Quem tem Fé?


Sem fé não vivo
Se estou feliz,
Está lá
Na enchente das minhas lágrimas
É a boia que me resgata

Como viver sem
Nesses tempos descrentes?
Se nos purgatórios da minha vida
Ela está de sentinela
Que inferno seria então
Se não cresse na fé que nunca desiste de mim!

(Bárbara Fontes in Projeto de Poetisa, julho 2019)

 

*Foto de capa: cantinho de orações. Crédito: Bárbara Fontes.

**Sobre o quadro da foto: se chama “Súplica”, obra de arte assinada pela artista plástica, Nívea Castro!!

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Infame

Tempo nunca haverá
Para aquela que morre aos poucos
Porque acreditou que um marido bastaria
Para lhe dar o que comer
O que vestir
O que dizer
O que sentir

 

Tempo nunca haverá
Para mulher, aquela
Que jaz na sepultura do silêncio
Não basta mais um marido
Que lhe dava o que comer
Ja não veste
Desdiz
E não senti.

(Bárbara Fontes in Projeto de Poetisa. Chapada dos Guimarães/MT, 30.06.19)

Foto: obra da artista plástica, Nívea Castro)

Literatura Científica

Professor da IFMT lança o primeiro Glossário de Química Orgânica do Brasil.

 

Resultado de 26 anos de pesquisa, o livro Glossário de Química Orgânica foi escrito pelo professor Mestre Luiz Both, docente no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (IFMT). É uma obra atualizada, a nomenclatura das substâncias orgânicas está de acordo com as recomendações da IUPAC (International Union of Pure and Applied Chemistry. Em português, União Internacional de Química Pura e Aplicada) de 2002 e 2010, pela Editora Lidel, de Lisboa. É um marco para a literatura científica brasileira por se tratar de um trabalho inédito no país. O lançamento é nesta quinta-feira (13.06), às 19h, no auditório do IFMT, campus Bela Vista.

 

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Luiz Both

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Nascido em 27 de abril de 1953, em Campina das Missões, Rio Grande do Sul. Neste Estado, cursou Licenciatura Curta em Ciências na FIDENE (hoje UNIJUÍ). Em Mato Grosso, cursou Licenciatura Plena em Química pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). É professor desde 1974, e tornou-se docente da Escola Técnica Federal de Mato Grosso (antiga ETF, hoje IFMT) desde outubro de 1991. É Especialista em Metodologia de Ensino Tecnológica pela UFMT/IFMT e Mestre em Educação pela UFMT. Sempre atuou na Educação e trabalhou em escolas de Cuiabá e outros municípios mato-grossenses. Foi Diretor da Escola Estadual Pascoal Moreira Cabral, em Cuiabá (biênio 1990/91); foi Coordenador de Química no IFMT durante dois mandatos. É Dirigente da ABQ-MT e Coordenador Estadual das Olimpíadas de Química desde 2003. É Membro da Comissão Nacional para elaboração das Provas das Olimpíadas de Química Nacionais – representando a Região Centro-Oeste. Luiz Both é membro do Conselho Técnico-Científico do Congresso Brasileiro de Química e atua como professor convidado na UNEMAT e UFMT. É grande Incentivador da participação dos alunos de IFMT Bela Vista (e outros campi) no Congresso Brasileiro de Química e nas Olimpíadas de Química. Outra contribuição do professor foi a participação efetiva na implementação e construção do IFMT – Campus Cuiabá Bela Vista. (texto escrito com informações da Assessoria de Imprensa)

 

 

 

Bate-papo com o Blog

O Blog da Bárbara Fontes conversou com o professor Luiz Both:

Blog da Bárbara Fontes: Por que o senhor decidiu escrever um Glossário de Química Orgânica?

