Bárbara Pergunta

Em coletiva de imprensa realizada, em Rondonópolis, (14.06), ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, responde pergunta do Blog da Bárbara Fontes.

Com uma agenda de compromissos em dois municípios de Mato Grosso, Tarcísio Freitas iniciou a manhã no Terminal Ferroviário de Rondonópolis (218 km de Cuiabá), operada pela concessionária Rumo; e visitou um trecho da BR-364. À tarde, o ministro da Infraestrutura viajou para o município de Água Boa, onde participou da audiência pública “Ferrovia de Integração do Centro-Oeste”, e da inauguração da iluminação da Travessia Urbana, na BR 158 (km 564/569). Toda programação do ministro foi acompanhada pelo governador, Mauro Mendes; pelo prefeito de Rondonópolis, Zé do Pátio; pelo CEO da Rumo, Marcos Lutz; e autoridades políticas do Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa.

 

Segundo o ministro, o governo federal vê o estado de Mato Grosso como uma prioridade, “pela pujança e pelo potencial. Muitas coisas estão sendo planejadas. É o Estado que seguramente vai receber maior quantidade de investimentos”, disse na coletiva de imprensa realizada na sede da concessionária. Além da malha ferroviária, estão previstas melhorias de infraestrutura nas principais rodovias que cortam o Estado.

 

 

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Francisco Vuolo, presidente da Pró-Ferrovia Cuiabá entrega camiseta da entidade para o ministro Tarcísio Freitas. Foto: Bárbara Fontes

Freitas elogiou a participação ativa da bancada parlamentar em Brasília que busca formas para agilizar questões legais para que a Ferrovia da Integração Centro-Oeste (Fico) e a Ferrogrão se concretizem o mais rápido possível, inclusive tornar viável o traçado até Cuiabá, desejo do Fórum Pró-Ferrovia Cuiabá que esteve presente em Rondonópolis. O ministro também elogiou o governador Mauro Mendes por estar sempre em Brasília defendendo os interesses do Estado, porém, fez uma observação:

 

 

A gente vem para cá e vê o Brasil que dá certo. O Estado precisa fazer a sua obrigação também e proporcionar os meios de fazer com que os produtores possam continuar crescendo e continuar produzindo riquezas.”

 

 

Bárbara Pergunta

Durante a coletiva de imprensa, Tarcísio Freitas respondeu uma pergunta do Blog:

Blog da Bárbara Fontes: Ministro, efetivamente, quais são os trâmites para que chegue a malha ferroviária até Cuiabá e ao Médio-Norte?

Tarcísio Freitas: Talvez fique muito simples. Tem dois caminhos para a ferrovia chegar até Cuiabá, agora isto obviamente depende da vontade do investidor, da percepção do investidor que tem carga lá. O primeiro caminho é demonstrar inviabilidade de ter uma concessão autônoma indo para Cuiabá. E a partir do momento em que se demonstra inviabilidade, atribui esse trecho à própria concessionária que já opera até Rondonópolis, que é a Rumo, faria essa atribuição do trecho, a empresa poderia fazer investimentos, tomar o risco de engenharia e fazer a operação. E o segundo caminho é o caminho que a gente está tentando trabalhar juntamente com o Congresso, e eu agradeço aqui o apoio dos parlamentares da bancada federal, em particular aqui o nosso senador Wellington Fagundes, o senador Jayme Campos, o deputado Zé Medeiros, o deputado Neri Geller, que têm sempre nos ajudado nas demandas do Ministério da Infraestrutura, eles têm uma ligação forte com a infra e se preocupam muito com a logística de Mato Grosso, que é um projeto de lei que cria um regime de autorização do nosso ordenamento jurídico, e aí a coisa fica melhor porque havendo a manifestação de vontade da concessionária, a gente autoriza aquele trecho. Precisa de uma alteração legal que está em curso e está andando bem no Congresso. Hoje está no Senado, na Comissão de Serviços de Infraestrutura. A vantagem da autorização é que a gente começa a aproximar o nosso modelo com o modelo norte-americano. Então, o investidor tem interesse, toma o risco de engenharia, faz a ferrovia e a grande vantagem é perpetuidade, isso traz uma percepção de segurança jurídica muito grande para o investidor porque ele não tem a questão da reversibilidade do bem, ele não tem de devolver no final do período de amortização de capital daquele ativo para o Estado. Ele passa a ser proprietário daquele ativo e passa a ter uma liberdade maior do que diz respeito a regulação de tarifa e também a perpetuidade do bem. E a tarifa, no final das contas, tem de ser regulada pelo próprio mercado. O que o Ministério da Infraestrutura tem de fazer é a oferta. Mais oferta de infraestrutura menor a tarifa e mais o preço do frete vai abaixando.

