Férias com a Tia Hanna

Garotada de Cuiabá e região tem encontro marcado com a diversão!

20 (3)_Easy-Resize.com
Crédito: Bárbara Fontes

 

O Blog da Bárbara Fontes foi dar uma conferida no primeiro dia da programação de férias do Shopping 3 Américas, em Cuiabá. Havia muita criançada animada com a Tia Hanna, que comandou uma tarde bem gostosa na companhia das bonecas LOL e dos super-heróis Capitão América, Batman e Robin. É claro que a família também se diverte porque a infância é algo que todo mundo passa e faz bem relembrar o quanto era bom pular, dançar, gritar, correr, brincar e cantar! Na hora da música “pintinho amarelinho”, todo mundo cantou!!!

 

19_Easy-Resize.com
Crédito: Bárbara Fontes

 

Havia crianças se divertindo com a turma da Tia Hanna e outras, aproveitando pra pintar o rosto ou as mãos. Foi legal ver as carinhas felizes com as pinturas e as mamães fotografando o momento. E como os familiares fotografaram! Ninguém queria perder o momento mágico de interação entre crianças e personagens. Tinha alguns pequenininhos que ficaram com medo no começo, mas não demorou muito, já estavam abraçando as bonecas LOL e fazendo a graça para mais fotos!!!

 

15 (3)
Crédito: Bárbara Fontes

 

 

E por falar nessas bonecas, finalmente as conheci! Sempre ouvia falar e elas foram muito fofas com as crianças.

 

 

 

26 (2)
Crédito: Bárbara Fontes

 

 

E o que dizer dos super-heróis? Não importa a idade de quem estava no evento, todo mundo vira criança quando vê os heróis do gibi e do cinema.

Memória Afetiva I

Observar as crianças felizes me fez voltar no tempo, num domingo no Playcenter (São Paulo) quando conheci alguns super-heróis. Eu “pequenina”, olhando encantada a “gigante” Mulher-Maravilha! São impressões que a gente leva para o resto da vida, e por isso é importante que os pais e responsáveis incentive a imaginação das crianças. Deixe elas se divertirem e imitarem os seus super-heróis e heroínas (eles passam boas mensagens). Essa fase passa e os bons momentos ficarão guardados; essas crianças crescerão e serão seres humanos mais tolerantes e bem-humorados.

Encontros de férias com a turma da Tia Hanna

21 (2)_Easy-Resize.com
Crédito: Bárbara Fontes

Tia Hanna e a sua turma esperam a criançada na Praça de Alimentação do shopping 3 Américas, todos os finais de semana (sábado e domingo) de julho. Anote aí:

 

27 (2)_Easy-Resize.com
Crédito: Bárbara Fontes

14 e 15/07

21 e 22/07

Horário: das 16H às 18H.

Depois da apresentação, todos podem tirar fotos com os personagens.

Entrada GRATUITA!

Mascotes do Shopping 3 Américas

Neste mês de julho foi aberta a votação para a escolha dos nomes dos novos mascotes do Shopping 3 Américas. As urnas para votação já se encontram na Praça de Alimentação.

24 (2)_Easy-Resize.com

Que coisa mais fofa! São três indígenas representando as três Américas do nosso continente. Ao lado da urna tem um cupom para o preenchimento dos nomes e dados para contato.

 

Crédito_BárbaraFontes_MatoGrosso_Easy-Resize.com
Lenda do Minhocão do Pari/Crédito: Bárbara Fontes

É importante ressaltar que o Shopping 3 Américas sempre se preocupou com a memória do Estado de Mato Grosso; tanto na área externa quanto na área interna há referencias históricas importantes como a chegado dos Bandeirantes, as etnias indígenas, a emblemática Teresa de Benguela e também os registros de algumas lendas, como a do Minhocão.

 Dicas do Blog

Seguem algumas dicas do Blog da Bárbara Fontes para um passeio bacana no Shopping 3 Américas.

*Chegue antes da apresentação da Tia Hanna e turma, e faça um passeio pela área externa do shopping onde há lindas esculturas nas paredes que representam momentos da rica História de Mato Grosso. Também dá pra tirar fotos bacanas nas entradas (e laterais) porque o shopping é muito bonito. Na parte interna, em todos os pisos há esculturas e aproveite para dar uma paradinha para um café, cappuccino, um lanche ou um sorvete de casquinha.

*Aproveite o show da Tia Hanna e vire criança também. É um momento em que ninguém vai ligar porque os adultos interagem com a garotada. Desperte a criança que mora aí dentro de você e seja feliz!

*Depois do Show e das fotos com a Tia Hanna e a sua turma, dê mais uma volta no shopping. Tem muita coisa bacana para se ver e comprar.

*E lembre-se: escolha dos nomes dos novos mascotes e coloque na urna!

Memória Afetiva II

Esta não é uma matéria paga pelo shopping 3 Américas. O Blog da Bárbara Fontes recebeu um convite para conhecer a programação de férias que está bem bacana.