Luiz Both: Durante as aulas de Química Orgânica, a gente estava praticamente repetindo o que era apresentado nos livros didáticos, havia pouca contextualização. Resolvi preparar fichinhas com as informações, listando substâncias e conceitos, aplicações e propriedades destas substâncias, encontradas nos livros didáticos disponíveis. Em seguida, estendi as pesquisas em outras fontes, até em bulas de remédios, componentes de materiais de limpeza, agrotóxicos, defensivos agrícolas, aditivos alimentares e muitas outras. Resolvi organizar estas informações para escrever um glossário de Química Orgânica.

 

BBF: Por se tratar de um tema bem específico, o livro pode interessar às pessoas de outras áreas? Por quê? Quais seriam essas áreas?

LB: Sim. São muitas áreas do conhecimento que usam os conceitos da Química Orgânica. São muitas as aplicações das substâncias orgânicas em praticamente todas as atividades produtivas, nas diversas profissões. Além da Química, as áreas como Petroquímica, Biologia, Farmácia, Bioquímica, Medicina, Odontologia, Botânica, Agronomia, Engenharia Sanitária, Engenharia Civil, Gestão Ambiental, Alimentos etc. necessitam dos conhecimentos químicos, em especial da Química Orgânica. Lembrando que a grande maioria dos combustíveis, alimentos, organismos animais e vegetais, princípios ativos de plantas medicinais e medicamentos diversos, drogas, antibióticos, tecidos sintéticos, componentes eletroeletrônicos, carros, tintas, corantes etc. são formados de substâncias orgânicas. Tanto que das 20 milhões de substâncias conhecidas, mais de 19 milhões são orgânicas.

 

BBF: Nesses 26 anos de pesquisas, o que mais chamou atenção do senhor?

LB: Quando iniciamos este trabalho, tínhamos conhecimento das antigas regras de nomenclatura das substâncias orgânicas, como eram apresentadas nos livros didáticos. Foi a partir da participação nos Congressos de Química (2002) e outros eventos da área que tivemos acesso às publicações mais recentes e contato com renomados professores e pesquisadores na área de Química e afins, que tomamos conhecimento das regras atualizadas em 1993 e posteriores. A partir de então comparamos os livros didáticos e procuramos corrigir estas recomendações da IUPAC em nossas atividades didáticas. Assim, este Glossário passou por várias revisões e atualizações, por exemplo, de “2-propanol” para “propanol-2” e o atual “propan-2-ol”. Outro desafio foi construir as fórmulas estruturais. Desde os antigos desenhos do Paintbrush para caixas de textos e barra de desenhos do Word até os modernos programas como o Isis Draw.

 

BBF: Poderia citar um verbete do glossário que o senhor acha mais curioso ou que mais deu trabalho para pesquisar?

LB: Os princípios ativos de plantas apresentam bastante dificuldade para pesquisa. Uma, porque a maioria tem fórmulas estruturais bastante complexas. Muitas, além das fórmulas complexas, têm muita semelhança entre si, diferindo em uma ou outra ligação. Outra, porque a cada pouco são descobertas novas substâncias. Como exemplo podemos citar Fraxinelona e Fraxinelonona, substâncias inseticidas existentes nos frutos da azedeira (Melia azedarach)

~BBF~

 

 

Serviço

Lançamento do Glossário de Química Orgânica, do autor Luiz Both.

Data: 13 de junho de 2019 (quinta-feira)

Horário: 19h

Local: Auditório da IFMT, campus Cuiabá Bela Vista

 

 

Saiba mais:

GLOSSÁRIO DE QUÍMICA ORGÂNICA

Site da editora CRV, acesse aqui.

