Gastronomia

Muito além da Bloomin’ Onion!

 

O Blog da Bárbara Fontes foi convidado para um almoço especial no Outback Cuiabá, localizado no Shopping Estação. A proposta era conhecer os cortes de carnes nobres oferecidos. Foi um momento muito interessante para o Blog porque já estava na pauta fazer uma matéria sobre os famosos cortes de carne – aqueles que a gente vê nos programas de culinárias das TV aberta e por assinatura. 

 

 

Os tipos de cortes da Outback Steakhouse:

 

*Sirloin – miolo da alcatra;

*Contra-filet;

*Filet-mignon;

*T-bone – este famoso corte de carne em que o filet mignon e o contra-filet ficam unidos por um osso em forma de T;

*Ribeye – um corte exclusivo da parte superior da costela bovina

 

As carnes são retiradas da parte superior dos gados das raças Hereford e Angus, das fazendas de criação localizadas na Argentina. As carnes são macias porque passaram por três processos: a marmorização, onde os pequenos filetes de gordura se dissolvem quando são cozidos; a tenderização, um processo de perfuração para soltar as fibras naturais da carne; e a maturação, um processo natural da ação de enzimas que deixam a carne mais macia.

 

Em seguida, as carnes são embaladas a vácuo, mantendo-as conservadas e protegidas contra bactérias. O Outback criou para os seus colaboradores um Manual de Boas Práticas para a manipulação correta de alimentos. Os fornecedores de carnes devem cumprir todas as exigências da Vigilância Sanitária e ter o certificado de manipulação segura de alimentos. Todos os ingredientes utilizados na preparação dos pratos são rigorosamente frescos e os itens que compõem o cardápio são preparados diariamente pela equipe de outbackers – como são chamados os funcionários.

 

 

 

O Blog experimentou e aprovou!

O meu almoço foi assim: um maravilhoso (e inesquecível!) Arroz Tâsmânia, com o corte de carne Ribeye (foto de capa desta matéria). Também experimentei a Caesar Salad e um suco de morango com laranja (eles não se misturam!). A sobremesa foi a extraordinária Passion Mango Parfait, um creme aveludado de manga, maracujá, amêndoas com um toque de pimenta caiena. Antes de chegar os pedidos, recebemos um delicioso pão caseiro, exclusividade do Outback, com uma manteiga.  

 

 

 

 

Meus pedidos no Outback Cuiabá: almoço mais que perfeito! Fotos: Bárbara Fontes.

 

 

 

 

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Eu e Manoel Zorzal. Foto: Yael Botelho.

 

O proprietário da unidade Outback Cuiabá, Manoel esteve presente e eu aproveitei para dizer que sentia algo diferente na comida do Outback, e perguntei qual era o segredo. Manoel respondeu que são os temperos secretos que tornam os pratos do restaurante diferentes de outros lugares. Ele mostrou uma prateleira com 17 frascos que significam: 16 são tipos de temperos e especiarias.

 

 

 

 

 

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Foto: Bárbara Fontes

 

E o 17º tempero? Manoel explicou ao pegar o último frasco com pequenas bolinhas que lembram pérolas negras de diversos tamanhos e tonalidades: só existe em Cuiabá e representa todas as pessoas que trabalham e visitam a unidade! Cada restaurante Outback no mundo todo tem o seu 17º frasco especial. O que torna um simples almoço da semana em uma experiência que vai além da gastronomia porque também tem humanidade. Outras coisas também me chamaram a atenção durante o almoço: a alegria dos colaboradores no atendimento e as várias comemorações de aniversário. O aniversariante do mês ganha a sobremesa com direito ao ‘Parabéns pra Você dos outbackers. Era uma festa atrás de outra! 

 

 

 

 

Outback: um pouco de História

Tudo começou quando o filme australiano Crocodilo Dundee estreou mundo afora. Um dos maiores sucessos do país do canguru até hoje, não apenas ganhou fãs apaixonados, como também ganhou uma rede de restaurantes em sua homenagem: o Outback! Engana-se quem pense em se tratar de uma famosa franquia australiana espalhada nos quatro cantos do mundo, com todas as referências possíveis à fauna, flora e cultura nativa, na verdade é um empreendimento estadunidense que surgiu de um grupo de amigos malucos pelo filme Crocodilo Dundee. Nos primeiros anos da empresa, todas as unidades eram decoradas de acordo com o filme! Atualmente a rede de restaurantes faz parte do grupo Bloomin’ Brands, com milhares de funcionários em todo mundo.

 

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Poster do filme Crocodilo Dundee (1986). Fonte: IMDb.com

 

Esta história bacana eu ouvi pessoalmente do proprietário do Outback Cuiabá, Manoel Maia Zorzal, durante o almoço para jornalistas convidados. Ele também contou que a Outback não é uma franquia. É uma empresa que possui unidades comandadas por funcionários de carreira da própria Outback. Antes de Manoel vir parar na calorosa e hospitaleira tricentenária Cuiabá, ele havia ralado muito por nove anos, onde inciou como garçom, depois bartender e passou por todos os setores da empresa. Hoje, ele é a pessoa que trouxe um dos restaurantes mais desejados pelos cuiabanos. Perdi a conta de quantas vezes na vida ouvi “falta um Outback em Cuiabá”. Agora não falta mais! Na verdade, ao meu ver, falta sim: Manoel abre um em Várzea Grande!!        

 

O Outback é famosa pela sua cebola gigante Bloomin’ Onion, a costela de porco feita em chama aberta com molho barbecue e o chopp que vem numa caneca supercongelada. Esses são os mais pedidos durante o Billabong Hour, o happy hour da Outback. Os pratos e drinks do cardápio do restaurante também trazem referências ao país, como é o caso do aperitivo Kookaburra Wings (sobreasas de frango empanadas), inspirado no Kookaburra, um pássaro grande e imponente, símbolo da Austrália.

 

 

 

 

Bloomin’ Onion antes e depois. Tem seu formato inspirado na flor australiana Waratah que geralmente tem cores avermelhadas e floresce na Austrália nos meses de setembro e novembro. Foto 1: Bárbara Fontes. Foto 2: site Outback Brasil.

 

 

 

 

Outback em Cuiabá

Entrar na unidade cuiabana é realmente fazer uma viagem à Austrália, um país de primeiro mundo, quente como o Brasil e cheio de riquezas culturais. Tudo o que há no restaurante tem um motivo: seja no uniforme da hostess (anfitriã), a querida Kariny Azambuja, que lembra um guia que leva os turistas para conhecer o Monte Conner, no Outback (região desértica da Austrália). A decoração possui pinturas (com areias) de animais que só existe naquele país e objetos da cultura aborígene. É tudo lindo e acolhedor!

 

 

 

 

Outback Cuiabá, da entrada às áreas internas. Fotos: Bárbara Fontes.

 

 

 

 

 

hostess Kariny recebe os frequentadores do Outback Cuiabá. Detalhes da decoração australiana. Fotos Bárbara Fontes.

 

 

 

 

 

Detalhes que fazem toda a diferença no Outback Cuiabá. Fotos Bárbara Fontes

 

 

O Outback Cuiabá está localizado no Shopping Estação Cuiabá. O restaurante possui uma área de 611m², 240 lugares, novo design inspirado no deserto da Austrália. Manoel Zorzal contou para o Blog da Bárbara Fontes que já fazia alguns anos que a Outback planejava abrir uma unidade em Cuiabá. Foram realizados muitos estudos e pesquisas que mostraram que a cidade, que recentemente completou 300 anos, possui potencial para receber o empreendimento. São 100 empregos diretos! Durante a fase de recrutamento para trabalhar no Outback Cuiabá, mais de quatro mil pessoal se candidataram às vagas oferecidas. 

 

Desde a sua inauguração, no final de 2018, a Outback Cuiabá tem superados todas as expectativas de funcionamento, atendimento e lucros. Mais uma prova de que Cuiabá é a cidade das boas oportunidades.  

 

 

Serviço

Outback Steakhouse Shopping Estação Cuiabá

Horário de funcionamento:

Segunda à quinta – 11h30 às 23h

Sextas e sábados – 11h30 às 00h

Domingos e feriados – 11h30 às 22h30

Billabong Hour – 17h às 20h

End: Avenida Miguel Sutil, 9300 – Duque de Caxias –  Piso L1

 

*Agradecimentos:

O Blog da Bárbara Fontes agradece o Outback Brazil por proporcionar a experiência gastronômica; ao senhor Manoel Zorzal pela receptividade e ótima conversa; à Yael Botelho, da Yod Comunicação pelo convite e pela ajuda na escolha dos pratos; e a todos os outbackers que nos atenderam.

 

**A matéria também possui informações das Assessorias de Imprensa: Jeffrey Group e Yod Comunicação. 

 

***Matéria publicada em 11 de maio de 2019, e atualizada em 28 de setembro.

 

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Quem quer ser Vereador?

