Natal da Esperança – Locais definidos (Atualizado)

Ação entre amigos vai levar a magia do Natal para mil crianças carentes de Cuiabá.

O Natal da Esperança, uma ação coletiva de profissionais de diversas áreas, acontece entre os dias 08 e 09 de dezembro em quatro regiões de Cuiabá. Mil crianças receberão presentes e guloseimas, e poderão fazer muitas atividades recreativas durante o dia. Os locais definidos são:

EMEB Presidente Tancredo Neves: Rua C, s/n. Bairro Jardim Araçá:

Complexo Esportivo Dom Aquino Corrêa: Av. Carmindo de Campos, s/n. Bairro Dom Aquino

Associação Mato-grossense dos Deficientes (AMDE): Rua Acre, 161 – CPA II

Paróquia Nossa Senhora da Medalha Milagrosa: Av. Brasil, 610. Bairro Pascoal Ramos.

 

Rifa estrelada

Uma linda doação para o Natal da Esperança será rifada: um violão com os autógrafos das cantoras Marília Mendonça, e Maiara e Maraísa. O valor da rifa é de R$ 10,00. O sorteio acontece no dia 08/12.

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O Natal da Esperança precisa da sua ajuda!

O evento acontece graças às doações de dinheiro, brinquedos, alimentos entre outras necessidades por meio de pessoas, empresas e entidades que abraçaram a causa com muita dedicação. As doações ajudam a tornar real o sonho de levar a magia do Natal para mil crianças carentes.

O Natal da Esperança vai contar, em cada local, com pula-pula (com 2 monitores); três mil picolés; 1 castelinho inflável (com monitor); 1 tobogã grande (com monitor);  2 piscinas de bolinhas (com monitor); três mil algodões-doces; três mil pipocas; três mil cachorros-quentes.

Ainda dá tempo para fazer a sua doação: os brinquedos podem ser entregues diretamente na Capriata Fest. Também podem ser feitas doações em dinheiro (de qualquer valor). As pessoas também podem ser voluntárias nos dias de evento. O endereço da Capriata Fest, os dados bancários e contatos estão no final desta matéria.

Natal da Esperança – História

O Natal é uma época especial e cheia de expectativas para as crianças de todo mundo. Se muitos adultos gostam de ganhar presentes nesta época festiva, imagine as crianças! É também no Natal que a desigualdade social fica mais visível, uns com muitos e muitos com pouco ou sem nada! E assim nasceu o Natal da Esperança, idealizado pelo advogado e ex-Secretário Municipal e Estadual de Assistência Social, José Rodrigues Rocha Junior (Zé Rodrigues), e que se tornou uma grande ação entre amigos. O evento beneficente tem o objetivo de entregar mil brinquedos para crianças carentes que vivem na periferia de Cuiabá. A entrega dos presentes ocorre entre dias 08 e 09 de dezembro de 2018. A Comissão de Infância e Juventude da OAB/MT também é parceira do Natal da Esperança.

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Crianças recebendo presentes. Acervo Pessoal: Zé Rodrigues

Durante 4 anos, eu fiz esse Natal para as crianças. Nada é mais gratificante do que o olhar delas quando participam desses eventos e ganham um presente no final do ano porque os pais não têm condições de comprar.” (Zé Rodrigues)

A atitude nobre chamou a atenção de muitas pessoas, empresas e entidades que se uniram ao grupo de amigos para ajudar, porém, a corrente do bem precisa de mais pessoas e de doações de brinquedos.

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Seja Voluntário! 

Para ajudar na organização e nos dias de eventos, entre em contato com a advogada e produtora cultural, Gabriela Mazzetti: (65)  9.8436-9742.

Doe Brinquedos!

Empresas e entidades apoiam o Natal da Esperança e também são postos de entrega de brinquedos:

Capriata Fest – Avenida jornalista Alves de Oliveira, 970, Bairro Cidade Alta, Cuiabá MT,

CEP: 78.030445 (próximo ao colégio Notre Dame).

Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/MT – 2ª Avenida Transversal, S/N – Centro Político  Administrativo, Cuiabá – MT, 78049-914.

Cine Teatro Cuiabá – Av. Pres. Getúlio Vargas, 247 – Centro, Cuiabá – MT, 78005-600.

Doações em dinheiro

As doações podem ser feitas por meio de transferência ou depósito:

Banco do Brasil, Agência 2128-8 – Conta Corrente 11.802-8  (em nome de José Rodrigues Rocha Junior).

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Premiados Veja Comer & Beber 2018/2019. Crédito: Amaury Santos

Os melhores de Cuiabá!

Revista nacional premia os melhores Restaurantes, Bares e Comidinhas.

