De novo, Brasil?

Brumadinho chora e o Brasil estarrecido pergunta: Por quê?

ATUALIZADO: 12/02/2019

– BOLETIM da Defesa Civil de Minas Gerais:

18 dias de buscas; 165 pessoas mortas;

160 corpos identificados e 124 liberados e entregues às famílias;

155 desaparecidos;

192 resgatados;

392 pessoas localizadas.

 

As buscas estão concentradas nos locais onde ficava a sede administrativa da empresa Vale (o refeitório e o vestiário). Como o rompimento da barragem do Córrego do Feijão aconteceu no horário de almoço e havia uma grande concentração de funcionários no refeitório.

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04/02

Já se encontram em Brumadinho, a Força Nacional composta de sessenta homens e dois helicópteros. Eles se juntaram aos 250 bombeiros e 22 cães farejadores que lutam incansavelmente para encontrar sobreviventes e corpos. Ainda há mais de 200 pessoas desaparecidas. Não há previsão para encerrar as buscas.

 

A coordenação dos resgates é do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Também participam das buscas, bombeiros dos estados de Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Alagoas e Maranhão.

 

A ida da Força Nacional partiu de um acordo entre o governador Romeu Zema com o ministro da Justiça, Sérgio Moro.

 

 

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Dia 30/01: operações de resgates encontraram diversos corpos. A retirada desses corpos da lama é um trabalho delicado e demorado, por isso, apenas um corpo foi resgatado pela manhã. As atividades seguirão por todo o dia.

Também começaram as buscas nas matas no entorno da barragem. Segundo a assessoria da prefeitura,

A pedido do prefeito Avimar Barcelos uma equipe de bombeiros civis começa a procurar vítimas nas matas no entorno das áreas afetadas pelo rompimento da barragem da Vale. Em visita às comunidades atingidas o prefeito se comprometeu em conseguir essa ajuda para acelerar a localização de pessoas que ainda estão desaparecidas. Parentes e amigos nutrem a esperança de ainda encontrar alguém com vida.

 

 

Quando a ganância fala mais alto

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região atingida pelo rompimento da barragem da mineradora Vale. Crédito: Prefeitura de Brumadinho

A tragédia de Mariana parece que não surtiu efeito para algumas autoridades brasileiras e para a empresa Vale. Dor, tristeza, desamparo e negligência só as vítimas sabem o que é. Infelizmente essa dor é agora também compartilhada pela população de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).  Um dos locais mais bonitos do país, que abriga o maior museu à céu aberto do mundo, o Inhotim (não foi atingido por estar numa região mais alta), desaparece na lama tóxica de uma barragem inativa da empresa Vale (de novo!!!), a da Mina do Feijão (Córrego do Feijão). O mais chocante é saber que vidas foram ceifadas e toda uma rica biodiversidade comprometida por causa de uma barragem de tecnologia obsoleta!! Em várias partes do mundo não se utiliza mais essa técnica de contenção de resíduos tóxicos, há outras tecnologias mais eficazes. Quem vai pagar por isso? Dessa vez haverá punições e leis mais rígidas?

Uma cidade enlutada

A prefeitura de Brumadinho comunicou hoje pela manhã que a barragem da Vale “saiu do nível de risco II (dois) e voltou para o nível I (um). Ao se romper, a lama atingiu o refeitório e prédio da mineradora, a pousada Nova Estância, casas, fazendas centenárias e toda a vegetação ao redor. Centenas de animais atolados, e os que não podem ser resgatados são abatidos com um tiro. Triste cenário.

Muitas pessoas estão desaparecidas: funcionários da Vale, moradores e turistas que estavam na pousada. Desde o momento da tragédia, a região conta com 200 bombeiros militares especialistas, de Minas Gerais e de outros Estados.  É incansável o trabalho desses heróis brasileiros! Também são heróis, os civis que estavam no local no início da tragédia e que conseguiram resgatar pessoas até a chegada do helicóptero dos Bombeiros.

 

Velórios em andamentos

A prefeitura também disponibiliza pontos de velório com assistência médica e psicológica. Até da tarde de hoje, 28, ocorreram três sepultamentos no cemitério Parque das Rosas. Abaixo segue as informações sobre os locais dos velórios das vítimas da barragem:

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Doações para Brumadinho

Atenção: faça doações em dinheiro somente para as contas oficiais para depósito abaixo:

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Militares de Israel em Brumadinho

Já se encontra em Brumadinho, os 132 militares (soldados, oficiais e engenheiros especializados em resgate) vindos de Israel. Na bagagem trouxeram equipamentos como localizadores de sinal de celular, radares para água e sólidos, cães, câmeras, drones e máquinas hidráulicas para aumentar o potencial de busca.

Não há preço neste mundo que pague a generosidade, solidariedade e humanidade desses militares e do governo de Israel, que no primeiro momento da tragédia se colocou à disposição do Brasil. Ajuda bem recebida pelos governos federal e de Minas Gerais, e por toda nação brasileira que ainda lamenta pelas vítimas de Mariana (MG), tragédia também por causa de rompimento de barragem de resíduos tóxicos ocorrido há um pouco mais de três anos.

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Crédito: Gil Leonardi/Imprensa MG

Segue informação do governo de Minas Gerais, por meio da Agência Minas: 

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, acompanhou nesta segunda-feira (28/1), em Brumadinho, a chegada das primeiras equipes de militares de Israel que vão ajudar nas buscas e salvamentos das vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho, ocorrido na última sexta-feira (25/1). Ele participou de uma reunião de alinhamento entre as forças de segurança do Estado e integrantes da delegação de Israel para definir como será o início dos trabalhos, ainda nesta segunda-feira.

“Estamos iniciando o trabalho junto com as forças do Exército de Israel. Vejo que, com a tecnologia deles, vamos aumentar a chance de encontrarmos novos sobreviventes e termos mais agilidade para encontrar vítimas, o que vai amenizar e muito a angústia que as famílias têm passado. Sei que palavras não satisfazem, mas compartilho as dores dos familiares e sou grato ao nosso pessoal que tem se empenhado muito, a Polícia Militar, a Polícia Civil, e o Corpo de Bombeiros, que têm feito o possível e o impossível. A partir de hoje, somando com as forças de Israel, esse trabalho vai ser ainda mais agilizado”, afirmou o governador em pronunciamento à imprensa. Após a reunião, ele fez um novo sobrevoo das áreas atingidas.

O comandante da tropa israelense, coronel Golan Vach, também chegou a Brumadinho e pontuou que os trabalhos começaram nas primeiras horas desta segunda-feira.

“Na primeira luz da manhã chegamos à área para ver onde entrar. Agora temos uma imagem do lugar e do que é preciso fazer. Nossa impressão é que os bombeiros estão fazendo um ótimo trabalho. É um lugar muito complicado e perigoso para trabalhar. Decidimos onde nossa delegação vai começar a atuar. Nossos primeiros militares já chegaram no local e o primeiro passo é fazer esforço para achar pessoas vivas. Isso vai ser feito por meio de aparelhos tecnológicos com sinais de celular. Espero que as encontremos e vamos trabalhar com radares para achar pessoas vivas ou vítimas fatais”, completou. (Governo de Minas Gerais//Fonte: Agência Minas)

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*Foto de capa: barragem da Mina do Feijão, Brumadinho/MG. Foto tirada durante o sobrevoo do presidente Jair Bolsonaro na região, sábado, 26 de janeiro de 2019. Crédito: Isac Nóbrega/PR (Agência Brasil/EBC).

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