Está aberto o processo seletivo para candidatos a vereador nas eleições de 2020. A iniciativa é do NOVO que busca encontrar entre os seus filiados, candidatos comprometidos com os valores do partido político como a redução do número de assessores, de custo e verba dos gabinetes.

 

Segundo informações da Ícone Press, que assessora o Partido NOVO, a seletiva conta com três etapas: na primeira, os postulantes devem preencher informações sobre seus currículos; mandar um vídeo explicando o motivo de querer ser candidato, sua estratégia de campanha e propostas; além de passar por uma avaliação. Os aprovados seguem para uma segunda etapa, que consiste em uma entrevista com membros dos diretórios do partido. E na terceira etapa, deverão participar de tarefas e atividades de “Exposição e Capacitação”, evento que engloba treinamentos online e provas.

 

Os aprovados devem assinar um termo de compromisso de gestão e partidário, onde devem seguir os princípios e valores do NOVO, entre eles o cumprimento de todo o mandato (quatro anos).

 

Cuiabá, capital de Mato Grosso, está entre as 17 cidades contempladas pelo processo seletivo do NOVO, e o Blog da Bárbara Fontes conversou com o vereador Luis Claudio, do Partido Progressista (PP), e Suelme Fernandes, analista político, sobre os prós e contras de um processo seletivo no âmbito da política brasileira.

 

“Eu acho interessante a ideia do processo seletivo e é válido dentro da posição do partido, porém, na minha opinião, ela não reflete na escolha e ascensão de um líder. A liderança é algo nato, nasce com a pessoa. Mas o teste seletivo permite a ter mais qualidade dentro do Parlamento, mas não enseja numa liderança mais forte”, observa o vereador Luis Claudio, do PP, e líder do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

 

Não será um processo seletivo que vai determinar que uma pessoa seja melhor do que a outra, atesta apenas que uma pessoa está em melhores condições de estar num Parlamento, porém, a formação de um líder ocorre de uma forma mais natural”. (Luis Claudio, vereador por Cuiabá pelo Partido Progressista)

 

O analista político, Suelme Fernandes, também afirma que a iniciativa é válida e o partido tem o direito de escolher os seus candidatos, porém, não acredita que isso vai causar uma grande inovação no cenário político atual. “Não é uma mudança dessa que vai mudar o conceito de como se faz política nesse país”, ressalva. Também cita a Constituição Federal onde diz que “todos têm o direito de votar e ser votado”.

 

Nós passamos cerca de 70 anos, do Brasil República sem voto de analfabeto, sem o voto das mulheres e sem o voto das pessoas pobres porque havia uma visão exclusivista e elitista de política, e que dava direito somente a alguns a serem candidatos, a votarem e serem votados. E a gente conseguiu na Constituição democrática de 1988, o direto de as pessoas votarem e serem votadas, inclusive os analfabetos. Eu não entendo o porquê de agora se fazer um concurso para isso. Eu acredito que o ato político não depende de diploma ou de certificação, o caráter de uma pessoa não se mede por uma avaliação. Não dá garantia nenhuma ser atestado num processo seletivo. Na verdade, isso passa a ser um processo excludente. O que muda a postura e o compromisso de uma pessoa aos interesses públicos republicanos é o caráter, a educação e a cultura que possui. Não sei se uma prova é capaz de aferir garantias de bom caráter”. (Suelme Fernandes, Analista Político)

 

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O que diz a Constituição Federal

No artigo “Os direitos políticos na Constituição Federal de 1988”, de José Liosmar dos Santos,  esses direitos concretizam a soberania popular” por meio de um “conjunto de direitos que regula a forma através da qual o povo consegue interferir no governo se caracterizando como direitos essenciais ao indivíduo”. Para o usufruto dos direitos políticos faz necessário possuir condições para votar e ser votado, e dentro das regras da Constituição e da legislação infraconstitucional. O que a Carta Magna rege:

§ 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei:

        I –  a nacionalidade brasileira;

        II –  o pleno exercício dos direitos políticos;

        III –  o alistamento eleitoral;

        IV –  o domicílio eleitoral na circunscrição;

        V –  a filiação partidária;

        VI –  a idade mínima de:

  1.         a)  trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;
  2.         b)  trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
  3.         c)  vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz;
  4.         d)  dezoito anos para Vereador.

(Constituição Federal, Título II, Capítulo IV – dos Direitos Políticos, Artigo 14, parágrafo 3º)

 

O artigo 14, da Constituição Federal não obriga aos partidos políticos a realizarem processos seletivos, porém, não é ilegal um partido realizar um edital para escolher os seus candidatos.

 

 

A proposta da seletiva para candidatos a cargos políticos do NOVO, “surge diante da decepção da população brasileira com partidos e políticos”, como afirma Sérgio Antunes, líder do partido em Cuiabá.

 

 

A necessidade por uma verdadeira renovação na política se fortaleceu. Além disso, é uma forma de minimizar os riscos de termos candidatos desalinhados com os ideais da sigla”. (Sérgio Antunes, NOVO)

 

 

Processo Seletivo

Os interessados em concorrer a uma vaga para vereador devem acessar o edital do processo seletivo no site do NOVO. As inscrições têm o valor de R$ 350. Quem já foi candidato paga metade. Segundo o partido, a expectativa é de abrir o processo seletivo para a escolha dos candidatos a vereadores em cerca de 60 cidades.

 

Cidades com processos seletivos abertos:

  • Belém – PA
  • Belo Horizonte – MG
  • Campo Grande – MS
  • Cuiabá – MT
  • Curitiba – PR
  • Florianópolis – SC
  • Fortaleza – CE
  • Goiânia – GO
  • Manaus – AM
  • Natal – RN
  • Porto Alegre – RS
  • Recife – PE
  • Rio de Janeiro – RJ
  • Salvador – BA
  • São Paulo – SP
  • Teresina – PI
  • Vitória – ES

 

 

 

Saiba mais:

Processo Seletivo do NOVO, acesse AQUI.

Constituição Federal, artigo 14, acesse AQUI.

 

*Esta matéria também contém informações da assessoria do NOVO de Cuiabá, Ícone Press Assessoria de Imprensa e Agência de Conteúdo.

 

 

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Centro Histórico de Cuiabá. Crédito: Bárbara Fontes

CUIABÁ, CUIABÁ!

‘Cuiabrasa’, muito prazer!

Pode-se dizer que Cuiabá é quente, um forno, a sucursal do inferno, de tão quente que é. Mas eu digo, com certa segurança de alguém que já rodou o mundo – por terras quentes como a Tunísia, ou terras frias como a Suécia, Cuiabá é a cidade mais aprazível do mundo! Não, não é um exagero bairrista de uma paulista (amo a minha Mogi das Cruzes!), que veio nos primórdios da adolescência, com a família, viver em Mato Grosso. Mesmo com tantas viagens marcadas em minh’alma, o meu cotidiano é viver na ‘ponte-terrestre’ Várzea Grande-Cuiabá.

 

Quando eu escrevi que Cuiabá é aprazível, eu posso provar com a minha vivência, mas, se se isso for insuficiente, eu provo com dados históricos:

vista da cidade de Cuiabá. Desenho de Hercules Florence

 

Em “Viagem Fluvial do Tietê ao Amazonas de 1825 a 1829”, escrito por Hercule Florance, sobre as suas memórias quando foi o 2º pintor da Expedição Langsdorff, o rapaz francês, de Mônaco (era muito fechado, e não conhecia o jeito espontâneo do brasileiro) ficou tão chocado com a recepção calorosa que a expedição recebeu, assim que desembarcou no Porto do rio Cuiabá, e também, passeando pela cidade, com o povo cuiabano (em especial as mulheres – que para ele, vestiam poucas roupas e eram alegres demais). Fofocas da época diziam que o 1º pintor da expedição, o jovem Adrien Taunay (tio do Visconde de Taunay), vivia preambulando por Cuiabá (a expedição Langsdorff ficou em Cuiabá por mais de um ano!), amava a mulherada, e vivia intensamente a boemia cuiabana!

 

O jeito caloroso de ser do cuiabano foi percebido, muito antes da expedição russa desembarcar na cidade. O português Alexandre Rodrigues Ferreira, que comandou a expedição Viagem Filosófica, realizada no final do século XVIII, também passou por Cuiabá, e se encantou com povo. Nos Annaes do Sennado da Camara do Cuyabá 1719-1830 (um dos  meu livros preferidos!), há diversas passagens sobre as visitas dos capitães-generais e outras autoridades, e as festanças que a população organizava de boas-vindas. Diversas autoridades enviou cartas de agradecimentos e citando que Cuiabá sabia receber muito bem as pessoas de fora. Na Cuiabá antiga tinha apresentações teatrais, óperas, desfiles com carros alegóricos (e nem era carnaval!) e muita dança nas casas ou nas ruas. Eu li várias vezes o Annaes do Senado, e afirmo aqui que o povo de Cuiabá adorava uma festa! Eu sei que povo ainda adora um festejo, mas, antigamente, a população era menor e não havia facilidades como existe hoje – então, se o povo, daquela época quisesse uma festa, todo mundo tinha de ajudar – até a igreja!