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Crédito: Bárbara Fontes

Assim como foi no ano passado, Cuiabá abriu a temporada de premiações da maior revista de gastronomia do Brasil:  revista Veja Comer & Beber 2018/2019. Divididos em três grupos – Comidinhas, Bares e Restaurantes – foram 20 categorias contempladas: Comidinhas: O melhor baguncinha; A melhor doceria; O melhor hambúrguer; A melhor padaria; O melhor salgado; e o melhor sorvete. Bares: O melhor boteco; A melhor caipirinha; A melhor cozinha de bar; A melhor música ao vivo; e o melhor bar para ir a dois. Restaurantes: O melhor chef do ano; A melhor carne; O melhor brasileiro/regional; O melhor japonês; A melhor peixaria; A melhor pizzaria; A melhor receita de bacalhau; O melhor variado/contemporâneo; e O melhor da Chapada dos Guimarães.

Os vencedores de cada categoria foram conhecidos durante a cerimônia de premiação,  uma festa linda que Cuiabá mereceu! Os premiados podem ser conferidos na edição de maio da revista (está como encarte na revista Veja desta semana). A publicação faz um mapeamento do que há de melhor na gastronomia local.

Bárbara Fontes (de costas) entrevistando Mônica Santos, editora da revista VEJA Comer & Beber! Crédito: Pau E Prosa
Olha eu (de costas) entrevistando Mônica Santos, editora da revista VEJA Comer & Beber! Crédito: Pau E Prosa

O Blog da Bárbara Fontes conversou com Mônica Santos, uma das editoras da revista  Veja Comer & Beber e coordenadora/editora da edição de Cuiabá:

Blog da Bárbara Fontes: Mônica, vinte e dois anos de Veja Comer & Beber no Brasil, e dois anos em Cuiabá. O que representa para uma revista nacional, esse olhar para Mato Grosso?

Mônica Santos: A gente estreou aqui no ano passado e voltamos para reafirmar uma constatação que nos trouxe aqui no ano passado: tem uma cena gastronômica muito boa na região. Cuiabá é uma cidade de passagem para turistas, e de forte interesse no agronegócio, que traz muito gente pra cá o ano inteiro. E a gente está mostrando o que Cuiabá tem de bacana.

Blog da Bárbara Fontes: E essa sensibilidade de olhar para o nosso baguncinha?

Mônica Santos: A gente sempre procura em todas as cidades não olhar apenas para a alta gastronomia. A gastronomia fala da cultura de um lugar e ela não está só nos restaurantes mais caros ou mais estrelados. A gastronomia está no nosso arroz e feijão de todo dia, também. O baguncinha é uma expressão só daqui. Não tem baguncinha em lugar nenhum, então, a gente achou curioso e a gente percebeu que é uma coisa muito afetiva. A gente achou bacana fazer menção.

Blog da Bárbara Fontes: Em relação às premiações, Cuiabá é a primeira cidade a receber o prêmio em 2018?

Mônica Santos: Cuiabá está estreando de novo! Ela está abrindo a série, que são 13 no total. Em 17 de maio será em Brasília. Em São Paulo, a premiação ocorre em setembro.

Blog da Bárbara Fontes: Como foi em Cuiabá o processo de selecionar os estabelecimentos, a revista fez as visitas?

Mônica Santos: Não. A gente só tem duas redações próprias: Veja Rio e Veja São Paulo. Fora dessas duas cidades, gente monta um juri local, cuja característica é a diversidade, a gente tenta de colocar pessoas de diferentes perfis, profissões, e que morem em diferentes bairros para ser uma coisa bem equilibrada. E a gente sempre renova esse juri. Mas um jurado só nunca define um campeão. Para você ter uma ideia, Cuiabá tem 20 categorias, cada jurado tem três votos em cada categoria, ou seja, a gente recebe um total de 600 votos. E aí, tabula tudo isso. A votação iniciou no início de fevereiro.

Juri Cuiabano

Um juri composto de 27 moradores de Cuiabá (artistas, esportistas, profissionais da comunicação e do cinema, professores de Gastronomia; servidores públicos e profissionais liberais ) elegeram os melhores Bares, Restaurante e Comidinhas e mantendo tudo em segredo. Pelo menos, 80% das pessoas que participaram da votação, eu conheço, inclusive, alguns são meus amigos de conversas diárias – e ninguém falou que fazia parte do júri da revista. Realmente foi um segredo muito bem guardado! O júri só foi revelado durante a festa de premiação. Eu só soube, na festa, que minhas amiga Keiko Okamura, produtora cultural, e Ruth Albernaz, artista visual, faziam parte do juri. Na verdade, nem elas sabia quais eram os outros jurados (Keiko descobriu lendo a relação na revista que foi entregue após a premiação).

