiro (para as editoras). Um desconhecido, por mais que tenha qualidade literária, eles não pegam.

 

BBF: Mas veja bem, nós temos o Senhor dos Anéis, o Harry Potter, a saga Crepúsculo, a gente tem vários exemplos de livros de sucesso, e o seu livro tem um enredo que segue essa mesma linha da ficção e fantasia.

V.A.: Eles trouxeram pra cá (editoras brasileiras) porque, realmente, já faziam sucesso e tinham um público aqui que queria ler os livros, e já teriam um retorno financeiro.

 

BBF: Você foi para Portugal apresentar o livro na editora?

V.A.: Não. Foi tudo por e-mail. Conversei por e-mail com o editor, e ele me apresentou uma proposta e disse: “Se você quiser, a gente publica por aqui” E trabalho com esse livro no Brasil e Portugal.

 

BBF: Do envio do manuscrito para editora até o livro ficar pronto, quanto tempo levou?

V.A.: Levou um ano.

 

BBF: Como foi receber em casa, o exemplar do seu livro, editado em Portugal?

V.A.: É uma emoção e você fala: “É meu!”. Eu fiquei sentado o tempo todo, olhando para a capa do livro.

 

BBF: O livro “O Alquimista Imortal e o Perfume da Princesa” faz parte de uma série. Como é essa série?

V.A.:  A série se chama “Alquimistas Espirituais” com cinco livros, e “O Alquimista Imortal e o Perfume da Princesa” é o primeiro. Os outros quatro já estão escritos, mas eu não posso falar porque é surpresa. Essa série fala sobre alquimistas que têm poderes sobrenaturais, e a Lua, também, é uma personagem da história, que tem uma personificação feminina humana. É uma série que abrange um público a partir de 13, 14 anos e, possivelmente, virará um filme.

 

BBF: Eu penso que a editora precisa investir em marketing para fazer chegar o livro nas livrarias e que chame a atenção do leitor (a), assim como ter atenção das revistas especializadas, ou que tenham colunas literárias. A situação atual no Brasil é que as editoras estão fechando, comprometendo a cadeia produtiva e desestimulando o hábito de leitura, que é essencial em qualquer sociedade de primeiro mundo. Como você vê toda essa questão?

V.A.: A leitura é importante, principalmente, na situação que o Brasil atravessa. O hábito de leitura, a cultura de ler, como acontece nos Estados Unidos, é capaz preparar as pessoas, até na hora de votar porque vai querer saber mais sobre o candidato: “Quem é ele?”. E a leitura está presente em nossas vidas (mas existe a preguiça de ler), a gente já começa com o Português. As palavras fazem parte de nossa vida.

 

BBF: Victor, você vive da Literatura?

V.A.: Não, sou publicitário. Ainda não dá para viver de Literatura.

 

BBF: Mas você tem uma rotina de escritor?

V.A.:  Todos os dias não. Eventualmente dou palestras nas escolas.

 

BBF: A série “Alquimistas Espirituais” está fechada com a editora portuguesa?

V.A.: A publicação dos outros quatro livros da série ainda não foi fechada com a editora. Só o primeiro livro é deles.

 

BBF: Como está a conversa com a editora sobre a adaptação para o cinema?

V.A.: A tenho toda liberdade da editora para negociar o livro para o cinema. Eu queria muito que Steve Spielberg o dirigisse (risos). Eu tenho várias novelas escritas que poderiam ser filmadas no Brasil, com diretores brasileiros. O livro “O Alquimista Imortal e o Perfume da Princesa” tem um aporte cinematográfico parecido com a do “Senhor dos Anéis”, e não sei se no Brasil tem todo o aparato tecnológico para esse tipo de filme.

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O livro “O Alquimista Imortal e o Perfume da Princesa” pode ser adquirido, em Cuiabá/MT na livraria Janina, e pela internet, na Martins Fontes. Em Portugal, o livro está disponível em várias livrarias, inclusive na Fnac.

 

Para quem quiser fazer contato com o escritor, envie um e-mail para: victorangels@mail.ru

 

Para saber mais sobre Victor Angels acesse aqui

 

Instagram: @victorhugoangels

 

Acesse o book trailer do livro “Mundo dos Sonhos, O Ferreiro e a Cartola”, vencedor do 2º Prêmio de Literatura da SEC-MT, aqui

 

Para adquirir o livro, acesse aqui

Bienal Curitiba/25

O maior evento de arte contemporânea da América Latina completa 25 anos.

Segue até o dia 10 de março, no Museu Oscar Niemeyer (MON), uma edição comemorativa (ocorre em um período entre bienais) da Bienal de Curitiba que traz um recorte dos 25 anos de história. O evento é uma importante referência na arte contemporânea no circuito mundial, e está com uma programação especial com espaços, mostras de exposições e exibições multimídias nacionais e internacionais. A primeira edição ocorreu em 1993.

