Victor Angels

Conversas com o Escritor

Victor Angels – O alquimista das palavras

Matéria publicada em 22 de abril de 2018.

Um rapaz, cujo nascimento é cercado de mistério – além de ter sido sequestrado quando criança em Paris e levado para a Índia – parte para uma grande aventura em busca de sua verdadeira identidade. Depois de alguns imprevistos, ele vai parar numa ilha estranha, cheia de regras, e se apaixona por uma adorável princesa comprometida com um general cruel. O rapaz é a chave para que um vilão imortal possa ter poderes inimagináveis.

 

 

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Divulgação

Este é um pequeno trecho de “O Alquimista Imortal e o Perfume da Princesa”, um livro de ficção que reúne fantasia, drama, comédia, romance e batalhas entre o bem e o mal. Escrito por Victor Angels, o livro foi editado por uma editora de Portugal depois de ter sido rejeitado por várias editoras brasileiras. A editora portuguesa enxergou no livro um potencial para best seller como as sagas Harry Potter e O Senhor dos Anéis, e Angels escreveu uma trama infinitamente melhor do que as sagas Crepúsculo e Diários de um Vampiro.

Victor Hugo Machado dos Anjos, Victor Angels, tem curiosamente no nome e sobrenome, referências da literatura mundial como o francês Victor Hugo, da inesquecível obra ”Os Miseráveis”, o carioca Machado de Assis, autor do até hoje comentado “Dom Casmurro”, e o poeta paraibano Augusto dos Anjos, considerado um os expoentes do parnasianismo (também considerado um autor pré-moderno).

 

 

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Divulgação

 

Talento não lhe falta e a sua facilidade em desenvolver tramas ajudou a escrever em três dias o livro infantil “Mundo dos Sonhos, O Ferreiro e a Cartola”, editado pela Carlini & Caniato, que lhe rendeu um prêmio na categoria infanto-juvenil, no 2º Prêmio Mato Grosso de Literatura, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso (SEC-MT).

 

 

 

 

 

Victor Angels
Crédito: Bárbara Fontes

O Blog da Bárbara Fontes bateu um papo bem bacana com o escritor cuiabano Victor Angels, no intervalo entre palestras numa escola particular de Várzea Grande (ele ministra palestras em escolas públicas também!):

 

 

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Por que realizar palestras nas escolas?

Victor Angels: As palestras são para estimular os adolescentes a criarem gosto pela literatura.

 

BBF: Victor, eu acredito que durante as suas palestras você desperte em muitos alunos o desejo de ser escritor. Qual é a dica que você dá para quem quer ser um escritor?

V.A.: A dica é ESCREVER. É simples. Escreva porque numa hora terá alguma coisa para publicar e correr atrás. O que eu tenho de dizer é: escreva, escreva e escreva até você se sentir satisfeito!

 

BBF: Como surgiu a ideia do livro?

V.A.: Saiu dos sonhos há cerca de 10 anos e já comecei a escrever. Eram sonhos que eu tinha com essas pessoas (os personagens do livro), transformei num esboço de 30 páginas que acabou se transformando numa história. Eu leio sobre alquimia desde os 10 anos de idade.

 

BBF: Por que você apresentou a sua história para uma editora de Portugal e não do Brasil?

V.A.: Porque aqui ninguém quis.

 

BBF: Você está falando sério?

V.A.: Eles querem a popularidade. Um exemplo disso são os livros de youtubers, que já possui um público que vai render dinheiro (para as editoras). Um desconhecido, por mais que tenha qualidade literária, eles não pegam.

 

BBF: Mas veja bem, nós temos o Senhor dos Anéis, o Harry Potter, a saga Crepúsculo, a gente tem vários exemplos de livros de sucesso, e o seu livro tem um enredo que segue essa mesma linha da ficção e fantasia.

V.A.: Eles trouxeram pra cá (editoras brasileiras) porque, realmente, já faziam sucesso e tinham um público aqui que queria ler os livros, e já teriam um retorno financeiro.

 

BBF: Você foi para Portugal apresentar o livro na editora?

V.A.: Não. Foi tudo por e-mail. Conversei por e-mail com o editor, e ele me apresentou uma proposta e disse: “Se você quiser, a gente publica por aqui” E trabalho com esse livro no Brasil e Portugal.