COMIDINHAS – JURADOS

Ana Rafaela (cantora); Carlos Carvalho (advogado); David Moura (judoca); Fabrício Carvalho (maestro); Julia Graminho (jornalista), Justino Aguiar (o Lau, da dupla Nico & Lau); Maínna Figueiredo (jornalista); Marcus Paulo Valentin (publicitário) e Steffani Loryn (nutricionista).

BARES – JURADOS

Anamaria Bianchini (colunista social); Anderson Luiz Sartori (servidor público); Bruno Bini (cineasta); Camila Piacenti (apresentadora); Celso Dorileo (advogado); Keiko Okamura (produtora cultural); Marcus Paulo Valentin (publicitário); Mário Medeiros Neto (advogado) e Soraya Medeiros (jornalista).

RESTAURANTES – JURADOS

Flávio Ferreira (diretor de teatro); Izabel Coutinho (jornalista); João Carlos Caldeira (professor de Gastronomia); José Augusto Filho (jornalista); Luiz Evaristo Volpato (presidente do Conselho Regional de Odontologia); Ramon Carlini (editor de livros); Rita Comini (jornalista); Ruth Albernaz (artista visual); Valda Dias (Coordenadora de curso de Gastronomia) e Zildinete de Arruda (analista técnica do Senac/MT).

Segundo a revista, os jurados escolheram, em ordem decrescente, os três melhores em cada uma das categorias definidas pela redação. De posse de todos os rankings dos jurados nas respectivas categorias, a redação atribuiu pontos a cada posição: o primeiro colocado recebeu 5 pontos; o segundo, dois pontos; e o terceiro, 1 ponto. A soma deles determinou os três primeiros lugares. Para eliminar os empates, foram adotadas três soluções, onde o critério inicial foi o número de menções na tabela do júri: ficou à frente o nome lembrado por mais gente. Se o empate permanecesse, levou-se em conta a posição na tabela – ou seja, o número de vezes em que o local ficou em primeiro, segundo ou terceiro lugar. Ao se manter ainda o empate, a equipe de VEJA, apoiada em avaliações in loco, aplicou o voto de minerva.

A Revista

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Crédito: Bárbara Fontes

Com 22 anos de existência, a revista Veja Comer & Beber premia bares, restaurantes e comidinhas de algumas capitais brasileiras. A capital de Mato Grosso, que sempre é vista como uma cidade hospitaleira, também, mostra que possui uma gastronomia de primeira – como a Maria Izabel, a farofa de Banana e as peixadas, à comida contemporânea assinada por chefs renomados, dignos de estrelas Michelin.

Muito além de uma premiação, a revista abre uma importante porta de divulgação, que por meio da gastronomia, promove a difusão do turismo e o aquecimento da economia local – algo muito bem vindo nesses tempos difíceis. O prêmio traz autoestima para a população que se vê contemplada por uma revista nacional que há mais de 20 anos está no mercado. É um orgulho para qualquer cuiabano (nascido ou adotado) ter entre os premiados, ícones da nossa culinária, como a dona Eulália. É um momento especial em que Cuiabá está em evidência no país por meio da sua gastronomia.

O Melhor Baguncinha – Prêmio Inédito no Brasil

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Reprodução/Revista Veja Comer & Beber 2018/2019

As pessoas que estiveram em Cuiabá nos últimos anos, devem ter ouvido, pelo menos uma vez na vida, o nome BAGUNCINHA. É o lanche típico da cidade. Sensível à identidade cultural local, a revista Veja Comer & Beber inseriu o baguncinha entre as categorias do prêmio. Só quem vive em Cuiabá (e também em Várzea Grande) sabe o poder cultural que esse lanche tem. Há duas décadas atrás, eu fiz parte da equipe de Assessoria de Comunicação que promoveu a inauguração do primeiro fast food instalado em Cuiabá, e para a surpresa de todos, presenciamos uma onda de protestos contra o restaurante estadunidense e em prol do baguncinha, que na época, custava apenas 1 real e era muito delicioso. Lembro bem da orientação que recebemos para não contestar e respeitar esse momento de forte identidade cultural local (apesar de que o baguncinha é um derivado do lanche de hambúrguer, popularizado mundialmente graças à rede de fast food que estava chegando em Cuiabá. Ironias da vida!). Naquela época, se pensava que uma gigante mundial fosse destruir um produto local (era bem no momento caloroso da discussão “globalização x local”). Décadas se passaram e, atualmente, Cuiabá tem quatro marcas (globalizadas) de fast food, e centenas trailers de baguncinha, todos harmonicamente instalados.

