Jornalistas Que Correm (Atualizado)

Em sua quinta edição, iniciativa esportiva reúne jornalistas em parque cuiabano neste sábado (27.07)

 

 

Pautar, apurar, investigar, entrevistar, reportar, escrever, editar e publicar, essas ações técnicas fazem parte da rotina de jornalistas em todo mundo, somado a isso, sempre há um relógio que marca os minutos finais para a entrega da matéria ou reportagem – deadline, no jargão jornalístico. Ser jornalista é uma missão gratificante, porém, muito estressante porque viver todos os dias sob o imediatismo da notícia não é uma tarefa fácil e com o tempo, a mente cansa e o corpo adoece.

 

É comum imaginar que ser jornalista é viver sem rotinas burocráticas, viajar para lugares desconhecidos, escrever muito, fumar um cigarro atrás de outro e curtir a boemia noturna com outros intelectuais e artistas. Essa imagem foi fortalecida pelo cinema hollywoodiano que também disseminou a ideia do jornalista como um curioso que se mete em confusões como os repórteres Louis Lane e Tintin, ou capaz de atos heroicos como Clark Kent, o Superman, que sai às pressas no meio do expediente do jornal Planeta Diário para salvar o mundo. A verdade nua e crua é: jornalista é um ser humano de carne e osso que trabalha muito, ganha menos do que merece e adoece com muito mais facilidade por causa da vida estressante no trabalho e, geralmente sedentária na vida privada.

 

 

Sensível à essa realidade, surgiu o “Jornalistas que Correm” (JQC), liderado pelo jornalista e escritor Paulo Vieira, 50 anos, que já participou de quatro maratonas e meias-maratonas. Desde 2013, o projeto esportivo incentiva profissionais da Comunicação Social a treinarem e competirem em corridas de rua, como a São Silvestre, a maior do Brasil. A iniciativa deu tão certo e recebeu um apoio importante: a inclusão do projeto Saber Beber, programa de consumo responsável do Grupo Petrópolis. Em todos os eventos do JQC que acontecem pelo país há um treinador que orienta os participantes antes de começarem a correr (alguns caminham) em percursos de curta e média distâncias. Depois da corrida é oferecido um café da manhã e também há cerveja bem geladinha. Ao final do evento, os participantes ganham packs de cerveja Petra.

 

 

 

Jornalistas Que Correm em Cuiabá

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Jornalistas na terceira edição do Jornalistas Que Correm Cuiabá, no parque Tia Nair. (Assessoria)

 

Acontece neste sábado, 27 de julho, a partir das 7h, no parque Tia Nair, a quinta edição cuiabana do JQC. Desde o final de 2018, mais de 100 jornalistas residentes em Mato Grosso participaram do projeto que incentiva a prática da corrida esportiva. O sucesso do evento na capital que recentemente completou 300 anos, se deve à proposta de mostrar ao jornalista que praticar esportes é um ótimo antídoto contra o estresse, e que a vida não é só correr atrás de furos de reportagens.

 

 

 

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Daniele Danchura, Ronaldo Pacheco e Paola Carlini. (acervo pessoal)

“Eu vi vários amigos da área de Jornalismo, da Comunicação Social morrerem jovens por problemas de saúde porque eram sedentários, não faziam nenhum tipo de exercício, levavam a vida muito boêmia. Desde 2014 eu voltei a praticar esportes. Eu abracei o projeto como uma questão pessoal, de ativismo mesmo, de fazer com que as pessoas entenderem que não é por uma questão de estética. Lógico que praticando atividade física, o seu corpo vai mudar para melhor, mas é principalmente para a saúde. Fazer atividade física é uma questão de saúde. Vivemos numa profissão que ficamos muito sentados, hoje em dia a gente fica muito sentado, tem muito estresse, muita tensão e correr é uma forma de aliviar o estresse. Correr produz a endorfina, o seu cérebro irriga mais o sangue e trabalha melhor. Então é uma maneira de você viver melhor, qualidade de vida.” (Daniele Danchura, 41 anos, jornalista e corredora)

 

 

 

A rotina de trabalho de um jornalista é bem puxada, com horas extras e plantões. No final de semana, quando é possível, a maioria quer dormir até mais tarde, portanto, correr às sete da manhã não faz parte dos planos. Também tem a questão da preguiça ou desinteresse em praticar esportes, mesmo que todos saibam que é importante para a saúde. É aí que entra o projeto Jornalistas Que Correm ao incentivar esses profissionais acordarem mais cedo não apenas para correr, também para reencontrar amigos e colocar a conversa em dia, tomar um café da manhã delicioso, tomar uma cervejinha e ainda ganhar presentes!

 

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No café da manhã do JQC, Celly com Laura no colo, o marido Jonison e as colegas jornalistas. (acervo pessoal)

“Eu participei do Jornalistas Que Correm no ano passado, quando estava grávida de sete meses e eu só caminhei e me senti muito bem. Depois que a Laura nasceu teve outras edições eu continuei participando porque preciso me manter ativa, fazer alguma coisa um pouco fora do universo da maternidade e também não me sentir anulada. É importante manter contato com os colegas de profissão, rever colegas e também praticar uma atividade física. O meu corpo mudou muito depois que a Laura nasceu, depois do parto. Eu aproveito esses momentos que surgem para não ficar parada. O JQC é um incentivo porque além da prática do exercício físico, também tem a parte social de rever os colegas. Eu acho isso muito importante. Tem gente que fala que não pode ir porque não dá conta de correr, mas além de mim há outros jornalistas que também só caminham. Cada um vai de acordo com a sua limitação. (Celly, 28 anos, jornalista e escritora)

 

 

4º Edição (29/07)

 

 

 

 

Bate-papo com o Blog

O Blog da Bárbara Fontes conversou com o profissional de Educação Física, Fernando Gois, treinador de corrida de rua (FG Assessoria Esportiva), responsável pelos treinamentos do projeto Jornalistas Que Correm em Cuiabá:

 

Blog da Bárbara Fontes: Antes de iniciar a corrida, você faz um treinamento. Por quê?

Fernando Gois: Chamamos de educativos de corrida. São exercícios que visam melhorar a técnica do corredor.

 

 

BBF: No parque Tia Nair qual é o percurso da corrida?

FG: O percurso foi saindo do parque e indo em direção ao Florais Itália e voltando.

 

 

BBF: Jornalistas têm uma vida profissional estressante, como podemos incentivar esses profissionais a participarem do Jornalistas Que Correm?

FG: Com esse tipo de ação onde casa o estímulo de correr com café da manhã e companheirismo demonstra-se ser uma excelente ideia. A dica para iniciar é ir com um amigo, uma turma, procurar uma Assessoria Esportiva para que o estímulo seja maior, melhorando assim o comprometimento e disciplina.

 

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Fernando, em primeiro plano, com a galera do JQC Cuiabá. (Assessoria)

 

 

BBF: Professor, por que o evento Jornalistas que Correm é importante?

FG: Devido à grande adesão dos participantes, tirando muitos do sedentarismo e despertando o interesse para ser uma pessoa ativa e mais saudável.

 

BBF: Eu sempre ouço: correr libera a endorfina. O que significa isso?

FG: É um importante hormônio responsável pela sensação de bem-estar, reduzindo sintomas depressivos e ansiedade.

 

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*Foto de capa: Jornalistas que participaram da 4º edição do Jornalistas Que Correm (29.06), em Cuiabá/MT. Crédito: Ícone Press (Assessoria de Imprensa do evento)

**Matéria publicada em 27/06, e atualizada em 21/07.

 

 

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Balbúrdia – O Retorno

Egressos da UFMT celebram a amizade em evento emblemático

 

 

Uma festa para ficar na memória e no coração dos 120 participantes, entre egressos, professores e convidados, que enfrentaram a noite fria de sexta-feira (05.07), no espaço Valdelícias, em Cuiabá (MT), para um raro momento de reencontros, abraços saudosos e muita conversa para colocar em dia, afinal, são 29 anos de história do curso de Comunicação Social (COS) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

 

 

 

O evento promovido pelos egressos de comunicação social da UFMT foi uma excelente ocasião para reencontros, boas conversas e, principalmente, para fortalecer a identidade do curso que foi o pioneiro em Mato Grosso na formação de Jornalistas, Radialistas e Publicitários.” (Sonia Zaramella – profesora aposentada do departamento de Comunicação Social/UFMT)

 

 

Sonia e o marido Zeca

Foto: Professora Sonia Zaramella e o marido José Luiz Zaramella. Sonia é uma das fundadoras do curso de Comunicação Social da UFMT. 

 

 

Ao meu ver, nossa festa foi um evento de importância fundamental em diversos sentidos: reencontro de amigos e colegas que há muito não se viam, encontro de diferentes gerações que se conheciam apenas pelos corredores da UFMT; todavia, o principal foi a sensação de afetividade (no sentido de deixar ser afetado positivamente pela presença do outro) e,  ao mesmo tempo, pertencimento, de estar em um grupo harmonioso – coisa tão rara em nossos dias.” (Glaucos Luis, servidor público da UFMT. Fez parte da primeira turma da COS)

 

 

 

Glaucos entre amigos: Fotos: (1) com as jornalistas Francisca e Ana Cristina. (2) com a radialista e produtora cultural, Keiko Okamura. (3) com o músico Jean Bass, e o radialista/publicitário e vocal da banda Contra-Ataque, Jomar Brittes.

