Perfídia 2019

Estão abertas até 5 de abril, as inscrições para a 2° edição do Festival de Performance e Novas Mídias.

 

Perfídia é uma plataforma de arte, produção cultural, tecnologia e educação.

 

A segunda edição da mostra de multilinguagem Perfídia tem o objetivo principal a intersecção entre performatividade do corpo – como o teatro, performance, imersão e interatividade, e novas mídias como as tecnologias de imagem, aparelhos eletrônicos e digitais, sensores, internet e softwares.

 

O evento aposta no hibridismo e na interdisciplinaridade como motor de inovações estéticas.

 

Segundo a organização, o Perfídia 2019 contempla as seguintes ações:

Espetáculos de teatro e dança;

Vídeoperformance;

Àudio/Vídeo instalações;

Projeções de vídeo;

Mapping;

Intervenções urbanas;

Audiovisual ao vivo;

Apresentações musicais;

Vjings;

Djings;

Arte digital interativa.

 

19238193_836628833182302_6959368197970539462_o.png.jpg

 

 

Festival PERFÍDIA é realizado por meio da Plataforma Perfídia e articulada pelos artistas e produtores Luciana Ramin e Otávio Oscar. Sua viabilidade financeira acontece com o apoio do Proac Editais (Secretaria Estadual de Cultura e do Governo do Estado de São Paulo). Também conta com as parcerias da Cia. Pessoal do Faroeste e Casa da Luz.

 

Inscrições

O Festival Perfídia 2019 possui três tipos de inscrições:

*Inscrições para o Perfídia COLAB (residência artística colaborativa);

*Inscrições para o Perfídia LAB (ações presenciais + laboratórios criativos)

*Inscrições para a Mostra VideoperformVídeoperformance

 

Segundo a organização do evento, serão aceitas inscrições internacionais e o formulário pode ser respondido em português, espanhol e inglês. O regulamento e os formulários de inscrição estão somente em português

 

Saiba mais sobre a 2° edição do Perfídia 2019, acesse aqui.

 

 

 

 

 

Anúncios

#ForçaAndréDLucca

O ator André D’Lucca recebe homenagem em evento a ser realizado pela classe artística mato-grossense.

 

Reportagem publicada em 13/03:

Artistas mato-grossenses se reuniram para ajudar o amigo André D’Lucca, que interpreta uma das personagens mais queridas do país, a Almerinda. Desde o dia 05 de março, o ator se encontra hospitalizado. Segundo a assessoria, familiares informaram que André teve uma melhora significativa nos últimos dias, porém, ainda necessita de cuidados médicos e deve seguir em tratamento. O Blog apurou que o ator, que saiu da UTI do PS, se encontra internado no hospital Júlio Müller, com quadro evolutivo estável.

 

O espetáculo #ForçaAndréDLucca acontece no domingo, 24 de março, a partir das 18h30, no Cine Teatro Cuiabá (CTC). A programação conta com apresentações de músicos, dançarinos, humoristas, intervenções teatrais, recitação de poesia e grafite. Também haverá uma exposição de obras que foram doadas por artistas plásticos que serão leiloadas. Segundo a assessoria, toda a renda arrecadada, tanto da bilheteria como em vendas de obras e camisetas, será revertida para custear o tratamento do ator.

 

O evento solidário conta com o apoio do grupo de teatro Cena Onze (que tem a direção de Flávio Ferreira), da equipe do Cine Teatro Cuiabá e da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (SECEL-MT), responsável pelo CTC.

 

A idealização

A ideia de realizar um evento em prol do ator surgiu após o encontro de amigos, familiares e fãs em frente ao Pronto Socorro de Cuiabá, onde André se encontrava na UTI. Eles oraram e prestaram homenagens durante toda a tarde de domingo (10). O músico Henrique Maluf, o idealizador e produtor do espetáculo #ForçaAndréDLucca, contou para o Blog da Bárbara Fontes sobre a sua amizade e parceria com André D’Lucca:

Eu conheci o André através do espetáculo chamado Foi um Liu que passou por nossas vidas. Eu fiz a direção musical para ele nessa peça há seis anos atrás. Foi quando a gente foi trabalhar junto e não paramos mais. Sempre que tenho apresentações com ele. Já montei várias direções musicais, já compus várias paródias e tem clipes nossos na internet. Já fiz muito produção musical para ele”

 

IMG-20190314-WA0000
André D’Lucca, como Almerinda, e o músico Henrique Maluf: amizade para toda a vida.