O tempo mostrou que Cuiabá merecia crescer, receber novas empresas, porém, sem descaracterizar a sua identidade cultural. Cuiabá nasceu cosmopolita: a primeira povoação era composta por gente de todo canto do Brasil, assim como muitos estrangeiros. A primeira padaria da cidade pertencia a uma família italiana. Os cuiabanos devem ter bons olhos para o ‘novo’ (que vem para agregar, gerar emprego e renda), e sempre cobrar das autoridades locais a conservação de sua história e cultura.  O Blog da Bárbara Fontes deseja que a premiação realizada em Cuiabá seja uma injeção de ânimo para a cidade e que inspire políticas públicas para o turismo que contemplem a nossa gastronomia. A comida agrega pessoas e une culturas.

Os premiados da revista Veja Comer & Beber 2018/2019

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Crédito: Bárbara Fontes

O Blog da Bárbara Fontes esteve na cerimônia de premiação. Foi um evento bonito, com comidinhas e bebidas deliciosas, e com muitos mimos para os convidados. O blog agradece a Pau & Prosa, que fez a Assessoria de Imprensa, pelo envio dos materiais solicitados e fotos. A foto de capa desta matéria foi tirada pelo fotógrafo Amaury Santos. Confira os premiados:

 

COMIDINHAS

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Crédito: Bárbara Fontes

Sem dúvida, a premiação mais aguardada da noite foi o de O melhor Baguncinha. O prêmio foi entregue à Belatto Lanches, por uma dupla muito querida da cidade: José Didier Provenzano (Xomano que mora logo Ali) e Anderson (K-bça Pensante) para o Belatto Lanches. Os humoristas também entregaram o prêmio de A melhor doceria para a tradicional Baba de Moça. Camila Fraga e Cleber Clemente entregaram os prêmios de O melhor hambúrguer para Rock Burger, e a de melhor padaria para Sorella.

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Dona Eulália com o fotógrafo Amaury Santos – idealizador da exposição fotográfica “Cuiabá de Eulália”.

 

 

Será que alguém tinha dúvidas de que o prêmio de melhor salgado seria dado à dona Eulália e Família? Dona Eulália faz parte do patrimônio cultural de Cuiabá, e recebeu o prêmio das mãos da nossa Miss Mato Grosso, Caroline Backma, e de Marcus Paulo, do blog “Experimentando por aí”. A dupla, também, entregou o prêmio para Matteo Gelato Criativo, eleito o melhor sorvete da cidade.

 

BARES

O grande vencedor da noite foi o famoso Bar do Jarbas, com três prêmios recebidos: Melhor Boteco (entregue pelo colunista social Fernando Baracat e pela empresária Mara Delcanale); Melhor Caipirinha; e a de Melhor Cozinha de Bar (os dois prêmios foram entregues pela apresentadora Camila Della Valle).

Na categoria o Melhor Para Ir a Dois, o vencedor foi Fundo de Quintal. O prêmio, também, foi entregue pelo colunista social Fernando Baracat e pela empresária Mara Delcanale. O cantor Raul Fortes entregou o prêmio para o Mundaréo, a de Melhor Música ao Vivo.

 

RESTAURANTES

A disputa foi acirradíssima! Cuiabá tem excelentes restaurantes para todos os gostos e bolsos. Antônio Galvan, presidente Aprosoja, e Emily Giglio, Diretora da Casa Cor, entregaram os prêmios de a melhor carne para Uruguayo Parrilla; e a de melhor brasileiro/regional para o lendário Regionalíssimo. O melhor japonês foi para Haru Oriental, prêmio entregue pela dupla Lucas de Senna (reporte do Globo Esporte MT) e Diana Bispo (Gerente Regional Santander). Eles também entregaram o prêmio de a melhor receita de bacalhau para outro lendário restaurante: Taberna Portuguesa. A colunista social Anamaria Biachini entregou os prêmios:  a melhor peixaria (Lélis), e a melhor pizzaria (Gato Mia). O melhor da Chapada dos Guimarães foi o Atmã, prêmio entregue pela apresentadora Fernanda Arantes, e por João Carlos Caldeira, professor de Gastronomia.

O melhor Variado/Contemporâneo, disputado pelos excelentes restaurantes Mahalo, Flor Negra, e Seu Majó  – que, na minha opinião, merecem estrelas Michelin!. O grande vencedor foi o Mahalo – o primeiro restaurante a ter uma cozinha experimental onde as pessoas podiam visitar e fazer cursos diversos. Também introduziu pratos executivos com preços acessíveis. Mahalo é um restaurante tão bonito, que a gente fica sem vontade de ir embora!

Melhor Chef do Ano

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Mônica Santos com Ariani Malouf. Crédito: Pau E Prosa.