 

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Foto: Bárbara Fontes

           

Coletiva de Imprensa

A sensação era de estar dentro de uma lata de sardinha, ao ter de ficar de prontidão em uma pequena sala da empresa Rumo, concessionária da ferrovia em Mato Grosso. Eu estava na companhia de dezenas de jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e convidados, onde aguardávamos o início da coletiva de imprensa do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas e autoridades do Estado. A maioria dos profissionais que estavam presentes, incluindo o Blog da Bárbara Fontes, viajou por mais de cinco horas (a convite do Fórum Pró-Ferrovia Cuiabá) e todos queriam fazer o melhor para cumprir a pauta do dia. Eu testemunhei algumas grosseiras de funcionários da Rumo com jornalistas. Faltou melhor atendimento à imprensa por parte da empresa que deveria ter a compreensão do momento importante para Mato Grosso e de que a imprensa faz a parte que lhe cabe ao reportar para a população os fatos.

 

Para mim foi uma experiência um pouco frustrante porque a viagem para Rondonópolis tinha um aspecto especial: há cerca de 20 anos, eu havia participado da inauguração da Ferronorte, em Alto Taquari, numa caravana de jornalistas que também viajaram por muitas horas, porém, fomos muito bem recebidos. O evento histórico para Mato Grosso contou com a participação do então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, de Dante de Oliveira (era o governador e faleceu em julho de 2006, em Cuiabá ), de autoridades, e também de Vicente Vuolo, considerado o Pai de Ferrovia no Estado. Vuolo faleceu em maio de 2001, em Brasília, sem ver concretizado o seu maior sonho: a ferrovia passar por Cuiabá.

 

Ferrovia em Mato Grosso: Entenda

Atualmente em Mato Grosso está em funcionamento a Ferrovia Vicente Vuolo – a Ferronorte, que interliga Alto Taquari, Itiquira e Rondonópolis. Há dois projetos de malhas ferroviárias que passam pelo o Estado: a Ferrovia da Integração Centro-Oeste (Fico) e a Ferrogrão.

 

Segundo o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal, a Fico (EF-354) tem uma extensão de 1.641 km, com inicio em Campinorte (GO) e final em Vilhena (RO). Um dos objetivos para construção da ferrovia é estabelecer alternativas mais econômicas para os fluxos de cargas de longa distância. Em Mato Grosso, a Fico tem um trecho de 383 km de extensão que começa da Ferrovia Norte-Sul, em Campinorte e vai até Água Boa. Com o seu funcionamento, Mato Grosso escoará a produção de soja e milho em direção a São Paulo (porto de Santos), Maranhão (porto de Itaqui) e ao Pará (porto Vila do Conde).

 

Outra é a Ferrogrão (EF-170), com previsão de construção, por meio de capital privado, ainda neste ano. O novo corredor ferroviário de exportação do país contempla os municípios de Sinop e Lucas do Rio Verde (177 km de extensão) – importantes polos do agronegócio -, até o porto de Miritituba, no Pará. Esta ferrovia que tem uma extensão de 933 km, trará uma redução de 30% do custo do escoamento de grãos em Mato Grosso.

 

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Malha da Ferrogrão. Reprodução. PPI/governo federal.