 

BBF: Do envio do manuscrito para editora até o livro ficar pronto, quanto tempo levou?

V.A.: Levou um ano.

 

BBF: Como foi receber em casa, o exemplar do seu livro, editado em Portugal?

V.A.: É uma emoção e você fala: “É meu!”. Eu fiquei sentado o tempo todo, olhando para a capa do livro.

 

BBF: O livro “O Alquimista Imortal e o Perfume da Princesa” faz parte de uma série. Como é essa série?

V.A.:  A série se chama “Alquimistas Espirituais” com cinco livros, e “O Alquimista Imortal e o Perfume da Princesa” é o primeiro. Os outros quatro já estão escritos, mas eu não posso falar porque é surpresa. Essa série fala sobre alquimistas que têm poderes sobrenaturais, e a Lua, também, é uma personagem da história, que tem uma personificação feminina humana. É uma série que abrange um público a partir de 13, 14 anos e, possivelmente, virará um filme.

 

BBF: Eu penso que a editora precisa investir em marketing para fazer chegar o livro nas livrarias e que chame a atenção do leitor (a), assim como ter atenção das revistas especializadas, ou que tenham colunas literárias. A situação atual no Brasil é que as editoras estão fechando, comprometendo a cadeia produtiva e desestimulando o hábito de leitura, que é essencial em qualquer sociedade de primeiro mundo. Como você vê toda essa questão?

V.A.: A leitura é importante, principalmente, na situação que o Brasil atravessa. O hábito de leitura, a cultura de ler, como acontece nos Estados Unidos, é capaz preparar as pessoas, até na hora de votar porque vai querer saber mais sobre o candidato: “Quem é ele?”. E a leitura está presente em nossas vidas (mas existe a preguiça de ler), a gente já começa com o Português. As palavras fazem parte de nossa vida.

 

BBF: Victor, você vive da Literatura?

V.A.: Não, sou publicitário. Ainda não dá para viver de Literatura.

 

BBF: Mas você tem uma rotina de escritor?

V.A.:  Todos os dias não. Eventualmente dou palestras nas escolas.

 

BBF: A série “Alquimistas Espirituais” está fechada com a editora portuguesa?

V.A.: A publicação dos outros quatro livros da série ainda não foi fechada com a editora. Só o primeiro livro é deles.

 

BBF: Como está a conversa com a editora sobre a adaptação para o cinema?

V.A.: A tenho toda liberdade da editora para negociar o livro para o cinema. Eu queria muito que Steve Spielberg o dirigisse (risos). Eu tenho várias novelas escritas que poderiam ser filmadas no Brasil, com diretores brasileiros. O livro “O Alquimista Imortal e o Perfume da Princesa” tem um aporte cinematográfico parecido com a do “Senhor dos Anéis”, e não sei se no Brasil tem todo o aparato tecnológico para esse tipo de filme.

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O livro “O Alquimista Imortal e o Perfume da Princesa” pode ser adquirido, em Cuiabá/MT na livraria Janina, e pela internet, na Martins Fontes. Em Portugal, o livro está disponível em várias livrarias, inclusive na Fnac.

 

Para quem quiser fazer contato com o escritor, envie um e-mail para: victorangels@mail.ru

 

Para saber mais sobre Victor Angels acesse aqui

 

Instagram: @victorhugoangels

 

Acesse o book trailer do livro “Mundo dos Sonhos, O Ferreiro e a Cartola”, vencedor do 2º Prêmio de Literatura da SEC-MT, aqui

 

Para adquirir o livro, acesse aqui

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Bienal Curitiba/25

O maior evento de arte contemporânea da América Latina completa 25 anos.

Segue até o dia 10 de março, no Museu Oscar Niemeyer (MON), uma edição comemorativa (ocorre em um período entre bienais) da Bienal de Curitiba que traz um recorte dos 25 anos de história. O evento é uma importante referência na arte contemporânea no circuito mundial, e está com uma programação especial com espaços, mostras de exposições e exibições multimídias nacionais e internacionais. A primeira edição ocorreu em 1993.