Acredito que o júri deve ter tido muito trabalho para escolher o Melhor Chef do Ano. Os três finalistas foram: Ariani Malouf (Mahalo); Carol Manhozo (Flor Negra); e Hugo Rodas (Seu Majó). A vencedora, pelo segundo ano consecutivo, foi Ariani Malouf. A chef cuiabana sempre buscou a se superar  e trazer inovações para o Mahalo. É formada pela escola francesa de gastronomia Le Cordon Bleu, e sempre aparece nas edições do Masterchef Brasil, como chef convidada.

O prêmio Empreendedor, oferecido pelo Santander, foi entregue pelo Superintendente Regional, Wilson Silveira Jr, para o casal Adriana Costa e Antonio Checchin (Leivinha), proprietários do restaurante Atmã (Chapada dos Guimarães).

2º Festival gastronômico

O evento será realizado em 19 restaurantes da capital e dois da Chapada dos Guimarães entre os dias 28 de abril e 27 de maio. Nesse período, todos eles vão oferecer um menu exclusivo a preço especial: no almoço, o menu custará R$49,90 e no jantar, R$ 59,90.

Desafio do Blog

Depois dessa matéria ficou a vontade de visitar todos os estabelecimentos premiados desta segunda edição da revista VEJA Comer & Beber. O Blog da Bárbara Fontes vai  começar, claro, com o Melhor Baguncinha. Aguarde!!!

Saiba mais:

Os endereços dos estabelecimentos podem ser conferidos na revista VEJA Comer & Beber Cuiabá.

Para conhecer os premiados da primeira edição do prêmio em Cuiabá, realizada em 2017, acesse aqui.

 

Centro Histórico de Cuiabá. Crédito: Bárbara Fontes

CUIABÁ, 299 ANOS!

‘Cuiabrasa’, muito prazer!

Pode-se dizer que Cuiabá é quente, um forno, a sucursal do inferno, de tão quente que é. Mas eu digo, com certa segurança de alguém que já rodou o mundo – por terras quentes como a Tunísia, ou terras frias como a Suécia, Cuiabá é a cidade mais aprazível do mundo! Não, não é um exagero bairrista de uma paulista (amo a minha Mogi das Cruzes!), que veio nos primórdios da adolescência, com a família, viver em Mato Grosso. Mesmo com tantas viagens marcadas em minh’alma, o meu cotidiano é viver na ‘ponte-terrestre’ Várzea Grande-Cuiabá.

Quando eu escrevi que Cuiabá é aprazível, eu posso provar com a minha vivência, mas, se se isso for insuficiente, eu provo com dados históricos:

vista da cidade de Cuiabá. Desenho de Hercules Florence

Em “Viagem Fluvial do Tietê ao Amazonas de 1825 a 1829”, escrito por Hercule Florance, sobre as suas memórias quando foi o 2º pintor da Expedição Langsdorff, o rapaz francês, de Mônaco (era muito fechado, e não conhecia o jeito espontâneo do brasileiro) ficou tão chocado com a recepção calorosa que a expedição recebeu, assim que desembarcou no Porto do rio Cuiabá, e também, passeando pela cidade, com o povo cuiabano (em especial as mulheres – que para ele, vestiam poucas roupas e eram alegres demais). Fofocas da época diziam que o 1º pintor da expedição, o jovem Adrien Taunay (tio do Visconde de Taunay), vivia preambulando por Cuiabá (a expedição Langsdorff ficou em Cuiabá por mais de um ano!), amava a mulherada, e vivia intensamente a boemia cuiabana!

O jeito caloroso de ser do cuiabano foi percebido, muito antes da expedição russa desembarcar na cidade. O português Alexandre Rodrigues Ferreira, que comandou a expedição Viagem Filosófica, realizada no final do século XVIII, também passou por Cuiabá, e se encantou com povo. Nos Annaes do Sennado da Camara do Cuyabá 1719-1830 (um dos  meu livros preferidos!), há diversas passagens sobre as visitas dos capitães-generais e outras autoridades, e as festanças que a população organizava de boas-vindas. Diversas autoridades enviou cartas de agradecimentos e citando que Cuiabá sabia receber muito bem as pessoas de fora. Na Cuiabá antiga tinha apresentações teatrais, óperas, desfiles com carros alegóricos (e nem era carnaval!) e muita dança nas casas ou nas ruas. Eu li várias vezes o Annaes do Senado, e afirmo aqui que o povo de Cuiabá adorava uma festa! Eu sei que povo ainda adora um festejo, mas, antigamente, a população era menor e não havia facilidades como existe hoje – então, se o povo, daquela época quisesse uma festa, todo mundo tinha de ajudar – até a igreja!

