série: Habemos Artes!

Embarque numa viagem pela história da arte. Parte I – ARTE RUPESTRE

SETE FATOS SOBRE A ARTE QUE NASCEU NAS CAVERNAS

1- O que é arte rupestre?

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Reprodução/Site: Cuevas Préhistóricas de Cantábria

É um conjunto de inscrições, desenhos, esculturas e pinturas produzidas pelo homem pré-histórico dentro de cavernas, paredes rochosas externas e em grandes pedras espalhadas nas florestas. Segundo pesquisa realizada pela Universidade de Bristol, na Inglaterra, a arte rupestre começou há pelo menos 40 mil anos e indícios apontaram que a espécie Neandertal tenha sido os primeiros “artistas”.

2- O que o humano pré-histórico retratava?

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Desenho de um bisão. Reprodução/Site: Cuevas Préhistóricas de Cantábria

Os acervos encontrados em diversas cavernas são de pinturas que “contam” o cotidiano do grupo de vivia ali: cenas de caças, animais de várias espécies (parados e simulando movimentos). Também foram encontrados desenhos relacionados à danças/festas, ritos cerimoniais, partos entre outros. Para melhor compreender esse período da história da humanidade (cuja classificação é: ordem primata e família Hominidae), segue os tipos de espécies humanas que viveram antes do Homo Sapiens (nossa espécie):

Australopithecus: O primeiro Homem-símio (bípede e tinha postura ereta). Viveu no período Paleolítico/Pedra Lascada (aproximadamente, 3 milhões de anos).

Homo Habilis: possuía características do humano atual e habilidades como fabricação de pequenos machados e sabia que embaixo da terra havia raízes comestíveis.

Homo Erectus: Essa espécie de humano possuía o cérebro maior do que os outros antes dele, e já vivia em grupos e morava em cavernas. Sabia manusear armas, talhar pedras e usar utensílios feitos de madeira e ossos.

Homem de Neanderthal: descoberto no Vale Neander, Alemanha. Viveu há 100 mil anos. Segundo pesquisas, essa espécie era a  mais evoluída de todas pela capacidade de pensamento e fala (sem muita complexidade), realizava rituais em grupos e fabricava instrumentos. Faz parte do primeiro ramo de Homo Sapiens.

Homem de Cro-magnon:  Surgiu há 70 mil anos (Oceania e América) e pertencia ao segundo ramo de Homo Sapiens. Possuía habilidade de manufatura de armas e instrumentos (pedra e ossos), cozinhava alguns alimentos e produzia pinturas rupestres e esculturas. Essa espécie deu origem ao homem atual.

3- Arte rupestre é arte?

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Pinturas atribuídas ao Homem Neandertal há 65 mil anos. Caverna La Pasiega, Espanha. Reprodução/P.Saura

Até hoje, especialistas de várias partes do mundo discutem se as inscrições, esculturas, desenhos e pinturas produzidas pelos seres humanos que viviam nas cavernas podem ser consideradas arte, sendo que o conceito de arte naquela época não existia, isto é, quando desenhavam coisas nas paredes rochosas não o faziam “pensando em arte” – até porque a intenção era a de sobreviver no ambiente hostil.  Por outro lado, há quem considera arte por haver provas encontradas em algumas cavernas da Espanha, de que os  neandertais misturavam pigmentos para pintar e talhavam contas de conchas.

Independente se é arte ou não, o fato é que foi por meio de desenhos que eles conseguiam se comunicar, o que estimulou o surgimento da linguagem, da compreensão das coisas e futuramente, da escrita. Observando esses primeiros seres humanos, percebemos que a “arte” nasceu com eles e que havia uma sensibilidade (surgida da intuição) da vida cotidiana e na apreensão de informações que eram desenhadas nas paredes das cavernas. Eles também foram os primeiros “cronistas” do mundo ao relatar em forma de inscrições, as descobertas do mundo exterior e do próprio grupo.

3- Quais são as principais cavernas com acervos de artes rupestres?

São inúmeras cavernas espalhadas por todo planeta com ricos e raros acervos. Na Espanha há cavernas com vestígios de 65 mil anos e as mais conhecidas são as de Altamira, Cueva de los Aviones, Cueva de la Pasiega. Na França tem a Caverna de Lascaux. Na América Latina, um dos maiores acervos está na Cueva de Las Manos (Caverna das Mãos), na Argentina.