 

 

 

 

Casa Orlando, Cuiabá. Crédito: Bárbara Fontes/2017
Casa Orlando. Crédito: Bárbara Fontes

Numa pesquisa realizada por mim, em 2017, sobre os irmãos Orlando, italianos de Nápoles, que ajudaram no desenvolvimento de Cuiabá, no início do século XX, e que trouxeram  outros italianos para trabalhar na cidade – e acabaram ficando, e foram responsáveis por um legado cultural e histórico extraordinário. Esses italianos chegaram jovens e solteiros, com o intuito de trabalhar duro. E, adivinha o que lhes aconteceram? Sim, casaram com as cuiabanas! Imagine o jeito italiano de ser, casado com o jeito cuiabano de ser (uma união de português, índio, paraguaio e negro) : e assim nasceu a ‘mistureba’ gostosa que só tem em Cuiabá! Outras Culturas como a japonesa e a do oriente médio, também contribuíram para o desenvolvimento da cidade – assim como, a vinda de milhares de brasileiros de vários cantos do país, que encontraram em Cuiabá, uma oportunidade de vida melhor.

 

 

 

Parte interna do MIS, Cuiabá. Crédito: Bárbara Fontes, 2017
parede de adobe. Parte interna do Museu de Imagem e Som de Cuiabá. Crédito: Bárbara Fontes

 

Para entender Cuiabá, é preciso compreender que ela nasceu por acaso, não foi sonhada e pré-concebida como aconteceu com a cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, no oeste de MT. Cuiabá nasceu da descoberta do outro, e antes disso, era povoada por milhares de indígenas – que com a chegada dos bandeirantes, tiveram três escolhas: fugir para nunca mais voltar, lutar até morrer ou viver sob o comando dos ‘brancos’  (a descoberta do ouro nas Lavras do Sutil foi feito por um indígena). Cuiabá nasceu deflorada em todos os sentidos! E depois de usada, sem o ouro abundante, foi largada à míngua. O jeito foi dar a volta por cima e sobreviver! Os primeiros cuiabanos são os sobreviventes das lutas sangrentas entre bandeirantes e indígenas; e dos forasteiros. Tempos depois, uma nova população surge dos casamentos entre as moças de Cuiabá com os dos servidores públicos, que vieram trabalhar na Vila, e formaram famílias com muitos descendentes que estão até hoje aí.

 

 

 

Cuiabá, está situada no Centro-Oeste do Brasil, no coração da América do Sul, por uma questão geográfica,  sempre esteve distante dos grandes centros, e tudo chegava com muito atraso. Como exemplos: a cidade ainda mantinha a escravidão, quando a Lei Áurea já estava em vigor. Ainda se vivia a monarquia, quando a República já era fato consumado. E, pasmem! O proclamador da República, Marechal Deodoro da Fonseca morava em Cuiabá (antes de ir para o Rio de Janeiro e entrar para história) e foi casado com a cuiabana Mariana Meireles. Cuiabá estava tão atrasada em relação às transformações que o Brasil passava, que o jeito era viver dentro da realidade possível: a vida dura com muitas limitações urbanísticas; comer o que estava disponível, viver sob a régia da Igreja e, festejar sempre que possível – as festas de santos de Cuiabá, que hoje estão mais comerciais (a vida moderna obriga), já foram eventos que agregavam toda população e com muita comida e bebida gratuita.  Até um tempo atrás, havia festas nas casarões tradicionais, como a da querida Dona Bem bem (um ser humano incrível e que deixou muitas saudades!).

 

 

A Saga de Cuiabá em cinco atos

Para melhor compreender a Cuiabá de hoje, o Blog da Bárbara Fontes convida para conhecer a saga de Cuiabá – de povoado bandeirante até os dias atuais. Comparando-a com as cidades de São Paulo e Salvador, podemos dizer que Cuiabá ainda é muito jovem com os seus 300 anos, porém, nasceu com a responsabilidade de encher sacos de ouro para o delírio da monarquia portuguesa; cresceu sob constante ameaça de sucumbir a doenças, pragas e outras mazelas; tornou-se adulta para receber as mudanças que os imigrantes e migrantes trouxeram e, hoje, é uma bela e sábia anciã, tão cheia de histórias épicas para contar aos cuiabaninhos, da geração high tech, que nascem todos os dias e, que um dia, estarão ocupando espaços importantes na sociedade!

 

 

Abaixo segue um resgate histórico, dividido em cinco atos. Importante ressaltar que os créditos das fotos e as fontes bibliográficas se encontram no final deste texto.

 

Primeiro Ato – OS BANDEIRANTES CHEGARAM!

Crédito: Moacyr Freitas. Quadro 'Combate de monção com os Paiaguás'Fonte: GCom-MT.

Os bandeirantes paulistas adentraram ao interior do país para capturar indígenas e vendê-los como escravos. Ainda não existia Mato Grosso, somente um vasto território desconhecido com uma densa selva cheia de animais e vegetação desconhecidas, entrecortada por rios e cachoeiras. As monções (expedições), tinham de sobreviver às intempéries da natureza, e, também,  sobreviver aos ataques dos temidos indígenas ‘selvagens’. Os bandeirantes chegaram até os índios Coxiponé, após subirem o rio Cuiabá, e a recepção não foi nada agradável. Teve combates, sim!

 

Entre os anos de 1673-1682, foi formado o primeiro aldeamento, às margens do rio Coxipó, liderado pelo bandeirante, chefe da expedição, Manoel de Campos Bicudo, que o batizou de São Gonçalo (uma capela foi construída em homenagem ao santo).

 

Ninguém gosta de ter o seu território invadido, a história mundial nos relata inúmeras guerras travadas, e ainda agorinha, se ligar a TV, verá alguma notícia de guerra por causa de território. Então, já é de se imaginar que os guerreiros Coxiponé jamais aceitariam entregar suas terras de “mão beijada” aos forasteiros, e atacaram o povoado diversas vezes, obrigando os aldeões fugirem e abandonando o local, que, tempos depois, foi tomado pelo mato grosso. Os bandeirantes que conseguiram chegar à capitania de São Paulo, relataram cenas de terror vivenciados nos confins do Brasil, e deram “o endereço” dos indígenas – o que  ocasionou a formação de muitas expedições para o local onde havia povoamento de Campos Bicudo.

 

 

 

 

Segundo Ato – Um novo povoamento

Crédito: Belmonte. O bandeirante Manoel de Campos Bicudo, com o filho Antonio Pires de Campos. "No tempo dos bandeirantes".“Sangue no olho” era o que podemos imaginar de Antonio Pires de Campos quando formou uma monção para retornar à região do Coxipó, onde seu pai havia fundado o primeiro povoado. Ao Chegar, depois de dias e dias de perigosa e cansativa viagem, encontrou os Coxiponé ocupando o lugar, e onde havia a capela de São Gonçalo, era um aldeamento indígena. Mais combates entre os bandeirantes e os indígenas aconteceram, sendo estes últimos presos e a aldeia destruída. Em homenagem ao acampamento formado pelo seu pai, o qual Antonio chegou a morar quando era garoto, rebatizou de São Gonçalo Velho. Dias depois, os bandeirantes seguiram rio Cuiabá abaixo em busca de mais indígenas para matar ou escravizar – o comércio de gentios gerava grandes fortunas para os capitães de bandeiras.

Para quem pensou que os Coxiponé estavam destruídos, se enganou! Eles não se deram por vencidos, e voltaram mais fortes para atacar o novo povoado. E os aldeões foram obrigados, de novo, a abandonar o local, e voltar para São Paulo. No meio da viagem, a moção de Antonio Pires de Campos se encontrou com a bandeira do capitão Paschoal Moreira Cabral, bisneto de Pedro Álvares Cabral – o descobridor do Brasil. Depois de ouvir, atentamente, o sombrio relato de Antonio Pires, Cabral decide ir para a São Gonçalo Velho, seguindo a rota orientada pelo bandeirante que retornou para São Paulo, e capturar todos os temidos Coxiponé e, sim, ganhar muito, muito dinheiro com eles!

 

 

 

Terceiro Ato – Aqui tem OURO, Portugal!

Crédito: Moacyr Freitas. Quadro "As lavras do Sutil"/GComMT.Paschoal Moreira Cabral encontrou o povoado totalmente destruído e sem os Coxiponé para contar a história. A monção seguiu rio Coxipó acima, em busca de um local para pouso e para surpresa de todos, encravados nos barrancos haviam ouro em granetes! Os bandeirantes deixaram as bagagens no local e seguiram rio acima, chegando num local que se chamaria “Forquilha”. Lá havia indígenas que não resistiram e foram presos. Com as canoas cheias, os bandeirantes retorna para o local onde era o aldeamento de São Gonçalo Velho, e um novo batismo se deu: agora se chamaria de Aldeia Velha.