Redes Sociais:

Facebook: http://bit.ly/2YDB0kP

LinkedIn: http://bit.ly/2JPad0S

Twitter: http://bit.ly/2VQu5Yw

Instagram: http://bit.ly/2JwlQu7

A MORTE

Tem gente que pede pra morrer e não morre. Tem gente que tenta morrer e não morre. Tem gente que odeia viver e não morre. Tem gente que ama viver e morre. Tem gente que tenta viver e morre. Tem gente que pede pra viver e morre. Tem gente que joga o carro num poste e não morre. Tem gente que se joga do penhasco e não morre. Tem gente que toma veneno e não morre. Tem gente que sem saber, morre. Tem gente que cai sem querer e morre. Tem gente que está numa calçada e morre. Tem gente que ridiculariza a vida e não morre. Tem gente que respeita a vida e morre. Tem gente que quase suicida, mas não morre. Tem gente lutando por cada segundo de vida e morre. Tem gente chama a morte e não morre. Tem gente que tem uma semana de vida e não morre. Tem gente covarde e que não morre. Tem gente que é herói e morre. Tem gente que mata e não morre. Tem gente que salva e morre. Tem gente que coloca fio no pescoço e não morre. Tem gente que está por um fio e morre. Tem gente que ri para a morte e não morre.Tem gente que acordou feliz depois de uma linda noite de amor e morre.

Se tem gente querendo morrer, por que ‘cargas d’água’ , a morte insiste levar quem só quer viver?

(Bárbara Fontes. Maio de 2016)

Concurso Literário

Segue até o dia 03 de maio, as inscrições para a quarta edição paulistana do ‘Pode Pá que é nóis que tá’.

 

 

O concurso literário é voltado para adolescentes entre 12 a 17 anos, estudantes de escola pública  e que gostam de escrever poemas, histórias, músicas. Os contemplados terão os seus textos publicados. Também há premiações para os professores que inscreverem os seus alunos.No total são R$ 7.000,00 (sete mil reais) em prêmios.

 

As inscrições são gratuitas e estão abertas desde o dia 18 de fevereiro e foram prorrogadas até o dia 03 de maio.

 

O projeto ‘Concurso Literário Pode pá que é nóis que tá’ foi contemplado pela 2º edição do programa de fomento à Cultura da Prefeitura da Cidade de São Paulo.

 

Realização:
Mesquiteiros
Biqueira Literária
Edições Um Por Todos

 

Patrocínio
Fomento Cultura Periferia
Prefeitura de São Paulo

 

Inscrições e Informações:

concursopodepa@gmail.com

WhatsApp (11) 96184-0179

 

Saiba mais:

Regulamento aqui.

 

 

 

 

Prêmio de Literatura

As inscrições para o 4º Prêmio Rio de Literatura estão abertas até o dia 26 de abril. Há premiações para escritores brasileiros em duas modalidades: nacional e fluminense.

É sempre um prazer escrever uma matéria no Blog da Bárbara Fontes que envolve concursos e prêmios – em especial quando se trata de Literatura! É urgente a necessidade de formar novos leitores e manter a chama acesa dos antigos. Um país onde se lê pouco está condenado a ser medíocre, divulgador de fake news porque tem preguiça de checar a informação, analfabeto funcional que não sabe se expressar na sua língua materna, e endeusa causas injustas.

A Fundação Cesgranrio promove a quarta edição do Prêmio Rio Literatura que visa divulgar e premiar autores brasileiros. O Blog transcreve algumas informações que constam no edital, porém, os candidatos precisam acessá-lo integralmente e o link está disponível no final desta matéria (assim como o link da ficha de inscrição).

 

MODALIDADES

Obras Publicadas: nas categorias de Prosa de Ficção (romance, crônica e conto);  Ensaio (não ficção críticas e reflexivas) e Poesia em língua portuguesa. Os candidatos devem ser brasileiros natos ou naturalizados.

Novo Autor Fluminense: precisa ser OBRA INÉDITA DE FICÇÃO, em língua portuguesa e ainda não inserida no mercado editorial! Ser residente ou nascido no Estado do Rio de Janeiro. As categorias são: romance, conto, crônica e poesia.

 

 

Prêmios

Segundo o edital:

NOVO AUTOR FLUMINENSE: receberá prêmio em dinheiro, no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), e a publicação de 1.000 (mil) exemplares por editora indicada pela organizadora do Prêmio, cabendo a essa editora a comercialização da obra.