 

 

 

“Balbúrdia – O Retorno” foi um evento que uniu a alegria e o colorido das festas juninas com o melhor do rock in roll, o que gerou uma criativa “festa rockina”. A banda Contra-Ataque tocou clássicos nacionais e internacionais, e a playlist elaborada pelo fotógrafo Tchélo Figueiredo fez uma viagem musical pela década de 1990, período em que os egressos entraram na universidade. O palco aberto permitiu uma galera boa de som, a tocar e cantar, e homenagear uma pessoa que faz parte das boas memórias do egressos dinossauros: Antônio Sodré, o Sodrezinho. Poeta e músico, autor de um dos hinos da UFMT  – “O lado humano não acompanha o tecnológico”.

 

 

A escolha do nome Balbúrdia foi proposital como uma forma de ironizar os ataques sofridos pelas universidade públicas brasileiras, e também criticar a situação de abandono e descaso político. As universidades públicas são as grandes responsáveis pelos avanços significativos em todas as áreas do conhecimento, e beneficiam a sociedade como um todo. Desde a sua criação, o curso de Comunicação Social prepara e forma jornalistas, radialistas, publicitários e cineastas para o mercado de trabalho, e muitos deles são reconhecidos e premiados no Brasil e no exterior. Na festa, o sentimento de gratidão dos egressos por terem estudado na UFMT era nítido!

 

 

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Foto: Banda Contra-Ataque

 

 

A festa foi um sucesso. Fato! O ambiente estava com uma decoração linda, havia muita comida, bebidas e guloseimas. A barraca da pescaria estava animada e cheia de prendas, e os pula-pulas fizeram a alegria da criançada que deixou os seus pais e responsáveis mais tranquilos para se divertirem – como nos bons tempos de universitários. O evento conseguiu atingir os seus objetivos de celebrar a amizade, as boas lembranças e os 29 anos do curso, graças ao trabalho de uma equipe que esteve muito envolvida em todas as etapas para a realização do evento.

“Balbúrdia – O Retorno” tem uma história que merece ser contada aqui:

 

 

  • Tudo nasce com uma ideia 

Foi numa festa de aniversário, em 2018, que as jornalistas Natacha Wogel e Camila Bini jogou na roda de amigos a vontade de fazer um reencontro dos egressos. Todos concordaram, porém, ficou apenas no campo das ideias. O tempo passou e quase um ano depois, a proposta ganha força para a sua concretização durante o café da manhã do “Jornalistas Que Correm” (JQC), iniciativa esportiva patrocinada pelo Grupo Petrópolis. Este evento contou com as participações de Natacha e Camila, além de algumas pessoas que estiveram um dia antes no lançamento do livro “Somos Todos COS”, da jornalista Celly Alves Silva, que fez um emocionante resgate histórico do movimento estudantil do curso de Comunicação Social. O evento da Celly reuniu egressos de várias gerações e o sentimento de saudosismo foi inevitável, assim como a vontade de se reunir novamente. Eram muitos sentimentos bons de reencontro que o universo conspirou a favor!

 

“A festa nasceu de um desejo despretensioso de reunir as turmas, reunir pessoas que convivemos, pelo menos por quatro anos, e foi um período de efervescência cultural, um período de transformação muito grande. A gente, pelo menos eu na minha época, estava sendo introduzida ao mundo tecnológico, um mundo de conexão da internet e tudo era muito novo, interessante e diferente. E de lá para cá, embora o mercado de trabalho seja praticamente o mesmo para a maioria, a gente se encontra no front de trabalho e não tinha um trabalho de reunião dessas pessoas. Uma reunião para saber sobre como estavam a vida delas e com suas famílias. As minhas amizades da faculdade se perduram, porém, eu não encontro no trabalho. Eu encontro outros egressos que não eram os meus amigos de faculdade, mas que sempre estiveram no mercado de trabalho. E por que não reunir essa galera para saber o que virou da vida deles? Não só no campo profissional, mas no pessoal também. E por que não restabelecer amizades? E por que não retomar aquele clima delicioso que era de faculdade? ” (Natacha Wogel, jornalista e idealizadora da festa)

 

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Foto: Natacha, Camila, Márcia Raquel e Herlon

 

 

O que estava no desejo e no campo da idealização se torna real horas mais tarde com a criação de um grupo de WhatsApp que reuniu quase 200 participantes. A pauta principal era realizar uma festa para os egressos, porém, inevitáveis foram as conversas paralelas que relembraram situações passadas nas salas de aulas, nos laboratórios, nas aulas de campo, nas festas, e principalmente, nos corredores do antigo bloco emprestado para o departamento de Comunicação Social.

 

 

 

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O texto de apresentação tem humor e ironia. O professor Joaquim Welley Martins, o terror de muitas turmas iniciais do curso, se tornou o garoto-propaganda do grupão. Joaquim foi um excelente e exigente professor, porém, a maioria de nós, vindo do Segundo Grau (Ensino Médio) não tinha a maturidade para compreender – ainda – as demandas da vida universitária. O espaço virtual proporcionou o primeiro grande reencontro com egressos que moram em Mato Grosso, em outros estados e no exterior, e alguns conseguiram se programar para virem à Cuiabá.

 

 

Quando recebi a notícia do encontro de egressos da UFMT já comecei a procurar passagem porque penso que a  memória não significa passado, mas gratidão, significa reconhecer o tanto que se trilhou. E foi isso que busquei e encontrei em nossa festa. Mesmo sentindo falta dos meus colegas e amigos de turma, foi prazeroso reencontrar os veteranos e os calouros, conhecer suas famílias, dançar, rir e trocar muitos e muitos abraços. Também me realizei em rever minha orientadora (Profa. Sônia Zaramella) e o que de todos os professores do curso foi meu mestre na vida, o Prof. Segura, que foi meu editor-chefe. Enfim, só tenho agradecimento a comissão organizadora e estou com as melhores expectativas para a balbúrdia dos 30 anos” (Ana Cristina Moreira, jornalista e servidora pública da Rede Federal de Educação Profissional. Fez parte da segunda turma do curso)

 

 

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Foto: Reencontro mágico: Ana Cristina, Eu e Ana Cristina Moreira

 

 

Após várias discussões salutares, a primeira reunião presencial é marcada:

 

 

Fotos no Bar do Dirceu:  (1) Camila, Magda e Doriane. (2) Tchélo Figueiredo e a galera. Assim nasceu a “Comessão” Organizadora!

 

 

  • A Comissão Organizadora

Foi no Bar do Dirceu, ponto de encontro de artistas, escritores e profissionais da Comunicação, que acontece o primeiro encontro dos egressos, e assim nasce a “Comessão” Organizadora, nome batizado pela super criativa Camila Bini. Naquela noite, eu, Bárbara Fontes; Camila; Natacha; Magda Matos; Alessandra Barbosa, Iviush Belotto; Francisca Medeiros; Jomar Brittes; Paola Carlini; Tania Kramm, Doriane Miloch; Tchelo Figueiredo; Joilson e Camacho; não tínhamos ideia de que nossas vidas estariam entrelaçadas e com conversas diárias e reuniões por meio da criação de um grupo de WhatsApp, em 22 de maio.

 

 

Me colocaram no grupo da festa, eu achei a ideia maravilhosa e quando percebi, já estava no grupo da comissão organizadora. Acabei me envolvendo tanto com a festa quanto com a organização porque eu estou num período de resgate, de resgatar das coisas boas da minha vida. Eu já tinha tentado formar um grupo com os formandos da minha turma e não tinha dado certo. Então quando apareceu a Natacha e a Camila, as duas estavam bem animadas para fazer essa festa, eu pensei: agora quem sabe essa festa sai. A iniciativa vale e foi muito legal pra mim porque depois da faculdade, com a rotina de trabalho e casamento e família, a gente vai se perdendo das pessoas. Embora eu encontre alguns profissionalmente, mas a gente se perde da maioria deles. E nesse momento em que a gente deve estar firme e atuante em defesa da Educação pública e de tantas outras coisas, eu acho que a gente estar unido, estar junto é muito importante.” (Iviush Beloto, Jornalista/Chefe de Reportagem da TV Vila Real. Fez parte da turma de 1992)

 

 

 

Fotos: (1) Iviush. (2) Egressos do curso que trabalham com Iviush na TV Vila Real. (3) domingo também era dia de reunião da comissão (na casa da Iviush).

 

Na comissão organizadora o legal mesmo é ver uma ideia se concretizar. Não consegui colocar tanto a mão na massa como queria, mas o núcleo que tocou em frente foi incansável e o bacana que de uma forma muito compartilhada.” (Francisca Medeiros, jornalista, editora-chefe do MT2, na TV Centro América. Fez parte da primeira turma da COS)

 

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Foto: Natacha (em 1º Plano), Francisca Medeiros (na primeira cadeira) e a galera da “comessão” organizadora na primeira reunião no Bar do Dirceu (Cuiabá/MT).

 

 

Organizar uma festa, principalmente sem fins lucrativos é um tipo de hobby, eu gosto bastante, mas a festa dos egressos teve um caráter diferente porque eu resgatei uma parte de mim. Eu resgatei um período da minha história em que eu fui muito feliz. Eu tenho memórias fantásticas e relembrar tudo aquilo é também relembrar os amigos que se foram, dos professores que faleceram. Não tenho palavras para expressar a minha gratidão pelo destino ter me ligado novamente aos membros da comissão organizadora.” (Magda Matos, jornalista, servidora do MT Hemocentro e mãe de duas fofuras. Fez parte da turma de 1993/2)

 

 

 

Fotos: (1) Reunião da comissão organizadora no Sesc Arsenal. (2) E mais reunião! Magda Matos com o maridão Otto, que sempre nos ajudou.  (3): Magda, alegria em pessoa!