 

Aldeia Velha era o pouso oficial da bandeira de Paschoal Moreira Cabral. Após muitos desbravamentos pela selva, os bandeirantes também tinham momentos de descanso para se alimentar e dormir. Num dia qualquer, um dos homens de Cabral estava lavando um utensílio no rio e …bingo! achou ouro! O minério podia ser pego com as mãos! Naquele momento, toda a bandeira estava afortunada e, para que continuar correndo atrás de índio? Agora é catar ouro no rio – tarefa mais prazerosa e que os mantinham vivos! O que os bandeirantes – agora ricos homens – não sabiam, é que era ‘ouro de aluvião’, isto é, era superficial e escasso. O jeito foi buscar outros locais auríferos, e as monções seguiram para longe, construindo ranchos com casas e lavouras, sempre às margens dos rios Coxipó e Cuiabá. Os indígenas sobreviventes dos ataques, trabalhavam nas minas ou nos ranchos como serviçais.

 

 

 

 

Quarto Ato – O ARRAIAL

Com a descoberta do ouro, a região ficou famosa em todo território brasileiro, e muitas pessoas vieram tentar ‘a sorte’ nas terras recém-povoadas – que, oficialmente, não pertencia à Portugal. Era necessário e urgente, a Coroa portuguesa tomar posse do local, um território pertencente à Coroa Espanhola, porém, não ocupada, e nem reivindicada pelos espanhóis). Após uma reunião entre os bandeirantes, foi delegado à Gabriel Antunes ir até São Paulo para dar a “boa nova” das lavras auríferas descobertas e levar amostras de ouro aos representantes da Coroa Portuguesa no Brasil, e teria de retornar com as ordens necessárias (aprovadas pela Sua Majestade) para o andamento da região que já possuíam milhares de pessoas.

 

Enquanto Gabriel Antunes viajava, os bandeirantes que ficaram providenciaram uma certidão para legitimação da terra ocupada: a Ata de Fundação do “arraial do Cuyabá”. E assim, foi lavrada em 19 de abril de 1719, por Manoel dos Santos Coimbra, escrivão, e assinada pelo capitão-mor Paschoal Moreira Cabral e mais 21 homens, os primeiros povoadores. Cabral, enquanto aguardava a volta de Gabriel Nunes com as ordens de comando, ocupou o cargo de regente-mor do arraial. Sua função era guardar todos os ribeiros de ouro, sovacar, examinar, fazer composições com os mineiros e botar bandeiras, tanto aurinas como aos inimigos bárbaros[1].

 

 

 

 

Quinto Ato – Quando uma Vila se torna Cidade

 

Crédito: Expedição de Alexandre Rodrigues Ferreira/prospecto da Villa do Bom Jesus de Cuyabá_Igreja do Rosário.

 

Em 1723, no local, onde hoje fica a igreja de São Benedito, surgiu a famosa “Lavras do Sutil”, e por esse motivo que surgiu muitos ranchos e o início do povoamento fixo, fora do São Gonçalo Beira Rio (o primeiro povoamento), e porta de entrada do centro histórico de Cuiabá. Ainda neste ano, é construída a igreja da Matriz (onde está a atual).  Em 1726, o capitão-mor Rodrigo César de Menezes, representante do Reino de Portugal, eleva o arraial do Cuyaba à categoria de vila, com o nome de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Nesse tempo, a capital da Capitania de Mato Grosso era Vila Bela da Santíssima Trindade. Em 17 de setembro de 1818, a vila foi elevada à condição de cidade e, somente em 28 de agosto de 1835, Cuiabá se torna capital da província de Mato Grosso, mantendo-se até os dias atuais.

 

 

 

 

 FIM DE ATO? Não, CUIABÁ, 300 ANOS!

A Saga continua!

A Cuiabá de 2019 é formada por pessoas vindas de todos os cantos do Brasil, de refugiados, e de estrangeiros que, de todos os lugares do mundo, optaram por viver numa localidade que já foi chamada de ‘Cidade Verde’, com as ruas cheias de árvores e os quintais cheios de mangueiras e outras árvores frutíferas.

 

 

 

Fontes Pesquisadas

Annaes do Sennado da Camara do Cuyabá 1719 = 1830 (Arquivo Público de Mato Grosso);

Erros e Mitos na História de Mato Grosso (Paulo Pitaluga)

Acervos do Arquivo de Mato Grosso; Biblioteca da UFMT; Biblioteca Estevão de Mendonça; Revistas do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso

Wikipédia brasileira   

 

 

 

 

Créditos da Imagens

‘Cuiabrasa’, muito prazer:

Vista da cidade de Cuiabá. Desenho de Hércules Florence. A imagem foi extraído do artigo Extraído do estudo: Nos confins da civilização: Algumas histórias brasileiras de Hercule Florence.

 

 

 

 

A Saga de Cuiabá em cinco atos:

Primeiro Ato: Quadro de Moacyr Freitas. Extraído do site da GCOM-MT

Segundo Ato: Belmonte – ilustração do livro “No tempo dos bandeirantes”.

Terceiro Ato: Moacyr Freitas/GCOM-MT (nas Lavras do Sutil);

Quarto Ato: Alexandre Rodrigues Ferreira (prospecto da “Villa do Bom Jesus de Cuyabá”/Igreja do Rosário)

[1] Annais do Sennado da Camara do Cuyaba. Arquivo Público de Mato Grosso, p.47.

 

 

 

 

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Terapia de Lembranças

Recordar faz bem para a saúde

Assim que terminou o lançamento do livro Terapia de Lembranças (05.08.18), na sede da Unimed Cuiabá, Lélia Lobo, a pedido do Blog da Bárbara Fontes, abriu o livro pela primeira vez, e folheou até parar numa fotografia que lhe chamou atenção:

 

jardim da Praça Alencastro, Cuiabá/MT
Acervo MIS/Cuiabá-MT

 

 

“Aqui é a Praça Alencastro, a gente falava ‘jardim’ – ‘Vamos passear no jardim’. Na quinta, no sábado e no domingo, eram os dias em que a gente vinha no jardim. A gente se arrumava para passear como se fosse ir a uma festa, com sapato de salto, às vezes usava uma saia ou um vestido, menos calça comprida porque naquela época não aceitava muito mulher de calça comprida. Quando eu comecei a usar para dançar twist, o povo começou a me olhar (risos). ”

 

A partir dessa lembrança despertada pelo livro, Lélia lembra de outro momento da juventude:

 

 

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Lélia Lobo

“Tinha eu e minha irmã mais velha, Íris, a Vera (a querida cantora Vera Capilé), a Denise era menor e ia também, e nós andávamos (no Jardim Alencastro). Papai e mamãe não vinham, mas meu irmão Osmar que vinha, mais velho do que eu. Ele me acompanhava para tudo, nós éramos muito ligados. A gente ia para os bailes juntos, e a primeira peça eu dançava com ele. Então aqui (apontando no livro, a imagem da praça) ele andava conosco. Eu andava pegando no braço dele. Aqui nós encontrávamos os amigos. No domingo, a gente ia primeiro na missa da igreja Matriz, depois da missa ia para o jardim, e depois íamos para o Clube Feminino dançar, tinha a noite dançante. E entre dez, dez e meia, no máximo onze horas (da noite) a gente tinha de estar em casa. A diversão (dos jovens cuiabanos) era o jardim, ver filme no Cine Teatro Cuiabá, no Clube Feminino, e a gente também fazia ‘brincadeiras’ nas casas, que era ‘dançar’. A gente fazia a noite dançante. Não tinha bebida, não tinha nada. A água era do pote que ficava na sala, uma caneca para tirar a água e colocar no copo para tomar e dançava a noite inteira. Era twist e rock”.          

 

 

Despertar momentos gostosos que estão guardados no baú da memória, é a missão que o livro Terapia de Lembranças almeja. A fotografia tem um grande poder de destravar os mecanismos que estão no cérebro relacionados à lembranças passadas. É uma  experiência de conexão benéfica para todas as pessoas, principalmente, as que já passaram dos 60 anos, e vivem a Melhor Idade.

 

 

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Uma questão de saúde

O livro foi concebido como método de exercício cognitivo por meio de recordações, eficaz para prevenção de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, e para o tratamento de paciente acometidos por tais enfermidades. Atualmente, estima-se que quase 44 milhões de pessoas ao redor do mundo têm Alzheimer. O presidente da Unimed Cuiabá, Rubens Carlos de Oliveira, bateu um papo com o Blog da Bárbara Fontes durante o lançamento do livro Terapia de Lembranças:

 

 

Lançamento do livro Terapia de Lembranças/
Lançamento do livro Terapia de Lembranças/Crédito Bárbara Fontes

“O Terapia de Lembranças é uma mudança de paradigma que a Unimed está tendo dentro da sua gestão, preocupando com a prevenção, e preocupado com a Melhor Idade. Hoje, nós temos mais de 28 mil usuários da Unimed Cuiabá acima dos 60 anos. Todos nós seremos idosos, e temos de nos preocupar com a saúde agora e não deixar para depois na velhice. Temos de cuidar agora com o bem estar. Conseguindo isso com nossos idosos hoje, mostramos para a juventude que tem de se cuidar, esse é o objetivo da Unimed”.