 

Convidados renomados

A Bienal de Curitiba recebe obras de artistas renomados como o fotógrafo paulista Leonardo Kossoy e o artista Christus Nóbrega.  Em 2015, Christus passou dois meses na China, por meio do Programa de Residência Artística do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, na universidade chinesa Central Academy of Fine Arts (CAFA). A cineasta paraguaia Paz Encina também participa da Bienal com a exibição de seu filme Hamaca Paraguaia, que recebeu o aclamado (e desejado) “Prêmio da Crítica” do Festival de Cannes, em 2006. Um dos maiores nomes da arquitetura latino-americana, o paraguaio Solano Benítez, participa da Mostra “Aura Latente – Arte Contemporânea no Paraguai”, com a curadoria de Tício Escobar. Em 2016, Benítez recebeu um Leão de Ouro na 15º Mostra Internacional de Arquitetura: Bienal de Veneza, onde expôs (em parceria com os sócios Gloria Cabral e Solanito Benítez) um arco em tijolos (sua marca) na entrada do pavilhão.

 

Programação

Exposição “Leonardo Kossoy”: são expostas as fotografias dos projetos “Waterscapes” (2007); “Only You” (2014); e as séries inéditas “Inventário do Mundo”, e “Caindo no Inferno da Imagem”.

Exposição “Acordos Tácitos”: apresenta artistas renomados que já passaram por edições anteriores. As obras estão em diferentes espaços do MON. A exposição tem a curadoria de Tício Escobar e Brugnera.

Exposição “Dragão Floresta Abundante – A aventura de Christus Nóbrega na China”: é uma mostra multimídia que traz o olhar do artista brasileiro sobre a cultura chinesa. A curadoria é da historiadora da arte Renata Azambuja. Também, Christus convida o público para produzir pipas na instalação Fábrica de Pipas (até vestem uniformes como se fossem operários de uma fábrica de pipas chinesa).

 

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As pipas chinesas de Christus Nóbrega

“Rayuelarte”: é uma obra da escritora argentina Patrícia Pellegrini, que se inspirou na obra de Marta Minuín. A obra convida o público para que “jogue amarelinha” em espaços públicos. Na Bienal foi lançado do livro “História para crianças”, de Pellegrini.

 

 

Programação ‘off MON’

A Bienal de Curitiba/25 anos, tem uma programação variada e que ocupa todos os espaços (interno/externo) do MON, e também acontece em outros espaços da capital paranaense: Museu Paranaense; Biblioteca Pública do Paraná; Secretaria de Estado de Cultura; Espaço Cultural do Consulado do Paraguai; Museu Municipal de Arte; Associação Profissional de Artistas Plásticos do Paraná (APAP/PR).

Programação em Santa Catarina: a Bienal de Curitiba fez uma parceria com o Museu de Arte de Joinville, com a exposição “No espaço da memória”, da artista Guita Soifer. São obras de gravura, pintura, escultura, livros, instalações e objetos, disponíveis para visitação até 31 de março de 2019, no Museu de Arte de Joinville.

Programação nos países do Mercosul

A edição de 25 anos da Bienal de Curitiba rompeu fronteiras e está com mostras na Argentina e no Paraguai. No país argentino, o MuseoCaraffa em Córdoba, recebeu as com obras de André Nacli; e no Espaço Cultural da Embaixada do Brasil há obras de Guita Soifer e Lucinda Simas Magalhães. Em Assunção, capital do Paraguai, a Fundación Texo, o Museo del Barro e o Museo Nacional de Bellas Artes recebem a exposição de Paz Encina.

 

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Cena do filme Hamaca Paraguaia, de Paz Encina.

 

Acesse a programação completa da Bienal de Curitiba/25 anos, no final desta matéria.

 

 

Bienal de Curitiba

A cada dois anos, a Bienal de Curitiba traz para o Brasil, espaços e mostras com exposições renomadas e com a presença de vários artistas brasileiros e estrangeiros. Para este ano o tema escolhido pela curadoria é “Fronteiras em Aberto”. A abertura ocorre em setembro.

 

 

Catálogos em um clique

Os catálogos das edições da Bienal de Curitiba – ao longo de 25 anos de existência estão disponíveis gratuitamente online por meio da plataforma ISSUU. Também é possível acessar os materiais do Festival Internacional de Cinema da Bienal de Curitiba (FICBIC) e da Curitiba Literária. Esses eventos acontecem na Bienal como programações paralelas.