Segundo o PPI, quando a Ferrogrão estiver finalizada terá alta capacidade de transporte e competitividade (hoje, desempenhado pela rodovia BR-163), também aliviará as condições de tráfego nessa rodovia, com o objetivo de diminuir o fluxo de caminhões pesados e os custos com a conservação e a manutenção. A Ferrogrão faz parte do plano de expansão da fronteira agrícola brasileira e à demanda por uma infraestrutura integrada de transportes de carga.

 

 

 

Saiba mais:

Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal, acesse aqui.

Programa de Parcerias de Investimentos, acesse aqui.

Fórum Pró-Ferrovia Cuiabá, acesse aqui.

 

 

*Foto de capa: Christiano Antonucci – SECOM/MT

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Pagamentos dos servidores

Atualizado: 11/02

Governo do Estado Mato Grosso paga nesta segunda até R$ 5.200,00, referente ao pagamento total ou parcial  da folha de pagamento do mês de janeiro dos servidores ativos, aposentados e pensionistas. A soma total dos depósitos chega a R$ 345 milhões*.

 

Os pagamentos favorecem 69% dos servidores ativos e 75% dos aposentados e pensionistas que recebem seus salários e proventos integralmente. Todos que recebem acima de cinco mil reais, devem aguardar mais dois pagamentos ainda este mês. A segunda parcela será paga nesta quinta-feira, 14, no valor de R$ 2.000,00. A última parcela será quitada no dia 25, para os servidores que recebem acima de R$7.000,00. Dessa forma, o governo liquida toda a folha de janeiro de 2019, sem deixar parcelas para o mês seguinte.

Segundo o secretário de Fazenda, Rogério Gallo,

estamos trabalhando muito fortemente para cumprir o calendário anunciado em todo início de mês e também para restabelecer o calendário de pagamento dos salários para o dia 10 e depois, com as medidas de reequilíbrio já surtindo efeitos, para dentro do mês trabalhado”.

 

 

Valores alterados

Desde dezembro do ano passado, muito se especulou sobre como seria o pagamento da folha de janeiro – a primeira do governo Mauro Mendes. Boatos de que não haveria pagamentos ou que se pagaria até R$ 3.000,00, deixou os servidores apavorados e enfurecidos contra o atual governo. O decreto de estado de calamidade financeira assinado pelo governador no início do ano contribuiu com a disseminação das fakes news. O Blog da Bárbara Fontes desde início buscou tranquilizar os servidores por meio de notícias checadas e verdadeiras, inclusive com as publicações de matérias sobre o decreto e os passos que a equipe de governo tomavam. A população precisa ser informada com dados precisos e não com especulações que podem gerar pânico e ódio gratuito contra servidores, sindicalistas e o próprio governo. A verdade é que estão todos no mesmo barco, a economia de Mato Grosso também é dependente da circulação do dinheiro que vem dos servidores, aposentados e pensionistas.

 

Para esclarecer a respeito da alteração dos valores (seria até cinco mil reais), a secretaria adjunta do Tesouro Nacional, Luciana Rosa ressaltou que foi

em razão da tarifa bancária de R$ 1,81, que é paga ao banco em cada pagamento enviado. Diante desse fato, baseando-se na disponibilidade de caixa existente, optou-se pelo valor de R$ 5.200,00 para a primeira parcela e mais R$ 2.000,00, na 2º parcela, com o intuito de diminuir o impacto decorrente da referida cobrança de tarifa bancária”.

 

 

13º parcelado

Segundo o governo de Mato Grosso, a segunda das quatro parcelas do 13º salário, referente ao ano de 2018 será paga no dia 28 de janeiro, para os servidores nascidos nos meses de novembro e dezembro, e os servidores comissionados não efetivos.

*matéria elaborada com informações da assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz/MT).

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Matéria publicada em 04/02:

O pagamento dos salários dos 90.092 servidores ativos, aposentados e pensionistas que estão na folha de JANEIRO/2019:

Dia 11/02

Será pago R$ 5.000,00 para todos os servidores ativos, aposentados e pensionistas.
Valor total pago: R$ 330.005.909,94, quitando 65% dos servidores.