 

Sobre a importância de André D’Lucca para as Culturas Mato-grossense e nacional, Henrique Maluf disse:

André é a voz de muitas pessoas que não tem coragem de se posicionar em relação à política. Ele é a voz no mundo dos artistas. E são coisas que fecham portas quando se posiciona. André é uma pessoa que não trabalha com dinheiro público. Nesses últimos anos, eu desconheço o uso de dinheiro público nos trabalhos de André. Todas as produções dele são independentes. Ele tem uma produtora chamada D’Lucca Produções. André foi dirigido pelas atrizes Ingrid Guimarães e Heloísa Perissé, na peça Segredos de Almerinda, e Almerinda se tornou uma personagem icônica. Depois que ele postou nas redes sociais, antes de passar mal, que estava triste e que não iria mais falar de política, eu comentei com o pessoal que a voz que André vai ecoar por muito, muito tempo, mesmo que nunca mais ele fale sobre política. O que ele plantou até hoje é uma onda que vai ecoar por muito, muito tempo. O meu telefone não para de tocar, são muitos artistas querendo participar do evento, e infelizmente não dá para colocar todo mundo. Não dá para fazer um espetáculo de 10 horas dentro de um teatro, né? Mas já estamos pensando que teremos de fazer outro espetáculo em breve com os artistas que não puderam se apresentar no primeiro evento. Muita gente quer somar. Isso mostra a representatividade que André tem na Cultura. Ele me representa. Eu sempre falei isso.”

 

O Blog também conversou com Fabrício Carvalho, maestro da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT):

Minha participação será bem pontual no início do show. Fui convidado pelo Flávio Ferreira e pelo Henrique Maluf. Eles imaginaram que no Foyer, eu pudesse fazer algumas canções ao piano e que as pessoas cantassem juntas numa entrada no espetáculo. Vai ser simples mas feito com muito amor. Vai ser uma alegria. Vai ser uma surpresa boa para quem estiver chegando no espetáculo.”

 

Sobre a importância do evento no cenário cultural mato-grossense, Fabrício comenta que,

A importância desse espetáculo é tamanha de reunir todos esses nomes importantes da Cultura de Mato Grosso. Lembro do evento que fizemos em prol do Flor Ribeirinha, quando eles tiveram aquele acidente trágico indo para Diamantino. Então, eu acho muito rico essa oportunidade de colocar tanta gente importante no palco em prol de uma ação tão importante para o André. A importância para a Cultura nem se fala! Reunir toda essa galera num mesmo dia, não é todo dia!  É fundamental que as pessoas participem, que reconheçam a ação e que estejam lá para prestigiar os seus artistas favoritos. E ver todos esses artistas juntos. Isso é muito bacana. Não é todo dia que isto acontece! Então é importante que as pessoas participem e que comprem os ingressos, que contribuam financeiramente neste momento complexo do André. O André precisa disso porque ele trabalha com o corpo e com a energia vital dele, que agora precisa se recuperar. Ele não pode trabalhar e a gente precisa ajudar. Então é fundamental que as pessoas participem, partilhem, comprem os ingressos e que ajudem a divulgar. E que ajudem nesse momento importante da vida dele.”

 

Sobre a sua amizade com André D’Lucca, o maestro relembra:

Eu conheci André há muito tempo atrás. Sempre fui fã do trabalho dele e sempre acompanhei as obras dele, dede quando estreou ‘Segredos de Almerinda’, no Teatro da UFMT. Quando eu estava Pró-reitor de Cultura da UFMT, a gente se falou. Ele me atendeu num momento em que eu fiz uma ação para o Dia do Servidor. O André fez um espetáculo para os servidores da UFMT. A gente já partilhou o Teatro da universidade. Então a gente tem uma amizade e admiração recíproca muito forte. Eu me sinto muito honrado em ser amigo de André e poder participar desse momento muito bacana, de reconstrução deste momento dele. Estou muito feliz que ele está se recuperando e a gente vai fazer um super espetáculo, no dia 24. É importante que as pessoas estejam juntas para contribuir, colaborar e enaltecer tanto o trabalho de André quanto da Cultura de Mato Grosso.

 

97fb17b212e945ee4d0ec24d35bc20db
André D’Lucca fez os servidores da UFMT rirem muito na fesa do Dia do Servidor (outubro/2015).

 

Programação

O espetáculo irá reunir grandes nomes da classe artística que ocuparão espaços do Cine Teatro Cuiabá. No foyer do teatro, a premiada poetisa e imortal da Academia Mato-grossense de Letras, Luciene Carvalho, recitará poemas acompanhada do percursionista Mano Raul. Em seguida, no mesmo local, o maestro e gestor cultural Fabrício Carvalho fará uma apresentação ao piano.

 

O jornalista Elias Neto e o ator Thyago Mourão (premiado recentemente num festival de cinema na Índia, ao lado do ator Eduardo Butakka) serão os Mestres de Cerimônia das apresentações que acontecerão no palco principal do CTC.