 

Casa Orlando, Cuiabá. Crédito: Bárbara Fontes/2017
Casa Orlando. Crédito: Bárbara Fontes

Numa pesquisa realizada por mim, em 2017, sobre os irmãos Orlando, italianos de Nápoles, que ajudaram no desenvolvimento de Cuiabá, no início do século XX, e que trouxeram  outros italianos para trabalhar na cidade – e acabaram ficando, e foram responsáveis por um legado cultural e histórico extraordinário. Esses italianos chegaram jovens e solteiros, com o intuito de trabalhar duro. E, adivinha o que lhes aconteceram? Sim, casaram com as cuiabanas! Imagine o jeito italiano de ser, casado com o jeito cuiabano de ser (uma união de português, índio, paraguaio e negro) : e assim nasceu a ‘mistureba’ gostosa que só tem em Cuiabá! Outras Culturas como a japonesa e a do oriente médio, também contribuíram para o desenvolvimento da cidade – assim como, a vinda de milhares de brasileiros de vários cantos do país, que encontraram em Cuiabá, uma oportunidade de vida melhor.

Parte interna do MIS, Cuiabá. Crédito: Bárbara Fontes, 2017
parede de adobe. Parte interna do Museu de Imagem e Som de Cuiabá. Crédito: Bárbara Fontes

 

Para entender Cuiabá, é preciso compreender que ela nasceu por acaso, não foi sonhada e pré-concebida como aconteceu com a cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, no oeste de MT. Cuiabá nasceu da descoberta do outro, e antes disso, era povoada por milhares de indígenas – que com a chegada dos bandeirantes, tiveram três escolhas: fugir para nunca mais voltar, lutar até morrer ou viver sob o comando dos ‘brancos’  (a descoberta do ouro nas Lavras do Sutil foi feito por um indígena). Cuiabá nasceu deflorada em todos os sentidos! E depois de usada, sem o ouro abundante, foi largada à míngua. O jeito foi dar a volta por cima e sobreviver! Os primeiros cuiabanos são os sobreviventes das lutas sangrentas entre bandeirantes e indígenas; e dos forasteiros. Tempos depois, uma nova população surge dos casamentos entre as moças de Cuiabá com os dos servidores públicos, que vieram trabalhar na Vila, e formaram famílias com muitos descendentes que estão até hoje aí.

Cuiabá, está situada no Centro-Oeste do Brasil, no coração da América do Sul, por uma questão geográfica,  sempre esteve distante dos grandes centros, e tudo chegava com muito atraso. Como exemplos: a cidade ainda mantinha a escravidão, quando a Lei Áurea já estava em vigor. Ainda se vivia a monarquia, quando a República já era fato consumado. E, pasmem! O proclamador da República, Marechal Deodoro da Fonseca morava em Cuiabá (antes de ir para o Rio de Janeiro e entrar para história) e foi casado com a cuiabana Mariana Meireles. Cuiabá estava tão atrasada em relação às transformações que o Brasil passava, que o jeito era viver dentro da realidade possível: a vida dura com muitas limitações urbanísticas; comer o que estava disponível, viver sob a régia da Igreja e, festejar sempre que possível – as festas de santos de Cuiabá, que hoje estão mais comerciais (a vida moderna obriga), já foram eventos que agregavam toda população e com muita comida e bebida gratuita.  Até um tempo atrás, havia festas nas casarões tradicionais, como a da querida Dona Bem bem (um ser humano incrível e que deixou muitas saudades!).

A Saga de Cuiabá em cinco atos

Para melhor compreender a Cuiabá de hoje, o Blog da Bárbara Fontes convida para conhecer a saga de Cuiabá – de povoado bandeirante até os dias atuais. Comparando-a com as cidades de São Paulo e Salvador, podemos dizer que Cuiabá ainda é muito jovem com os seus 299 anos, porém, nasceu com a responsabilidade de encher sacos de ouro para o delírio da monarquia portuguesa; cresceu sob constante ameaça de sucumbir a doenças, pragas e outras mazelas; tornou-se adulta para receber as mudanças que os imigrantes e migrantes trouxeram e, hoje, é uma bela e sábia anciã, tão cheia de histórias épicas para contar aos cuiabaninhos, da geração high tech, que nascem todos os dias e, que um dia, estarão ocupando espaços importantes na sociedade!

Abaixo segue um resgate histórico, dividido em cinco atos. Importante ressaltar que os créditos das fotos e as fontes bibliográficas se encontram no final deste texto.

Primeiro Ato – OS BANDEIRANTES CHEGARAM!

Crédito: Moacyr Freitas. Quadro 'Combate de monção com os Paiaguás'Fonte: GCom-MT.