Dia 14/02

Será pago mais R$ 1.800,00 para todos os servidores ativos, aposentados e pensionistas.
Valor total pago: R$ 59.268.056, quitando ao todo 75% dos servidores.

Dia 25/02

Serão pagos todos os demais servidores ativos, aposentados e pensionistas que recebem mais de R$ 6.800,00.
Valor total pago: R$ 59.268.056, quitando toda a folha de janeiro/2019.

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O Blog da Bárbara Fontes apurou neste domingo, 03 de fevereiro, a respeito do pagamento dos servidores públicos estaduais de Mato Grosso:

O valor ainda será definido numa reunião entre segunda (04) e terça (05), de acordo com a receita nos quatro primeiros dias do mês de fevereiro.

A equipe do governo Mauro Mendes trabalha para fechar o pagamento do máximo de servidores possíveis.

A crise em Mato Grosso iniciou no governo Pedro Taques e se agravou este ano, sob a gestão Mauro Mendes que decretou o Estado de Calamidade Financeira.

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A primeira folha de pagamento, o governo nunca esquece.

Desde o dia 17 de janeiro, o Estado de Mato Grosso está sob o Decreto de Calamidade Financeira. Esse decreto foi dividido em dois documentos: um com os atos do governador Mauro Mendes, e publicado no Diário Oficial; e outro, encaminhado para Assembleia Legislativa (porque atinge a Lei de Responsabilidade Fiscal). Na noite do dia 24, os deputados aprovaram o decreto em sessão extraordinária no plenário da ALMT. Além do decreto, também foi aprovado o pacote de medidas que visam reequilibrar as contas públicas.

A sessão foi  tensa, em alguns momentos confusa para quem acompanhava pela TV Assembleia. No plenário havia centenas de servidores públicos (muitos acamparam na ALMT) que criticavam aos gritos, os deputados que aprovavam as Mensagens do Governador – principalmente quando foi votada a RGA – Revisão Geral Anual (o governo só vai pagar quando tiver dinheiro sobrando para isso). Sobre as empresas públicas, a Empaer se torna Instituto; e as demais têm um prazo de seis meses para convencer o governo de que conseguem enxugar os gastos com a folha de pagamento e de que são viáveis economicamente.

Para o Fórum Sindical, o pacote aprovado pelos deputados prejudica o servidor público – que é o maior patrimônio do Estado, afinal de contas, políticos são temporários em seus cargos!  É provável que em alguns dias seja anunciada uma paralisação geral.

Abaixo segue a matéria publicada no Blog, no dia 16/01/2019:

Em fevereiro, o governo do Estado de Mato Grosso paga a sua primeira folha de pagamento para os servidores ativos, inativos e pensionistas. Como já é de conhecimento geral, a administração pública vai de mal a pior, e após o mês de janeiro – que pagou a folha do mês de dezembro (o último pagamento do governo Taques), fica a dúvida de como será feito os repasses. Boa parte dos servidores estão endividados e com contas atrasadas – e como é de praxe, as contas do mês de janeiro são cruéis com os brasileiros trabalhadores. O mês de fevereiro vem na cola dando despesas com a volta da garotada às escolas.

Servidores inativos e pensionistas

Em relação aos servidores inativos e pensionistas, o governo não vai mexer na data de pagamento, isto é, continuam a receber todo o dia 10 de cada mês. Os que ganham acima de R$ 4 mil, o governo analisa junto à Sefaz se pagará integralmente ou escalonado. O Blog da Bárbara Fontes apurou que há intenção do governo pagar o valor integral, porém, tudo dependerá do fluxo de caixa para o mês de fevereiro.

