A MORTE

Tem gente que pede pra morrer e não morre. Tem gente que tenta morrer e não morre. Tem gente que odeia viver e não morre. Tem gente que ama viver e morre. Tem gente que tenta viver e morre. Tem gente que pede pra viver e morre. Tem gente que joga o carro num poste e não morre. Tem gente que se joga do penhasco e não morre. Tem gente que toma veneno e não morre. Tem gente que sem saber, morre. Tem gente que cai sem querer e morre. Tem gente que está numa calçada e morre. Tem gente que ridiculariza a vida e não morre. Tem gente que respeita a vida e morre. Tem gente que quase suicida, mas não morre. Tem gente lutando por cada segundo de vida e morre. Tem gente chama a morte e não morre. Tem gente que tem uma semana de vida e não morre. Tem gente covarde e que não morre. Tem gente que é herói e morre. Tem gente que mata e não morre. Tem gente que salva e morre. Tem gente que coloca fio no pescoço e não morre. Tem gente que está por um fio e morre. Tem gente que ri para a morte e não morre.Tem gente que acordou feliz depois de uma linda noite de amor e morre.

Se tem gente querendo morrer, por que ‘cargas d’água’ , a morte insiste levar quem só quer viver?

(Bárbara Fontes. Maio de 2016)

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Cinema

Cineasta participa da “Sessão Realizadores de Mato Grosso”, no Cine Teatro Cuiabá

 

Os fãs de “Cinema Documentário” têm a oportunidade de assistir no Cine Teatro Cuiabá, no dia 21 de maio, às 19h30, duas obras cinematográficas da cineasta premiada e jornalista Bárbara Fontes: o curta “Sayonara” e o longa “Vila Bela: Terra de Colores”. Após as exibições, a cineasta que iniciou na carreira em 1994, vai conversar com o público.  As exibições fazem parte da programação do evento “Sessão Realizadores de Mato Grosso”, do Cine Clube Coxiponés, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

 

“Sayonara”:

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Bastidores do documentário “Sayonara”. Acervo Pessoal de Bárbara Fontes

Fruto do curso Cinema Documentário: da teoria à prática, ministrado por Bárbara Fontes em parceria com a UFMT, por meio da Escola de Artes, do Cine Clube Coxiponés e da TV Universidade. A obra cinematográfica resgata as memórias da lendária casa de shows ‘Sayonara’, em Cuiabá. A direção geral é de Bárbara Fontes com a participação dos alunos do curso. O documentário participou de Festivais, Mostras de Cinemas e de Sessões Especiais no Brasil e no exterior.

 

 

“Vila Bela: Terra de Colores”:

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Bárbara Fonte filma em Vila Bela da Santíssima Trindade (MT).

Premiado pelo programa nacional de fomento ao Cinema Documentário, o DOCTV (2º Edição), e tornou Bárbara Fontes, a primeira cineasta mulher de Mato Grosso a vencer o concurso. O documentário conta quatro histórias que se entrelaçam sobre a primeira capital de Mato Grosso, Vila Bela da Santíssima Trindade – da sua idealização em Portugal até os dias atuais. A obra cinematográfica é resultado de anos de pesquisa histórica realizada em Mato Grosso, no Rio de Janeiro e acervos em Portugal.

 

 

Bárbara Fontes:

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Bárbara Fontes nas filmagens com o cineasta Arne Sucksdorff, em Estocolmo/Suécia (2001).

 

Bárbara Fontes é jornalista, cineasta documentarista, roteirista, produtora, fotógrafa e poetisa. Em 25 anos de carreira, trabalhou em mais de 60 obras audiovisuais, seja como diretora, roteirista, produtora, co-produtora ou como consultora. Entre as principais estão “Arne Sucksdorff: uma vida documentando a vida”; “Canção Mato-Grossense (Hino de Mato Grosso)”. Em 2017, dirigiu o vídeo-poema “A Mangueira”, que fez parte da exposição de arte “Natureza: Substantivo Feminino”. Atualmente trabalha na pré-produção (Pesquisa e elaboração do Roteiro Cinematográfico) do documentário “Pantaneiras” (as pesquisas se iniciaram em 1999) e na pesquisa histórica sobre as origens indígenas da sua bisavó, que pertenceu à etnia Puri, do Rio de Janeiro. Bárbara Fontes é editora do blogdabarbarafontes.com.

 

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Bárbara filma com os Nambiquaras (MT), em 2006.