 

Convidados renomados

A Bienal de Curitiba recebe obras de artistas renomados como o fotógrafo paulista Leonardo Kossoy e o artista Christus Nóbrega.  Em 2015, Christus passou dois meses na China, por meio do Programa de Residência Artística do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, na universidade chinesa Central Academy of Fine Arts (CAFA). A cineasta paraguaia Paz Encina também participa da Bienal com a exibição de seu filme Hamaca Paraguaia, que recebeu o aclamado (e desejado) “Prêmio da Crítica” do Festival de Cannes, em 2006. Um dos maiores nomes da arquitetura latino-americana, o paraguaio Solano Benítez, participa da Mostra “Aura Latente – Arte Contemporânea no Paraguai”, com a curadoria de Tício Escobar. Em 2016, Benítez recebeu um Leão de Ouro na 15º Mostra Internacional de Arquitetura: Bienal de Veneza, onde expôs (em parceria com os sócios Gloria Cabral e Solanito Benítez) um arco em tijolos (sua marca) na entrada do pavilhão.

 

Programação

Exposição “Leonardo Kossoy”: são expostas as fotografias dos projetos “Waterscapes” (2007); “Only You” (2014); e as séries inéditas “Inventário do Mundo”, e “Caindo no Inferno da Imagem”.

Exposição “Acordos Tácitos”: apresenta artistas renomados que já passaram por edições anteriores. As obras estão em diferentes espaços do MON. A exposição tem a curadoria de Tício Escobar e Brugnera.

Exposição “Dragão Floresta Abundante – A aventura de Christus Nóbrega na China”: é uma mostra multimídia que traz o olhar do artista brasileiro sobre a cultura chinesa. A curadoria é da historiadora da arte Renata Azambuja. Também, Christus convida o público para produzir pipas na instalação Fábrica de Pipas (até vestem uniformes como se fossem operários de uma fábrica de pipas chinesa).

 

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As pipas chinesas de Christus Nóbrega

“Rayuelarte”: é uma obra da escritora argentina Patrícia Pellegrini, que se inspirou na obra de Marta Minuín. A obra convida o público para que “jogue amarelinha” em espaços públicos. Na Bienal foi lançado do livro “História para crianças”, de Pellegrini.

 

 

Programação ‘off MON’

A Bienal de Curitiba/25 anos, tem uma programação variada e que ocupa todos os espaços (interno/externo) do MON, e também acontece em outros espaços da capital paranaense: Museu Paranaense; Biblioteca Pública do Paraná; Secretaria de Estado de Cultura; Espaço Cultural do Consulado do Paraguai; Museu Municipal de Arte; Associação Profissional de Artistas Plásticos do Paraná (APAP/PR).

Programação em Santa Catarina: a Bienal de Curitiba fez uma parceria com o Museu de Arte de Joinville, com a exposição “No espaço da memória”, da artista Guita Soifer. São obras de gravura, pintura, escultura, livros, instalações e objetos, disponíveis para visitação até 31 de março de 2019, no Museu de Arte de Joinville.

Programação nos países do Mercosul

A edição de 25 anos da Bienal de Curitiba rompeu fronteiras e está com mostras na Argentina e no Paraguai. No país argentino, o MuseoCaraffa em Córdoba, recebeu as com obras de André Nacli; e no Espaço Cultural da Embaixada do Brasil há obras de Guita Soifer e Lucinda Simas Magalhães. Em Assunção, capital do Paraguai, a Fundación Texo, o Museo del Barro e o Museo Nacional de Bellas Artes recebem a exposição de Paz Encina.

 

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Cena do filme Hamaca Paraguaia, de Paz Encina.

 

Acesse a programação completa da Bienal de Curitiba/25 anos, no final desta matéria.

 

 

Bienal de Curitiba

A cada dois anos, a Bienal de Curitiba traz para o Brasil, espaços e mostras com exposições renomadas e com a presença de vários artistas brasileiros e estrangeiros. Para este ano o tema escolhido pela curadoria é “Fronteiras em Aberto”. A abertura ocorre em setembro.

 

 

Catálogos em um clique

Os catálogos das edições da Bienal de Curitiba – ao longo de 25 anos de existência estão disponíveis gratuitamente online por meio da plataforma ISSUU. Também é possível acessar os materiais do Festival Internacional de Cinema da Bienal de Curitiba (FICBIC) e da Curitiba Literária. Esses eventos acontecem na Bienal como programações paralelas.

 

 

O MON

Eu sei que há museus importantes ao redor do mundo, porém, é inegável que o nosso país possui museus que unem a beleza e história arquitetônica com as riquezas de seus acervos (e também as Mostras, Bienais etc). Eu gosto tanto de museus que fica difícil escolher o preferido – até seria injusto!