4- O que encontraram nessas cavernas?

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A Caverna das Mãos está localizada na província de Santa Cruz, na Argentina. Crédito: Mariano Cecowiski.

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Pinturas encontradas na Caverna de Lascaux, na França. Crédito: Prof. Saxx.

5 – No Brasil há vestígios de Arte Rupestre?

Sim e muitas! Nosso país se situa num continente muito antigo e há provas concretas que milênios atrás o território abrigou muitos grupos de seres humanos pré-históricos. Os locais mais conhecidos são:

Serra da Capivara, no Piauí; Pedra Pintada (Pará); Cariris Velho e Pedra do Ingá, na Paraíba. O estado de Minas Gerais abriga locais importantes com vestígios pré-históricos em Lagoa Santa e Peruaçu.

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Era uma vez Luzia! Reprodução/Site Brasil Escola

 

Em Minas Gerais (gruta de Lapa Vermelha, em Pedro Leopoldo) foi encontrado um fóssil considerado o mais antigo da América! E era de uma mulher que viveu aproximadamente há 11 mil anos. Ela foi batizada de Luzia. Onde está Luíza hoje? Desapareceu durante o incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Lamentável…

6 – Há vestígios pré-históricos em Mato Grosso?

Sim e há possibilidade de encontrar mais locais! Até o momento foram encontrados vestígios em Rondonópolis, na Chapada do Guimarães e Apiacás.

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Vestígio de pintura rupestre encontra numa caverna em Apiacás. Crédito: Saulo Augusto de Moraes.

 

 

 

No município de Apiacás foram encontradas seis cavernas com pinturas rupestres.

 

 

7- O que se sabe do sítio arqueológico de Santa Elina (MT)?

Em 2014, eu realizava uma pesquisa para a produção de um documentário sobre a cidade de Jangada quando soube da existência do Santa Elina (quase ninguém da cidade sabia!). Situado a 60 km de Jangada, é considerado o segundo sítio arqueológico mais antigo do Brasil. O local ficou conhecido por meio de pesquisa realizada por um casal de arqueólogos franceses, do Museu Nacional de História Natural da França, que viveu na região por anos. Foram encontrados vestígios de 27 mil anos atrás, sendo que mil representações rupestres em formas de figuras humanas e animais, além de indícios de fogueiras e inscrições em pedra. Arqueólogos e pesquisadores também encontraram 800 fragmentos de ossos, entre eles a de uma preguiça de cinco metros que viveu na região em torno de 10 mil anos atrás. O lugar é extraordinário né? Mas não é o que pensam as autoridades, os raros os vestígios pré-históricos correm o risco de desaparecer! Segundo uma matéria publicada no site O Livre, a fazenda tem plantações de soja e a boa parte de sua vegetação virou pasto para gado. E não possui um trabalho de preservação histórica e nem de sensibilização junto aos proprietários e trabalhadores da fazenda.  Depois do que aconteceu no Museu da Língua Portuguesa (SP) e no Museu Nacional, ambos locais famosos e muito visitados e que sofreram incêndios e perdas incalculáveis; o que será de um sítio arqueológico, situado na região central do Brasil, que abriga a pré-história do continente americano, e que quase ninguém conhece?

 

Gostou da primeira parte da série sobre a história da arte? Terá mais por aí, aguarde! O Blog da Bárbara Fontes é um site independente, com recursos próprios e precisa da sua ajuda. Seja um apoiador do blog! Saiba mais aqui.

 

 

Brasil não tem Lei Federal que proíbe o uso de animais em testes

Projeto de Lei aguarda apreciação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)

Tramita no Congresso Nacional, o Projeto de Lei da Câmara dos Deputados nº 70 (iniciativa do deputado federal Ricardo Izar), de 2014, que altera a Lei nº 11.794/08 (que estabelece procedimentos para o uso científico de animais), e proíbe a utilização de animais de qualquer espécie em atividades de ensino, pesquisa e testes laboratoriais que visem à produção e ao desenvolvimento de produtos cosméticos e de higiene pessoal e perfumes. Segundo apuração do Blog da Bárbara Fontes, o projeto entrou em pauta na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), vinculada à Secretaria de Apoio à Comissão de Assuntos Econômicos, porém, na reunião realizada no dia 08/05, a matéria não foi apreciada.