 

 

A comissão organizadora repassava para o grupão as ideias, possibilidades de datas e locais, e outras questões sobre a produção da festa para o Grupão. Também produziu material para a imprensa, arte gráfica, a ficha de controle de pagamentos, atualizações da lista dos pagantes da cota, a elaboração da playlist do Tchélo, para tocar durante o intervalo da banda entre outras atividades. No final da matéria tem links para acessar a playlist que tocou na festa!!

 

 

“Pensei na diversidade de estilos de músicas conforme as gerações dos alunos da faculdade de comunicação foram existindo, cada geração adotou um estilo, ou uma cultura diferente no seu tempo. O curso de Comunicação Social já foi samba, rock, dance, eletrônico, pop e por aí vai.” (Tchélo Figueiredo, fotógrafo. Fez parte da turma de 2.000/1)

 

 

 

  • Planejar e Planejar

Se fazer uma festa para amigos próximos não é uma coisa fácil, imagina para pessoas que há décadas não se reencontram! Havia muitos desafios para a comissão organizadora ultrapassar, inclusive na questão financeira. A ideia era fazer uma festa bacana e acessível para todos. Com o local e a data definidos, os próximos passos eram levantar orçamentos e buscar parcerias e patrocínios. Camila Bini criou uma vaquinha virtual e uma cota foi definida para pagar o buffet.

 

 

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Foto: Uma parte da comissão visita o restaurante e buffet Valdelícias.

 

Jomar Brittes mandou muito bem nas artes gráficas e sempre solícito com as demandas da comissão. Generoso, abriu mão de seu cachê como vocalista da banda Contra-Ataque. Gratidão, querido amigo!! Segue abaixo algumas artes produzidas por Jomar:

 

 

 

 

Por que o dinossauro? É uma homenagem aos veteranos do curso! Somos todos jurássicos (risos)!

 

 

 

  • A festa ganha “corpo e alma”

Balbúrdia – O Retorno seria uma festa chinfrim sem a participação do talentoso e querido Jorge Katumba. Ele e a sua equipe transformaram o espaço do Valdelícias num ambiente junino sem esquecer a cultura cuiabana, com as chitas coloridas.

 

 

Foto: O querido Jorge Katumba e equipe trabalharam muito!! Gratidão!!

 

 

 

*Fotos: Bárbara Fontes

 

 

A jornalista Magda Matos deu um toque emotivo na decoração ao montar painéis com fotos das mais diversas turmas que passaram pela COS. Em cada foto, uma história boa pode ser contada. Difícil não se emocionar!

 

 

 

 

 

Antes de festar, muito trabalho para deixar tudo bonito, acolhedor e funcional:

 

 

*Fotos: Bárbara Fontes

 

 

 

  • Balbúrdia- O Retorno!

Às 21h, do dia 05 de julho de 2019, iniciou a festa mais aguardada dos últimos meses. As pessoas chegavam de um jeito e no decorrer meio da festa já eram outras, com olhos marejados, sorrisos nos rostos e um festival de abraços apertados e saudosos aconteceu. Um dos momentos mais especiais da festa foi reencontrar alguns professores, nossos mestres que nos ajudaram a encaram os oitos semestres de curso: Aílton Segura, Sonia Zaramella, Claudia Moreira. Muitos egressos, como eu e Camila Bini tivemos a oportunidade de lecionar na UFMT.

 

 

O que eu achei legal da festa foi ter essa dinâmica de unir as pessoas de uma geração mais antiga e de uma geração mais nova, fazer esse contraste de profissionais da Comunicação de hoje em dia também, da realidade que cada um passou, mostrar as épocas nas fotos nos painéis nas paredes. Mostrar quem são as pessoas que muita gente não conhece, às vezes só escuta de nome. O legal da festa foi isso! Gostaria que outras pessoas tivessem vindo, mas não moram mais em Cuiabá, estão em outros lugares como Brasília, como no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiânia também. São todos da minha época da faculdades mas não estão mais presentes. O legal foi isso: mostrar, unir as pessoas, unir a Comunicação Social num todo numa festa descontraída com muita diversidade musical. O curso de Comunicação Social trouxe essa pluralidade de pessoas, de gêneros, de gostos, de pensamentos e isso que eu acho bacana da festa: unir essas pessoas num ponto comum que é a diversão, a descontração e a troca de experiências.” (Tchélo Figueiredo)

 

 

 

Fotos: Bárbara Fontes

 

 

A comissão organizadora abre a festa “Balbúrdia – O Retorno”:

 

Fotos: Rita de Cássia

 

 

 

Foi uma festa linda! Um momento de reencontro, de recordações, de felicidade e de aprendizagem também.  A UFMT foi fundamental na minha formação, não só como jornalista, mas como pessoa, como profissional, como ser humano. Olhar para os professores, depois de tanto tempo, e ter a certeza de que a gente leva um pouquinho de cada um deles, é um sentimento fantástico. Eu vim do Paraná. Tinha algumas coisas para resolver em Cuiabá e procurei casar as agendas. Foi ótimo porque pude rever grandes amigos que se tornaram minha família do coração. É muita gratidão.” (Márcia Raquel, jornalista)

 

Fotos: (1) Julianne Caju, Márcia Raquel e Delvânia; (2) Natacha, Márcia Andreola, Márcia e Maria Góes; (3) Ju, Márcia, Cebola (Diogo Palomares) e Lori.

 

 

A Balbúrdia, o Retorno, foi uma delícia, acho que surpreendeu a todos, reverberou em quem foi e em quem não pode ir. Comunicadores com rotinas por vezes difíceis puderam celebrar, com leveza, a si mesmos, à amizade, aos muitos motivos que têm para se fortalecerem. É bom lembrar a nós mesmos que somos indispensáveis em qualquer momento da vida em uma sociedade. Enfim, a festa foi divertida, contagiante e renovadora. E sinto que vai render frutos duradouros.” (Francisca Medeiros)

 

 

  • Fim de festa. Acabou ou um recomeço?

A festa foi um sucesso! Ninguém do grupão saiu e nem da “comessão organizadora”. Ficou o desejo de “quero mais e mais”. Balbúrdia – O Retorno foi muito mais do que uma festa de reencontros e celebrações, também foi um grito em defesa da Educação pública, da universidade acessível para todos, com melhores condições estruturais e de investimentos em pesquisas e extensões de ensino. Foi uma honra fazer parte da UFMT. Foi uma honra fazer parte da história do curso de Comunicação Social! Depois de 26 anos, relembrar tantas boas histórias ao lado de colegas que pegavam ônibus, enfrentavam filas para comer no Restaurante Universitário (RU) e que passavam horas de estudos na biblioteca central e nos laboratórios. É impossível eu desvencilhar a carreira profissional dos meus tempos na UFMT. Gratidão!

 

 

O que ficou claro para mim é não perder a conexão com o que nos fez chegar até onde nós estamos. A fase da UFMT foi para mim muito mais do que uma aprendizagem científica, eu fiz muitas amizades que levei para a vida. Com o tempo, a correria de todo o dia, a gente acabou se afastando um pouco. O que eu mais aprendi foi a importância desse retorno. A festa teve um valor agregado que foi retomar amizades com pessoas que sempre me foram caras. Eu fiquei muito, muito feliz, muito satisfeita com o resultado da festa, com a energia que eu senti durante todo o evento. Em todas as rodas de conversa em que eu passei, eu via pessoas comemorando o encontro, felizes por resgatarem laços que estavam adormecidos. Eu acho que o nosso papel foi cumprido, o objetivo da comissão organizadora, da proposta da Camila e da Natacha era justamente isso: o reencontro! E foi o reencontro de almas afins. Para mim foi uma experiência única. Eu amei e já estou com saudades! (Magda)

 

 

 

  • Patrocínios e doações: generosidade em alta

A união faz a força, como diz o ditado, e sem esses apoios a festa não teria acontecido: Ícone Press (Paola Carlini) por meio da Plaenge, do Grupo Petrópolis e Pantanal Shopping; Dialog (Camila Bini); Jorge Katumba; Neri Ribas; o vice-prefeito de Cuiabá, Niuan Ribeiro; Mika Alimentos, Sindicato dos Jornalistas (Sindjor-MT), Ostrich (Tania Kramm), Editora Tanta Tinta (Ramon Carlini) e Drograria Ativa (Cristiane Celina). Os membros da comissão organizadora: Alessandra Barbosa, Bárbara Fontes, Camila Bini, Doriane Miloch, Francisca Medeiros, Iviush Beloto, Magda Matos, Jomar Brittes, Natacha Wogel, Paola Carlini e Tchélo Figueiredo também dedicaram tempo, disposição e fizeram doações para custear a decoração, comprar lenhas e outras despesas de última hora.

 

 

* O último encontro!    

Quinta-feira, 11.07, aconteceu a reunião com uma parte da comissão organizadora: prestações de contas e avaliações num jantar organizado pela Iviush. Seria o fim? Não! Apenas um fechamento de ciclo. A festa “Balbúrdia – O Retorno” faz parte de um passado delicioso. Agora é olhar para frente e planejar novos reencontros com a galera. Quem sabe rola em novembro? Vamos aguardar ansiosos! Até breve!