 

Considerado o melhor grupo folclórico do mundo, Flor Ribeirinha será o primeiro a se apresentar. Em seguida, apresentam Penélope (personagem do ator Eduardo Butakka que está esta semana no Jogo de Panelas, do programa Mais Você, apresentado pela Ana Maria Braga, na Rede Globo), Sarah Mitch (que arrasou no programa Amor & Sexo, apresentado pela Fernanda Lima), Henrique Maluf, Ana Rafaela, Totó Bodega (personagem do ator Romeu Benedicto), Pescuma, Estela Ceregatti e John Stuart, Nico e Lau, Vera Capilé e Habel Dy Anjos. Para encerrar o espetáculo #ForçaAndréDLucca, uma apresentação de um coral de cantores de Cuiabá, sob a regência da maestrina Dorit Kolling, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

 

 

Leilão do Bem

Os artistas Babu 78, Adriano Ferreira, Jean Siqueira e a dupla Vera e Zuleika doaram obras que estarão expostas no dia do evento e que serão leiloadas posteriormente. Além do espetáculo e do leilão, fãs e admiradores do ator André D’Lucca também podem realizar doações por meio da vaquinha virtual que ajudará pagar as despesas médicas e dar suporte a André durante a sua recuperação. O ator é profissional autônomo e vive somente de sua arte. Toda ajuda é importante.

 

 

Serviço

Espetáculo #ForçaAndréDLucca

Data: 24 de março (domingo)

Horário: a partir das 18h30

Local: Cine Teatro Cuiabá (Av. Getúlio Vargas, 247 – Centro, Cuiabá)

Ingressos: R$ 40 inteira e R$ 20 meia

Contatos: (65) 2129-3848 ou (065) 9 8133-4559

 

Saiba mais:

Matéria do Blog ‘Viva André D’Lucca’ aqui.

Ria em Chapecó

Está aberta a convocatória para a seleção de Espetáculos que irão compor a segunda edição do RIA – Festival de Palhaçaria de Chapecó, em Santa Catarina.

 

Matéria publicada em 10/03:

A arte da Palhaçaria não pode acabar! Todas as iniciativas que fomentam e preservam os grupos que desenvolvem projetos voltados à comicidade e a propagação do ofício de Palhaço devem ser contemplados nas Políticas Públicas para a Cultura Popular nos governos federal, estadual e municipal. Uma boa risada sempre será o melhor remédio para suportar as vicissitudes da vida. Um grande VIVA para todos os PALHAÇOS!

 

12027283_530177483802991_2563118203980460713_o.jpg

 

O RIA deste ano vai reunir seis grupos profissionais, sendo dois grupos locais/regionais, e quatro grupos nacionais ou internacionais.

 

O evento foi idealizado e realizado pela Cia de La Curva. Os recursos financeiros vieram por meio da Lei de Incentivo Cultural Rouanet; pelo edital das Linguagens Artísticas de Chapecó 2018; e parceria do Sesc Chapecó.

 

A primeira edição do festival de palhaçaria ocorreu em 2017, e contou com a participação de sete grupos profissionais e atingiu um público de cerca de 2.000 pessoas.

 

Cia de la Curva

19642574_840444779442925_6597544564132764349_n

Criada em 2009, pelo casal de artistas Fernando Perri, argentino que adotou o Brasil, e a brasileira Manon Alves.

A Cia de la Curva é um companhia artística, sediada em Chapecó, que desenvolve e executa projetos nas áreas do circo, teatro, audiovisual e narração de histórias.

 

Saiba mais:

Convocatória para o II RIA aqui.

Ficha de inscrição aqui.

Para mais informações: riachapeco@gmail.com

 

*As fotos que ilustram esta matéria são da Cia de La Curva.

Sesc na Estrada

Já começou o primeiro circuito do Sesc na Estrada!

 

Matéria publicada em 12/03:

Entre os meses de março a abril, 27 municípios do interior de Mato Grosso receberão orientações de saúde, oficinas de Cultura e Arte, Atividades Recreativas e Esportivas, Apresentações Artísticas e Exibições de Filmes. No total serão 300 atrações e a estimatva é atingir um público de cerca de 30 mil pessoas.

 

É uma ótima iniciativa do Sesc Mato Grosso e parceiros para levar uma programação diversificada para a população que vive distante de Cuiabá ou das unidades do Sesc.