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Reprodução/Rescue Freedom Project

É lamentável que em plexo século XXI, com tantas tecnologias criadas para facilitar a vida do ser humano, ainda se utilize animais em testes. Hoje, há pesquisas avançadas com excessos de peles humanas que são retiradas em cirurgias plásticas que são utilizadas para testes sem causar dano a ninguém. Também já é possível estudos por meio de pele sintetizada (e outros órgãos) criada em laboratórios que ajudam cientistas em suas pesquisas para a cura do câncer e para produção cosmética. Portanto não faz sentido capturar inocentes animais, aprisioná-los e submetê-los a inúmeros testes dolorosos.

Salvando os animais

No Brasil, os estados da região Sudeste (menos Espírito Santo), dois do Norte (Amazonas e Pará), e apenas Mato Grosso do Sul, da região Centro Oeste, possuem leis que proíbem laboratórios e institutos de pesquisas de realizarem testes em animais. Em Mato Grosso não há projeto de lei em tramitação pelo fato de que já ocorre um projeto de lei em âmbito nacional. O Estado não possui indústrias de cosméticos e farmacêuticas instaladas. As leis de proteção são outras porque Mato Grosso faz parte da Amazônia Legal, e é o maior detentor territorial do Pantanal (considerada a maior planície alagada do mundo), locais importantes para o planeta que abrigam milhares de espécies da fauna. Há duas Leis em vigor que visam proteger os animais: A Lei 10.566/2017, que trata da proibição da retirada de penas de aves vivas para fins de manufatura individual, comercial e industrial. A Lei 10.740/2018, é sobre a proteção e controle populacional de cães e gatos (também proíbe o extermínio de cães e gatos para fins de controle populacional). Ambas as Leis são de autoria da deputada estadual, Janaína Riva.

Amar os animais como a si mesmo

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Reprodução/PET Bicho Animal

Segundo a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, criada pela Unesco/ONU em 1978, “Todos os animais nascem iguais diante a vida, e têm o mesmo direito à existência” (artigo 1). Em relação ao uso de animais para testes, o artigo 8, letra “a”, diz que “a experimentação animal, que implica em sofrimento físico, é incompatível com os direitos do animal, quer seja uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer outra”. Os animais estarão livres de qualquer tipo de agressão a partir do momento em que os seres humanos se sensibilizarem que “a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais” (Preâmbulo).

Para saber mais:

Acompanhe a tramitação do Projeto de Lei nº 70,  de 2014, de autoria do deputado federal Ricardo Izar (SP) aqui.

Declaração Universal dos Direitos dos Animais completa aqui.

Conheça a Leis Ordinária 10.566/2017 aqui; e a Lei Ordinária 10.740/2018 aqui. Ambas são de autoria da deputada estadual Janaína Riva (MT).

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Gratidão!

Sempre é hora de recomeçar e ser feliz porque a vida é bonita, é bonita e é bonita.

julie-julia-filmeEsta Quinta Happy Hour era pra ser rock anos 80, sob os ensinamentos do poeta Cazuza e o seu Barão Vermelho. Mas como tudo o que tem acontecido desde agosto, o plano mudou. Acabei assistindo um dos meus filmes preferidos Julie & Julia. Só o cardápio não mudou: mantive a ideia de um jantar bem “engordiet”: batatas fritas, salsicha, ovo frito e bacon. Enquanto preparava a comida pensava o quanto teria de caminhar depois da janta (ou melhor, depois do filme).

Pode ser que o motivo de eu ter trocado o tema desta QHH tenha sido o meu fim de tarde assistindo a um documentário do Deepak Chopra (As 7 leis espirituais do sucesso). Acho que fiquei sensível e um rock não seria tão necessário a noite e sim algo mais profundo, como um filme que eu me identificasse.