Servidores ativos

O governo pagará os servidores ativos, que recebem acima de R$ 4 mil reais de forma escalonada. A Sefaz, por meio de uma projeção de fluxo de caixa (isso é detectado perto do dia 10 de cada mês), definirá como serão realizados os pagamentos mensalmente. Esses servidores podem receber mais do que esse valor na folha de janeiro, desde que haja fluxo de caixa para isso. Se o governo detectar que é possível pagar mais, a Sefaz comunicará com antecedência.

O governo entende que esse valor mínimo de quatro mil reais, que pode ser pago até o dia 10 de cada mês, pode ajudar sanar as despesas fixas mensais como água, luz, telefone, internet, cheque pré-datado e cartão de crédito. Isso é na visão do governo, cada servidor ativo sabe de suas contas mensais fixas. A questão é que a partir do escalonamento dos salários, um novo hábito de se gastar, parcelar ou financiar terá de ser adotado para que a saúde financeira do servidor (a) não acabe na ‘UTI’.

Estado de calamidade financeira

O governo está prestes a decretar o estado de calamidade financeira, e neste momento,  uma comitiva composta pelo governador, alguns secretários e deputados federais estão reunidos em Brasília, onde buscam soluções imediatas para a crise no estado. Se haverá ou não o decreto, tudo dependerá das negociações de hoje. Não havendo a necessidade de decreto, o governo segue com o plano de escalonamento das dívidas. Com o decreto assinado e publicado no Diário Oficial do Estado, uma série de medidas econômicas urgentes serão tomadas, independente se essas decisões ultrapassem os valores permitidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

A prioridade do governo é pagar os seus servidores, e o decreto de estado de calamidade financeira é para facilitar o acesso a créditos e não para moratória. No governo não se fala em mexer na questão dos salários.

A palavra CALAMIDADE é pesada e assusta quem lê – ainda mais quanto é associada a um decreto. Mas não é bem assim. A população precisa e deve se informar por meio de fontes de informações seguras – e não aquelas com notícias especulatórias que querem espalhar o medo. Quanto mais a população se informar, mais segura ela fica. Não espalhe Fake News!

Mais informações sobre o o possível estado de calamidade financeira aqui.

Leia também: O Decreto aqui.

O Decreto

A população de Mato Grosso aguarda com expectativas a publicação do decreto de estado de calamidade financeira.

 

O que se passa em Mato Grosso?

Para quem ainda não entendeu a grave crise que se instalou no estado de Mato Grosso, aqui vai um breve resumo: o estado passou por dois governos que não souberam administrá-lo, e deixaram de legado para a população, um déficit na dívida pública. Durante o governo de transição, no final de 2018, a equipe do recém-eleito, Mauro Mendes, detectou um rombo de grandes proporções nos cofres públicos. O Estado está quebrado no que se refere à Administração Pública. Além da faixa de governador, Mendes também recebeu das mãos do ex-governador Pedro Taques, ‘pepinos e abacaxis para descascar’. Foi um grande ‘presente de grego’.

 

Dívida de R$ 3,9 bilhões!

É complicado iniciar uma nova gestão no vermelho e com as ‘mãos atadas’ por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal. A possibilidade de haver um decreto de calamidade financeira já era pensada há algum tempo. Atualmente, Mato Grosso acumula uma dívida de restos a pagar de R$ 3,9 bilhões. Essa dívida é a causa dos atrasos de pagamentos de fornecedores que prestam serviços essenciais à população. Também atingiu em cheio os servidores públicos que devem receber os próximos salários de forma escalonada.

O país também está sob nova gestão. Apesar de o presidente Jair Bolsonaro ter herdado de Michel Temer um país um pouco melhor em termos econômicos, a equipe de transição também detectou problemas nas contas públicas. Infelizmente não é apenas o estado de Mato Grosso que passa por crises, todos os estados estão no mesmo barco ou até pior. E não tem como o governo federal fazer ‘uni-duni-ni-tê’ com os estados para ver quem receberá ajuda primeiro.