Eu, Bárbara Fontes, tenho um sentimento de gratidão com este shopping: em 2004, fui primeira cineasta mulher, que mora em Mato Grosso, a lançar numa sala de cinema, um filme documentário (“Arne Sucksdorff: Uma Vida Documentando a Vida – disponível no meu Canal Bárbara Fontes, no Youtube). Ficou uma semana cartaz e com entrada gratuita! O shopping 3 Américas também foi parceiro na exposição fotográfica sobre o filme. Foi um grande sucesso de público. Foi um momento muito importante para o cinema mato-grossense! Depois disso, meu filme rodou o mundo e recebi alguns prêmios.

Ministério da Cultura viaja o país

Capitais brasileiras recebem capacitação

O Ministério da Cultura (MinC) realiza uma série de seminários por todas as capitais brasileiras com o objetivo de capacitar produtores, artistas, empresários, gestores e profissionais da área cultural para a utilização dos mecanismos de fomento como a Lei Rouanet, Lei do Audiovisual e o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

SeminarioMinCTeresina
Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, José Martins, em Teresina/PI. Crédito: Ronaldo Caldas (Ascom/MinC)

 

O encontro tem duração de um dia e conta a participação de duas equipes do Ministério da Cultura: representantes da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), que aborda a Lei Rouanet (como ela funciona); e representantes da Secretaria do Audiovisual (SAv), e da Agência Nacional do Cinema (Ancine), que explicam sobre os editais e linhas de financiamento para o setor audiovisual.

 

SeminarioMinBSBjpg
Seminário em Brasília. Crédito: MinC

 

Em relação à Lei Rouanet, o principal mecanismo de fomento à cultura do país, os participantes tomam conhecimento da nova instrução normativa que visa facilitar o acesso, a elaboração/prestação de contas e acompanhamento dos projetos inscritos.

 

 

 

SeminarioMinCBH
Seminário em Belo Horizonte/MG. Crédito: Minc

 

Os seminários também são ótimas oportunidades para produtores e empresários que investem ou desejam investir no setor cultural, pois recebem orientações sobre as vantagens e as formas de apoiar projetos culturais. Quem tiver projetos na cabeça ou no papel podem aproveitar o seminários para tirar todas as dúvidas.

 

 

imagem_portalrouanet_vitoria
Divulgação

22 capitais brasileiras já foram contempladas com o seminário de capacitação do MinC.  No dia 13 de julho, o seminário será em Cuiabá (MT), e 27 de julho, em Vitória (ES).  Os seminários promovem o acesso a todos os interessados, de qualquer lugar do país, à política cultural e os instrumentos de fomento do setor (leis federais de incentivo à cultura), descentralizar os recursos e fomentar a economia criativa. O Brasil tem uma grande diversidade cultural, cada Estado brasileiro tem uma herança cultural que precisa ser compreendida pelo gestor cultural local para que possa elaborar corretamente uma proposta de projeto por meio de um dos mecanismos de fomento disponível.

Para mais informações acesse AQUI.

Músicas que ouvi…

…Depois do jogo Brasil x Bélgica

Uma sensação de ressaca sem ter bebido uma gota de álcool, foi assim que eu me senti depois dos dois gols que levaram a Bélgica para a Semi-final da Copa do Mundo na Rússia. Eu já tinha comido um chocolate belga na tentativa de adoçar o amargor da derrota, mas não resolveu muito não!

Decidi trabalhar um pouco, afinal, estou anos-luz de distância dos salários dos jogadores da seleção. Sou operária da arte e do jornalismo, e trabalhar é o que me resta…ou pensando bem, eu posso trabalhar enquanto proponho uma brincadeira com a minha filha Bianca e a sua amiga Rafaela: ouvir algumas músicas listadas no livro “1001 Discos para ouvir antes de morrer”. Cada uma de nós dirá um número (referente a uma página), e veremos qual disco/cantor se refere e as músicas selecionadas pelos críticos. Antes de começar, deixei bem claro que não podiam desistir de ouvir as músicas, seria uma boa oportunidade de ouvir algo diferente.

 

MarvinGaye_Easy-Resize.com

 

Enquanto eu ficava no computador, as meninas, sentadas no chão da sala, pintavam Aquarela. A primeira a escolher foi Rafaela, e o número citado caiu no disco de Marvin Gaye, “What’s Going On”.

 

 

joanBaez

 

Na vez da Bianca, o disco foi “Joan Baez”. Foi uma delícia ouvir as músicas de Baez e ver as meninas aquarelando, e uma coisa ficou definitivamente clara: música boa não tem prazo de validade! Além das músicas sugeridas no livro, ouvimos mais três músicas com Baez: Blowin in the wind; Guatanamera e Gracias a la Vida.

 

 

 

JustinTimberlake_Easy-Resize.com

Na minha vez, o número que escolhi levou à página com Justin Timberlake (disco “Justified”). Amei o disco!

 

 

John Mayall's Blues Breakers with Eric Clapton_Easy-Resize.com

 

Na segunda rodada, minha sobrinha Ariadny (via vídeo) entrou na brincadeira e a página caiu no disco “John Mayall’s Blues Breakers with Eric Clapton”.