Eu e Julie (personagem principal do filme) tínhamos muito em comum, assim como Julie e Julia Child, a maior culinarista do mundo! Apesar de eu amar comida e tudo o que envolve a gastronomia, a minha identificação com Julie se deu pelo fato dela também ter um Blog. Sua vida segue em torno das aventuras culinárias, fielmente relatadas para os leitores, e as suas desventuras no campo profissional, pessoal e amoroso. Paralelamente, o filme retrata a vida de Child em Paris com o marido diplomata e como aluna da Le Cordon Bleu (se você assiste o MasterChef sabe bem do que eu estou falando!).

Mas por que o título deste post é sobre gratidão e não sobre o filme? Porque o filme é apenas um pequeno grão de areia no Saara da minha vida. Enquanto eu preparava o meu jantar, refletia sobre tudo o que tenho passado e o fato de que todos os meus planos deram errados, fora os que nem estavam planejados e que deram errados também! Meu agosto e este setembro têm sido assim: um dominó que aparentemente estava alinhado e de pé e que de repente foi caindo uma peça, depois outra e…zaap…todas foram ao chão em segundos! Acho que até o Deepak Chopra se espantaria e tentaria me estudar (hahaha)!

Por que os meu planos (todos muito bem pensados, por sinal!) foram ruindo? Eu tive de refletir muito, muito e na solidão das minhas caminhadas na Vila Olímpica Rei Pelé, em Tangará da Serra. Eu havia planejado por meses a minha ida pra lá – para estudar e trabalhar. Eu tinha tantas expectativas positivas. Eu estava cansada de viver entre Várzea Grande e Cuiabá. Estava cansada do calor infernal. Estava cansada de nada dar certo pra mim (eu havia adoecido gravemente, fiz uma cirurgia cara, demorei para me restabelecer fisicamente, vi a minha empresa ficar parada e me sentia deprimida) e achei que ir pra outra cidade e recomeçar seria bom. Mas como eu escrevi antes, TUDO DEU ERRADO! E o pior: a cidade estava tão quente, que cheguei a pensar se era uma “praga” de Cuiabá pra mim: “então, a senhorita vai me abandonar? Mas eu, Cuiabrasa, vou junto e vai passar calor lá também.”

Brincadeiras à parte, nunca imaginei que todos os planos e as melhores intenções de uma pessoa poderiam simplesmente não acontecer. E até a minha vida pessoal, que achava blindada, furou. Eu me vi sozinha emocionalmente e sem dinheiro (por causa dos  planos falidos). Eu estava no olho do furacão, num turbilhão de emoções e frustrações. O ápice disso tudo foi um dia andando pelo centro de Tangará, cheio de gente, e eu me vi “perdida”. Este dia foi primordial para mim porque ao mesmo tempo em que eu me perdi foi o início do reencontro comigo mesma.

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Foto-art by Bárbara Fontes

Há um ditado que diz: quando se está no fim do poço, só resta subir! E foi nas minhas caminhadas na Vila Olímpica que criei a coragem de me confrontar, jogar na mesa imaginária todas as cartas do jogo da minha vida. E refleti: em que momento eu decidi vir pra cá? Como eu tomei a decisão? Quais planos eu tinha em mente? O que saiu errado? O que está me frustrando? Eu sou culpada por tudo o que está me acontecendo? E assim foi pensando, pensando e pensando, numa conversa telepática com o meu “eu interior”. Eu posso escrever seguramente aqui que foi uma das experiências mais profundas e extraordinárias que já vivi!

Consegui, finalmente, “enxergar” tudo o que estava se passando e ter forças para sair do poço. A verdade é que eu precisava passar por tudo aquilo! Precisei sair de casa, me afastar da vida cuiabana, morrer de saudades de meus pais e de minha única filha para entender os desígnios de Deus.  Eu precisava de  um tempo pra mim e partir para Tangará me ajudou nisso. Apesar de tudo o que eu havia planejado não aconteceu, em nenhum momento Deus me desamparou e colocou em minha vida amigos que se tornaram a minha família. Fui amorosamente acolhida por pessoas que mal me conhecia. Gratidão!

Retornei para meu “kinder ovo” em Várzea Grande. Minha filha já estava lá me esperando ansiosa. Como foi bom abraçar o meu bebê de 15 anos! Como foi bom olhar o meu lar, como foi bom dormir na minha cama e no ar-condicionado! Como foi bom voltar! No dia seguinte já estava caminhando com Bibi num parque parecido com a Vila Olímpica, pertinho de casa, mas que fica em Cuiabá (moro perto da ponte que divide VG com Cuiabá). Depois seguimos para a vizinha Orla do Porto e voltamos para casa felizes e cansadas.