 

Cidades contempladas 

Confira as datas em que o Sesc na Estrada estará nos municípios (por ordem alfabética):

  • Alta Floresta – 16 de abril

  • Alto Garças – 10 de abril

  • Barão de Melgaço – 13 de abril

  • Campo Verde – 07 de abril

  • Chapada dos Guimarães – 08 de abril

  • Colíder – 19 de abril

  • Diamantino – 15 de março

  • Distrito da Guia – 12 de março

  • Guarantã do Norte – 22 de abril

  • Jaciara – 27 de março

  • Juscimeira – 26 de março

  • Lucas do Rio Verde – 27 de março

  • Matupá – 21 de abril

  • Nobres – 14 de março

  • Nortelândia – 16 de março

  • Nossa Senhora do Livramento – 11 de abril

  • Nova Canaã do Norte – 18 de abril

  • Nova Mutum – 26 de março

  • Paranaíta – 17 de abril

  • Pedra Preta – 09 de abril

  • Peixoto de Azevedo – 20 de abril

  • Poxoréu – 19 de março

  • Primavera do Leste – 20 de março

  • Rosário Oeste – 13 de março

  • Santo Antônio do Leverger – 12 de abril

  • Sinop – 29 de março

  • Sorriso – 28 de março

 

Programação de MARÇO:

53528451_2061330770582785_8021856555001446400_o.jpg

 

Saiba mais:

Acesse a programação completa em cada cidade que receberá o Sesc na Estrada aqui.

Viva André D’Lucca!

Ator tem melhora no quadro clínico após orações realizadas no domingo.

A oração move montanhas! E será sempre a melhor forma de se conectar com Deus. Não importa a crença religiosa, tudo é válido quando as pessoas se unem para desejar o Bem. Assim foi no domingo, 10 de março, em frente ao Pronto Socorro de Cuiabá, o encontro que reuniu familiares, amigos e fãs do ator mato-grossense, André D’Lucca, 42 anos, que se encontrava em estado grave na UTI do PS, consequência de uma depressão profunda e desnutrição. Quem não pode estar presente, também tirou um tempinho para orar ou enviar boas vibrações ao criador da icônica personagem Almerinda.

10441354_552916274818125_5100199956606305144_n
Almerinda é a voz da população cuiabana

 

André foi avisado pela família do ato de amor fraterno que acontecia bem próximo dele. O ator que até então não reagia, sorriu e chorou. A partir daquele momento, renasceu. André voltou a conversar e a lutar pela vida. Os seus rins que seguiam para uma falência, voltam a funcionar. O fígado que também estava conprometido dá sinais de melhora.

 

Apesar da melhora no quadro clínico (está estável) André deve permancer na UTI, sem data para a sua transferência para um quarto.

 

 

Vaquinha Online

Antes de conseguir a transferência para o Pronto Socorro da capital de Mato Grosso, o ator André D’Lucca, que não possui plano de saúde, estava internado em um hospital particular.

 

A família se encarregou  de pagar as desespesas hospitalares, porém,  os amigos, sensíveis aos altos custos da internação e de medicação no hospital particular, e também preocupados com André, profissional autônomo, que irá precisar de um bom tempo para se recuperar e poder voltar aos palcos, criaram uma vaquinha online para arrecadar dinheiro para pagar todas as despesas. Qualquer valor é bem vindo. No final desta matéria tem o link para fazer a doação.

 

Meu amigo, meu irmão

30762920_1481547558621654_6893877591929782272_o
André no jardim de casa. Foto: acervo pessoal

Eu conheci André D’Lucca no início da década de 1990, quando participamos de uma oficina do grupo teatral Ânima, que era realizada no anfiteatro da antiga Escola Técnica Federal (hoje IFMT). Tanto eu quanto ele tivemos uma breve passagem por lá, porém, o suficiente para eu ter certeza absoluta de que ele seria um grande ator.

 

O anos se passaram e sempre nos reencontramos em momentos importantes por quais passávamos, seja na vida pessoal ou profissional. Lembro de quando ele me falou que iria morar em Portugal. Quando se mudou para o Rio de Janeiro e da sua alegria com o nascimento da única filha. Ele viu a minha filha Bianca crescer. Nós dois somos testemunhas dos altos e baixos das nossas carreiras e as alegrias e dissabores em nossas vidas pessoais.

 

André é uma pessoa generosa, e se colocou à disposição para fazer um espetáculo em prol de Jejé de Oyá, que também precisava de ajuda para custear o tratamento de saúde – infelizmente não deu tempo.

 

Era comum eu encontrar André nas ruas de Cuiabá e era tanta conversa gostosa que até nos esquecíamos das horas. Teve uma vez em que fui ver uma peça dele em São Paulo e foi uma festa o nosso reencontro, e até batemos pernas no Centrão da maior cidade da América Latina. Nossas conversas sempre eram profundas, sinceras e sempre a palavra ORAÇÃO aparecia. André é um homem sensível, verdadeiro e que acredita no poder da oração.