 

OBRAS PUBLICADAS: receberão prêmio em dinheiro, no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), cada uma, sendo:

R$ 100.000,00 – Melhor Livro na categoria ENSAIO

R$ 100.000,00 – Melhor Livro na categoria PROSA DE FICÇÃO

R$ 100.000,00 – Melhor Livro na categoria POESIA

 

 

E quem não ganhou?

Segundo o edital, o(a)s 40 (quarenta) autores(as) classificados para a 2ª fase de seleção poderão ser convidados a participar de eventos culturais promovidos pela Fundação  Cesgranrio. O 4º Prêmio Rio de Literatura é uma ótima oportunidade para escritores brasileiros mostrarem as suas obras à nação brasileira, independente de vencer ou não.

 

 

Saiba mais:

4º Prêmio Rio de Literatura da Fundação Cesgranrio:

Edital aqui.

Inscrições aqui.

 

 

Central de Atendimento

0800-701-2028

Horário de funcionamento: 
De 2ª a 6ª feira de 08:30 às 17:30 (exceto feriados)

Fax: (21) 2502-1000

Cuiabá faz 300 anos!

‘CUIABANIA’

Olha só,
Que reunião mais bacana
Neste casarão secular.
No oratório, tem São Benedito
Nas paredes, retratos antigos!

Quem está nesta festa?
Cuiabanos de ‘tchapa e cruz’
Mas ‘pau-rodados’ também vieram
Encantados com o muxirum!
Que povo mais festeiro
Liu Arruda ‘futxica’ com Ivan Belém,
‘Cumadre’ Pitu, Zé Bolo-Flor e mais Maria Taquara.
Totó Bodega joga charme para Almerinda e Penélope.
Nico e Lau só de olho nos quitutes,
Zé Peteté tudo vê e ‘tchora’ de tanto rir!

Júlio Müller papeia com Dante de Oliveira,
E Dom Aquino com Gervásio Leite e Marília Beatriz
Na Biblioteca estão os imortais da Academia de Letras,
Mahon olha tudo ‘maravilhado’ e já prepara outro livro fantástico!
Que sarau mais democrático
Carlinhos Ferreira relembra os antigos carnavais,
Chico Amorim canta com o poeta Sodrezinho:
‘O lado humano não acompanha o tecnológico’.
Joaquim Murtinho olha pela janela espantado,
O passado não compreende o presente!

Névio Lotufo filma tudo e diz para todos:
‘Festa como esta nunca vi igual,
Tenho de registrar para posteridade.
E depois vou bailar até cansar!’

Que quintal mais bonito,
Aline Figueiredo fala comigo:
‘Bárbara, tem ‘aufa’ de artistas plásticos,
Gente boa reunida,
Tudo pintado de tinta,
Viva Gervane! Viva Adir!’

‘Bela e solícita a anfitriã, dona Maria Müller!’
É o que dizem Marechal Rondon e Ramis Bucair.
Um brinde lhe é feito por Rubens de Mendonça,
E o poema, como sempre, é de Silva Freire!

Entre serestas, poemas e francisquitos,
Quem escreve miudinho num pedaço de papel de pão?
É Manoel de Barros, cuiabano de ‘tchapa’, pantaneiro de coração.
Dicke só quer saber do “toc toc” da máquina de escrever.
Chau está animado no meio do povo,
Será que ele vai querer fotografar a Cuiabá de hoje?

Toda cuiabania reunida
No belo casarão dos Müller
Não dá pra citar todos, mas todos estão aqui.
E os políticos corruptos
Estão bem longe daqui!

Olha só
Adivinha quem não perde um festejo?
É Jejé! É Jejé!, gritam todos os presentes.
Mas se alguém se espantar porque um filho de Rosário Oeste
Todo de bata e turbante faz no meio da ‘cuiabanada’,
Eu lhe digo, mesmo que prolongue este poema:
Liga não, Jejé já ‘cuiabanou’ como todos que estão neste casarão
E Cuiabá é Jejé
Então está tudo Digoreste!

(Bárbara Fontes in Projeto de Poetisa, 2014/2019)