 

Romaria em Brasília

Na quarta-feira, dia 16, o governador Mauro Mendes e uma comitiva de secretários de Estado e políticos estiveram em Brasília para participar de reuniões com ministros em busca de ajuda para sanar os problemas do estado – como resolver a questão do escalonamento das dívidas (reunião no Banco do Brasil), e tentar a liberação do Fundo de Auxílio à Exportação (Fex). O ministro da Economia, Paulo Guedes – que nesta data também atendeu três outros governadores desesperados por ajuda financeira -, orientou o governador Mauro Mendes de que a melhor saída é decretar o estado de calamidade financeira.

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O governador Mauro Mendes apresenta dados da crise em Mato Grosso para o ministro da Economia, Paulo Guedes. Divulgação/GCom

Para quem acompanha diariamente o Blog, sabe que o decreto seria a última coisa a se fazer, porém, as reuniões em Brasília mostraram que é a única coisa que se pode fazer para reequilibrar as contas do Estado neste momento.

 

Para que serve um decreto?

No caso do executivo estadual, um decreto é um ato emitido pelo governador, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 66, incisos III e V, todos da Constituição Estadual, e o artigo 84, VI, ‘a’, da Constituição Federal*. No decreto há uma ordem para ser cumprida.

O Blog da Bárbara Fontes conversou com a administradora Edivane Ines Noschang, que trabalhou por 17 anos como Assessora de Gabinete, na Secretaria de Administração (antiga SAD, hoje Seges), e colaborou na elaboração centenas de decretos.

Segundo Edivane,

um decreto pode ser sancionado por um governador, isto é, não precisa ser elaborado um projeto de lei e nem precisa da aprovação dos deputados estaduais.  Cada decreto tem uma numeração que deve ser seguida no início de cada governo (e no início de cada ano). Quando o governador não quer que vá para a Assembleia, ele ‘baixa’ um decreto emergencial. Quando os deputados votam um projeto de lei, dificilmente o governador pode revogar depois de algum tempo; e no caso dos decretos, o governador tem autonomia para revogar quando quiser. Um decreto sempre tem a assinatura do Secretário-Chefe da Casa Civil, do governador e um secretário que responde pela Secretaria que tem a ver com o decreto em questão”.

É importante ressaltar que no Palácio Paiaguás, sede do governo, há setores preparados para a redação e elaboração de um decreto. O governador não vai parar a agenda dele para redigir o decreto. Ele vai apenas assinar. Com o decreto redigido pelo setor competente, revisado pela equipe jurídica e assinado pelo governador segue a última etapa: é encaminhado via digital para a imprensa oficial/Diário Oficial (IOMAT – Superintendência da Imprensa Oficial do Estado de Mato Grosso) para a publicação.

 

 

Toda a regra há uma exceção

Apesar de o governador ter autonomia para baixar e revogar decretos, no caso específico do decreto de estado de calamidade financeira é uma exceção: terá de ser aprovado pelos deputados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Mas por quê? Em busca de uma resposta, o Blog entrou em contato com o Gabinete de Comunicação (GCom), que prontamente esclareceu:

O decreto de calamidade financeira, assinado nesta quinta-feira (17.01) pelo governador Mauro Mendes, deve ser aprovado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso em razão de aumentar o prazo do Estado para enquadramento nos limites prudenciais de gasto com pessoal estabelecidos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Todas as medidas, entre elas o decreto de calamidade financeira, buscam restabelecer o equilíbrio das contas públicas e por isso foram apresentadas previamente ao Poder Legislativo, justamente com o intuito de sensibilizar os deputados estaduais quanto à necessidade de celeridade na implantação das medidas emergenciais”.

Por se tratar de um decreto que ultrapassa as fronteiras do que é da competência do governador, precisa do aval do Poder Legislativo para dar respaldo (é uma regra técnica), porém, não tira a autonomia do governador.

*informação extraído do Diário Oficial do Estado de MT.

Estado de Calamidade Financeira

O que pode acontecer em Mato Grosso a partir desta quarta-feira.