Eu percebi que Tangará havia feito algo por mim: me deixou mais forte e mais decidida em relação à minha vida profissional e privada. Eu tenho esse Blog que eu amo. Eu tenho  uma linda profissão. Eu sou uma pessoa do bem. Eu tenho talento e boa vontade. Eu mereço e devo ser feliz todos os dias, e ter ao meu lado pessoas que vibrem positivamente. Tudo isso eu só “enxerguei” na minha solidão quando tudo estava dando errado, quando eu me sentia abandonada e perdida. Eu dei a volta por cima porque  consegui refletir e dizer verdades para mim. Se você quer saber se eu chorei, sim, eu chorei muito porque os sentimentos de derrotismo, fracasso e de burrice vem como uma avalanche. É necessário ter muita FÉ em Deus. Mesmo quando achamos que Ele está de brincadeira com a gente. Não, Deus só estava me ensinando a ser grata pela vida, mesmo quando a vida parece nos dizer “não”.

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foto-art by Bárbara Fontes

Eu tenho gratidão em meu coração por tudo o que passei em Cuiabá, em Várzea Grande, em Estocolmo (num inverno de 26 graus negativos) , no Rio de Janeiro (durante  um tiroteio), em Tangará e em qualquer outro lugar que eu já tenha morado! Em cada lugar foi um grande aprendizado. Só passei de fase nesse grande jogo da vida e sigo rumo à vitória! Gratidão!

 

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Votar ou não votar: eis a questão???

Dados de Institutos de Pesquisas apontam uma realidade: muitos brasileiros não querem votar.

Os números (em percentual) do IBOPE e Datafolha, por segmento, dos eleitores que afirmam votar Em branco/nulo/nenhum*:

 

IBOPE*

Publicada em 18 de setembro, a pesquisa foi encomendada pela TV Globo. Foram ouvidos 2.506 eleitores:

 

Por Gênero:

Sexo Masculino: 11%

Sexo Feminino: 17%

 

 

Por Idade:

16 a 24 anos: 13%

25 a 34 anos: 12%

35 a 44 anos: 14%

45 a 54 anos: 17%

Acima de 55 anos: 14%

 

 

Por Escolaridade:

Até a 4º série: 11%

Da 5º a 8º série: 14%

Ensino Médio: 15%

Ensino Superior: 13%

 

 

Por Renda:

Até 1 salário: 14%

Mais de 1 a 2 salários: 16%

Mais de 2 a 5 salários: 14%

Mais de 5 salários: 8%

 

 

Por região:

Norte/Centro-Oeste: 10%

Sul: 12%

Nordeste: 11%

Sudeste: 18%

*Registro no TSE: BR-09678/2018

Acesse a pesquisa Ibope aqui.

Acesse matéria do G1 aqui.

 

 

Datafolha

A pesquisa para presidente do Brasil, divulgada em 14 de setembro.  Foram ouvidos 2.820 eleitores em 197 municípios, contemplando as cinco regiões do país: Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. A Pesquisa Datafolha foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de São Paulo.

 

Por Gênero:

Sexo Masculino: 10%

Sexo Feminino: 16%

 

Por Idade:

16 a 24 anos: 10%

25 a 34 anos: 14%

35 a 44 anos: 14%

45 a 59 anos: 13%

Acima de 60 anos: 13%

 

Por Escolaridade:

Fundamental: 14%

Médio: 14%

Superior: 11%

 

Por Renda:

Até 2 salários: 15%

Mais de 2 a 5 salários: 13%

De 5 a 10 salários: 9%

Mais de 10 salários: 8%

 

Por região:

Sudeste: 14%

Sul: 10%

Nordeste: 15%

Centro-Oeste: 11%

Norte: 13%

*Registro no TSE: protocolo nº BR-05596/2018

 

Eleitores desinteressados em Política?