 

YardBirds_Easy-Resize.com

Essa experiência musical foi um vasculhar nos tempos do “arco da velha”…hahaha. E só foi possível, graças ao Youtube que possibilitou o acesso a todas as músicas e a oportunidade de vermos imagens antigas e conhecermos os artistas de uma forma mais intimista. Eram jovens cantando canções com mensagens tão atuais!

Para quem quiser brincar não precisa ter o livro, as músicas podem ouvidas por meio de lembranças, numa pesquisa no google, ou escrever alguns nomes (ou letras) num papel e sortear. São muitas possibilidades para vivenciar a experiência de ouvir boas músicas e compartilhar com a garotada que nasceu conectada com o o mundo virtual, não sabem o que era a expectativa de comprar um disco, uma fita-cassete ou cuidar da agulha do toca-discos como se fosse a própria vida!

Sobre o livro

“1001 Discos para ouvir antes de morrer” está na estante da família há 10 anos. É um tipo de livro que sempre deve estar sempre por perto porque sempre terá um disco legal que você nunca ouviu ou que ouviu anos atrás. Citando um trecho do livro:

Escrito por 90 jornalistas e críticos de renome  internacional, este livro faz uma justa homenagem a todos aqueles que influenciaram o meio musical. Além de acompanhar o desenvolvimento da indústria fonográfica – dos discos de 75 rpm aos modernos CDs -, você vai descobrir como os álbuns foram aceitos pela crítica e que impacto causaram no público.

(Robert Dimery, escritor e editor, e Michael Lyndon, jornalista e um dos fundadores da revista Rolling Stone)

Discos Ouvidos por indicação do livro

Nesses anos eu ouvi muitos discos recomendados pelos jornalistas e críticos do livro (geralmente escolhendo aleatoriamente um número e buscando a página). Muitas músicas eu já ouvi no decorrer da vida, independente do  livro). São 1001 discos listados e eu não consigo lembrar de todos agora, então, citarei alguns e vou atualizando aos poucos (sempre acessem este post, eu acrescentarei mais discos ouvidos). Os discos/músicas podem ser vistos no youtube:

Frank Sinatra – disco “In The Wee Small Hours (1955)

Elvis Presley – disco “Elvis Presley” (1956)

Joan Baez – disco “Joan Baez” (1960)

The Byrds – disco “Mr. Tambourine Man (1965)

John Mayall’s Blues Breakers – disco “John Mayall’s Blues Breakers” (1966)

Marvin Gaye – disco “What’s Going On” (1971)

Patti Smith – disco “Horses” (1975)

Talking Heads – disco “Talking Heads:77” (1977): ouça ‘Psycho Killer’

Michael Jackson – “Off de Wall” (1979)

Michael Jackson – “Triller” (1982): ouça o disco todo!!

Justin Timberlake – “Justified” (2002)

Bônus Timberlake: Love never felt so good (com Michael Jackson)

Meu pulso, pulsa música

NewKidsOnTheBlock_Easy-Resize.com
Ouvindo “Please Don’t Girl” na vitrola! Salve, New Kids On The Block!!! Crédito: Bárbara Fontes.

 

Domingo passado, Bianca e Rafaela assistiram uma live no canal da Villa Mix, o show do jovem cantor canadense Shawn Mendes, em Goiânia, capital de Goiás (no Centro-Oeste do Brasil). Observando (e rindo) as duas cantando eufóricas, como se estivessem lá no show, lembrei-me da minha adolescência ouvindo e cantando tão eufórica quanto elas, as bandas A-ha e New Kids On The Block. Eu não me importo da minha filha ter os seus ídolos juvenis, eu também tive e essa fase passa. Em casa não ouvimos músicas que tenham forte conotação sexual ou que denigrem a imagem das mulheres, e já mostrei para a minha filha que temos ótimos Funks.

Ouvir música aqui em casa é como respirar: é necessário todos os dias! Eu sou do tempo em que minha mãe fazia a faxina aos sábados e botava os filhos pra ajudar e a música (alta por sinal) nos guiava entre uma vassorada e outra (com algumas paradas para dançar, sem a mãe ver, claro!).

 

Arraiá da Serra

Tangará da Serra realiza todos os anos uma grande festa junina

 

Materia_Easy-Resize.com
Crédito: Bárbara Fontes

 

O Blog da Bárbara Fontes saiu de Cuiabá-MT e viajou 242 quilômetros (aproximadamente 3 horas e 43 minutos) para conhecer o famoso Arraiá da Serra, que movimenta por três dias a cidade de Tangará da Serra com animação, cores, comidinhas típicas e muito forró.