 

 

 

 

 

 

Saiba mais no Blog da Bárbara Fontes:

Somos todos COS, acesse aqui.

Jornalistas Que Correm (JQC), acesse aqui.

 

Playlists elaboradas por Tchélo Figueiredo:

Playlist 1, acesse aqui.

Playlist 2, acesse aqui.

Stonewall – 50 anos

Conheça a história da rebelião que marcou o movimento LGBTI nos EUA e no mundo.

 

Era madrugada de 28 de junho de 1969, quando policiais truculentos (à paisana) invadem o bar e boate Stonewall Inn, agridem, ferem e dão voz de prisão aos frequentadores, a maioria homossexuais. Situado no bairro nova-iorquino de Greenwich Village, o Stonewall era um dos raros locais onde gays, lésbicas e travestis podiam se divertir e até dançar (algo proibido para eles!). O que os policiais não esperavam é que, dessa vez, as vítimas não iriam sofrer humilhações ou apanhar caladas! Todos dentro do estabelecimento se rebelaram!

 

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Reprodução. New York Times (1969)

 

Se hoje ainda há muita discriminação nos EUA contra a comunidade LGTBI, imagina no final dos anos 1960! Só o fato de uma pessoa ser amiga de um gay assumido, também sofria perseguição e preconceito. Era comum demitir um homossexual, por mais que fosse competente no trabalho (isso quando não era preso). Também era comum os vizinhos denunciarem à polícia que um gay ou uma lésbica morava no bairro! Havia uma lei que exigia que para ser um homem ou uma mulher teria de usar, no mínimo, três trajes específicos de cada gênero, isto é, um homem não podia vestir trajes de mulher e vice-versa. Ser drag queen ou travesti era uma atividade criminosa!!!

 

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Reprodução. Wikipedia

 

 

O que se passou em Stonewall não pode ser jamais esquecida – não apenas pelo fato de ser o início dos corajosos atos de protestos, rebeliões e motins que exigiam a liberdade e que mostrou ao mundo o grito de alerta do movimento LGBT. Stonewall tem um valor inestimável para os Direitos Humanos: muita coisa mudou para melhor após os protestos de junho 1969. A Parada da Diversidade, que surgiu como uma marcha pacífica em Chicago, em 27 de junho de 1970,  hoje acontece em várias partes do mundo; é a ‘herdeira’ das lutas e reivindicações nascidas durante e pós ataques em Stonewall Inn. Se hoje, a Comunidade LGBTI conseguiu, às duras penas, conquistas significativas, inclusive mudanças de leis em quase todos os países,  tudo começou naquela naquela fatídica e sangrenta madrugada fria de 28 de junho de 1969.

 

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Parada Gay de 1972. Reprodução/Biblioteca Pública de Nova Iorque.

 

 

Para melhor compreender a rebelião de Stonewall, o Blog da Bárbara Fontes sugere livros, discos, documentário, filmes e vídeos. Quanto mais se informar, melhor será a compreensão das lutas LGBTI e o respeito e a admiração surgirá naturalmente ou ficará mais forte. A ignorância ainda é um véu tênue que cobre a mente de muitas pessoas, e romper esse véu já está mais do que na hora.

 

 

 

Vídeos

Canal Ordem do Dado, acesse aqui.

Canal Lorelay Fox, acesse aqui.

 

Filmes:

“Stonewall 2015 onde o orgulho  começou”, acesse aqui.

 

Textos:

Site hipeness: “Como a revolta de Stonewall, em 1969, empoderou o ativismo LGBT para Sempre”, acesse aqui.

Carta Capital: “As lições de Stonewall à Parada do Orgulho LGBT”, acesse aqui.

BBC Brasil: “50 anos de Stonewall: saiba o que foi a revolta que deu origem aodia do orgulho LGBT”, acesse aqui.

History.com: “Stonewall Riots”, acesse aqui.

 

Pesquisa:

XIX Intercom 2017: “Stonewall: imagens que pertencem à ordem das coisas vivas”, acesse aqui.

 

 

Livros:

“Stonewall The Riots That Spark”. Autor David Carter

“Stonewall”. Autor: Martin Duberman

“O Reconhecimento dos Direitos Humanos LGBT – de Stonewall à ONU”.            Autora: Patrícia Gorisch

“Na trilha do Arco-Íris”. Autores:  Regina Facchini e Júlio Assis Simões

 

Discos:

“The Stonewall Celebration Concert” – Renato Russo

 

 

Teatro:

“Stonewall 50 – Uma Celebração Teatral”

Data: 28/06 a 27/07/2019 (sextas e sábados)

Horário: 23h30

Local: Espaço dos Satyros Um

End: Praça Franklin Roosevelt, 214. Consolação. São Paulo/SP

Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)

Classificação: 16 anos

 

Saiba mais no Blog da Bárbara Fontes:

Stonewall 50 anos – Agenda Cuiabá, acesse aqui.

Stonewall 50 anos – Agenda Distrito Federal, acesse aqui.

 

Somos todos COS

Jornalista Celly Silva promove noite de autógrafos de livro-reportagem sobre a história movimento estudantil do Curso de Comunicação Social da UFMT. Evento será realizado nesta sexta-feira (31), a partir das 19h, na sede do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT).

 

Somos Todos COS, publicado pela EdUFMT, é fruto do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da jornalista Celly Alves Silva, 28 anos, e deveria ser leitura obrigatória para todos as pessoas que passaram pelo curso de Comunicação Social (COS) e suas habilitações, entre os anos de 1991 (entrada da primeira turma) até os dias atuais. Se hoje, o curso da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) é reconhecido pelo MEC, possui um prédio próprio (de arquitetura moderna) com salas de aulas climatizadas, laboratórios, equipamentos, auditório entre outros, é graças a uma geração de alunos que não cansavam de cobrar melhorias, ao ponto de acampar em frente à Reitoria por um longo período. Parece exagero? Por muitos anos, as aulas do COS eram ministradas no antigo prédio da Faculdade de Direito, as salas eram emprestadas e não havia estrutura adequada para os alunos de Jornalismo, Rádio e TV (RTV) e Publicidade Propaganda (PP) realizarem as suas atividades práticas. Os alunos do curso de RTV precisavam se descolar quase todos os dias, sob sol escaldante, até o bloco de Ciências Exatas, ao lado do zoológico. É uma distância relativamente longe, a UFMT é uma das maiores do Brasil – seria algo como ir de uma ponta à outra ponta da universidade. Apesar de todas as dificuldades, o COS foi o início de boa parte dos profissionais que atuam no mercado mato-grossense. Este ano, o Curso de Comunicação Social Completou 26 anos de existência, uma história cheia de sonhos, lutas, suor, lágrimas e muitas conquistas.

 

O Livro-reportagem

Composto por duas partes, o registro histórico e os depoimentos de ex-alunos, o livro-reportagem é “uma homenagem aos ex-alunos que deixaram sua marca na construção de uma educação de qualidade,  por meio de suas atuações no Centro Acadêmico de Comunicação Social (Cacos) e na Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação Social (Enecos), além de lembrar professores e jornalistas do mercado local, que,  ainda nos anos 80, fomentaram a criação da faculdade em Mato Grosso”, explica Celly.

 

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De acordo com a jornalista, o livro-reportagem é  fruto de um projeto experimental, dividido em duas partes: a primeira, contando a cronologia do curso, perpassando as gestões do centro acadêmico desde sua fundação,  em 1991, por comunicadores hoje consagrados, como Aline Cubas, Ademar Adams, Luzimar Collares e Justin Fiori, até meados dos anos 2000, época que encerrou um ciclo de luta em prol da construção  do prédio próprio da faculdade. A segunda parte da obra traz uma série de perfis  escritos a partir de entrevistas com os ex-militantes: Ademar Adams, Jonas da Silva, Lairce Campos, Yuri Kopcak, Janaina Pedrotti , Carol Araújo,  Evandro Birello  e Carlos Augusto dos Santos.

 

Noite de Autógrafos

Por se tratar de um registro importante para a história da Comunicação Social no Estado, e que contou com depoimentos valorosos de antigos alunos do COS, hoje, professores e  profissionais atuantes – inclusive alguns fazem parte do Sindjor-MT, a jornalista Celly Alves Silva promove uma noite de autógrafos na sede do sindicato.

 

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Celly autografa o meu livro.

 

O lançamento do livro-reportagem Somos Todos COS – História do Movimento Estudantil de Comunicação Social da UFMT, ocorreu em maio, no Centro Cultural da UFMT. O Blog da Bárbara Fontes esteve presente no evento e bateu um papo bacana e emocionante com a autora:

 

 

Blog da Bárbara Fontes: Celly, como surgiu a ideia de conta a história do movimento estudantil da Comunicação Social da UFMT?

Celly Alves Silva: Eu fui do Centro Acadêmico (C.A.) por duas gestões, de 2009 a 2011. Eu militei na ENECOS, a Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social, e fui em vários ENECOMs que são os Encontros de Estudantes de Comunicação, e me apaixonei. Eu sou até hoje apaixonada pela militância estudantil. Eu vejo o quanto é importante para a existência do nosso curso e da manutenção da educação pública. Quando chegou na época do TCC na faculdade, a gente não sabe direito o que vai fazer e eu ficava com essa dúvida, porém, um dia veio um estalo: o que eu mais sei e o que eu mais gosto de fazer é o movimento estudantil e eu quero escrever sobre isso. Daí veio a ideia de fazer um livro-reportagem, que foi o meu TCC em 2013.