 

 

O MON

Eu sei que há museus importantes ao redor do mundo, porém, é inegável que o nosso país possui museus que unem a beleza e história arquitetônica com as riquezas de seus acervos (e também as Mostras, Bienais etc). Eu gosto tanto de museus que fica difícil escolher o preferido – até seria injusto!

Um dos meus preferidos é o MON – Museu Oscar Niemeyer – o qual tive o prazer de ir e passar horas e horas e só fui embora no fechamento. É neste prédio contemporâneo, em forma de olho, projetado pelo icônico arquiteto Oscar Niemeyer, que acontece até o dia 10 de março, a edição especial da Bienal de Curitiba – 25 anos, e também vai abrigar a Bienal de Curitiba 2019, que abre em setembro.

 

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Em 2014, eu estive no MON para ver a exposição “Frida Khalo – as suas fotografias”. Foi uma experiência que mexeu muito comigo. Era possível sentir o quanto Frida se entregava em todos os aspectos de sua vida, e como ela também se entregou à uma dor profunda. Há uma melancolia em suas fotos – mesmo nos momentos alegres.

 

 

Serviço

Bienal de Curitiba 2018 | 25 Anos

Período: até 10 de março

Local: Museu Oscar Niemeyer – Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico, Curitiba.

Horário de Funcionamento: Terça à domingo, das 10h às 18h

Ingressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia-entrada para professores e estudantes com identificação; doadores de sangue; pessoas com deficiência; titulares da ID Jovem; portadores de câncer com documento comprovatório).

Realização: Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Museu Oscar Niemeyer, Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Paraná, Ministério da Cultura do Governo Federal.

Apoio: URBS.

Patrocínio: Copel, Sanepar, PG Mais, Itaipu Binacional, Furnas, Rumo, Arterial, Sunew, Centro Cultural Banco do Brasil. Construtora da Bienal: Cima Engenharia.

*Esta matéria foi produzida com informações da Assessoria de Comunicação da Bienal de Curitiba/25anos.

 

Saiba mais:

Site da Bienal de Curitiba (edição comemorativa) aqui.

Acesso aos catálogos da Bienal – Plataforma ISSUU aqui.

Luto no Cinema

Missa de sétimo dia.

 

Nesta quinta-feira (10/01), acontece a missa de sétimo dia do cineasta e escritor mato-grossense Anthónio Alvez, na Catedral Metropolitana de Cuiabá, às 18h30.

 

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O cineasta mato-grossense, Anthónio Alvez, morre em São Paulo.

Eu estava encerrando o expediente do Blog, quando meu amigo Enio Oliveira me avisou da triste notícia do falecimento do querido talentoso cineasta e escritor Anthónio Alvez, nascido em Guiratinga (MT). Ele vivia em São Paulo e se destacava no Cinema Brasileiro. Ele estava internado num hospital paulistano desde o dia 27 de dezembro. Anthónio tinha 34 anos e faleceu ontem, 04/01, devido a uma infecção cerebral (provocada por fungos de pombos).

 

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Anthônio Alvez (de cachecol) trabalhando no longa ‘Às Escuras’ – O Filme/Acervo Pessoal

 

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Além de cineasta talentoso, também era escritor! (Divulgação)

 

Ênio está em Guiratinga com o ator Ataíde Arcoverde (também é de Guiratinga, era amigo e sócio de Anthónio) aguardando a chegada do carro funeral que se encontra em Cuiabá. Ano passado, Antonio e Arcoverde estiveram em Cuiabá, no Sesc Arsenal, lançando “Primeiros Passos”.