 

 

 

Dra. Waltyane

O livro faz parte de um grande projeto,  a criação de um espaço lúdico (Espaço Viver), que atenderá os idosos clientes da cooperativa. Neste momento encontra-se em construção, e a inauguração está prevista para início de 2019.

A doutora Waltyane Pinheiro Poussan, especialista em Geriatria e Gerontologia pela Associação Médica Brasileira, explicou que “o livro tem o intuito de melhorar a parte cognitiva, que é a atenção, memória, e até mesmo o convívio familiar.

 

 

 

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A concepção do livro

Livro Terapia de Lembranças_FotoBarbaraFontes
Crédito: Bárbara Fontes

 

O livro Terapia de Lembranças é composto de fotografias históricas, da Cuiabá de outros tempos, que permite aos idosos que viveram a mocidade na cidade, relembrar e interagir com o livro que possui espaços para anotações, colagens de fotografia, incentivando a construção de um livro próprio.  Segundo a idealizadora do projeto e diretora de Mercado da Unimed, Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma, “é para a pessoa também participar do livro. Cada um recebe o livro, mas o livro não é uma obra fechada. Esse livro é uma obra aberta, então, a pessoa pode acrescentar dados da sua história neste local, um evento, ou uma história. E  o livro dela se torna único”.

 

 

 

Suzana com a senhora Lélia_Easy-Resize.com
Suzana com Lélia Lobo

 

O sonho de produzir um livro, começou a ser concretizado há dois anos atrás, Susana queria que os cuiabanos contassem histórias de Cuiabá e por meio da Unimed Cuiabá esse sonho começou a ganhar contornos, ao unir uma questão cultural com a questão de saúde: o livro é ao mesmo tempo um importante registro histórico, e um método terapêutico. É uma bela e valorosa forma de cuidar da saúde dos idosos.

 

 

 

 

 

Suzana explicou que a seleção de fotos foi feita pela agência Pau e Prosa, “a partir de algumas lembranças que eu tinha da minha infância”. As fotografias são de acervos que foram disponibilizados para o livro. O sonho casou muito bem com o projeto chamado Viver bem, da cooperativa, que trabalha com o idoso. E Suzana completa sobre o Viver Bem: “É um trabalho maravilhoso. Esse projeto contribuiu enormemente para aquilo que era um sonho meu de antigamente”.

 

 

 

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Crédito: Bárbara Fontes

 

Saiba mais sobre o Terapia de Lembranças AQUI.

 

*Reportagem Especial publicada em 08 de abril de 2018. Atualizada em 14 de setembro de 2019.

 

**Esta matéria também contém informações da Pau e Prosa Comunicação.

 

 

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Jornalistas Que Correm (Atualizado)

Em sua quinta edição, iniciativa esportiva reúne jornalistas em parque cuiabano neste sábado (27.07)

 

 

Pautar, apurar, investigar, entrevistar, reportar, escrever, editar e publicar, essas ações técnicas fazem parte da rotina de jornalistas em todo mundo, somado a isso, sempre há um relógio que marca os minutos finais para a entrega da matéria ou reportagem – deadline, no jargão jornalístico. Ser jornalista é uma missão gratificante, porém, muito estressante porque viver todos os dias sob o imediatismo da notícia não é uma tarefa fácil e com o tempo, a mente cansa e o corpo adoece.

 

É comum imaginar que ser jornalista é viver sem rotinas burocráticas, viajar para lugares desconhecidos, escrever muito, fumar um cigarro atrás de outro e curtir a boemia noturna com outros intelectuais e artistas. Essa imagem foi fortalecida pelo cinema hollywoodiano que também disseminou a ideia do jornalista como um curioso que se mete em confusões como os repórteres Louis Lane e Tintin, ou capaz de atos heroicos como Clark Kent, o Superman, que sai às pressas no meio do expediente do jornal Planeta Diário para salvar o mundo. A verdade nua e crua é: jornalista é um ser humano de carne e osso que trabalha muito, ganha menos do que merece e adoece com muito mais facilidade por causa da vida estressante no trabalho e, geralmente sedentária na vida privada.

 

 

Sensível à essa realidade, surgiu o “Jornalistas que Correm” (JQC), liderado pelo jornalista e escritor Paulo Vieira, 50 anos, que já participou de quatro maratonas e meias-maratonas. Desde 2013, o projeto esportivo incentiva profissionais da Comunicação Social a treinarem e competirem em corridas de rua, como a São Silvestre, a maior do Brasil. A iniciativa deu tão certo e recebeu um apoio importante: a inclusão do projeto Saber Beber, programa de consumo responsável do Grupo Petrópolis. Em todos os eventos do JQC que acontecem pelo país há um treinador que orienta os participantes antes de começarem a correr (alguns caminham) em percursos de curta e média distâncias. Depois da corrida é oferecido um café da manhã e também há cerveja bem geladinha. Ao final do evento, os participantes ganham packs de cerveja Petra.

 

 

 

Jornalistas Que Correm em Cuiabá

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Jornalistas na terceira edição do Jornalistas Que Correm Cuiabá, no parque Tia Nair. (Assessoria)

 

Acontece neste sábado, 27 de julho, a partir das 7h, no parque Tia Nair, a quinta edição cuiabana do JQC. Desde o final de 2018, mais de 100 jornalistas residentes em Mato Grosso participaram do projeto que incentiva a prática da corrida esportiva. O sucesso do evento na capital que recentemente completou 300 anos, se deve à proposta de mostrar ao jornalista que praticar esportes é um ótimo antídoto contra o estresse, e que a vida não é só correr atrás de furos de reportagens.

 

 

 

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Daniele Danchura, Ronaldo Pacheco e Paola Carlini. (acervo pessoal)

“Eu vi vários amigos da área de Jornalismo, da Comunicação Social morrerem jovens por problemas de saúde porque eram sedentários, não faziam nenhum tipo de exercício, levavam a vida muito boêmia. Desde 2014 eu voltei a praticar esportes. Eu abracei o projeto como uma questão pessoal, de ativismo mesmo, de fazer com que as pessoas entenderem que não é por uma questão de estética. Lógico que praticando atividade física, o seu corpo vai mudar para melhor, mas é principalmente para a saúde. Fazer atividade física é uma questão de saúde. Vivemos numa profissão que ficamos muito sentados, hoje em dia a gente fica muito sentado, tem muito estresse, muita tensão e correr é uma forma de aliviar o estresse. Correr produz a endorfina, o seu cérebro irriga mais o sangue e trabalha melhor. Então é uma maneira de você viver melhor, qualidade de vida.” (Daniele Danchura, 41 anos, jornalista e corredora)

 

 

 

A rotina de trabalho de um jornalista é bem puxada, com horas extras e plantões. No final de semana, quando é possível, a maioria quer dormir até mais tarde, portanto, correr às sete da manhã não faz parte dos planos. Também tem a questão da preguiça ou desinteresse em praticar esportes, mesmo que todos saibam que é importante para a saúde. É aí que entra o projeto Jornalistas Que Correm ao incentivar esses profissionais acordarem mais cedo não apenas para correr, também para reencontrar amigos e colocar a conversa em dia, tomar um café da manhã delicioso, tomar uma cervejinha e ainda ganhar presentes!

 

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No café da manhã do JQC, Celly com Laura no colo, o marido Jonison e as colegas jornalistas. (acervo pessoal)

“Eu participei do Jornalistas Que Correm no ano passado, quando estava grávida de sete meses e eu só caminhei e me senti muito bem. Depois que a Laura nasceu teve outras edições eu continuei participando porque preciso me manter ativa, fazer alguma coisa um pouco fora do universo da maternidade e também não me sentir anulada. É importante manter contato com os colegas de profissão, rever colegas e também praticar uma atividade física. O meu corpo mudou muito depois que a Laura nasceu, depois do parto. Eu aproveito esses momentos que surgem para não ficar parada. O JQC é um incentivo porque além da prática do exercício físico, também tem a parte social de rever os colegas. Eu acho isso muito importante. Tem gente que fala que não pode ir porque não dá conta de correr, mas além de mim há outros jornalistas que também só caminham. Cada um vai de acordo com a sua limitação. (Celly, 28 anos, jornalista e escritora)

 

 

4º Edição (29/07)

 

 

 

 

Bate-papo com o Blog

O Blog da Bárbara Fontes conversou com o profissional de Educação Física, Fernando Gois, treinador de corrida de rua (FG Assessoria Esportiva), responsável pelos treinamentos do projeto Jornalistas Que Correm em Cuiabá:

 

Blog da Bárbara Fontes: Antes de iniciar a corrida, você faz um treinamento. Por quê?

Fernando Gois: Chamamos de educativos de corrida. São exercícios que visam melhorar a técnica do corredor.

 

 

BBF: No parque Tia Nair qual é o percurso da corrida?

FG: O percurso foi saindo do parque e indo em direção ao Florais Itália e voltando.

