QHH: Noite boa com Bachman, João Bosco e Cássia Eller

Inverno quente de 26 de julho de 2018.

“A paz invadiu o meu coração”. Foi assim que eu me senti nesta Quinta Happy Hour (QHH). Foi uma mistureba de estilos musicais e eu adoro isso! Sou um tipo de pessoa que gosta da diversidade que a vida apresenta todos os dias. Sou capaz de ouvir num mesmo dia – em êxtase – a ária Nessum Dorma, da ópera Turandot; e depois ouvir sacudir o esqueleto com o Bruno Mars e voltar ao êxtase com a voz da cantora portuguesa Mariza. Eu já escrevi que sou uma pessoa movida à música e devo morrer assim. Está bom!

Este QHH tem um sabor especial porque os artistas que eu ouvi foram sugeridos por amigos do Grupo do Blog da Bárbara Fontes, no Facebook. Os meus amigos de longos anos, a crítica de cinema, Aline Wendpap, enviou o link do álbum Acústico MTV – Cássia Eller; e o cinegrafista George Spíndola me mandou um som que ainda não conhecia: Bachman Turner Overdrive. A minha amiga de Facebook, Meyre Fontes, sugere um dos meus poetas preferidos: João Bosco!

Bachman Turner Overdrive, prazer!

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Reprodução/Youtube

Eu decidi começar por Bachman Turner Overdrive porque a curiosidade foi grande e adorei! Recomendo. Vá ouvir agora, enquanto lê este post!

Já na primeira música (Gimme Your Money Please), eu me vi dentro de um típico bar gringo, com a TV ligada no basebol ou no hóquei. Lembrei até de uma vez em que fui ao Hard Rock Cafe, em Estocolmo, onde eu fiz um pedido errado de hambúrguer. A carne faltava mugir de tão mal passada e a atendente até se ofereceu para trocar o prato, mas eu não aceitei. Decidi comer assim mesmo para nunca mais pedir comida errada…hahaha.

Bachman–Turner_Overdrive
Wikipédia.

 

Quando fui pesquisar, descobrir que é uma banda hard rock canadense, também conhecida como BTO, segue nos palcos do mundo desde 1973. Abaixo segue a seleção de músicas que o George me sugeriu:

 

 

 

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João Bosco – o poeta do amor!

 

Adoro, adoro e adoro!

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Divulgação

 

Dormir no teu colo é tornar a nascer
Violeta e azul, outro ser
Luz do querer
Não vai desbotar, lilás cor do mar
Seda, cor de batom
Arco-íris crepom
Nada vai desbotar
Brinquedo de papel maché

(Papel Maché – João Bosco)

 

Foi na minha fase de pré-adolescente em que ouvi essa música à beira do rio Cuiabá, na Comunidade de Praia Grande, em Várzea Grande-MT. Eu ainda não sabia, mas foi naquele momento em que senti uma música pulsar dentro d’alma e na minha mente eu vi um filme inventado por mim. Eu me tornei roteirista ali!

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Quem é bom canta com os bons! Cauby Peixoto, Angela Maria e João Bosco. Crédito: Site João Bosco.

 

O cantor e compositor mineiro João Bosco é uma importante referência da MPB e merece ser descoberto pela garotada de hoje. Em parceria com o compositor Aldir Blanc, criou canções que se tornaram hinos como: O Bêbado e o Equilibrista; O Mestre-sala dos Mares; Kid Cavaquinho; Falso Brilhante, Corsário entre outras. Foi na voz de Elis Regina que o mundo conheceu o poeta do amor. O site Kboing tem uma seleção bem bacana de João Bosco, acesse aqui. Para saber mais, acesse o seu site oficial aqui.

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Cássia Eller Forever

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Crédito: Bárbara Fontes

Deixei Cássia Eller por último porque eu tenho o álbum sugerido pela Aline: Acústico MTV – Cássia Eller. Mas não ouvi o CD, preferi ver o show no Youtube. Cássia Eller, tanto como cantora quanto pessoa, era do tipo ame ou odeie – sem meio-termo. Felizes aqueles que a amam! E aqueles que a odeiam: I’m so sorry! (Eu lamento!).

A primeira vez em que eu ouvi Cássia Eller foi num dueto com Edson Cordeiro. Foi um encontro icônico!

Anos depois, Cássia Eller iria saborear as delícias e as dores de ser uma das artistas mais ouvidas do país, graças à música Malandragem, de autoria de Cazuza, que fez parte da trilha sonora da soap opera “Malhação”, que era um sucesso de público em 1995. Cássia só parou quando uma overdose a levou à morte, aos 39 anos, em 29 de dezembro de 2001.

 

Quando penso em alguém, Só penso em você. E aí, então, estamos bem.

(Por enquanto, Renato Russo.)