Os bandeirantes paulistas adentraram ao interior do país para capturar indígenas e vendê-los como escravos. Ainda não existia Mato Grosso, somente um vasto território desconhecido com uma densa selva cheia de animais e vegetação desconhecidas, entrecortada por rios e cachoeiras. As monções (expedições), tinham de sobreviver às intempéries da natureza, e, também,  sobreviver aos ataques dos temidos indígenas ‘selvagens’. Os bandeirantes chegaram até os índios Coxiponé, após subirem o rio Cuiabá, e a recepção não foi nada agradável. Teve combates, sim!

Entre os anos de 1673-1682, foi formado o primeiro aldeamento, às margens do rio Coxipó, liderado pelo bandeirante, chefe da expedição, Manoel de Campos Bicudo, que o batizou de São Gonçalo (uma capela foi construída em homenagem ao santo).

Ninguém gosta de ter o seu território invadido, a história mundial nos relata inúmeras guerras travadas, e ainda agorinha, se ligar a TV, verá alguma notícia de guerra por causa de território. Então, já é de se imaginar que os guerreiros Coxiponé jamais aceitariam entregar suas terras de “mão beijada” aos forasteiros, e atacaram o povoado diversas vezes, obrigando os aldeões fugirem e abandonando o local, que, tempos depois, foi tomado pelo mato grosso. Os bandeirantes que conseguiram chegar à capitania de São Paulo, relataram cenas de terror vivenciados nos confins do Brasil, e deram “o endereço” dos indígenas – o que  ocasionou a formação de muitas expedições para o local onde havia povoamento de Campos Bicudo.

 

Segundo Ato – Um novo povoamento

Crédito: Belmonte. O bandeirante Manoel de Campos Bicudo, com o filho Antonio Pires de Campos. "No tempo dos bandeirantes".“Sangue no olho” era o que podemos imaginar de Antonio Pires de Campos quando formou uma monção para retornar à região do Coxipó, onde seu pai havia fundado o primeiro povoado. Ao Chegar, depois de dias e dias de perigosa e cansativa viagem, encontrou os Coxiponé ocupando o lugar, e onde havia a capela de São Gonçalo, era um aldeamento indígena. Mais combates entre os bandeirantes e os indígenas aconteceram, sendo estes últimos presos e a aldeia destruída. Em homenagem ao acampamento formado pelo seu pai, o qual Antonio chegou a morar quando era garoto, rebatizou de São Gonçalo Velho. Dias depois, os bandeirantes seguiram rio Cuiabá abaixo em busca de mais indígenas para matar ou escravizar – o comércio de gentios gerava grandes fortunas para os capitães de bandeiras.

Para quem pensou que os Coxiponé estavam destruídos, se enganou! Eles não se deram por vencidos, e voltaram mais fortes para atacar o novo povoado. E os aldeões foram obrigados, de novo, a abandonar o local, e voltar para São Paulo. No meio da viagem, a moção de Antonio Pires de Campos se encontrou com a bandeira do capitão Paschoal Moreira Cabral, bisneto de Pedro Álvares Cabral – o descobridor do Brasil. Depois de ouvir, atentamente, o sombrio relato de Antonio Pires, Cabral decide ir para a São Gonçalo Velho, seguindo a rota orientada pelo bandeirante que retornou para São Paulo, e capturar todos os temidos Coxiponé e, sim, ganhar muito, muito dinheiro com eles!

Terceiro Ato – Aqui tem OURO, Portugal!

Crédito: Moacyr Freitas. Quadro "As lavras do Sutil"/GComMT.Paschoal Moreira Cabral encontrou o povoado totalmente destruído e sem os Coxiponé para contar a história. A monção seguiu rio Coxipó acima, em busca de um local para pouso e para surpresa de todos, encravados nos barrancos haviam ouro em granetes! Os bandeirantes deixaram as bagagens no local e seguiram rio acima, chegando num local que se chamaria “Forquilha”. Lá havia indígenas que não resistiram e foram presos. Com as canoas cheias, os bandeirantes retorna para o local onde era o aldeamento de São Gonçalo Velho, e um novo batismo se deu: agora se chamaria de Aldeia Velha.

Aldeia Velha era o pouso oficial da bandeira de Paschoal Moreira Cabral. Após muitos desbravamentos pela selva, os bandeirantes também tinham momentos de descanso para se alimentar e dormir. Num dia qualquer, um dos homens de Cabral estava lavando um utensílio no rio e …bingo! achou ouro! O minério podia ser pego com as mãos! Naquele momento, toda a bandeira estava afortunada e, para que continuar correndo atrás de índio? Agora é catar ouro no rio – tarefa mais prazerosa e que os mantinham vivos! O que os bandeirantes – agora ricos homens – não sabiam, é que era ‘ouro de aluvião’, isto é, era superficial e escasso. O jeito foi buscar outros locais auríferos, e as monções seguiram para longe, construindo ranchos com casas e lavouras, sempre às margens dos rios Coxipó e Cuiabá. Os indígenas sobreviventes dos ataques, trabalhavam nas minas ou nos ranchos como serviçais.