 

BBF: Então primeiro surgiu o TCC e como ficou bacana, surgiu a ideia do livro?

CAS: Sim. Foi a própria banca, que teve a professora Mariângela, minha orientadora; o professor Tinho Costa Marques; e o professor Yuji Gushiken. Eles sugeriram para submeter à editora da universidade.

 

BBF: O curso ainda era dividido em Habilitações?

CAS: Sim, era. A minha habilitação é Jornalismo.

 

BBF: Durante a sua pesquisa, quais foram as descobertas que chamaram a sua atenção?

CAS: Eu pesquisei vários documentos encaixotados no Centro Acadêmico, antes de procurar as pessoas para fazer as entrevistas. O que me chamou muita atenção nesses documentos foi encontrar fanzines que os alunos produziam, contando o dia-a-dia do curso, a falta de equipamentos, de professor, as histórias dos encontros estudantis e fotos antigas sobre a paralisação dos estudantes que ficaram acampados no Bloco IL (Instituto de Linguagens) e depois na Reitoria. E isso encheu os meus olhos de lágrimas. Eu já participei de várias ocupações de reitoria, mas não de ficar tanto tempo acampado. Então, isso me chamou muito a atenção porque foi fundamental para a melhoria do curso, o salto que o curso deu quando ganhou um bloco próprio e quando foi reconhecido pelo MEC.

 

BBF: Eu fiz parte da primeira geração do COS, entrei em 1993, e o seu livro-reportagem é um importante registro para todos os que passaram pelo curso, principalmente, para homenagear os alunos que militaram com muita garra. Eu também sei que não é fácil escrever um livro. Valeu a pena tantos anos de trabalho?

CAS:Valeu a pena sim, com certeza! E tem de surgir novos livros porque esse vai até o início dos anos 2.000, e de lá para cá aconteceram muitas coisas.

 

BBF: Como foi a parceria com a Editora da UFMT?

CAS: Se não me engano, eu fiz o protocolo na editora em 2014, submetendo o livro para publicação. Foi um processo bem demorado porque depende de pareceres de professores doutores de outras universidades. Também tem o processo de revisão. Mas valeu à pena!

 

BBF: O livro teve algum custo para você?

CAS: Sim, o custo da impressão. O edital da editora era para lançar o e-book. Eu consegui imprimir o livro com recursos próprios e via uma vaquinha que eu fiz.

BBF: Celly, qual mensagem você pode passar para essa nova geração que estuda no Curso de Comunicação Social da UFMT?

CAS: Eu quero que eles tenham curiosidade de ler o livro e conhecer um pouco da história do curso. É importante saber de tantos outros alunos tiveram de passar para que hoje, para eles terem acesso à educação pública. Por mais que o curso ainda tenha alguns problemas até hoje, é necessário que tenha sempre gente ali cobrando, exigindo, reivindicando pelo menos para manter o que a gente tem, que é a educação pública.

 

 

BBF: Na sua trajetória como militante estudantil, qual foi o seu maior ensinamento?

Celly Alves Silva (muito emocionada): Desculpe pela a minha emoção. O que eu mais aprendi foi que a gente não consegue nada sozinho. A militância é uma coisa de amor ao próximo porque você luta e nem sempre colhe os frutos naquele momento, outras pessoas vão colher depois o que você plantou. A gente aprende tanto a lutar e a não aceitar as coisas de maneira passiva. Alunos e professores precisam continuar a resistir e a lutar para continuar a existir a universidade pública.

 

Blog da Bárbara Fontes: Última pergunta, como foi conciliar a produção do livro-reportagem com a maternidade?

Celly Alves Silva: Quando eu escrevi o livro nem sonhava que seria mãe. Eu fiz na época da faculdade. Eu apresentei o TCC em 2013, só agora é publicado como livro. Antes de lançar o livro, eu fiz revisões, adequações e diagramação junto com a editora da UFMT. Nesse processo de revisão e finalização eu estava grávida. A minha filha Laura é a minha companheira. Nos últimos preparativos do livro, quando eu tinha de estar na editora, ela ficava comigo o tempo todo. Ela é sempre tão quietinha, tranquila. Esse livro me deu mais trabalho! (risos).

 

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Foto: acervo pessoal.

 

Celly com o marido Jonison Silva e a pequena Laura.

OBS: Hoje, 30 de maio, Laura completa 4 meses.

 

 

SERVIÇO

Lançamento do livro-reportagem Somos Todos COS, da jornalista Celly Alves Silva

Data: 31 de maio

Horário: a partir das 19h

Local: Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor)

Endereço: Rua Do Carmo, 55, Baú. Cuiabá/MT

Valor do livro: R$ 35,00

3º Prêmio Veja Comer & Beber Cuiabá

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Foto: Bárbara Fontes

O tempo passou tão depressa e, de repente, um ano havia se passado desde a última edição do Prêmio da revista Veja Comer & Beber Cuiabá. A terceira edição aconteceu no mês de maio (15), no Espaço Stelata, do Buffet Leila Malouf. É o mais importante prêmio de gastronomia do país, e pela segunda vez consecutiva, Cuiabá abre a temporada de premiações dos melhores endereços gastronômicos locais em três categorias: Comidinhas, Bar e Restaurante, além de delivery, voto do leitor e empreendedor Santander. Essas categorias foram definidas pela redação da revista Veja Comer & Beber, com sede na capital de São Paulo.

 

 

“Todo ano a gente procura olhar o que está acontecendo na cidade e mudar um pouco as categorias. A gente observa o movimento da cidade e na hora em que a gente decide quais prêmios a gente vai dar, olhamos para isso. A gente viu que apesar da crise, dos últimos meses difíceis, abriram muitos restaurantes, então a gente lançou a categoria “Novidade do Ano”, para privilegiar quem está se arriscando a investir num momento desses. Outra categoria nova que a gente fez e acho que é uma tendência mundial, “A Melhor Refeição Saudável”, não é necessariamente para um restaurante vegetariano ou vegano, mas para o estabelecimento que tenham opções para quem não quer comer carne ou que queira uma refeição com alimentos orgânicos”, disse Mônica Santos, editora da revista Veja Comer & Beber e coordenadora do prêmio, para o Blog da Bárbara Fontes.

 

 

Foi uma noite de muitas torcidas e emoções que premiou nomes consagrados como o Mahalo e Haru, e estabelecimentos que foram indicados pela primeira vez, como o Serra Grande – A Casa da Cerveja. O Mahalo Cozinha Criativa, que tem à frente a chef Ariani Malouf, venceu pelo terceiro ano consecutivo (já pode pedir música para o Fantástico!) o prêmio Veja Comer & Beber nas categorias “Melhor Restaurante da Cidade” e “Melhor Variado/Contemporâneo’.

 

 

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Foto: Bárbara Fontes

Cuiabá não deixa nada a desejar em relação aos grandes centros gastronômicos, há estabelecimentos que merecem muitas estrelas Michelin (é considerado o guia mais respeitado do mundo  e premia os melhores restaurantes, classificando-os com estrelas – de 1 a 3.*). A capital de Mato Grosso completou 300 anos em 8 de abril e possui diversidade gastronômica que vai da peixada mais tradicional do São Gonçalo Beira-Rio (onde nasceu Cuiabá) aos restaurantes contemporâneos – aqueles que servem comidas que assistimos no Masterchef e outros reality shows de culinária. Cuiabá tem comida, salgados, bebidas, doces, carnes vermelhas e brancas, frutos do mar, vegetarianos e veganos para todos os gostos e bolsos.

 

Como funciona a premiação

O júri é composto por artistas, esportistas, profissionais da comunicação e do cinema, professores de Gastronomia; servidores públicos e profissionais liberais que moram em Cuiabá, num total de 29 pessoas. Eles elegeram os melhores Bares, Restaurante e Comidinhas. Então, os resultados são tabulados em ordem decrescente: os jurados escolheram os três melhores em cada uma das categorias. Com essas informações, a redação da revista Veja Comer & Beber atribui uma pontuação a cada uma das posições, sendo: 5 pontos para o 1º colocado; 2 pontos para o 2º; e 1 ponto para o 3º colocado. “A soma dos pontos determinou os três primeiros lugares” (revista Veja Comer & Beber Cuiabá 2019, página 8).

 

Para eliminar os empates, a redação teve como critério inicial, o número de menções na tabela do juri, sendo assim, o vencedor é aquele que foi citado por mais pessoas do juri. Se os empates permanecem, a próxima solução é levar em conta a posição na tabela – quantas vezes o estabelecimento ficou em primeiro, segundo ou terceiro lugar. Caso os empates continuam, a última solução é o voto de minerva dado pela equipe da revista Veja, apoiada em avaliações in loco.

 

Como acontece todos os anos, o banco Santander elege o “Empreendedor do Ano”. Este ano foram inseridos mais duas votações: a online (voto do leitor) e a de “Melhores Serviços de Delivery (categorias Comida Brasileira; Pizzaria e Hambúrguer) patrocinado pelo Ifood”.