 

É um amigo e irmão que faz parte da minha vida. A nossa vida corrida do dia-a-dia nos afasta das pessoas que gostamos, porém, elas não saem dos nossos pensamentos. André é uma dessas pessoas em minha vida e sempre estará em minhas orações. Desejo que em breve tenhamos mais um  reencontro alegre, cheio de amor fraterno e com muitas novidades. Volte logo André! Sua família, amigos, fãs e suas plantinhas estão com saudades.

11040598_723899644386453_2108038572984096484_n

 

Saiba mais:

Vaquinha virtual em prol do ator André D’Lucca. Acesse aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Experiência para toda a vida

Artistas do Grupo Penumbra representam Mato Grosso em residência artística no Sul do país.

Depois do sucesso de levar o Teatro de Sombras para o palco do Cine Teatro Cuiabá, no início deste ano, os artistas Juliana Graziela e Jair Júnior, do grupo Penumbra, partiram para uma experiência que levarão para o resto de suas vidas: a oportunidade de participar de uma residência artística na região serrana do Rio Grande do Sul.  Juliana e Jair contaram para o Blog da Bárbara Fontes como foi vivenciar a experiência que permitiu o intercâmbio teatral com referências do Teatro de Sombras do Brasil e da América Latina.

 

BBF – A última apresentação do Grupo Penumbra em Cuiabá foi também para arrecadar fundos para a residência artística no RS. 

Juliana Graziela – Sim, a última apresentação do Grupo Penumbra-MT no Cine Teatro Cuiabá em janeiro foi para tentar arrecadar fundos para a residência artística no RS, o nome da Residência é Territórios Desconhecidos, Vivência no Teatro de Sombras que acontece no Espaço de Residências Artísticas Vale Arvoredo, na cidade de Morro Reuter, região serrana do Rio Grande do Sul. A residência é ministrada por Alexandre Fávero e Fabiana Bigarella da Cia Lumbra-RS, um coletivo que é referência internacional nessa linguagem, no qual recebemos uma carta convite do Alexandre Fávero (RS), diretor da Cia.

 

BBF – Deu tudo certo? Conseguiram arrecadar? Quantas pessoas viajaram?

Juliana Graziela –  Conseguimos arrecadar uma quantia, porém não foi suficiente, pois só o valor do curso era R$ 2.200,00 para cada participante ou R$ 2.000,00 para cada se tivesse inscrições em duplas, que incluía material, hospedagem e alimentação, ainda tínhamos que comprar passagens para ir. Assim dois integrantes do grupo Jair Junior e Juliana Graziela, para não perder essa oportunidade, fizemos nossas contas pessoais e decidimos nos bancar, acreditando que seria um investimento pessoal em nossos estudos e posteriormente compartilharmos com o grupo todo.

 

WhatsApp Image 2019-02-19 at 6.32.49 PM
Grupo Penumbra no Cine Teatro Cuiabá

 

Contudo, nessa única apresentação tivemos um total de 80 pessoas. Foi um momento maravilhoso, tivemos um público super aberto, curioso, receptivo e afetuoso, conversaram com a gente e foram atrás do pano ver um pouco dos bastidores, tudo isso nos deu ainda mais força e coragem para fazermos esse investimento para aprimorarmos nossos conhecimentos e poder difundir ainda mais a linguagem da sombra para o público. Isso sem falar das parcerias que tivemos, do Cine Teatro Cuiabá e Cena Onze, nas pessoas de Flávio Ferreira, Flávia Taques, Natalia Oliveira e toda a equipe que nos incentivaram e apoiaram essa iniciativa. E toda a equipe do Sesc Arsenal, em especial a Cláudia Borges, analista de Teatro, lá onde tudo começou, no Projeto de Teatro de Formas Animadas 2018.

BBF – Por que era tão importante participar da residência?

Juliana Graziela – A importância de participar dessa Residência em Teatro de Sombra era de podermos aprofundar nossos conhecimentos, estar em contato com outros grupos e pessoas que estudam e trabalham com a linguagem da sombra. E o Grupo Penumbra poder entender mais as potencialidades do Teatro de Sombra, aprender e aprofundar nosso trabalho, contribuir na difusão da linguagem para o público e fazer redes de contato com outros grupos e artistas que também pesquisam e trabalham nessa área. Além de levar o nome de nossa cidade Cuiabá e também do estado de Mato Grosso, mostrando que também estamos inseridos nessa linguagem. Esse foi o 1° módulo e já ficamos com muita vontade de fazer o 2° módulo, que para fazer ele tem que ter feito o 1° módulo.

 

WhatsApp Image 2019-02-14 at 10.35.46
Vale do Arvoredo onde aconteceu a residência artística/Acervo Pessoal

 

BBF – Cite três momentos especiais no evento?