 

 

BBF: Jornalistas têm uma vida profissional estressante, como podemos incentivar esses profissionais a participarem do Jornalistas Que Correm?

FG: Com esse tipo de ação onde casa o estímulo de correr com café da manhã e companheirismo demonstra-se ser uma excelente ideia. A dica para iniciar é ir com um amigo, uma turma, procurar uma Assessoria Esportiva para que o estímulo seja maior, melhorando assim o comprometimento e disciplina.

 

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Fernando, em primeiro plano, com a galera do JQC Cuiabá. (Assessoria)

 

 

BBF: Professor, por que o evento Jornalistas que Correm é importante?

FG: Devido à grande adesão dos participantes, tirando muitos do sedentarismo e despertando o interesse para ser uma pessoa ativa e mais saudável.

 

BBF: Eu sempre ouço: correr libera a endorfina. O que significa isso?

FG: É um importante hormônio responsável pela sensação de bem-estar, reduzindo sintomas depressivos e ansiedade.

 

                                                          &&&&&&&&&&&&&&

 

*Foto de capa: Jornalistas que participaram da 4º edição do Jornalistas Que Correm (29.06), em Cuiabá/MT. Crédito: Ícone Press (Assessoria de Imprensa do evento)

**Matéria publicada em 27/06, e atualizada em 21/07.

 

 

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Balbúrdia – O Retorno

Egressos da UFMT celebram a amizade em evento emblemático

 

 

Uma festa para ficar na memória e no coração dos 120 participantes, entre egressos, professores e convidados, que enfrentaram a noite fria de sexta-feira (05.07), no espaço Valdelícias, em Cuiabá (MT), para um raro momento de reencontros, abraços saudosos e muita conversa para colocar em dia, afinal, são 29 anos de história do curso de Comunicação Social (COS) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

 

 

 

O evento promovido pelos egressos de comunicação social da UFMT foi uma excelente ocasião para reencontros, boas conversas e, principalmente, para fortalecer a identidade do curso que foi o pioneiro em Mato Grosso na formação de Jornalistas, Radialistas e Publicitários.” (Sonia Zaramella – profesora aposentada do departamento de Comunicação Social/UFMT)

 

 

Sonia e o marido Zeca

Foto: Professora Sonia Zaramella e o marido José Luiz Zaramella. Sonia é uma das fundadoras do curso de Comunicação Social da UFMT. 

 

 

Ao meu ver, nossa festa foi um evento de importância fundamental em diversos sentidos: reencontro de amigos e colegas que há muito não se viam, encontro de diferentes gerações que se conheciam apenas pelos corredores da UFMT; todavia, o principal foi a sensação de afetividade (no sentido de deixar ser afetado positivamente pela presença do outro) e,  ao mesmo tempo, pertencimento, de estar em um grupo harmonioso – coisa tão rara em nossos dias.” (Glaucos Luis, servidor público da UFMT. Fez parte da primeira turma da COS)

 

 

 

Glaucos entre amigos: Fotos: (1) com as jornalistas Francisca e Ana Cristina. (2) com a radialista e produtora cultural, Keiko Okamura. (3) com o músico Jean Bass, e o radialista/publicitário e vocal da banda Contra-Ataque, Jomar Brittes.

 

 

 

“Balbúrdia – O Retorno” foi um evento que uniu a alegria e o colorido das festas juninas com o melhor do rock in roll, o que gerou uma criativa “festa rockina”. A banda Contra-Ataque tocou clássicos nacionais e internacionais, e a playlist elaborada pelo fotógrafo Tchélo Figueiredo fez uma viagem musical pela década de 1990, período em que os egressos entraram na universidade. O palco aberto permitiu uma galera boa de som, a tocar e cantar, e homenagear uma pessoa que faz parte das boas memórias do egressos dinossauros: Antônio Sodré, o Sodrezinho. Poeta e músico, autor de um dos hinos da UFMT  – “O lado humano não acompanha o tecnológico”.

 

 

A escolha do nome Balbúrdia foi proposital como uma forma de ironizar os ataques sofridos pelas universidade públicas brasileiras, e também criticar a situação de abandono e descaso político. As universidades públicas são as grandes responsáveis pelos avanços significativos em todas as áreas do conhecimento, e beneficiam a sociedade como um todo. Desde a sua criação, o curso de Comunicação Social prepara e forma jornalistas, radialistas, publicitários e cineastas para o mercado de trabalho, e muitos deles são reconhecidos e premiados no Brasil e no exterior. Na festa, o sentimento de gratidão dos egressos por terem estudado na UFMT era nítido!

 

 

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Foto: Banda Contra-Ataque

 

 

A festa foi um sucesso. Fato! O ambiente estava com uma decoração linda, havia muita comida, bebidas e guloseimas. A barraca da pescaria estava animada e cheia de prendas, e os pula-pulas fizeram a alegria da criançada que deixou os seus pais e responsáveis mais tranquilos para se divertirem – como nos bons tempos de universitários. O evento conseguiu atingir os seus objetivos de celebrar a amizade, as boas lembranças e os 29 anos do curso, graças ao trabalho de uma equipe que esteve muito envolvida em todas as etapas para a realização do evento.

“Balbúrdia – O Retorno” tem uma história que merece ser contada aqui:

 

 

  • Tudo nasce com uma ideia 

Foi numa festa de aniversário, em 2018, que as jornalistas Natacha Wogel e Camila Bini jogou na roda de amigos a vontade de fazer um reencontro dos egressos. Todos concordaram, porém, ficou apenas no campo das ideias. O tempo passou e quase um ano depois, a proposta ganha força para a sua concretização durante o café da manhã do “Jornalistas Que Correm” (JQC), iniciativa esportiva patrocinada pelo Grupo Petrópolis. Este evento contou com as participações de Natacha e Camila, além de algumas pessoas que estiveram um dia antes no lançamento do livro “Somos Todos COS”, da jornalista Celly Alves Silva, que fez um emocionante resgate histórico do movimento estudantil do curso de Comunicação Social. O evento da Celly reuniu egressos de várias gerações e o sentimento de saudosismo foi inevitável, assim como a vontade de se reunir novamente. Eram muitos sentimentos bons de reencontro que o universo conspirou a favor!

 

“A festa nasceu de um desejo despretensioso de reunir as turmas, reunir pessoas que convivemos, pelo menos por quatro anos, e foi um período de efervescência cultural, um período de transformação muito grande. A gente, pelo menos eu na minha época, estava sendo introduzida ao mundo tecnológico, um mundo de conexão da internet e tudo era muito novo, interessante e diferente. E de lá para cá, embora o mercado de trabalho seja praticamente o mesmo para a maioria, a gente se encontra no front de trabalho e não tinha um trabalho de reunião dessas pessoas. Uma reunião para saber sobre como estavam a vida delas e com suas famílias. As minhas amizades da faculdade se perduram, porém, eu não encontro no trabalho. Eu encontro outros egressos que não eram os meus amigos de faculdade, mas que sempre estiveram no mercado de trabalho. E por que não reunir essa galera para saber o que virou da vida deles? Não só no campo profissional, mas no pessoal também. E por que não restabelecer amizades? E por que não retomar aquele clima delicioso que era de faculdade? ” (Natacha Wogel, jornalista e idealizadora da festa)

 

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Foto: Natacha, Camila, Márcia Raquel e Herlon

 

 

O que estava no desejo e no campo da idealização se torna real horas mais tarde com a criação de um grupo de WhatsApp que reuniu quase 200 participantes. A pauta principal era realizar uma festa para os egressos, porém, inevitáveis foram as conversas paralelas que relembraram situações passadas nas salas de aulas, nos laboratórios, nas aulas de campo, nas festas, e principalmente, nos corredores do antigo bloco emprestado para o departamento de Comunicação Social.

 

 

 

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O texto de apresentação tem humor e ironia. O professor Joaquim Welley Martins, o terror de muitas turmas iniciais do curso, se tornou o garoto-propaganda do grupão. Joaquim foi um excelente e exigente professor, porém, a maioria de nós, vindo do Segundo Grau (Ensino Médio) não tinha a maturidade para compreender – ainda – as demandas da vida universitária. O espaço virtual proporcionou o primeiro grande reencontro com egressos que moram em Mato Grosso, em outros estados e no exterior, e alguns conseguiram se programar para virem à Cuiabá.

 

 

Quando recebi a notícia do encontro de egressos da UFMT já comecei a procurar passagem porque penso que a  memória não significa passado, mas gratidão, significa reconhecer o tanto que se trilhou. E foi isso que busquei e encontrei em nossa festa. Mesmo sentindo falta dos meus colegas e amigos de turma, foi prazeroso reencontrar os veteranos e os calouros, conhecer suas famílias, dançar, rir e trocar muitos e muitos abraços. Também me realizei em rever minha orientadora (Profa. Sônia Zaramella) e o que de todos os professores do curso foi meu mestre na vida, o Prof. Segura, que foi meu editor-chefe. Enfim, só tenho agradecimento a comissão organizadora e estou com as melhores expectativas para a balbúrdia dos 30 anos” (Ana Cristina Moreira, jornalista e servidora pública da Rede Federal de Educação Profissional. Fez parte da segunda turma do curso)

 

 

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Foto: Reencontro mágico: Ana Cristina, Eu e Ana Cristina Moreira

 

 

Após várias discussões salutares, a primeira reunião presencial é marcada:

 

 

Fotos no Bar do Dirceu:  (1) Camila, Magda e Doriane. (2) Tchélo Figueiredo e a galera. Assim nasceu a “Comessão” Organizadora!