 

Serviço

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Sessão Realizadores de Mato Grosso: Bárbara Fontes

Filmes exibidos:

Sayonara (Bárbara Fontes, 2008, 20’)

Vila Bela: terra de colores (Bárbara Fontes, 2005, 55’)

Dia: 21 de maio (terça-feira)

Horário: 19h30

Duração do evento: 01h30

Local: Cine Teatro Cuiabá

Ingressos: Será cobrada uma taxa de manutenção do Cine Teatro Cuiabá.

R$ 4,00

R$ 2,00

 

 

Saiba mais:

Programação completa do mês de maio, do Cine Teatro Cuiabá aqui.

Daquilo que eu sei

Quem sou eu?

 

Algumas décadas de vida

Duas e meia de profissão

Uma década e meia de maternidade

E uma alma milenar…

….

Eu já vi quase tudo

Ouvi muitas asneiras

E coisas sábias

Já senti coisa boa

E coisas não tão boas….

Já amei

Desamei

Quase desisti de amar

E Amei de novo

Quebrei a cara

Jurei que não amava mais

E amei de novo…

….

Na verdade,

Eu sou aprendiz da vida

Sobrevivente de tormentas e furacões

Testemunha da bonança que vem depois da tempestade

Sou colecionadora de pôr-do-sol

E de arco-íris

No fundo de meu “eu”

Sempre há uma luzinha acesa

Mesmo quando há cegueira

E tudo é tão escuro e frio

O jeito é respirar fundo

Enfrentar o luto

E ir à luta

Chorar é bom

Mas, bom mesmo

É ser feliz!

(Bárbara Fontes, Projeto de Poetisa/Dezembro de 2018)

 

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Querido leitor (a) do Blog da Bárbara Fontes,

 

Sabe quando mudamos para melhor?

Quando decidimos mudar!

O medo de nada der certo (de novo) faz parte dos temores de quem quer mudar para melhor. Enfrente esse medo feroz que povoa a mente! Se chegamos até o século XXI é porque os nossos ancestrais enfrentaram feras, fome, frio, solidão, perseguição, decepção e a morte. Então, nós conseguiremos também!

 

Decidir mudar para melhor significa abdicar do que nos fez mal.

As pessoas mudam?

Acredito que sim, mas nós não precisamos pagar pra ver (de novo). Então, cabeça erguida e olhe para frente – mesmo que a tentação de olhar para trás seja grande. Assumir que a tentação existe é uma passo importante para enfrentá-la. Se o que deu errado no passado pode dar certo no futuro, só o PRESENTE dirá, mas não vamos pagar pra ver.

 

Flor_biancafontes

 

Vamos trabalhar em todos os sentidos da vida para pagar pra ver e ter uma vida melhor e feliz. Vamos pagar as dívidas dos boletos que aparecem todos os meses; vamos pagar para se divertir com os amigos; pagar aquela viagem tão sonhada; pagar aquele vinho delicioso e….quem sabe ao lado de uma companhia que não precisou pagar pra ver.

 

É muito, muito fácil alguém estar conosco nos momentos de fartura; difícil é continuar nos momentos de dificuldades. Difícil é receber o colo que necessitamos num momento crucial. Então, o primeiro passo para mudarmos para melhor é escolher quem estará em nossas vidas. Não precisamos de repetir erros. Não precisamos de mendigar amor e atenção. Não precisamos pagar pra ver o que não dá mais certo!

 

Esta é a última semana de 2018. Que ano difícil!!! Que ano mais triste, mais intolerante, mais tempestuoso.

2018 pode ser o ano em que as “máscaras caíram” e que saímos machucados e aterrorizados pelas verdades da vida.

2018 foi o grande ano também! Cheio de ensinamentos, cheio de “puxões de orelhas”. Foi o ano das verdadeiras amizades também – daquelas que nascem quando você menos imagina!!!

 

Gratidão 2018!!! Pelas lições que me ensinastes!

 

 

 

Poeminhas

Palavras verdadeiras
Tocam a alma da gente
Fazendo-nos chorar
Feito criança de berço.
(Bárbara Fontes in Projeto de Poetisa, 12/04/2018, 4h40 A.M.)
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Como é que pode, um ser como eu,
tão pequenina diante da grandiosidade divina,
de tantos poetas benzedores de alma e de mente,
querer ser poeta também?

Na minha santa ignorância,
Diante da sabedoria dos poetas,
Eu, também, querer poetizar o sol, a água, a lama e a larva
que insistem derramar sobre o velho PantanaR?’

(Para Manoel de Barros, Poema II. Bábara Fontes in Projeto de Poetisa, abril/2013)
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