Juliana Graziela – Todos os momentos foram especiais porque lá estávamos realmente imersos para estudar, aprender, pesquisar e desenvolver teatro de sombra. Para começar estávamos em meio à natureza e tínhamos práticas em uma sala de ensaio propicia. Mas se for para falar de três momentos especiais seria, o penúltimo dia que fizemos uma demonstração aberta dos projetos individuais de cada um dos participantes, que na verdade também colaboramos em cena uns com os outros, seja para manipular figura, luz e etc, esse dia tínhamos convidados para nos assistir, o pessoal que cuidava do espaço Vale do Arvoredo e alguns artistas de Gramado e de Porto Alegre que também trabalhavam com teatro de animação, teatro de sombra, foi muito especial esse momento de apresentação, encontro, trabalho, afeto e celebração, também nos superamos pois tinha acabado a luz no dia anterior e não tinha voltado.

 

Outro momento também foi ver os materiais que eles tinham, figuras, fotos, livros e iluminação, de bastante aprendizado, curiosidade e fascinação. E o terceiro seria quando a noite ficamos sentados observando a Lua, conversas, gargalhadas, dança, um bom convívio de grupo. Também vale citar a experiência culinária, comíamos mais coisas naturais, algumas até mesmo das hortas de lá, mas o que eu iria dizer era que me sentia no Master Chef provando pratos e sobremesas diferentes todos os dias, feitos pelas queridas pessoas que cuidam do espaço, que nos tratavam super bem. Tinham participantes de vários lugares Espanha, Uruguai, Argentina, Chile, Brasília, Porto Alegre e Cuiabá. Foi intercâmbio também de linguajar, precisávamos transitar entre português, espanhol e portunhol.

 

Jair Junior – 1 – A recepção no vale, o acolhimento e atenção dos anfitriões.

2 – A Colaboração e união de todos os Sombristas na criação das cenas que foi apresentada.

3 – A fogueira, onde podemos deixar queimar as coisas ruins e nos encher de coisas boas que o vale nos proporcionou, conhecimento amizades e uma paz de espírito.

WhatsApp Image 2019-02-13 at 20.16.29 (1)
A galera que participou da residência ‘Territórios Desconhecidos, Vivência no Teatro de Sombras’, no Morro Reuter, na serra gaúcha/Acervo Pessoal

 

BBF – O que vocês trouxeram na bagagem e que vão utilizar em suas carreiras?

Juliana Graziela – Trouxemos na bagagem muitos aprendizados, compartilhamentos, trocas e afetos de todos. Trouxe também alguns materiais de estudo e fotos que peguei lá para o Grupo Penumbra e as figuras que construí do meu projeto de encenação de sombra com inspiração na lenda do Minhocão do Pari, daqui de Cuiabá-MT. Recebemos um certificado no final de conclusão da residência. Ganhei um mimo, uma lanterna de um dos participantes, do Chileno Pedro, que trabalha com teatro de animação, teatro de sombra, também é iluminador, virou um amigo, a lanterna tem uma chavinha de liga e desliga fora da lanterna, eu como gosto muito de luz, gostei muito da lembrança.

Jair Junior – Trouxemos na bagagem somente coisas boas, amigos parceiros como sombristas, um olhar mais profundo para sombra, não perder a sombra de vista é fundamental, entender o tempo da sombra na cena, foco de diversas fontes de luz e saber sair da cena, cada corte e mudança de cenário estes e outros foram aprendizados essenciais.

 

 

BBF – Depois dessa residência o que mudou no ‘olhar’ e no ‘atuar’ no teatro de sombras?

Juliana Graziela – Através da residência estou com um olhar mais aguçado e de possibilidades para a dramaturgia na sombra, os materiais para as figuras, composição e movimentação de superfícies de projeção e cenicamente explorar esse universo fantástico do teatro de sombra na atuação e na direção, com uma maior bagagem de visão e estudos.

 

WhatsApp Image 2019-02-13 at 20.16.30 (1)
Juliana Graziela atuando como sombrista na residência artística/Acervo Pessoal

 

Jair Junior – A principal mudança no olhar foi ter paciência em cena e deixar a sombra se apresentar. Foi essencial entender o tempo da sombra na cena, saber que cada sombra tem seu tempo de chegar apresentar e sair da cena pude entender melhor a diferença de ângulos e Focos de luz, estar no vale foi fundamental para entender o mundo das sombras e dos sombristas, além de que foi um crescimento espiritual e uma gota extra de energia para o resto do ano.

 

BBF – Como foi a vivência no Vale do Arvoredo?