 

 

 

Novos indicados ao prêmio

Um dos meus locais favoritos em Cuiabá, o Gabinete Antes do Café foi um dos indicados na categoria. O Gabinete é um lugar aconchegante que reúne boa comida, bebidas, sobremesas, música, brechó, sebo e uma decoração linda! É tudo de um bom gosto. Na noite de premiação, o Blog da Bárbara Fontes conversou com as proprietárias Soraia Morão (mãe do querido ator Thyago Mourão) e Juliana Albernaz:

 

 

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Foto: Helder Faria

“Foi uma surpresa porque a gente faz as coisas tão sem pretensão de nada e a gente nem sabe da repercussão que a gente tem. Então foi uma surpresa”, disse Soraia. “O fato da gente ser indicado já é um prêmio pra gente. Estamos muito felizes”, afirma Juliana Albernaz que também complementa “A ideia do Gabinete Antes do Café é que a casa é sua”.

 

 

 

O Melhor Bolinho de arroz: “É o Amor!”

Não foi novidade para os convidados que acompanharam a premiação, quando o jornalista e apresentador do SBT, Daniel Adjuto chamou ao palco a dona Eulália para receber o prêmio de “Melhor Bolinho de Arroz de Cuiabá”. É a terceira vez consecutiva que o estabelecimento “Eulália e Família” recebe o prêmio Veja Comer & Beber Cuiabá. Muito emocionada, a mais famosa quituteira de Cuiabá repetiu no palco o que alguns minutos antes ela havia me dito: “É muita Emoção!”. Quando Daniel perguntou sobre o segredo da receita, ela humildemente respondeu “É amor!”. O “Eulália & Família” é um local que deve ser ponto obrigatório para quem for visitar Cuiabá e para quem sai da primeira missa (às 4h30) na Igreja do Rosário e São Benedito.

 

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Foto: Helder Faria

 

Dona Eulália é uma fofura de senhorinha de 85 anos que dedicou a sua vida aos quitutes tradicionais cuiabanos. Eu frequento o estabelecimento desde quando dona Eulália acordava às 4 da manhã para colocar a mão na massa. Em 2008, eu estive no “Eulália & Família” bem cedinho com uma equipe de filmagem para a gravação de um documentário sobre a Cultura e Turismo de Mato Grosso, e dona Eulália estava à frente do forno quente. Quando terminamos, ela preparou um pacote com pães de queijo, francisquitos (feito de polvilho) e bolinhos de arroz e me entregou. Eu perguntei quanto custava e ela me respondeu que não custava nada e que ficou preocupada com a equipe – que ainda tinha o dia todo para filmar em outras locações – e preparou os quitutes para nós. Ela também nos disse que era uma forma de nos agradecer. A equipe ficou emocionada com carinho e preocupação, e a honra de estar com ela foi toda nossa!

 

 

 

Chef celebridade

Indicado pela terceira vez como “Melhor Chef”, Hugo Rodas experimentou algo diferente nesta terceira edição do prêmio Veja Comer & Beber Cuiabá: a sua chegada e permanência na premiação foi notada por muitos convidados. Alguns se aproximaram para cumprimentá-lo, outros queria conversar e também tirar fotos. O motivo de tanto assédio é que Hugo é participante do reality Show “Fecha a Conta”, do programa Mais Você, da Ana Maria Braga.

 

Muito simpático e acessível, Hugo conversou com o Blog da Bárbara Fontes sobre a sua carreira como chef de cozinha, proprietário do badalado restaurante Seu Majó e também sobre a sua participação no Fecha a Conta, o qual foi vencedor.

 

 

 

Confira os finalistas e os vencedores (em negrito):

 

COMIDINHAS

O Melhor bolinho de Arroz: Chá com Bolo Cuiabano Tia Fran; Eulália e Família; Bolo de Arroz & Companhia

O Melhor Café: Amado Grão; Café & Prosa; Gabinete antes do Café

A Melhor Doceria: Fábula Doces; Magrello; Simone Klauk Pátisserie

O Melhor Háburguer: Cozinha dos Fundos; Jymmy Burguer; Rock Burguer

A Melhor Padaria: Bakehouse 44; Sorella; Studio do Pão

O Melhor Sorvete: Alaska; Matteo Gelato Criativo; Nevaska

 

 

BARES

O Melhor Boteco: Bar do Edgare; Bar do Jarbas; Fundo de Quintal

A Melhor Carta de Cervejas: Hookerz; Serra Grande A Casa da Cerveja; Sumérios Templo Cervejeiro

O Melhor Gastrobar: Mezada Baricoz; Talavera Bar e Restaurante; Varadero Bar e Restô

A Melhor Happy Hour: Armazém Mamur; Bar das Águas; Ditado Popular

O Melhor Bar para Ir a Dois: Porão Parrilla y Tragos; Talavera Bar e Restaurante; Varadero Bar e Restô

 

 

RESTAURANTES

A Melhor Carne: Açougue 154; Grand Toro Steakhouse; Meat’s Grill

O Melhor Japonês: Haru Oriental; Japô Casa; Santô Oriental

A Melhor Pizzaria: Gato Mia Pizzaria; Padrino; Santa Oliva Pizza Restô

A Melhor Receita de Pintado: Lélis Peixaria; Mirante das Águas; Restaurante e Peixaria Okada

A Melhor Refeição Saudável: Arado Natural; Body Chef; Raposa Vegana

O Melhor Variado/ Contemporâneo: Flor Negra; Mahalo; Seu Majó

Novidade do Ano: Arado Natural; Coco Bambu; Outback

O Melhor da Chapada dos Guimarães: Atmã; Bistrô da Mata; Pomodori

 

 

O Melhor dos Melhores!

 

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Mahalo é eleito “O Melhor Restaurante da Cidade” e Ariani Malouf agradece. Foto: Helder Faria.

 

 

 

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A editora da revista Veja Comer & Beber, com Carol Manhozo, eleita a chef do Ano. Foto: Helder Faria.

 

 

O Melhor Restaurante da Cidade: Flor Negra; Haru Cozinha Oriental; Mahalo

Chef do Ano: Ariani Malouf (Mahalo); Carol Manhozo (Flor Negra); Hugo Rodas (Seu Majó)

Chef Revelação: Nilvo Salvatori (Santô Oriental); Phellipe Jacob (Roostic); Silvério Cerqueira (Avec)

 

 

 

Informações adicionais

*Guia Michelin via Wikipédia.

**Esta reportagem também tem informações obtidas pela Assessoria de Imprensa Pau & Prosa, que também gentilmente forneceu fotos.

**Foto de capa: os vencedores da 3º edição do Prêmio Veja Comer & Beber Cuiabá. Crédito: Helder Faria/Pau E Prosa Comunicação.

 

 

 

Saiba mais:

Qual é o melhor bolinho de arroz de Cuiabá?, acesse aqui.

Os melhores de Cuiabá (2º edição do prêmio Veja Comer & Beber), acesse aqui.

O Blog experimentou (Outback Cuiabá), acesse aqui.

Site da revista Veja Comer & Beber, acesse aqui.

 

 

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Hino de Mato Grosso

Conheça a história de um dos hinos mais belos do Brasil

 

Quando Dom Aquino Corrêa terminou o “Canção Mato-grossense” não imaginava que a obra literária atravessaria o século e se tornaria o hino oficial de Mato Grosso. O poema foi escrito para homenagear o bicentenário de Cuiabá, celebrado no dia 8 de abril de 1919. É importante ressaltar que durante décadas, a capital cuiabana (fundada em 1719) pertencia à Capitania de São Paulo e somente em 1748, com a nomeação do primeiro Capitão-general pela Coroa Portuguesa, Antônio Rolim de Moura, é criado o Estado, portanto, Cuiabá é legalmente mais velha do que Mato Grosso.

 

 

Em 1919, Mato Grosso era outro, assim como a sua capital. Não existia o estado de Mato Grosso do Sul e ainda se ouvia histórias sobre a famigerada Gerra do Paraguai, também conhecida como a Guerra da Tríplice Aliança ou a Grande Guerra. Iniciada em dezembro de 1864, matou milhares de brasileiros, inclusive mato-grossenses, e paraguaios até o seu término em março 1870. Ainda havia resquícios da guerra em Mato Grosso e a ferida não estava totalmente cicatrizada.

 

 

Francisco Aquino Corrêa, nascido em Cuiabá na mesma casa do político Joaquim Murtinho, hoje o Museu Dom Aquino, situado às margens do rio Cuiabá (na avenida Beira-Rio), fez questão de relembrar na obra “Canção Mato-grossense” os heróis cuiabanos que lutaram bravamente na Guerra do Paraguai. Se hoje, Corumbá e Dourados permanecem no território brasileiro é graças aos cuiabanos que deixaram as suas famílias para defender estas cidades tomadas pelas tropas do presidente paraguaio Francisco Solano Lópes, mentor e executor da Grande Guerra. Dom Aquino não queria que o povo mato-grossense se esquecesse dessa parte dolorida da história do Brasil. E nem dos bravos Antônio João Ribeiro, que comandou a colônia militar de Dourados, e  Antônio Maria de Coelho, que liderou a retomada de Corumbá em 13 de junho de 1865. Antônio Maria (Barão de Amambaí) foi o primeiro governador de Mato Grosso depois da proclamação da República, e também é o criador da bandeira do Estado. Na Cuiabá de 1919, também havia outra questão que tirava o sono de muita gente: já se falava, confabulava a respeito da divisão de Mato Grosso, e Dom Aquino era contra.