 

Quarto Ato – O ARRAIAL

Com a descoberta do ouro, a região ficou famosa em todo território brasileiro, e muitas pessoas vieram tentar ‘a sorte’ nas terras recém-povoadas – que, oficialmente, não pertencia à Portugal. Era necessário e urgente, a Coroa portuguesa tomar posse do local, um território pertencente à Coroa Espanhola, porém, não ocupada, e nem reivindicada pelos espanhóis). Após uma reunião entre os bandeirantes, foi delegado à Gabriel Antunes ir até São Paulo para dar a “boa nova” das lavras auríferas descobertas e levar amostras de ouro aos representantes da Coroa Portuguesa no Brasil, e teria de retornar com as ordens necessárias (aprovadas pela Sua Majestade) para o andamento da região que já possuíam milhares de pessoas.

Enquanto Gabriel Antunes viajava, os bandeirantes que ficaram providenciaram uma certidão para legitimação da terra ocupada: a Ata de Fundação do “arraial do Cuyabá”. E assim, foi lavrada em 19 de abril de 1719, por Manoel dos Santos Coimbra, escrivão, e assinada pelo capitão-mor Paschoal Moreira Cabral e mais 21 homens, os primeiros povoadores. Cabral, enquanto aguardava a volta de Gabriel Nunes com as ordens de comando, ocupou o cargo de regente-mor do arraial. Sua função era guardar todos os ribeiros de ouro, sovacar, examinar, fazer composições com os mineiros e botar bandeiras, tanto aurinas como aos inimigos bárbaros[1].

 

Quinto Ato – Quando uma Vila se torna Cidade

 

Crédito: Expedição de Alexandre Rodrigues Ferreira/prospecto da Villa do Bom Jesus de Cuyabá_Igreja do Rosário.

Em 1723, no local, onde hoje fica a igreja de São Benedito, surgiu a famosa “Lavras do Sutil”, e por esse motivo que surgiu muitos ranchos e o início do povoamento fixo, fora do São Gonçalo Beira Rio (o primeiro povoamento), e porta de entrada do centro histórico de Cuiabá. Ainda neste ano, é construída a igreja da Matriz (onde está a atual).  Em 1726, o capitão-mor Rodrigo César de Menezes, representante do Reino de Portugal, eleva o arraial do Cuyaba à categoria de vila, com o nome de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Nesse tempo, a capital da Capitania de Mato Grosso era Vila Bela da Santíssima Trindade. Em 17 de setembro de 1818, a vila foi elevada à condição de cidade e, somente em 28 de agosto de 1835, Cuiabá se torna capital da província de Mato Grosso, mantendo-se até os dias atuais.

 

 FIM DE ATO? Não, CUIABÁ, 299 ANOS!

A Saga continua!

A Cuiabá de 2018, é formada por pessoas vindas de todos os cantos do Brasil, de refugiados, e de estrangeiros que, de todos os lugares do mundo, optaram por viver numa localidade que já foi chamada de ‘Cidade Verde’, com as ruas cheias de árvores e os quintais cheios de mangeiras e outras árvores frutíferas.

Fontes Pesquisadas

Annaes do Sennado da Camara do Cuyabá 1719 = 1830 (Arquivo Público de Mato Grosso);

Erros e Mitos na História de Mato Grosso (Paulo Pitaluga)

Acervos do Arquivo de Mato Grosso; Biblioteca da UFMT; Biblioteca Estevão de Mendonça; Revistas do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso

Wikipédia brasileira   

Créditos da Imagens

‘Cuiabrasa’, muito prazer:

Vista da cidade de Cuiabá. Desenho de Hércules Florence. A imagem foi extraído do artigo Extraído do estudo: Nos confins da civilização: Algumas histórias brasileiras de Hercule Florence.

 

A Saga de Cuiabá em cinco atos:

Primeiro Ato: Quadro de Moacyr Freitas. Extraído do site da GCOM-MT

Segundo Ato: Belmonte – ilustração do livro “No tempo dos bandeirantes”.

Terceiro Ato: Moacyr Freitas/GCOM-MT (nas Lavras do Sutil);

Quarto Ato: Alexandre Rodrigues Ferreira (prospecto da “Villa do Bom Jesus de Cuyabá”/Igreja do Rosário)

[1] Annais do Sennado da Camara do Cuyaba. Arquivo Público de Mato Grosso, p.47.