Jair Júnior – No dia 19/01/2019, eu, juntamente com a amiga e Diretora do grupo Penumbra Juliana Graziela, embarcamos em uma viagem literalmente ao desconhecido, não sabíamos o que iríamos encontrar no vale do arvoredo só tínhamos a certeza de que queríamos ir e se aprofundar no mundo das sombras, no fim do ano de 2018 quando o convite para participar da vivência foi feita a nosso grupo pelo Alexandre, nós já tínhamos a convicção que iríamos, mas a gente queria além, nós como parte integrante do grupo penumbra gostaríamos que todo o elenco também participassem desta experiência mas infelizmente desta vez não foi possível , e então seguimos os dois com destino a Porto Alegre, fizemos uma rápida escala na cidade de São Paulo e logo depois embarcamos rumo a capital do Rio Grande do Sul, chegamos em POA já se passava da meia noite , chamamos um Uber e fomos para um hotel, no caminho ao cruzar por ruas escuras e desertas bate um certo receio eu que já conhecia Porto alegre não me recordava daqueles lugares “estranhos” mas enfim chegamos seguros ao hotel , pedimos algo para comer (ainda conseguimos apesar do adiantar da hora) e demoramos a pegar no sono acho que por conta da adrenalina estar alta e a ansiedade para logo amanhecer e finalmente irmos para o tão esperado vale , na manhã seguinte acordamos cedo tomamos café e ainda deu tempo para uma caminhada pelo centro histórico da grande Porto Alegre, chegou a hora de encontrar com o grupo que iria participar da vivência conosco e então partimos para o local marcado para encontro o portão de desembarque do aeroporto, mas acabamos errando o portão e aguardando o pessoal em outro terminal mas enfim tudo deu certo e logo chegou uma van vermelha para nos buscar, ao adentrar na van já conhecemos nossos novos amigos da vivência, dois chilenos simpáticos uma gaúcha arretada um casal formado por uma Brasileira mineira e um espanhol muito animado e por último uma tranquila Argentina, embarque feito partimos rumos ao Vale.

 

A recepção no Vale do Arvoredo foi magnífica ao descer da van revejo Alexandre e ouço ao fundo um badalar de um sino era o vale nos dando Boas vindas alias que lugar lindo e não tem como esquecer da calorosa recepção, o dia chega ao fim com nosso primeiro contato com a sombra na sala de estudos iniciava ali nossa tão esperada vivência no mundo das sombras. Amanhecer no vale , que paz que tranquilidade ouvir os cantos dos pássaros misturado com o gritos dos bugio e o latido ecoante da grandiosa (em todos os sentidos) Ecoba. Os dias se passaram e fomos nós aprofundando no aprendizado e cada vez mais mergulhado no mundo das sombras. Eu que no primeiro dia quase não dormi pois pra mim era difícil ter largado muita coisa para estar lá no vale, a cabeça por mais que eu tentava não deixava de pensar nos afazeres que deixei para trás, mas com o passar dos dias fui me desligando e literalmente mergulhei naquele mundo naquela paz que o vale é transmitia os pensamentos já não era mais sobre os problemas e trabalhos que tinha largado mas sim sobre a paz interna que estava sentindo foram dias intensos de aprendizagem já não éramos mais um grupo de estranhos que estavam buscando conhecimento ao passar dos dias nos tornamos amigos que buscam os mesmos sonhos o sonho de fazer arte de fazer teatro utilizando a sombra.

WhatsApp Image 2019-02-13 at 20.16.29 (4)

Chega o penúltimo dia da nossa estada e para nossa surpresa o vale literalmente fica no escuro, a energia elétrica tão fundamental para alimentar nossas fontes de luz por conta de rompimento de cabos nos deixa no escuro, e sem comunicação estávamos desligados do restante do mundo, por um momento me preocupo pois não receberia notícias dos meus compromissos, mas como a vibração positiva do vale já tinha tomado conta de mim esta preocupação foi passageira. Os últimos dias foram intensos por conta de uma montagem de cena que tínhamos que fazer todos os colegas empenhados uns ajudando o outro para que tudo desse certo, apresentamos , foi lindo foi gratificante ouvir a voz de um garotinho que estava na plateia nos assistindo com comentários fascinantes e inocentes de uma criança e assim chegava ao fim nossa vivência mais ainda faltava o ato final , a fogueira , que espetacular foi ver aquelas labaredas queimando nossas preocupações e nos restaurando com boas vibrações.