Em todos os segmentos apresentados nas duas pesquisas (gênero, idade, escolaridade, renda e região), há mais  eleitores que afirmam votar em branco, em nulo ou em nenhum dos candidatos à presidência do Brasil, do que eleitores que votarão nos candidatos João Amoêdo, Henrique Meirelles, Álvaro Dias, Cabo Daciolo, Vera, Guilherme Boulos, João Goulart Filho e Eymael. O maior índice está no segmento Mulheres: 17%, segundo o Ibope, e 16%, na pesquisa Datafolha. No segmento Renda de até dois salários mínimos: 16% apontou o Ibope, e 15%, Datafolha. Segundo o Ibope, na região Sudeste o índice é de 18%; na pesquisa Datafolha, a região com maior número de eleitores que votam Em branco/nulo é o Nordeste, com 15%. Para as duas pesquisas, o nível de confiança utilizado é de 95%, considerando a margem de erro (de dois pontos percentuais para mais ou para menos). O atual cenário político, com muitos escândalos de corrupção, pode ser um grande fator de descontentamento do eleitorado.

Crise na democracia?

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Crédito: Bárbara Fontes/Projeto de Poetisa

Brasil passou por décadas sob o regime militar, o voto era indireto, isto é, a população não tinha o direito de votar (e nem havia liberdade de expressão e nem a de imprensa). Após o golpe de 64, milhares de pessoas que não concordavam ver o país sob o comando dos militares foram presas e torturadas. Infelizmente, até hoje há muitas famílias que desconhecem o paradeiro de seus entes queridos (ou de seus restos mortais) que desapareceram durante a ditadura.

 

 

 

NotaEuquerovotarPresidente
Em 1983, Dante de Oliveira era deputado federal por Mato Grosso e deu início às Diretas Já por meio do projeto de emenda para eleições diretas no país. Imagem/Reprodução: http://blog-diretasja.blogspot.com

O regime democrático é instituído na segunda metade da década de 1980, após muitas lutas, passeatas e atos civis em praças de todo país. O Diretas Já foi o maior marco de cidadania da nossa história. A Constituição de 1988, garante a todos os brasileiros, a partir de 16 anos, o direito de votar em quem quiser sem sofrer censuras (e nem torturas) por parte do governo. O ato de votar é uma conquista de valor incalculável.

 

vempraurnaQuando deparamos com as pesquisas de intenções de votos que apontam altos índices de pessoas que não querem votar nessas eleições, podemos refletir se realmente valeu todo o sangue derramado para que hoje o país pudesse ter eleições diretas com a participação popular.

Votar vai muito além de  ato obrigatório de cidadania. É o momento em que cada eleitor (a) decide o destino do país. O que a maioria decidir refletirá coletivamente. Não votar porque há muita corrupção no país ou que os políticos não são dignos de confiança, abre uma brecha perigosa que pode permitir a continuidade da corrupção e da manutenção de maus políticos no poder. Não existe voto inútil.

 

Independente de quem for o presidente do Brasil, quais se tornarão senadores,  deputados federais e estaduais eleitos no pleito de 2018, caberá a cada um de nós a cobrança e a fiscalização de seus atos. Os eleitos estarão prestando um serviço público a população por um tempo determinado, e a honestidade é uma obrigação, assim como ser  um bom gestor ou legislador. A população também tem o dever de cobrar a IMPRENSA, que é o olho que tudo vê e está constitucionalmente amparada pela Lei de Imprensa. Ela pode e deve denunciar o que está errado.

 

Todo cidadão e cidadã tem o direito em não votar, porém, a situação política e econômica em que o país atravessa é lamentável, e se abster de votar é aceitar as coisas como estão. O Brasil só evoluirá e se manterá como país democrático por meio das eleições. Não votar é permitir que políticos ruins continue no poder. O voto é a melhor arma para a população.

 

Saiba mais sobre a pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Datafolha aqui.

Acesse matéria do G1 aqui.

Informações sobre as Eleições 2018 aqui.

 

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Blog Reconhecido!