 

 

 

Sobre a amizade com o ator Ataíde Arcoverde, Anthónio Alvez escreveu numa rede social: “Porque estamos JUNTOS sempre. E hoje é glorioso estar contigo”

 

Eu sempre vi Ataíde Arcoverde feliz (como ele sempre diz “sou um arauto da felicidade”), e me doeu o coração ver o seu vídeo comunicando o falecimento do grande amigo. Apesar da profunda tristeza, o ator conversou com Blog (direto de Guiratinga):

 

Bárbara, bom dia. Anthónio Alvez é filho de Guiratinga e fez escola de Cinema em São Paulo, e tinha lançado (em SP) um vídeo sobre o hospital Santa Maria Bertila, em Guiratinga. Ele fez um curta-metragem “Primeiros Passos”, que apresentou, inclusive, em Cuiabá, no Sesc. Ele estava com três curtas-metragens a serem lançados, um já está realizado. É um perda irreparável! E acabou de lançar um livro também, “Segredos da Primavera”. É uma tristeza, uma perda muito grande para Guiratinga, para Mato Grosso, para o Brasil. Era o novo talento que estava despontando como Diretor. A gente está aqui em Guiratinga inconsolável com esta perda. Lastimável.”

 

Em tempo: O velório do cineasta Anthónio Alvez iniciou às 21h, na igreja católica São Sebastião, onde o cineasta foi coroinha. Uma missa ocorre pela manhã.

Centenário do IHGMT

A instituição que guarda a memória de Mato Grosso completa 100 anos hoje.

O Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso tem em seu acervo de valor incalculável, documentos que registram os passos da região do Centro-Oeste mais bem documentada do país.

Quando os bandeirantes adentraram na selva já possuíam informações sobre os bravos e fortes guerreiros indígenas que reinavam essas paragens que hoje abriga o celeiro do Brasil – eles eram mercadoria de grande valor na época.

E o ouro? As monções paulistanas não vieram atrás de ouro – Mato Grosso jamais seria descoberto se os bandeirantes não tivessem a certeza de que a região fosse ‘rica’ em…índios!

Depois da fundação do primeiro povoado de São Gonçalo – aí sim por causa do ouro -, os bandeirantes lutavam contra os índios (a dizimação continuou) para a ocupação de novos territórios auríferos. Assim sugiram os povoados do Coxipó do Ouro, do Sutil, a ocupação do que é hoje o Centro Histórico de Cuiabá, entre outros locais importantes para a lenta urbanização da cidade.

Em 17 de agosto de 1818, Cuiabá recebeu o status de cidade. Em 28 de agosto de 1835, Cuiabá “passa a perna” em Vila Bela da Santíssima Trindade (que foi arquitetada em Lisboa para ser o centro do poder), e se torna a capital do estado de Mato Grosso.

Muitas “águas rolaram” e uma Guerra terrível marcou a vida dos moradores de Mato Grosso: A Guerra da Tríplice Aliança ou a Guerra do Paraguai. Tudo sobre essa carnificina surgida da loucura do presidente paraguaio Solano Lópes está documentada (inclusive há fotografias!!). Atualmente, essa parte da história do Brasil passa por uma revisão por um grupo de historiadores.

Os registros históricos acima são uma pequena parcela da magnitude do acervo do IHGMT, criado em 01 de janeiro de 1920, porém, as atividades de seus primeiros membros começaram em 8 de abril, quando Cuiabá completou 200 anos. A instituição é presidida pela historiadora e professora, Elizabeth Madureira Siqueira.

O IHGMT tem importante papel também nas pesquisas relacionadas à História, Geografia, Literatura e Cultura Popular. Por meio de sua revista, tudo o que era descoberto – seja um documento antigo encontrado ou o resultado de uma viagem científica ao interior do estado – era publicado na íntegra. É maravilhoso ler essas publicações até hoje!

 

Cuiabá 300 anos

Segundo informações obtidas no site do IHGMT:

Para comemorar condignamente o centenário da Instituição, o IHGMT projetou diversas ações, como a confecção de um Álbum Histórico, de uma Cápsula do Tempo, na qual será depositada uma amostragem da instituição nos seus primeiros 100 anos, a outorga de um Troféu para agraciar os colaboradores, organização da um Curso de História e Geografia de Mato Grosso, a ser desenvolvido no primeiro semestre de 2019, e a instituição de um Colar Centenário.”

Site novo

Qualquer pessoa pode ter acesso às revistas e tomar conhecimento das atividades do IHGMT. Não precisa se deslocar até à sua sede, na Casa Barão de Melgaço, no Centro Histórico de Cuiabá, basta acessar o site e se preparar para uma viagem incrível!

 

Saiba mais:

Acesse o site IHGMT aqui.