 

 

  • A Comissão Organizadora

Foi no Bar do Dirceu, ponto de encontro de artistas, escritores e profissionais da Comunicação, que acontece o primeiro encontro dos egressos, e assim nasce a “Comessão” Organizadora, nome batizado pela super criativa Camila Bini. Naquela noite, eu, Bárbara Fontes; Camila; Natacha; Magda Matos; Alessandra Barbosa, Iviush Belotto; Francisca Medeiros; Jomar Brittes; Paola Carlini; Tania Kramm, Doriane Miloch; Tchelo Figueiredo; Joilson e Camacho; não tínhamos ideia de que nossas vidas estariam entrelaçadas e com conversas diárias e reuniões por meio da criação de um grupo de WhatsApp, em 22 de maio.

 

 

Me colocaram no grupo da festa, eu achei a ideia maravilhosa e quando percebi, já estava no grupo da comissão organizadora. Acabei me envolvendo tanto com a festa quanto com a organização porque eu estou num período de resgate, de resgatar das coisas boas da minha vida. Eu já tinha tentado formar um grupo com os formandos da minha turma e não tinha dado certo. Então quando apareceu a Natacha e a Camila, as duas estavam bem animadas para fazer essa festa, eu pensei: agora quem sabe essa festa sai. A iniciativa vale e foi muito legal pra mim porque depois da faculdade, com a rotina de trabalho e casamento e família, a gente vai se perdendo das pessoas. Embora eu encontre alguns profissionalmente, mas a gente se perde da maioria deles. E nesse momento em que a gente deve estar firme e atuante em defesa da Educação pública e de tantas outras coisas, eu acho que a gente estar unido, estar junto é muito importante.” (Iviush Beloto, Jornalista/Chefe de Reportagem da TV Vila Real. Fez parte da turma de 1992)

 

 

 

Fotos: (1) Iviush. (2) Egressos do curso que trabalham com Iviush na TV Vila Real. (3) domingo também era dia de reunião da comissão (na casa da Iviush).

 

Na comissão organizadora o legal mesmo é ver uma ideia se concretizar. Não consegui colocar tanto a mão na massa como queria, mas o núcleo que tocou em frente foi incansável e o bacana que de uma forma muito compartilhada.” (Francisca Medeiros, jornalista, editora-chefe do MT2, na TV Centro América. Fez parte da primeira turma da COS)

 

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Foto: Natacha (em 1º Plano), Francisca Medeiros (na primeira cadeira) e a galera da “comessão” organizadora na primeira reunião no Bar do Dirceu (Cuiabá/MT).

 

 

Organizar uma festa, principalmente sem fins lucrativos é um tipo de hobby, eu gosto bastante, mas a festa dos egressos teve um caráter diferente porque eu resgatei uma parte de mim. Eu resgatei um período da minha história em que eu fui muito feliz. Eu tenho memórias fantásticas e relembrar tudo aquilo é também relembrar os amigos que se foram, dos professores que faleceram. Não tenho palavras para expressar a minha gratidão pelo destino ter me ligado novamente aos membros da comissão organizadora.” (Magda Matos, jornalista, servidora do MT Hemocentro e mãe de duas fofuras. Fez parte da turma de 1993/2)

 

 

 

Fotos: (1) Reunião da comissão organizadora no Sesc Arsenal. (2) E mais reunião! Magda Matos com o maridão Otto, que sempre nos ajudou.  (3): Magda, alegria em pessoa!

 

 

A comissão organizadora repassava para o grupão as ideias, possibilidades de datas e locais, e outras questões sobre a produção da festa para o Grupão. Também produziu material para a imprensa, arte gráfica, a ficha de controle de pagamentos, atualizações da lista dos pagantes da cota, a elaboração da playlist do Tchélo, para tocar durante o intervalo da banda entre outras atividades. No final da matéria tem links para acessar a playlist que tocou na festa!!

 

 

“Pensei na diversidade de estilos de músicas conforme as gerações dos alunos da faculdade de comunicação foram existindo, cada geração adotou um estilo, ou uma cultura diferente no seu tempo. O curso de Comunicação Social já foi samba, rock, dance, eletrônico, pop e por aí vai.” (Tchélo Figueiredo, fotógrafo. Fez parte da turma de 2.000/1)

 

 

 

  • Planejar e Planejar

Se fazer uma festa para amigos próximos não é uma coisa fácil, imagina para pessoas que há décadas não se reencontram! Havia muitos desafios para a comissão organizadora ultrapassar, inclusive na questão financeira. A ideia era fazer uma festa bacana e acessível para todos. Com o local e a data definidos, os próximos passos eram levantar orçamentos e buscar parcerias e patrocínios. Camila Bini criou uma vaquinha virtual e uma cota foi definida para pagar o buffet.

 

 

Visita Valdelicias

Foto: Uma parte da comissão visita o restaurante e buffet Valdelícias.

 

Jomar Brittes mandou muito bem nas artes gráficas e sempre solícito com as demandas da comissão. Generoso, abriu mão de seu cachê como vocalista da banda Contra-Ataque. Gratidão, querido amigo!! Segue abaixo algumas artes produzidas por Jomar:

 

 

 

 

Por que o dinossauro? É uma homenagem aos veteranos do curso! Somos todos jurássicos (risos)!

 

 

 

  • A festa ganha “corpo e alma”

Balbúrdia – O Retorno seria uma festa chinfrim sem a participação do talentoso e querido Jorge Katumba. Ele e a sua equipe transformaram o espaço do Valdelícias num ambiente junino sem esquecer a cultura cuiabana, com as chitas coloridas.

 

 

Foto: O querido Jorge Katumba e equipe trabalharam muito!! Gratidão!!

 

 

 

*Fotos: Bárbara Fontes

 

 

A jornalista Magda Matos deu um toque emotivo na decoração ao montar painéis com fotos das mais diversas turmas que passaram pela COS. Em cada foto, uma história boa pode ser contada. Difícil não se emocionar!

 

 

 

 

 

Antes de festar, muito trabalho para deixar tudo bonito, acolhedor e funcional:

 

 

*Fotos: Bárbara Fontes

 

 

 

  • Balbúrdia- O Retorno!

Às 21h, do dia 05 de julho de 2019, iniciou a festa mais aguardada dos últimos meses. As pessoas chegavam de um jeito e no decorrer meio da festa já eram outras, com olhos marejados, sorrisos nos rostos e um festival de abraços apertados e saudosos aconteceu. Um dos momentos mais especiais da festa foi reencontrar alguns professores, nossos mestres que nos ajudaram a encaram os oitos semestres de curso: Aílton Segura, Sonia Zaramella, Claudia Moreira. Muitos egressos, como eu e Camila Bini tivemos a oportunidade de lecionar na UFMT.

 

 

O que eu achei legal da festa foi ter essa dinâmica de unir as pessoas de uma geração mais antiga e de uma geração mais nova, fazer esse contraste de profissionais da Comunicação de hoje em dia também, da realidade que cada um passou, mostrar as épocas nas fotos nos painéis nas paredes. Mostrar quem são as pessoas que muita gente não conhece, às vezes só escuta de nome. O legal da festa foi isso! Gostaria que outras pessoas tivessem vindo, mas não moram mais em Cuiabá, estão em outros lugares como Brasília, como no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiânia também. São todos da minha época da faculdades mas não estão mais presentes. O legal foi isso: mostrar, unir as pessoas, unir a Comunicação Social num todo numa festa descontraída com muita diversidade musical. O curso de Comunicação Social trouxe essa pluralidade de pessoas, de gêneros, de gostos, de pensamentos e isso que eu acho bacana da festa: unir essas pessoas num ponto comum que é a diversão, a descontração e a troca de experiências.” (Tchélo Figueiredo)

 

 

 

Fotos: Bárbara Fontes

 

 

A comissão organizadora abre a festa “Balbúrdia – O Retorno”:

 

Fotos: Rita de Cássia

 

 

 

Foi uma festa linda! Um momento de reencontro, de recordações, de felicidade e de aprendizagem também.  A UFMT foi fundamental na minha formação, não só como jornalista, mas como pessoa, como profissional, como ser humano. Olhar para os professores, depois de tanto tempo, e ter a certeza de que a gente leva um pouquinho de cada um deles, é um sentimento fantástico. Eu vim do Paraná. Tinha algumas coisas para resolver em Cuiabá e procurei casar as agendas. Foi ótimo porque pude rever grandes amigos que se tornaram minha família do coração. É muita gratidão.” (Márcia Raquel, jornalista)

 

Fotos: (1) Julianne Caju, Márcia Raquel e Delvânia; (2) Natacha, Márcia Andreola, Márcia e Maria Góes; (3) Ju, Márcia, Cebola (Diogo Palomares) e Lori.