 

 

 

20180614_204457 (2)_Easy-Resize.com
Crédito: Bárbara Fontes

Eu estava ansiosa por este evento porque já fazia alguns anos que não ia a uma boa Festa Junina com quadrilha, quermesse, sanfona etc e tal. A última vez foi numa fazenda localizada na estrada de Chapada dos Guimarães-MT (ôoo festança boa de se lembrar!!!).  Eu passei a minha infância em Mogi das Cruzes-SP e todos os anos, a minha vó Alzira fazia a tradicional festa, que começava com uma reza e depois o levantamento do mastro de São João; tinha fogueira, quentão (nessa época, eu detestava até o cheiro!) e um monte de coisas gostosas.  Era tudo decorado (lembro da Capelinha de Melão onde ficava a imagem de São João)  e com muita música típica. Na verdade, a cidade ficava decorada, haviam os arraiás com as quadrilhas das escolas públicas (cortei muito papel de seda pra fazer bandeirolas e todos os anos, eu dançava a quadrilha) e víamos no céu um monte de balões iluminados (eu sei que é crime soltar balões, mas naquela época podia e era a coisa mais linda do mundo!!!). Minha mãe enfeitava eu e minha irmã Denise com roupas caipiras e chapéus. O meu cabelo era bem comprido e ela fazia longas tranças com lindos laços. Era a única época em que podíamos nos maquiar de verdade (e com a pintinhas pretas no rosto).  Lembranças boas de uma época que não volta mais!!!

 

ArraiádaSerra_Easy-Resize.com
Crédito: BárbaraFontes

 

Eu tinha lembranças e muitas saudades, fui para Tangará da Serra cheia de expectativas, porém, nada é como antes! A Cultura tem o infinito poder de se reinventar, e eu que esperava aquela festa junina da minha infância, levei – metaforicamente falando – um balde de água gelada na cabeça! E olha que estava frio pra caramba! Fazia anos que não vivenciava um frio tão intenso em Mato Grosso.

 

 

Chapeu_Easy-Resize.com
Crédito: Bárbara Fontes

As referências juninas estavam lá: as bandeirolas, os chapéus de palha, as barracas e uma fogueira bonita (era falsa, acredito que seja por questão de segurança), mas não senti, o espírito junino dos meus tempos de criança. E não é culpa do evento que foi bem organizado e estava lindo. E nem é minha culpa por querer trazer a todo custo um dos momentos mais felizes da minha infância de volta. A verdade é que o passado passou e deve ficar guardadinho na minha memória e no meu coração. O Arraiá da Serra é uma festa junina que busca manter uma tradição genuinamente brasileira, porém, sem esquecer de que estamos no século XXI, e o multiculturalismo faz parte e a vida segue adiante.

Três noites bacanas!

 

Quadrilha BichodaGoiaba_Easy-Resize.com
Quadrilha Bicho da Goiaba. Crédito: Bárbara Fontes

O Arraiá da Serra é um dos eventos mais aguardados da cidade, é gratuito e também conta com o Concurso de Quadrilhas Viva São João, que segue em sua 19º edição. O Módulo Esportivo se tornou palco de uma grande festa. É realizado pela Prefeitura Municipal de Tangará da Serra, por meio das Secretarias Municipais  Turismo (Setur), e a de Educação e Cultura (Semec) e aconteceu entre 14 a 16 de junho.

 

 

Quadrilha OsdeFora_Easy-Resize.com
Quadrilha Os De Fora. Crédito: Bárbara Fontes

Foi um show à parte as apresentações de quadrilhas! Lindo de se ver e de sentir porque passou pra mim muita emoção. Os trajes são ricos em detalhes e as coreografias são harmônicas e vibrantes. Eu ainda não tinha tido a oportunidade de ver um Concurso de Quadrilha e me surpreendi. Apesar de não tocado as músicas típicas de quadrilha (eu fiquei esperando o “Anarriê….anarriê…”), as apresentações tinham como trilha, o delicioso forró nordestino que alegrou a plateia que torcia muito.

 

Forró Beat_Easy-Resize.com
Frio? Olha o Forró Beat se apresentando sob forte sereno!!!

No primeiro dia não havia muita gente e os que estavam lá, firmes e fortes, merecem todos os aplausos porque estava muito, muito e muito frio!!! Ao contrário da Bárbara menina que detestava quentão, a minha versão adulta estava muito agradecida pela existência dessa bebida quente e forte que me ajudou a não querer sair correndo para o hotel e ficar debaixo do cobertor! Valeu a pena ter ficado e ver os grupos dançando quadrilha, e depois curtir um bom forró pé de serra. Os shows foram dos grupos Forró Beat (para a minha surpresa, é de Cuiabá!) e da banda Tá Fervendo. No segundo dia também estava frio, porém, menos intenso, e com a mesma programação da noite anterior.

 

FrangonoRolete_Easy-Resize.com
Frango no Rolete! Crédito: Bárbara Fontes

 

 

No terceiro e último dia, o clima estava delicioso e trouxe muitas pessoas para o evento.  Eu deixei para esta noite, comer pela primeira vez o “frango no rolete”: foi uma experiência gastronômica incrível! Difícil foi parar de comer.

 

 

 

 

ForróAmorPerfeito_Easy-Resize.com (3)
Banda Forró Perfeito. Crédito: Bárbara Fontes

 

Os shows foram do Forró Beat e do Forró Perfeito, que cantou o sucesso “Samara”. Antes de começar o último show, alguns CDs foram dados ao público, até eu ganhei um!