As aventuras de Nana & Nilo

Irmãos gêmeos contam histórias das Culturas Afro-brasileira e Indígena por meio de muitas aventuras.

Nana e Nilo vivenciam muitas situações na companhia de um pássaro e de uma árvore milenar. Essa foi a forma criativa do autor Renato Noguera, professor do Departamento de Educação e Sociedade, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (DES/UFRRJ), encontrou para contar as histórias, as culturas afro-brasileira e indígenas e o protagonismo negro na fase infantil. O projeto é realizado em parceria com o ilustrador Sandro Lopes, professor do Departamento de Artes (Dartes/UFRRJ), e com a designer Cris Pereira.

“Nana & Nilo vem numa hora bem propícia para a difusão em massa de duas culturas fundamentais para o surgimento da sociedade contemporânea brasileira. Somos um país mestiço – queira ou não os preconceituosos e racistas!

Ensino em sala de aula

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Divulgação

Você sabia que é dever das escolas ensinar as culturas afro-brasileira, africana? A Lei 10.639/03 (alterada pela Lei 11.645/08), torna obrigatório o ensino em todas as escolas públicas e privadas – do ensino fundamental até o ensino médio.

A Lei 11.465, sancionada em 10 de março de 2008, também obriga a inclusão no currículo oficial da rede de ensino, a História e Cultura Indígena (o que não havia na Lei anterior).

O ensino da história da África e dos africanos, a luta e cultura dos negros e indígenas – e as suas contribuições para a formação do povo brasileiro devem ser trabalhadas em todo currículo escolar, principalmente nas disciplinas de Educação Artística, Literatura e História.

“Nana & Nilo” vem de encontro com as demandas que a Lei 11.465 exige. Além da literatura infantil, as aventuras dos personagens também são encontradas em vários produtos: livros para colorir, quadrinhos, desenhos animados, CDs e DVDs de músicas. Muito além de ser algo para crianças, as histórias vivenciadas pela dupla serelepe também encantam jovens e adultos.

Saiba mais:

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Canal “Nana & Nilo”

Site (até o fechamento desta matéria, o site estava em manutenção)

IHGMT está com novo site

Fundado em 01 de janeiro de 1919 – ano do bicentenário de Cuiabá – numa solenidade no Palácio da Instrução, o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT) guarda relíquias da memória do Estado.

A instituição que completa 100 anos é presidida pela historiadora e professora, Elizabeth Madureira Siqueira, e possui um acervo de valor incalculável que está disponível para pesquisas na sede ou em qualquer lugar do mundo. Documentos, registros, atas, livros, fotos vídeos podem ser acessados pelo novo site do IHGMT, lançado na manhã do dia 19 de novembro, na Casa Barão de Melgaço, no Centro Histórico de Cuiabá.

O site possui um layout bonito e de fácil acesso. É uma ferramenta preciosa para historiadores, pesquisadores, alunos e interessados na história de Mato Grosso – que desde a sua descoberta pelos bandeirantes foi toda documentada. Muitas famílias de intelectuais falecidos têm doado acervos para o IHGMT.

 

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IHGMT recebe novos sócios

O Instituto conta agora com mais seis Sócios Efetivos, selecionados por Edital em dois certames: avaliação curricular e entrevista. A solenidade de posse ocorreu no dia 16 de dezembro, na Casa Barão de Melgaço.

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O Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso recebe os novos sócios efetivos. Reprodução/site IHGMT

Os selecionados são referências importantes nas áreas em que atuam. Também possuem uma rica produção literária, e muitos contribuem no jornalismo por meio de artigos. Confira abaixo os novos Sócios Efetivos:

 

Área da Geografia:

Flávio Gatti – doutor em Geografia Humana, professor universitário e escritor.

 

Área da História:

Neila Maria de Souza Barreto – Mestre em História, jornalista e escritora.

Renilson Rosa Ribeiro – Doutor em História, escritor.

Francisco Ildefondo da Silva Campos – Mestre em Agricultura Tropical e escritor.

 

Área da Cultural e Literária:

Eduardo Mahon – advogado e escritor.

 

Área do Turismo e Meio Ambiente:

Oriana Paes de Barros – Procuradora Federal aposentada e escreve artigos para a imprensa de Cuiabá.

 

Saiba mais:

Conheça o site IHGMT aqui.