Um dos meus preferidos é o MON – Museu Oscar Niemeyer – o qual tive o prazer de ir e passar horas e horas e só fui embora no fechamento. É neste prédio contemporâneo, em forma de olho, projetado pelo icônico arquiteto Oscar Niemeyer, que acontece até o dia 10 de março, a edição especial da Bienal de Curitiba – 25 anos, e também vai abrigar a Bienal de Curitiba 2019, que abre em setembro.

 

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Em 2014, eu estive no MON para ver a exposição “Frida Khalo – as suas fotografias”. Foi uma experiência que mexeu muito comigo. Era possível sentir o quanto Frida se entregava em todos os aspectos de sua vida, e como ela também se entregou à uma dor profunda. Há uma melancolia em suas fotos – mesmo nos momentos alegres.

 

 

Serviço

Bienal de Curitiba 2018 | 25 Anos

Período: até 10 de março

Local: Museu Oscar Niemeyer – Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico, Curitiba.

Horário de Funcionamento: Terça à domingo, das 10h às 18h

Ingressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia-entrada para professores e estudantes com identificação; doadores de sangue; pessoas com deficiência; titulares da ID Jovem; portadores de câncer com documento comprovatório).

Realização: Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Museu Oscar Niemeyer, Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Paraná, Ministério da Cultura do Governo Federal.

Apoio: URBS.

Patrocínio: Copel, Sanepar, PG Mais, Itaipu Binacional, Furnas, Rumo, Arterial, Sunew, Centro Cultural Banco do Brasil. Construtora da Bienal: Cima Engenharia.

*Esta matéria foi produzida com informações da Assessoria de Comunicação da Bienal de Curitiba/25anos.

 

Saiba mais:

Site da Bienal de Curitiba (edição comemorativa) aqui.

Acesso aos catálogos da Bienal – Plataforma ISSUU aqui.

Luto no Cinema

Missa de sétimo dia.

 

Nesta quinta-feira (10/01), acontece a missa de sétimo dia do cineasta e escritor mato-grossense Anthónio Alvez, na Catedral Metropolitana de Cuiabá, às 18h30.

 

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O cineasta mato-grossense, Anthónio Alvez, morre em São Paulo.

Eu estava encerrando o expediente do Blog, quando meu amigo Enio Oliveira me avisou da triste notícia do falecimento do querido talentoso cineasta e escritor Anthónio Alvez, nascido em Guiratinga (MT). Ele vivia em São Paulo e se destacava no Cinema Brasileiro. Ele estava internado num hospital paulistano desde o dia 27 de dezembro. Anthónio tinha 34 anos e faleceu ontem, 04/01, devido a uma infecção cerebral (provocada por fungos de pombos).

 

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Anthônio Alvez (de cachecol) trabalhando no longa ‘Às Escuras’ – O Filme/Acervo Pessoal

 

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Além de cineasta talentoso, também era escritor! (Divulgação)

 

Ênio está em Guiratinga com o ator Ataíde Arcoverde (também é de Guiratinga, era amigo e sócio de Anthónio) aguardando a chegada do carro funeral que se encontra em Cuiabá. Ano passado, Antonio e Arcoverde estiveram em Cuiabá, no Sesc Arsenal, lançando “Primeiros Passos”.

 

 

 

Sobre a amizade com o ator Ataíde Arcoverde, Anthónio Alvez escreveu numa rede social: “Porque estamos JUNTOS sempre. E hoje é glorioso estar contigo”

 

Eu sempre vi Ataíde Arcoverde feliz (como ele sempre diz “sou um arauto da felicidade”), e me doeu o coração ver o seu vídeo comunicando o falecimento do grande amigo. Apesar da profunda tristeza, o ator conversou com Blog (direto de Guiratinga):

 

Bárbara, bom dia. Anthónio Alvez é filho de Guiratinga e fez escola de Cinema em São Paulo, e tinha lançado (em SP) um vídeo sobre o hospital Santa Maria Bertila, em Guiratinga. Ele fez um curta-metragem “Primeiros Passos”, que apresentou, inclusive, em Cuiabá, no Sesc. Ele estava com três curtas-metragens a serem lançados, um já está realizado. É um perda irreparável! E acabou de lançar um livro também, “Segredos da Primavera”. É uma tristeza, uma perda muito grande para Guiratinga, para Mato Grosso, para o Brasil. Era o novo talento que estava despontando como Diretor. A gente está aqui em Guiratinga inconsolável com esta perda. Lastimável.”

 

Em tempo: O velório do cineasta Anthónio Alvez iniciou às 21h, na igreja católica São Sebastião, onde o cineasta foi coroinha. Uma missa ocorre pela manhã.