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Foto-Art 01

 

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Foto-Art 02

 

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Foto-Art 05

 

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Bárbara Fontes

Cineasta/Jornalista

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ALCAR CENTRO-OESTE 2018

UNEMAT, campus Tangará da Serra, recebe importante evento científico de Comunicação

Acontecerá entre os dias 28 e 29 de setembro (sexta e sábado), o IV Encontro Regional de História da Mídia. O evento será no auditório da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), campus de Tangará da Serra (240 KM, da capital Cuiabá). A edição deste ano tem como tema “Comunicação, História e Cidadania: 30 anos da Constituição Cidadã x 50 anos do AI-5”. O público-alvo é composto por pesquisadores, docentes, estudantes de graduação e pós-graduação, porém,  toda a comunidade em geral está convidada para participar do evento.

Pesquisadores e profissionais da área debaterão a influência e a responsabilidade da Comunicação no processo de construção da cidadania no Brasil. O país atravessa por crises e uma avalanche de notícias, verdadeiras e falsas, aumentam as incertezas sobre o seu futuro. O evento acontece num momento oportuno para discutir e refletir sobre democracia e jornalismo.

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O IV Encontro Regional de História da Mídia é uma parceria da Alcar e o Curso de Jornalismo da Unemat. A Alcar é uma sociedade científica que reúne pesquisadores e profissionais da Comunicação e de áreas afins, tendo como foco análises sobre os processos históricos da Mídia.

Os interessados podem participar do evento e também apresentar trabalhos nos  GTs (Grupos de Trabalhos). As inscrições podem ser feitas no site. Para submissão de artigos acadêmicos, informações aqui.

ALCAR – Significado

É uma homenagem ao pesquisador Alfredo de Carvalho, responsável pelo inventário do primeiro centenário da imprensa brasileira. A sigla identifica o grupo que formou a Rede Alfredo de Carvalho (Rede ALCAR), em 2001, durante a reunião na Associação Brasileira de Imprensa. Esse grupo tem por objetivo, preservar a memória da mídia brasileira. Em 2008, ano em que se comemorou o bicentenário da Imprensa Brasileira, ocorreu o 6º Encontro Nacional da Rede Alcar, onde foi fundada a Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia, mantendo a sigla ALCAR.

IV Encontro Regional de História da Mídia – Programação

 No dia 28 de setembro,  às 19h30, acontecerá a conferência de abertura. Em seguida, a professora Maria Berenice, presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (Alcar), ministrará a palestra “Democracia e Mídia: a desconstrução da Constituição Cidadã”.

No sábado, 29, a partir das 8h, iniciarão as Mesas de Debates. A primeira mesa tem como tema “A participação da mídia brasileira na cobertura da ditadura militar e um olhar sobre a intervenção no Rio de Janeiro”, e contará com a participação dos professores Marcel Cheida (da Pontifícia Universidade Católica de Campinas) e Ailton Segura (da Universidade Federal de Mato Grosso, campus Cuiabá), com mediação de Rafael Rodrigues Lourenço Marques (da Unemat).

Às 10h, a segunda mesa de debates terá a participação dos professores Paulo da Rocha (da UFMT), Alfredo Costa (da Universidade Federal de Goiás) e Romyr Conde (Unemat), com a mediação da professora Rosana Alves (Unemat). O tema da discussão é “Constituição Cidadã 30 anos: um olhar sobre a democracia no Brasil”.

Às 14h, acadêmicos e pesquisadores apresentarão trabalhos sobre diversas temáticas que envolvem a Comunicação nos Grupos de Trabalho (GTs).  Para mais informações sobre os temas dos GTs, as ementas e os seus coordenadores, acesse aqui.

O encerramento do evento está previsto para às 18h.

Para mais informações aqui.

Atendimento à Imprensa:

Alessandro Oliveira – (65) 99923. 8718

Bárbara Fontes  – (65) 99237.4762

Brasil ponto br

No princípio era o índio
Entre o céu e a terra
Mundo nu e livre
E não havia vergonha

Aparece o português
Extrai tudo entre o céu e a terra
O índio é vestido e cativo
Tudo é vergonha

Chegou o negro
Escravidão entre o céu e a terra
Costas nuas sangrando a chicotes
Vergonha de se ver

Nasce a nação brasileira
Confusão entre o céu e a terra
Ricos comandam os pobres
Elite sem-vergonha

Surge o político corrupto
Benesses para si entre o céu e a terra
Deixa a nação nua numa vida crua
E mata-a de vergonha.

(Bárbara Fontes in Projeto de Poetisa, dia da Independência do Brasil, 2017.)