 

 

 

 

FogueiraArraiádaSerra_Easy-Resize.com
Crédito: Bárbara Fontes

Valeu a pena ter viajado até Tangará da Serra e relembrar o quanto é gostoso uma festa junina. Estava tudo bem organizado, equipe de segurança atenta, muitas famílias se divertindo e pessoas de todas as idades e classes sociais. Foram noites incríveis e apesar de não ser exatamente como nos meus tempos de infância, conseguiu acalentar a minha alma saudosa de uma boa festa junina. Eu recomendo a todos que amam as festividades que celebram Santo Antonio, São João e São Pedro, venham conhecer o Arraiá da Serra!!

Universo Xavante no Audiovisual

Documentário mato-grossense sobre um ritual Xavante é premiado em Festivais de Cinema

 

O Brasil tem mãe índia e deve à ela toda reverência. Ela habita na ancestralidade de boa parte do povo brasileiro. Depois da chegada dos portugueses, nascem os primeiros brasileiros natos, porém, o laço português-indígena são rompidos – como se tirasse um bebê do seio de sua mãe e o deixasse à própria sorte. Infelizmente, nosso país parece ter se esquecido de seu passado índio. Com o avanço dos séculos, o Brasil foi recebendo e absorvendo outras culturas, mudando o seu linguajar e se tornando mais globalizado, mas isso não deve ser o motivo para se esquecer de seu berço indígena. É possível receber todas as benesses que a vida moderna proporciona e ainda manter-se fiel às suas raízes porque somos todos indígenas. O respeito à cultura e as políticas que visam a proteção das etnias que ainda sobrevivem e lutam para não desaparecer, são atitudes recentes se comparados aos 518 anos do surgimento do Brasil. Os ritos indígenas têm significados tão importantes quanto o aprendizado das primeiras letras que todos nós, não-indígenas, passamos na infância.

Toda e qualquer manifestação que visa a preservar, conservar e homenagear a  cultura indígena brasileira deve ser prestigiada por todos nós. O documentário “Xavante: Memória, Cultura e Resistência”, cumpre a bela missão de nos reconectar com as raízes do Brasil índio. O Blog da Bárbara Fontes enviou algumas perguntas para o diretor do documentário, Gilson Costa, que também é professor de Comunicação Social da Universidade Federal de Mato Grosso, campus Araguaia (UFMT/CUA):

Blog da Bárbara Fontes:  Como surgiu a ideia de produzir um documentário sobre um ritual dos Xavante?

DSC_0478_Easy-Resize.com
Gilson Costa (de boné) nas filmagens do documentário. Crédito: NPD/UFMT-CUA

Gilson Costa: O documentário Xavante: Memória Cultura e Resistência” surgiu a partir de um  projeto de extensão que tinha como principal objetivo oferecer oficinas de capacitação audiovisual para jovens xavante  da aldeia Namunkurá. O projeto foi realizado entre  os anos de 2014-2016. No último ano do projeto, estava programado  o ritual de iniciação dos jovens xavante, o qual fomos convidado para realizar as filmagens. Este corte de 19 minutos [o documentário] surge de um produto maior com mais de 1 hora de duração, com todas as partes do ritual, todos  os depoimentos e sem legendas [que foi entregue à etnia]. A versão que circula em festivais está voltada para promover  o conhecimento da cultura Xavante, pelos Waradzu (não indígenas).

BBF: Da ideia até a finalização, quanto tempo foi? O NPD Recebeu algum recurso financeiro?

DSC_0643_Easy-Resize.com
Crédito: NPD/UFMT-CUA

Gilson Costa: O documentário demorou dois anos para ser finalizado. Parte do tempo foi destinado a tradução, realizada pelo Gaspar Waradzere, indígena e professor na aldeia. Outro fator que  demandou esforço e tempo na fase da montagem foi o processo de pesquisa, onde mergulhamos no universo da cultura Xavante para compreendermos as  minúcias do ritual e da cultura.  Entretanto acreditamos que este documentário presta sua contribuição no sentido de reforçar a importância dos povos indígenas em nosso país e estimular, na sociedade não indígena, o respeito pela diversidade  étnica e cultural.  O projeto  teve o apoio da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso, através do Prêmio Tradições/MT.

BBF: Como os Xavante receberam o documentário? Existe algum projeto para dar continuidade à essa parceria?

Gilson Costa: Considerando que o Núcleo de Produção Digital  está localizado  em uma área cercada de povos indígenas, a parceria  é frequente. Desde a  sua fundação, em 2014,  realizamos atividades conjuntas. Este ano, estamos retomando as produções  na aldeia Namunkurá com o projeto “Tsirãpré Dzawidzé: Proteção do Cerrado”, uma  demanda em conjunto com a  Namunkurá Associação Xavante. Desta vez a ideia é produzir uma série de cinco episódios sobre a importância do cerrado e a fundamental papel que os povos indígenas desempenham para sua preservação e sustentabilidade.  Neste sentido, o audiovisual vem se tornando uma importante arma de afirmação cultural e étnica do povo Xavante.

BBF: Quantas pessoas trabalharam na realização do documentário?

DSC_0636_Easy-Resize.com
Crédito: NPD/UFMT-CUA

Gilson Costa: O filme foi construído coletivamente. Além da equipe da UFMT, contou com a participação de professores indígenas e jovens que participaram da oficina de formação audiovisual na aldeia durante o ano de 2015.