 

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Crédito: Bárbara Fontes

 

Sua voz rouca e visceral deu um novo sentido às belas canções de Cazuza, Renato Russo (a música “1º de Julho” foi composta para Eller); e “Por Enquanto”) e de Nando Reis (“Relicário”, “Luz dos Olhos”, entre outras). Os fãs podem sentir a presença musical de Cássia Eller, na musica de abertura da novela global O Segundo Sol, também composta por Nando Reis. E por falar nesse cantor incrível, Nando (que assina a Direção do show de Cássia, no Acústico MTV) era tão apaixonado pela Cássia Eller, que chegou a lhe escrever diversas cartas (nunca respondidas por ela!). A música “All Star” foi para ela (uauuuu!!!). Saiba mais sobre essa história contada por ele aqui.

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Crédito: Bárbara Fontes

 

Para quem quiser matar saudades de Cássia Eller, ou quem ainda insiste em odiá-la, assista o Acústico MTV – Cássia Eller. Belo show!

Aproveitando esse finalzinho de post, também vou sugerir dois ótimos CDs, um da Cássia Eller e outro do Nando Reis. Tire um fim de tarde e faça o seu Happy Hour. ‘Bora’ ser feliz!

 

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Crédito: Bárbara Fontes
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Rogê Além: Analosintético

12 de julho de 2018: Inaugurando o Quinta Happy Hour (QHH) do Blog da Bárbara Fontes, o álbum Analosintético, de Rogê Além é uma grata e deliciosa surpresa.

 

Eu, na companhia de uma xícara de café e um pedaço de bolo inicio uma jornada musical. Nada de celular, nem tablet e muito menos computador, eu queria era sentir uma paz que só chega por meio da solidão com uma boa música. Para minha surpresa, enquanto ouvia o Rogê, minha filha Bianca se sentou ao meu lado e quis curtir o novo som. Que bom! Analosintético já é um dos meus discos favoritos!

 

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Foto: Mariangela Ferruda Zilli/Divulgação

 

Deixe tudo pra lá, permita-se vagar comigo…  (“Mais Além”, Rogê Além).

 

Ouvir Analosintético é uma experiência que vai muito além do ato de escutar músicas e gostar ou não gostar. É um mergulho profundo entre poesia, música e percussão, e ao submergir para a superfície, a sensação é bem estar consigo mesma. O legal de tudo isso é que é um álbum feito em Cuiabá, Mato Grosso, tão bem feito que pode ser confundido com uma obra produzida em qualquer mega estúdio de São Paulo, Estocolmo, Tókio ou Nova York. O som do paranaense, cuiabano de coração, Rogê Além pode e deve ser ouvido em qualquer lugar do mundo porque ultrapassa fronteiras pela sua pegada original.

 

 

Roge por DanyCosta
Rogê por Dany Costa. Acervo Pessoal

 

Não me peça por onde andei porque nem quero lembrar. Só sei que por altas e baixas passei pra te encontrar…” (“O que restou de nós”. Rogê Além).

 

A voz do poeta encanta (ora pura e visceral, ora interagindo com as variações do sintetizador) nas onze canções do álbum que pode ser ouvido na íntegra e gratuitamente no canal de Rogê Além, no Youtube. A encarnação de Analosíntetico em verbo e som é uma linda descoberta para quem gosta da boa música e não importa de onde vem. A cada faixa percebe-se que Além foi além ao imprimir a sua essência, do garoto que cresceu numa emissora de rádio e se apaixonou pelo microfone quando ainda nem sabia que esse seria o seu companheiro pelos palcos da vida. Em Cuiabá, desenvolve o talento de compositor, monta uma banda com amigos, depois segue carreira solo e vai gestando a ideia de produzir um disco que o insere com louvor no mercado fonográfico.

 

RogêturnêMT
Divulgação

“Analosintético” faz parte do projeto contemplado pelo edital Circula MT, promovido pela Secretaria de Estado de Cultural de Mato Grosso. Com a direção geral e artística de Rogê Além; mixagem e masterização de Leonardo Lima; preparação vocal da minha querida amiga Sônia Mazetto (que tem uma participação incrível na faixa “Enfim, O fim”); concepção visual e direção de arte de Eduardo Dario. A belíssima fotografia do disco é assinada pela Mariangela Ferruda Zilli e o styling é de Anne Neubauer.

Conheci Rogê Além há uns dez anos atrás quando eu ministrava um curso de Cinema Documentário, na UFMT. Ele foi um dos meus alunos, junto com seu amigo e parceiro musical, o publicitário Robson Resner. Uma admiração e carinho nasceu ali pelos dois e que perdura até os dias de hoje.

 

Paz é quando a gente perdoa. Paz é quando a gente cura alguém. Paz é quando a gente se ama. Seja pra mim, pra você também. (“Quando a gente se perdoa”. Rogê Além).

 

Ouça o álbum ANALOSINTÉTICO aqui.

DiscoAnalosintético_Rogê
Divulgação