 

 

O Hino de Mato Grosso

Limitando, qual novo colosso,
O Ocidente do imenso Brasil,
Eis aqui, sempre em flor, Mato Grosso,
Nosso berço glorioso e gentil! 

Eis a terra das minas faiscantes,
Eldorado como outros não há,
Que o valor de imortais bandeirantes
Conquistou ao feroz Paiaguá! 

Salve, terra de amor,
Terra de ouro,
Que sonhara Moreira Cabral!
Chova o céu
Dos seus dons o tesouro
Sobre ti, bela terra natal! 

Terra noiva do Sol, linda terra
A quem lá, do teu céu todo azul,
Beija, ardente, o astro louro na serra,
E abençoa o Cruzeiros do Sul! 

No teu verde planalto escampado,
E nos teus pantanais como o mar,
Vive, solto, aos milhões, o teu gado,
Em mimosas pastagens sem par! 

Salve, terra de amor,
Terra de ouro,
Que sonhara Moreira Cabral!
Chova o céu
Dos seus dons o tesouro
Sobre ti, bela terra natal! 

Hévea fina, erva-mate preciosa,
Palmas mil são teus ricos florões;
E da fauna e da flora o índio goza
A opulência em teus virgens sertões! 

O diamante sorri nas grupiaras
Dos teus rios que jorram, a flux.
A hulha branca das águas tão claras,
Em cascatas de força e de luz! 

Salve, terra de amor,
Terra de ouro,
Que sonhara Moreira Cabral!
Chova o céu 

Dos seus dons o tesouro
Sobre ti, bela terra natal!
Dos teus bravos a glória se expande
De Dourados até Corumbá;
O ouro deu-te renome tão grande,
Porém mais nosso amor te dará! 

Ouve, pois, nossas juras solenes
De fazermos, em paz e união,
Teu progresso imortal como a fênix
Que ainda timbra o teu nobre brasão! 

Salve, terra de amor,
Terra de ouro,
Que sonhara Moreira Cabral!
Chova o céu
Dos seus dons o tesouro
Sobre ti, bela terra natal!

 

 

Criado por meio do Decreto n. 38, de 03 de maio de 1983, pelo então governador Júlio Campos, após uma avaliação realizada entre os anos de 1982 e 1983, por uma comissão formada por Adauto Dias de Alencar, pelos jornalistas Pedro Rocha Jucá e Arquimedes Pereira Lima (que conviveu com Dom Aquino), Marília Beatriz de Figueiredo Leite (filha do desembargador e primeiro escritor Modernista do Estado, Gervásio Leite), e Lidio Modesto.  A missão da equipe de intelectuais e estudiosos da História e Cultura de Mato Grosso era reconhecer oficialmente ou não o Hino de Mato Grosso. O motivo era que o poema de Dom Aquino cita as cidades de Corumbá e Dourados que, com a divisão do estado em 1977, não pertenciam mais a Mato Grosso. Hoje, as duas cidades fazem parte de Mato Grosso do Sul. A comissão decidiu manter a letra original pelo valor histórico que possui. Segundo trecho do Relatório da Comissão,

 

“Mas o heroísmo dessas figuras não diz respeito apenas a Mato Grosso, e sim ao Brasil, nas circunstâncias por que passava a soberania nacional”

 

O Relatório completo está disponível para pesquisa na Superintendência de Arquivo Público de Mato Grosso. Segundo o documento, que revelou vários aspectos da letra do Hino de Mato Grosso, o termo “qual novo colosso”, na primeira estrofe faz uma comparação entre Mato Grosso e o Colosso de Rodes, uma das sete maravilhas do mundo antigo, e que já não existe mais. No trecho “teu progresso imortal como a Fênix”, representa o Estado que, mesmo passando por dificuldades, renascia sempre para o progresso. A alusão está presente também nos brasões de Cuiabá, e de Mato Grosso. Na mitologia grega, o pássaro Fênix é queimado e ressurge das cinzas.

 

 

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Marília Beatriz. Foto: Ahmad Jarrah (acervo pessoal)

 

O Blog da Bárbara Fontes conversou com a advogada, escritora e ex-presidente da Academia Mato-grossense de Letras (AML), Marília Beatriz de Figueiredo Leite, que fez parte da comissão que analisou o Hino de Mato Grosso:

 

 

Blog da Bárbara Fontes: O Hino de MT é importante nos dias de hoje? Por quê?

Marília Beatriz: Toda solenidade deve ter uma celebração e nada melhor do que uma canção para apontar os fatos e os feitos significantes de um território.

 

Blog da Bárbara Fontes: No início da década de 1980, a senhora fez parte da Comissão que analisou o Hino de Mato? Qual era o objetivo? O que a Comissão decidiu?

Marília Beatriz: O objetivo era o estudo e a adequação do Hino ao momento histórico.
Havia ocorrido a divisão do Estado e assim era necessária uma avaliação conjuntural.
A comissão decidiu que devia permanecer como era. Se me lembro, eu fui voz discordante pois entendia que Dourados e Corumbá não pertenciam ao estado nascente.

 

Blog da Bárbara Fontes: Quando a senhora ouve o Hino de Mato Grosso, quais sentimentos lhe chegam?

Marília Beatriz: Quando ouço o hino sinto realmente uma emoção pelo amor que devoto ao estado que adotei e a terra dos meus pais.

 

Blog da Bárbara Fontes: Na sua opinião, o Hino de MT deve ser cantado nas escolas como uma obrigação ou somente em momentos festivos?

Marília Beatriz: Entendo que fazer do canto do Hino uma obrigação escolar é perder o sabor, o prazer da surpresa. O que é obrigatório deixa de ter emotividade e passa a ser mera prisão de nenhuma cidadania. O hino é saudação, celebração e como tal deve ser tocado, escutado em liberdade.

 

 

 

Dom Aquino Corrêa

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Foto: Missão Salesiana de Mato Grosso

Uma das maiores mentes de Mato Grosso, Dom Francisco de Aquino Corrêa foi o primeiro cuiabano a fazer parte da Academia Brasileira de Letras. Nasceu em 2 de abril de 1885. Foi o bispo mais jovem do Brasil e se tornou Arcebispo de Cuiabá. Fundou a Academia Mato-grossense de Letras e o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso. Publicou dezenas de livros como “Odes” e “Terra Natal”. Também foi governador do Estado entre os anos de 1818 à 1922. Faleceu na capital de São Paulo em 22 de março de 1956.

 

 

 

Memória Afetiva

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Bárbara Fontes repassa a cena com os Nambiquaras. Foto: Acervo Pessoal

 

Em 2007, eu recebi uma das maiores missões da minha vida profissional: roteirizar e dirigir um videoclipe do Hino de Mato Grosso para o Sebrae-MT. Por meses, eu me debrucei nos acervos sobre Dom Aquino Corrêa e tudo o que envolve a história do hino. Assim nasceu a obra cinematográfica, exibida em quase todos os países do mundo, “Canção Mato-grossense”. O título do videoclipe é em homenagem a Dom Aquino, e mostra as belezas de naturais, a cultura popular e a vida moderna dos mato-grossenses, porém, se esquecer dos verdeiros donos da terra: os indígenas. A trilha sonora reúne os ritmos musicais presentes no Estado. Para realizar a obra cinematográfica foi necessário reunir uma equipe de 120 pessoas e foram utilizados os equipamentos mais sofisticados na época, como uma Redcam (câmera) vinda dos EUA, novidade em Hollywood e utilizada pelo cineasta Steve Spielberg.

 

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Bárbara Fontes e equipe filmam na Aldeia Nambiquara. Foto: Acervo Pessoal

Foi um importante marco para o Audiovisual mato-grossense que contou com o apoio  financeiro e logístico do Sebrae-MT que acreditou no projeto, e que apostou na contratação de uma cineasta mulher criada em Mato Grosso. É importante que eu cite uma pessoa que foi fundamental na escolha de meu nome para o Sebrae-MT: Magna Domingos – uma das mais importantes produtoras culturais do Brasil. Infelizmente, ela nos deixou no final de 2018. Minha gratidão à querida Magna!

 

 

Acesse o link do videoclipe “Canção Mato-grossense” – Hino de Mato Grosso aqui:

 

 

 

*Esta reportagem tem informações da Assessoria de Comunicação do Governo do Estado de Mato Grosso (Secom-MT).

**Foto de capa: Bandeiras de Mato Grosso e do Brasil. Foto: Lenine Martins/Secom-MT

 

***Matéria publicada no dia em que Mato Grosso completou 271 anos, em 09 de maio de 2019.

Cultura

Lei Rouanet é extinta. Conheça a nova Lei de Incentivo à Cultura.

 

O Ministério da Cidadania publicou no Diário Oficial da União (DOU), do dia 24 de abril, por meio do Gabinete do Ministro, a Instrução Normativa (IN) Nº 2, de 23 de abril de 2019, onde estabelece procedimentos para apresentação, recebimento, análise, homologação, execução, acompanhamento, prestação de contas e avaliação de resultados de projetos culturais financiados pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). O Pronac é o maior programa de fomento à Cultura do país e mudanças já eram esperadas a partir janeiro deste ano, quando iniciou o governo Bolsonaro. A Lei Rouanet como conhecemos não existe mais, e a partir da publicação no DOU, a nomenclatura que vale é ‘Lei de Incentivo à Cultura’. Acabar com a Lei Rouanet, assim como o Ministério da Cultura (hoje é a Secretaria Especial de Cultura, vinculado ao Ministério da Cidadania) eram promessas de campanha à presidência do Brasil, do então candidato Jair Bolsonaro.