BBF: Quantos prêmios o documentário Xavante: Memória Cultura e Resistência” já recebeu?

Gilson Costa: O documentário recebeu o prêmio de melhor pesquisa na mostra SESC de Cinema de Mato Grosso, em 2017, recebeu  três premiações na 15º Festival Latino Americano de Cinema Ambiental (CineAmazônia), como Melhor Documentário, Melhor Trilha Sonora e Melhor Montagem. Em  junho de 2018, também foi premiado na  Mostra Ecofalante. Foi exibido em  Festivais na  Colômbia, no Chile e na Bolívia.

BBF: O documentário está disponível no youtube ou outra plataforma? Caso ainda não esteja, como pode ser adquirido?

Gilson Costa: Foram distribuídas cópias do documentário para escolas públicas do Araguaia (MT). Este ano ele vai fazer parte da plataforma povos originários do Brasil, que a UFMT está criando para pesquisas e consultas públicas.

BBF: Atualmente, o Núcleo está produzindo algo? Há algum lançamento audiovisual previsto ainda para este ano?

Gilson Costa:  O NPD tem como uma de suas principais atribuições, a formação técnica  qualificada de realizadores da região do Araguaia. Neste sentido, empenhados em nossa tarefa pedagógica de formar realizadores audiovisuais desta região. No campo da produção audiovisual, o NPD,  está apoiando um documentário (já em fase de finalização) cuja a temática aborda o manifesto ritual do Congo, com lançamento  previsto para agosto deste ano.

Sobre o Núcleo de Produção Digital (NPD):

O Núcleo de Produção Digital (NPD) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) – Campus Araguaia, foi implantado em 2014, por meio de uma parceria com o Ministério da Cultura e a Secretaria do Audiovisual e, desde então, vem produzindo narrativas audiovisuais sobre as histórias da região do médio Araguaia, e também apoiando a realização de projetos independentes. Entre as ações do NPD  está a formação de mão de obra técnica e criativa, contemplando as diferentes etapas da cadeia produtiva do audiovisual.

IMG_5002_Easy-Resize.com
Crédito: NPD/UFMT-CUA

Desde a sua criação, o NPD tem trabalhado incansavelmente em prol do fomento e difusão do audiovisual numa região com fortes referências étnicas, se tornando um importante polo de formação e incentivo para o audiovisual no lado mato-grossense da região Araguaia. Entre os anos de 2014 e 2015, o NPD realizou um circuito de formação contemplando cinco áreas específicas do audiovisual, com instrutores reconhecidos no cenário nacional. Essa ação contemplou cerca de 220 pessoas, as oficinas tiveram como público alvo artistas, realizadores independentes e estudantes (universitários e secundaristas da rede pública) dos municípios de Barra do Garças, Aragarças, Pontal do Araguaia, Araguaiana e General Carneiro. Em 2016, o Núcleo realizou oficinas de capacitação nas comunidades indígenas da etnia Xavante (Aldeia São Marcos e Namunkurá) que tiveram a oportunidade de registrar por meio do audiovisual, a sua rica cultura, o seu modo de vida, a sua cosmologia, e difundi-la para os não-indígenas.

A boa semeadura rendeu ótimos e talentosos frutos:  “ex-alunos” tem procurado o Núcleo em busca de apoio para diferentes propostas de obras audiovisuais, em especial, do gênero documentário.

Produção Audiovisual

Além das capacitações em Audiovisual, o Núcleo de Produção Digital realizou várias produções como o documentário média-metragem Veredas do Araguaia (direção de Daniel Santigo, 2015); a série televisiva com cinco episódios de 13 minutos, Ser Tão Araguaia2 (direção de Amauri Tangará, 2015); o documentário etnográfico Xavante: Memória Cultura e Resistência (direção de Gilson Costa, 2016); e o documentário de média metragem Catireiros do Araguaia (direção de Carina Benedeti, 2016).  Realizou parceria para a co-produção do telefilme Benedito que subia: Do profano ao Divino (direção de Izis Negreiro, 2016). Também supervisionou produções realizadas por alunos do curso de Jornalismo, da UFMT/CUA:  Acabou né? (2015), exibido na 14º Mostra Audiovisual Universitário da América Latina (MAUAL); e Raízes de Fé (2016), exibido no Congresso Brasileiro da Comunicação (EXPOCON-Centro Oeste). No início de 2018, o NPD deu apoio às gravações locais do longa metragem Marcha que não terminou do diretor e documentarista paulistano Daniel Santiago.

Cineclubismo no Médio Araguaia

O Núcleo de Produção Digital  também contribuiu com a implantação e difusão do cineclubismo na região. O Circuito Exibidor do Araguaia conta com CineClubes em diversas cidades e em três comunidades indígenas da etnia Xantes e Bororo. Veja lista abaixo:

 

* Cineclube Morro de Mesa – município de Pontal do Araguaia/MT;

* Cineclube Joaquim Curcino Nery – município de Araguaiana/MT;

Cineclube Fleury Belém – município de Barra do Garças/MT;

* Cineclube Araguaia – Cadeia Pública, município de Barra do Garças/MT;

* Cineclube Pícua – município de Baliza/GO;

* Cineclube 14 Bis – município de Aragarças/GO (F) Cineclube Rondon – município de General Carneiro/MT;

* Cineclube Tugo Baisare – Aldeia Indígena Merure – Bororos/MT;

* Cineclube São Marcos– Aldeia Indígena São Marcos – Xavantes/MT;

* Cineclube Namunkurá – Aldeia Indígena Namunkurá -Xavantes/MT.