 

 

A Balbúrdia, o Retorno, foi uma delícia, acho que surpreendeu a todos, reverberou em quem foi e em quem não pode ir. Comunicadores com rotinas por vezes difíceis puderam celebrar, com leveza, a si mesmos, à amizade, aos muitos motivos que têm para se fortalecerem. É bom lembrar a nós mesmos que somos indispensáveis em qualquer momento da vida em uma sociedade. Enfim, a festa foi divertida, contagiante e renovadora. E sinto que vai render frutos duradouros.” (Francisca Medeiros)

 

 

  • Fim de festa. Acabou ou um recomeço?

A festa foi um sucesso! Ninguém do grupão saiu e nem da “comessão organizadora”. Ficou o desejo de “quero mais e mais”. Balbúrdia – O Retorno foi muito mais do que uma festa de reencontros e celebrações, também foi um grito em defesa da Educação pública, da universidade acessível para todos, com melhores condições estruturais e de investimentos em pesquisas e extensões de ensino. Foi uma honra fazer parte da UFMT. Foi uma honra fazer parte da história do curso de Comunicação Social! Depois de 26 anos, relembrar tantas boas histórias ao lado de colegas que pegavam ônibus, enfrentavam filas para comer no Restaurante Universitário (RU) e que passavam horas de estudos na biblioteca central e nos laboratórios. É impossível eu desvencilhar a carreira profissional dos meus tempos na UFMT. Gratidão!

 

 

O que ficou claro para mim é não perder a conexão com o que nos fez chegar até onde nós estamos. A fase da UFMT foi para mim muito mais do que uma aprendizagem científica, eu fiz muitas amizades que levei para a vida. Com o tempo, a correria de todo o dia, a gente acabou se afastando um pouco. O que eu mais aprendi foi a importância desse retorno. A festa teve um valor agregado que foi retomar amizades com pessoas que sempre me foram caras. Eu fiquei muito, muito feliz, muito satisfeita com o resultado da festa, com a energia que eu senti durante todo o evento. Em todas as rodas de conversa em que eu passei, eu via pessoas comemorando o encontro, felizes por resgatarem laços que estavam adormecidos. Eu acho que o nosso papel foi cumprido, o objetivo da comissão organizadora, da proposta da Camila e da Natacha era justamente isso: o reencontro! E foi o reencontro de almas afins. Para mim foi uma experiência única. Eu amei e já estou com saudades! (Magda)

 

 

 

  • Patrocínios e doações: generosidade em alta

A união faz a força, como diz o ditado, e sem esses apoios a festa não teria acontecido: Ícone Press (Paola Carlini) por meio da Plaenge, do Grupo Petrópolis e Pantanal Shopping; Dialog (Camila Bini); Jorge Katumba; Neri Ribas; o vice-prefeito de Cuiabá, Niuan Ribeiro; Mika Alimentos, Sindicato dos Jornalistas (Sindjor-MT), Ostrich (Tania Kramm), Editora Tanta Tinta (Ramon Carlini) e Drograria Ativa (Cristiane Celina). Os membros da comissão organizadora: Alessandra Barbosa, Bárbara Fontes, Camila Bini, Doriane Miloch, Francisca Medeiros, Iviush Beloto, Magda Matos, Jomar Brittes, Natacha Wogel, Paola Carlini e Tchélo Figueiredo também dedicaram tempo, disposição e fizeram doações para custear a decoração, comprar lenhas e outras despesas de última hora.

 

 

* O último encontro!    

Quinta-feira, 11.07, aconteceu a reunião com uma parte da comissão organizadora: prestações de contas e avaliações num jantar organizado pela Iviush. Seria o fim? Não! Apenas um fechamento de ciclo. A festa “Balbúrdia – O Retorno” faz parte de um passado delicioso. Agora é olhar para frente e planejar novos reencontros com a galera. Quem sabe rola em novembro? Vamos aguardar ansiosos! Até breve!

 

 

 

 

 

 

Saiba mais no Blog da Bárbara Fontes:

Somos todos COS, acesse aqui.

Jornalistas Que Correm (JQC), acesse aqui.

 

Playlists elaboradas por Tchélo Figueiredo:

Playlist 1, acesse aqui.

Playlist 2, acesse aqui.

Stonewall – 50 anos

Conheça a história da rebelião que marcou o movimento LGBTI nos EUA e no mundo.

 

Era madrugada de 28 de junho de 1969, quando policiais truculentos (à paisana) invadem o bar e boate Stonewall Inn, agridem, ferem e dão voz de prisão aos frequentadores, a maioria homossexuais. Situado no bairro nova-iorquino de Greenwich Village, o Stonewall era um dos raros locais onde gays, lésbicas e travestis podiam se divertir e até dançar (algo proibido para eles!). O que os policiais não esperavam é que, dessa vez, as vítimas não iriam sofrer humilhações ou apanhar caladas! Todos dentro do estabelecimento se rebelaram!

 

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Reprodução. New York Times (1969)

 

Se hoje ainda há muita discriminação nos EUA contra a comunidade LGTBI, imagina no final dos anos 1960! Só o fato de uma pessoa ser amiga de um gay assumido, também sofria perseguição e preconceito. Era comum demitir um homossexual, por mais que fosse competente no trabalho (isso quando não era preso). Também era comum os vizinhos denunciarem à polícia que um gay ou uma lésbica morava no bairro! Havia uma lei que exigia que para ser um homem ou uma mulher teria de usar, no mínimo, três trajes específicos de cada gênero, isto é, um homem não podia vestir trajes de mulher e vice-versa. Ser drag queen ou travesti era uma atividade criminosa!!!

 

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Reprodução. Wikipedia

 

 

O que se passou em Stonewall não pode ser jamais esquecida – não apenas pelo fato de ser o início dos corajosos atos de protestos, rebeliões e motins que exigiam a liberdade e que mostrou ao mundo o grito de alerta do movimento LGBT. Stonewall tem um valor inestimável para os Direitos Humanos: muita coisa mudou para melhor após os protestos de junho 1969. A Parada da Diversidade, que surgiu como uma marcha pacífica em Chicago, em 27 de junho de 1970,  hoje acontece em várias partes do mundo; é a ‘herdeira’ das lutas e reivindicações nascidas durante e pós ataques em Stonewall Inn. Se hoje, a Comunidade LGBTI conseguiu, às duras penas, conquistas significativas, inclusive mudanças de leis em quase todos os países,  tudo começou naquela naquela fatídica e sangrenta madrugada fria de 28 de junho de 1969.

 

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Parada Gay de 1972. Reprodução/Biblioteca Pública de Nova Iorque.

 

 

Para melhor compreender a rebelião de Stonewall, o Blog da Bárbara Fontes sugere livros, discos, documentário, filmes e vídeos. Quanto mais se informar, melhor será a compreensão das lutas LGBTI e o respeito e a admiração surgirá naturalmente ou ficará mais forte. A ignorância ainda é um véu tênue que cobre a mente de muitas pessoas, e romper esse véu já está mais do que na hora.

 

 

 

Vídeos

Canal Ordem do Dado, acesse aqui.

Canal Lorelay Fox, acesse aqui.

 

Filmes:

“Stonewall 2015 onde o orgulho  começou”, acesse aqui.

 

Textos:

Site hipeness: “Como a revolta de Stonewall, em 1969, empoderou o ativismo LGBT para Sempre”, acesse aqui.

Carta Capital: “As lições de Stonewall à Parada do Orgulho LGBT”, acesse aqui.

BBC Brasil: “50 anos de Stonewall: saiba o que foi a revolta que deu origem aodia do orgulho LGBT”, acesse aqui.

History.com: “Stonewall Riots”, acesse aqui.

 

Pesquisa:

XIX Intercom 2017: “Stonewall: imagens que pertencem à ordem das coisas vivas”, acesse aqui.

 

 

Livros:

“Stonewall The Riots That Spark”. Autor David Carter

“Stonewall”. Autor: Martin Duberman

“O Reconhecimento dos Direitos Humanos LGBT – de Stonewall à ONU”.            Autora: Patrícia Gorisch

“Na trilha do Arco-Íris”. Autores:  Regina Facchini e Júlio Assis Simões

 

Discos:

“The Stonewall Celebration Concert” – Renato Russo

 

 

Teatro:

“Stonewall 50 – Uma Celebração Teatral”

Data: 28/06 a 27/07/2019 (sextas e sábados)

Horário: 23h30

Local: Espaço dos Satyros Um

End: Praça Franklin Roosevelt, 214. Consolação. São Paulo/SP

Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)

Classificação: 16 anos

 

Saiba mais no Blog da Bárbara Fontes:

Stonewall 50 anos – Agenda Cuiabá, acesse aqui.

Stonewall 50 anos – Agenda Distrito Federal, acesse aqui.