 

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Ministro Osmar Terra. Foto: Diego Queijo/Assessoria de Comunicação/Ministério da Cidadania

O anúncio foi feito pelo ministro Osmar Terra, dois dias antes da publicação no Diário Oficial da União: “Queremos que os pequenos e médios artistas, de todas as regiões, sejam beneficiados pela Lei. Mais projetos apoiados significa mais atividades culturais em mais cidades do Brasil. É a cultura chegando mais perto de cada brasileiro, e construindo cidadania”, disse Terra, segundo informações da Assessoria de Imprensa do Ministério da Cidadania.

 

As mudanças na Lei de Incentivo à Cultura dividiram opiniões de artistas e produtores culturais, como apontou uma reportagem da Agência Brasil (24/04): a redução do teto dos projetos contemplados de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão, pode prejudicar os programas culturais que promovem emprego e renda em todo país. Também há preocupação com a redução do valor de R$ 60 milhões para R$ 10 milhões, o valor máximo que uma empresa pode financiar, o que também pode prejudicar grandes eventos culturais, geralmente gratuitos, que acontecem durante o ano todo nas grandes capitais. Essas reduções, segundo consta na Instrução Normativa Nº2, seguem de acordo “para o cumprimento do princípio da não concentração, disposto no § 8º do art. 19 da Lei nº 8.313, de 1991”. Ela também estabelece que o proponente que apresentar o seu primeiro projeto junto ao Pronac até o valor de R$ 200 mil reais, está dispensado da comprovação de atuação na área cultural.

 

Mario Olimpio
Mario Olimpio/Acervo Pessoal

 

A respeito da descentralização de recursos proposta na Instrução Normativa Nº 2: “a mudança é boa para o Centro-Oeste, Norte e Nordeste, mas as mudanças na Instrução Normativa devem vir acompanhadas de ações efetivas para estimular o investimento das empresas nos projetos desses Estados.”, disse o advogado e produtor cultural, Mario Olímpio que atualmente mora em Brasília, para o Blog da Bárbara Fontes.

 

 

Silvana Córdova
Silvana Córdova/Acervo Pessoal

 

Também conversou com o Blog, a produtora cultural de Cuiabá/MT, Silvana Córdova, que contou sobre sua experiência na elaboração de projetos via Lei Rouanet:

 

 

 

 

 

Já são 8 anos que faço projetos para Rouanet principalmente para o Grupo Cena Onze. Inscrever projetos através do sistema salicweb, não tem muitos segredos é fácil, e podemos contar ainda com um Manual disponibilizado pelo site do Ministério da Cidadania. E se bem elaborado, ele também é facilmente aprovado. A problemática está em captar o valor aprovado, eu mesma já perdi as contas de quantos projetos meus já foram aprovados e tão poucos foram realmente captados. A captação para a região Centro-Oeste não é nada fácil e para que se concretize muitas das vezes temos que buscar outros editais para conseguir captar o valor aprovado ou parte dele.

 

Sobre as novas mudanças na Lei de Incentivo à Cultura, Silvana comenta que:

Essa nova mudança da Lei feita pelo governo Bolsonaro, para mim representa uma da mais radicais. Se formos pôr na balança não dá para equilibrar as contas, o valor diminui e a contrapartida social aumenta. Se eles buscam mais democratização da cultura (o que eu acho maravilhoso se isso realmente acontecesse), o Governo deveria investir mais nos projetos. Os projetos anuais de preservação do patrimônio histórico vão ser totalmente prejudicados. Como vão ficar nossos Museus? Grande parte do Museus brasileiros tem projetos aprovados acima do teto estabelecido.

Eu acho sim, que a Rouanet precisava de umas adequações, principalmente para incentivar projetos de “desconhecidos”, pois artistas iniciantes precisam ser incentivados e ter recursos para executar seus projetos. O que acontece é que a grande concentração fica com artistas renomados do eixo Rio e São Paulo. Claramente não há uma preocupação em melhorar o acesso a recursos para os proponentes menores e que estão descentralizados. Pois quando eles alegam que casas financeiras estatais devem deixar de colocar dinheiro em projetos de Rio e São Paulo para concentrar investimentos no Norte e Nordeste, essa democratização não será resolvida sem alargar a base de investidores.

Concordo com grande parte dos produtores culturais que estão se manifestando, alegando que essa é uma forma de transformar a arte e a cultura, que deveriam ser livres e acessíveis a todos, em mais uma mercadoria na mão de empresários.”

 

 

Nova Lei de Incentivo à Cultura

*Áreas culturais que podem receber incentivo e fomento: Artes Cênicas, Audiovisual, Música, Artes Visuais, Patrimônio Cultural Material e Imaterial, Museus e Memória e Humanidades;

 

*Os recursos captados e depositados na Conta Vinculada do projeto tornam-se renúncia fiscal e adquirem natureza pública, não se sujeitando a sigilo fiscal;

 

*Os recursos captados não serão computados na base de cálculo do Imposto sobre a Renda (IR), da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Confins) e do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), desde que tenham sido exclusivamente utilizados na execução de projetos culturais, o que não constituirá despesa ou custo para fins de apuração do IR e da CSLL e não constituirá direito a crédito de PIS e Cofins;

 

*Compete à Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) e à Secretaria do Audiovisual (SAV) planejar, coordenar e supervisionar a operacionalização do mecanismo de incentivo a projetos culturais do Pronac (recebimento de propostas; a tramitação de propostas e projetos; o encaminhamento para parecer técnico e monitoramento das análises; o acompanhamento da execução dos projetos culturais; e a análise de prestações de contas e avaliação de resultados dos projetos.);

 

*As ações culturais e suas documentações correspondentes serão apresentadas, por pessoas físicas ou jurídicas, por intermédio do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), acessível no sítio eletrônico da Secretaria Especial de Cultura. O período para apresentação de propostas culturais é de 1º de fevereiro até 30 de novembro de cada ano;

 

*As propostas culturais deverão ser apresentadas, no mínimo, com 90 (noventa) dias de antecedência da data prevista para o início de sua pré-produção, sendo admitidos prazos inferiores em caráter de excepcionalidade, devidamente justificados pelo proponente e desde que autorizados pelo Ministério da Cidadania;

 

*O proponente que apresentar o seu primeiro projeto junto ao Pronac estará dispensado da comprovação de atuação na área cultural, sendo este limitado ao valor de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais);

 

*As instituições culturais sem fins lucrativos poderão apresentar propostas culturais visando ao custeio de atividades permanentes, na forma de plano anual ou plurianual de atividades. As propostas deverão ser apresentadas até o dia 30 de setembro do ano anterior ao do início do cronograma do plano anual ou plurianual de atividades;

 

*Limites de quantidades e valores homologados para captação por proponente: a) para Empreendedor Individual (EI), com enquadramento Microempreendedor Individual (MEI), e para pessoa física, até 4 (quatro) projetos ativos, totalizando R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Para os demais enquadramentos de Empreendedor Individual (EI), até 8 (oito) projetos ativos, totalizando R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais). Para Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), Sociedades Limitadas (Ltda.) e demais pessoas jurídicas, até 16 (dezesseis) projetos ativos, totalizando R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais);

*O valor homologado para captação por projeto fica limitado em R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), respeitando-se as exceções. OBS: esses valores não valem para:

I – planos anuais e plurianuais de atividades;

II – patrimônio cultural material e imaterial;

III – museus e memória;

IV – conservação, construção e implantação de equipamentos culturais de reconhecido valor cultural pela respectiva área técnica do Ministério da Cidadania; 

V – construção e manutenção de salas de cinema e teatro em municípios com menos de 100.000 (cem mil) habitantes.

 

*É obrigatória a previsão e a contratação de contador com o registro no conselho de classe para a execução de todos os projetos, podendo o proponente utilizar o profissional de sua empresa.

*É obrigatória a previsão de serviços advocatícios para todos os projetos, ainda que posteriormente o item não venha a ser executado.

*A remuneração para captação de recursos fica limitada a 10% (dez por cento) do valor do Custo do Projeto (Anexo I) e ao teto de R$ 100.000,00 (cem mil reais). Os valores destinados à remuneração para captação de recursos somente poderão ser pagos proporcionalmente às parcelas já captadas.

*Os custos de divulgação não poderão ultrapassar 30% (trinta por cento) do Valor do Projeto de até R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) e não poderão ultrapassar 20% (vinte por cento) para os demais projetos.

*É obrigatória a inserção das logomarcas do Programa Nacional de Apoio à Cultura – Pronac, do Vale-Cultura e do Governo Federal, conforme disciplinado no art. 47 do Decreto nº 5.761, de 2006, especificados nos respectivos manuais de uso das marcas da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania.

 

Saiba mais:

Instrução Normativa Nº2, de 23 de abril de 2019 aqui.

Site da Lei de Incentivo à Cultura aqui.

Marcas e manual do Pronac aqui.

Ministério da Cidadania: “Nova Lei de Incentivo à Cultura reduz de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão teto de captação por projeto”, acesse aqui.

Agência Brasil: “Artistas e produtores analisam mudanças na Lei Rouanet”, acesse aqui.