 

Segundo o professor Gilson Costa, todos os cineclubes foram contemplados com um “kit” de exibição, contendo equipamentos de projeção de imagens, caixas acústicas amplificadas, mesa de som, tela de projeção, além da disponibilização de todo o acervo fílmico da Programadora Brasil.

 

MinC institui nova Secretaria

A Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual foi instituída por decreto 

Ministério da Cultura_ReproduçaoNexoJornal
Sede do MinC. Reprodução/Nexo Jornal

A nova Secretaria tem como o objetivo de atuar como órgão regulador e fiscalizador, estabelecendo as bases para que a política de proteção dos direitos autorais seja aprimorada e avance para outros campos da cultura, como o audiovisual, o teatro e as plataformas de conteúdo digital. Tudo o que era relativo à área de propriedade intelectual estavam sob a responsabilidade do Departamento de Direitos Intelectuais da Secretaria da Economia da Cultura. A pasta também irá estimular os modelos de gestão coletiva de direitos e atuar como mediadora de conflitos entre realizadores criativos e agente econômicos.

A Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual é composta por dois departamentos: o de Política Regulatória (que terá a Coordenação Geral de Regulação, Negociações Internacionais e Análise Normativa; e a Coordenação Geral de Difusão e Promoção), e o departamento de Acompanhamento, Registro e Fiscalização (que terá a Coordenação de Registro e Habilitação; e a Coordenação de Fiscalização e Combate à Pirataria e Tráfico de Bens Culturais).

Combate à Pirataria

Coordenação de Fiscalização e Combate à Pirataria e Tráfico de Bens Culturais contará com reforços de outros órgãos do governo federal como o Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), do Ministério da Justiça, e a Coordenação de Combate à Pirataria, da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Segundo dados do Minc, a pirataria de bens e serviços culturais prejudica a consolidação das indústrias criativas no país. No que se refere ao Audiovisual brasileiro, estima-se que, anualmente, o setor perca mais de R$ 2 bilhões em receitas; o governo perde cerca de R$ 720 milhões em impostos; e a sociedade perde 55 mil postos de trabalho.

Direitos Autorais

Segundo o MinC, a Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual poderá desenvolver políticas para a defesa da propriedade intelectual no ambiente digital, especialmente nas plataformas de streaming, por meio de uma regulação específica. A Secretaria também terá a função de estimular o desenvolvimento de novos modelos de negócios, que rentabilizem efetivamente os criadores intelectuais e apresentem melhores condições de oferta e preço competitivo ao consumidor, desestimulando a pirataria por novos meios de oferta. A promoção da cultura de respeito aos direitos intelectuais, com ações de conscientização junto à população, que estimulem o combate à pirataria e busquem maior valorização dos direitos autorais, também será de responsabilidade da pasta.

 

MincentregacertificadohabilitaçaoEcad
Divulgação/MinC

No setor da Música, o direito autoral movimenta cerca de R$ 1,2 bilhão no Brasil, e cerca de 260 mil pessoas são remuneradas pela arrecadação. No início deste ano, o Minc fez a entrega do certificado de habilitação para arrecadar direitos autorais ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) e a sete associações de gestão coletiva musical. Assim como acontece na Música, a nova Secretaria pretende estabelecer modelos de arrecadação de direitos autorais para outras áreas da cultura.

MinC com nova estrutura

MinistroSergioSaLeitao_Minc
Divulgação/MinC

Segundo o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, a Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual ” terá envergadura suficiente para atuar na adoção de medidas educativas, repressivas e também no estabelecimento de um diálogo saudável entre poder público e iniciativa privada. Também será responsável por enfrentar desafios urgentes, como o combate à pirataria e ao tráfico de bens culturais”.

 

 

É importante ressaltar que a nova Secretaria faz parte de uma reestruturação que visa a otimização do quadro geral das secretarias que compõe o Ministério da Cultura, sem a necessidade de geração de despesa e nem o aumento de cargos comissionados. Ainda não foi anunciado o nome do Secretário.

 

Vice-consulado da Itália é reaberto em Cuiabá

Solenidade_Crédito_christiano antonucci_GCom_MT
Crédito: Christiano Antonucci/GCom-MT

A comunidade italiana de Mato Grosso pode contar, novamente, com um Vice-Consulado Honorário da Itália. O Blog da Bárbara Fontes esteve na cerimônia de reabertura e da posse da Vice-Consulesa Honorária, Marli Teresinha Deon Sette, ocorrido no dia 11 de junho. O secretário chefe da Casa Civil, Domingos Sávio, representou o governador Pedro Taques, e recebeu também no Palácio Paiaguás, o Cônsul Geral da Itália no Brasil, Micheli Pala.