 

WhatsApp Image 2019-02-13 at 20.16.29 (2)

 

O Vale do Arvoredo me proporcionou isto, me fez pensar mais em mim, não foi apenas uma experiência no mundo das sombras mais também foi um alto conhecimento de saber que é preciso desacelerar tirar o pé do acelerador e relaxar , ouvir a voz do coração , deixar de lado um pouco a razão e prestar mais atenção em mim, os sentimentos no vale do arvoredo se afloraram tive a certeza de alguns e deixei de lado outros hoje posso dizer que sou uma pessoa diferente daquela que embarcou rumo ao desconhecido voltei revigorado com combustível para enfrentar as lutas diárias , hoje quando meus dias nãos estão legais eu paro respiro e penso na paz que eu recebi daquele lugar das pessoas de alma boa e generosa que eu conheci trouxe comigo muito mais que conhecimento no mundo das sombras. Trouxe comigo a paz de espírito que estava procurando, me encontrei no vale do arvoredo não só como artista sombrista, mas como pessoa. Agradeço profundamente todos que lá estiveram, sou grato pela minha companheira dos palcos Juliana Graziela por ter me convidado a fazer parte do mundo das sombras, grato ao Alexandre pela generosidade e ensinamentos, grato a Fábi pela atenção e carinho, a todos do Vale pelo carinho e pelas delícias que nos serviam, trouxe comigo todas as receitas..rs. Sou grato ao meus amigos sombristas. Gratidão! espero levar vocês comigo por muito tempo e juntos fazendo o que amamos. Obrigado Vale do Arvoredo foi fantástico essa viagem!!

 

BBF – Quais são as novidades do Grupo Penumbra para 2019?

Juliana Graziela – As novidades do Grupo Penumbra, primeiro temos uma nova integrante a artista e iluminadora Priscila Freitas, que desde do ano passado tinha conversado com a gente que queria entrar para o grupo. Com nosso retorno da residência, vamos aprofundar os estudos da peça A Vila de Pantolux e pensando em uma próxima peça pesquisaremos algumas lendas, que foi um trabalho que nós dois, Juliana Graziela e Jair Junior, começamos a desenvolver na residência, na qual tinha que montar um projeto individual e o meu projeto foi a lenda do Minhocão do Pari e a do Jair foi da Mula sem Cabeça, estudaremos mais algumas e construiremos um espetáculo inspirado nelas. Queremos fazer muitas ações esse ano, oficinas e apresentações. E já temos marcada apresentações no Cine Teatro Cuiabá em abril e em maio estamos indo apresentar e ministrar oficina lá no Sesc Rondonópolis. Fomos convidados a escrever também para a revista chilena, Filamento Revista de Teatro de Sombras, que ganhamos um exemplar, na qual nas próximas edições vamos contar sobre o nosso Grupo Penumbra-MT e também da vivência que tivemos na residência no RS. Também através desses nossos amigos chilenos fomos convidados a participar de um festival independente no Chile, assim temos que trabalhar, apresentar e ministrar oficina muito mais para conseguirmos ir.

 

WhatsApp Image 2019-02-14 at 10.47.56
Juliana Graziela no Valo do Arvoredo/Acervo Pessoal

&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&

Saiba mais:

Grupo Penumbra estreia no Cine Teatro Cuiabá aqui.

“A Família dos Ratinhos”

Neste fim de semana, a Cia de Teatro Cena Onze encena  espetáculo para todas as idades no Cine Teatro Cuiabá, às 19h30.

Vovó Rata, Vovô Rato, Bili, Tico, Lisa, Professora e o Gato Doido deixarão o público mais sabido e cuidadoso com as questões que envolvem a conservação do meio ambiente e do patrimônio público por meio de mensagens lúdicas e muita diversão na peça teatral “A Família dos Ratinhos”.

 

WhatsApp Image 2019-02-18 at 10.37.14 PM
“Essa família é muito unida e também muito ouriçada.” Cuidado com o gato!!

 

Segundo o Cena Onze,

A Família dos Ratinhos traz ao palco atores preparados e caracterizados com figurinos de ratinhos, e uma linguagem lúdica para qualquer faixa etária, onde aprendem e ensinam como cuidar do ambiente e o cuidar do patrimônio público. A história gera em torno da vida cotidiana de uma família muito alegre e divertida”.

 

Os ratinhos2
Divulgação

 

Cia de Teatro Cena Onze

Uma das mais antigas e bem-sucedidas companhias teatrais do Brasil, o Cena Onze foi fundado há 25 anos, pelo diretor teatral e dramaturgo, Flávio Ferreira. Possui um currículo com centenas de trabalhos realizados, entre eles, os aclamados “Louco Nosso de Cada Dia”, “Fica Pedro” e “Mulheres da Terra”. As montagens possuem textos fortes que contemplam mensagens que combatem a violência contra a mulher, as drogas e qualquer tipo de preconceito. O grupo também promove cursos anuais de teatro e por meio de sua Associação faz a gestão compartilhada do Cine Teatro Cuiabá.

 

Serviço

O que: Espetáculo “A Família dos Ratinhos”

Onde: Cine Teatro Cuiabá

Quando: 23 e 24 de fevereiro – às 19h30

Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Informações: 65 99227-6215 / 98133-4559