 

HasteametodasBandeiras_Crédito_christiano antonucci_GCom_MT
Crédito: Christiano Antonucci/GCom-MT

 

Na parte externa do palácio, houve a apresentação da banda da Polícia Militar, e logo em seguida, as três autoridades hastearam as bandeiras da Itália, do Brasil e de Mato Grosso.

 

 

Foto_creditoBarbaraFontes_Easy-Resize.com
Crédito: Bárbara Fontes

Estiveram presentes na solenidade, o deputado federal Adilton Sachetti; o presidente da Associação Circolo Italiano, Mário Buri, que vive há 13 anos em Mato Grosso; Marcos Crepaldi, diretor da FAIP. Também entre os convidados estavam a ex-senadora Serys Slhessarenko; a presidente da Comunidade Italiana de Cuiabá, Gabriela Mazzetti  e o seu esposo, Paulo Ferraz SantaLucia, a ex-consulesa honorária Carmelinda Ferrante Maciel da Silva, e representantes de Relações Internacionais da UFMT, UNEMAT e IFMT.

 

A advogada ítalo-brasileira Marli Deon Sette mora em Mato Grosso há 30 anos e  foi escolhida pelo Consulado Geral da Itália, sediado em São Paulo, para atuar como representante honorária.  Marli é doutora em Direitos Humanos e Meio Ambiente pela UFPA; e como consulesa, a sua missão é estreitar os laços entre Mato Grosso e a Itália;  fazer a mediação entre a comunidade italiana com o Consulado Geral da Itália, e também será um apoio, quando necessário, aos turistas italianos que estiverem no Estado.

Micheli Pala_Crédito_GabrielaMazzetti
Micheli Pala, Cônsul Geral da Itália/Crédito: Gabriela Mazzetti

 

O cônsul Michele Pala disse que Mato Grosso é um dos estados mais importantes do Brasil e destacou a importância de estreitar os laços com a Itália, e que empresas italianas têm interesses em investir na região. Ele citou a empresa do setor energético Enel (uma estatal da Itália) que já está instalada na região de Apiacás (extremo norte de MT). A Enel comprou recentemente 73% das ações da Eletropaulo, tornando-se a maior distribuidora de energia do Brasil.  Ele aguarda com boas expectativas a assinatura do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, que se encontra em fase final de negociações. Esse acordo dará muitas oportunidades comerciais para os dois países, em especial para Mato Grosso por meio do agronegócio.

Pala também explicou que o Vice-Consulado Honorário da Itália incentivará a cooperação política e tecnológica, e intercâmbio cultural e educacional entre a Itália e Mato Grosso. Em relação à Educação, citou a importância do ensino da língua italiana nas escolas públicas do Estado, considerando que a Itália possui uma das maiores economias do mundo, é membro-fundador da União Europeia e, também possui importantes universidades – o que torna uma opção interessante para os estudantes mato-grossenses que queiram estudar no exterior, mas para isso, é necessário ter fluência no idioma italiano.

Posse_ViceConsulesa_creditoBarbaraFontes
Posse da Vice-Consulesa Honorária, Marli Deon Sette. Crédito: Bárbara Fontes

A representação diplomática italiana em Cuiabá pode e deve apoiar projetos culturais que promovam a Comunidade Italiana e buscar parcerias com o Governo do Estado de Mato Grosso.

É importante ressaltar que o Vice-Consulado Honorário da Itália em Cuiabá não fará prestação de serviços consulares como emissões de passaporte e vistos. No que se refere a legalização de documentos para aquisição da cidadania italiana, não é atribuição de vice-consulados, porém, a Vice-Consulesa Marli pode auxiliar com informações sobre os trâmites legais.

 

Centro Histórico de Cuiabá. Crédito: Bárbara Fontes
O centro histórico de Cuiabá recebeu muitas influências da comunidade italiana. Crédito Bárbara Fontes.

Cuiabá sempre teve um ‘pé’ e o ‘coração’ na Itália por conta de centenas de italianos que chegaram entre a metade do século XIX e o início do século XX. A primeira padaria instalada em Cuiabá é da família Latorraca, que chegou à cidade por meio de seus primos, os irmãos Orlando (sim, da famosa Casa Orlando, situada no Centro Histórico de Cuiabá), que vieram à convite do comerciante Rafael Verlangieri, que já se encontrava bem de vida na cidade. O primeiro registro de um italiano (um mercador) em Cuiabá é do século XVIII. O segundo registro foi feito por Hércules Florence, o segundo pintor da expedição científica Langsdorff, em seu diário, onde comentava sobre um italiano, dono de uma pensão. Os italianos têm um papel fundamental no desenvolvimento social, econômico e cultural de Mato Grosso e, principalmente, de Cuiabá. E que eles sejam bem lembrados durante as festividades de 300 anos da capital de Mato Grosso, que ocorrerá em 2019.

O Vice-Consulado da Itália em Cuiabá se localiza na Travessa Chamal, lote 8, quadra 10, s/n, Sala 03, bairro Jardim Bom Clima. É necessário fazer um agendamento prévio que pode ser feito por telefone: (65) 99287.3600, ou por e-mail: marlids@hotmail.com.