Pouco antes das 21h, horário local, o Gabinete de Comunicação do Estado de Mato Grosso (GCom) divulgou uma nota sobre um possível decreto de estado de calamidade financeira. Se alguém tinha desconfianças de que o governador Mauro Mendes agia com exageros ou de forma dramática a respeito da situação econômica do Estado, sinto informar que Mato Grosso aguarda a ‘extrema-unção’. Milagres existem? Eu creio, mas não há tempo para a crença ou o misticismo. O governo já entende de que não é capaz de heroísmos de última hora. Os quatro projetos de lei se encontram na Assembleia Legislativa onde aguardam um desfecho – mas isso leva um bom tempo. E a última coisa que Mauro Mendes tem é tempo! Mato Grosso está muito mal.

Apesar de tudo estar difícil, ainda resta uma saída: do aeroporto rumo à Brasília. O governador e uma comitiva composta pela bancada federal e pelos secretários de Estado Rogério Gallo, da Fazenda; Gilberto Figueiredo, da Saúde; Mauro Carvalho, da Casa Civil; e César Miranda Lima, do Desenvolvimento Econômico, viajam nesta quarta-feira, 16, no comecinho da manhã.

A comitiva terá audiências nos ministérios da Saúde, Governo e Agricultura, onde será apresentado a situação financeira do Estado. Também acontecerá uma reunião na sede do Banco do Brasil para tratar do escalonamento de dívidas do Estado.

R$ 400 milhões a receber

Outra questão delicada que será tratada em Brasília é o recebimento do Fundo de Auxílio à Exportação (FEX), referente ao ano de 2018. Estima-se que o Estado de Mato Grosso tem a receber mais de R$ 400 milhões, fluxo de caixa e parcerias em projetos de desenvolvimento com a União. É uma quantia significativa que pode ajudar o estado neste momento de crise no âmbito da administração pública. Está claro que dinheiro há, porém, a União precisa se sensibilizar e autorizar esse repasse em caráter de urgência.

E se não liberar o dinheiro?

Caso não aconteça uma negociação em Brasília que permita o Estado ‘sair do buraco’, como ressaltou o governador Mauro Mendes dias atrás, não restará outra decisão do que decretar o estado de calamidade financeira. É importante ressaltar que essa decisão amarga vai acontecer se todas as possibilidades de resolver o problema não der me nada.

Estado de calamidade financeira

Um dos receios de um possível decreto do governo de Mato Grosso é de que tudo vai parar, e que servidores e fornecedores fiquem sem receber por pelo menos três meses – o que pode comprometer a circulação de dinheiro na economia regional. Para melhor compreensão da situação, o Blog transcreve a informação do GCom:

o decreto de calamidade financeira serve para formalizar uma situação de crise. Um dos efeitos mais importantes do decreto é a flexibilização de regras contidas na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), situação que facilita a tomada de medidas de urgência que visam reverter e/ou minimizar a crise financeira.

Com a necessidade de haver o estado de calamidade financeira, o governador assina um decreto e o publica no Diário Oficial.

*foto de capa: GCom-MT.

Projetos de Lei na ALMT

Governador marca almoço com deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso para discutir sobre os projetos de lei que serão protocolados nesta quinta-feira (10/1).

 

Era para ter sido ontem a tarde, 08/01, a ida do governador Mauro Mendes à ALMT para protocolar os projetos com propostas de mudanças e melhorias no Estado, em seguida faria um pronunciamento aos deputados no plenário e depois, concederia uma entrevista coletiva. Era pra ser, mas não foi. O cancelamento desta importante agenda pegou a imprensa de surpresa, e tinha até jornal que contava com a pauta para fechar a edição do dia.

O governador decidiu fazer a mesma coisa que o seu antecessor fez: conversar com os deputados antes de protocolar os projetos. Essa conversa pode ser decisiva em muitos aspectos – até mesmo ocorrer modificações de última hora. A questão crucial é que esses projetos não podem ser rejeitados: o destino do Estado recordista no agronegócio e um dos mais ricos do país está na mãos dos deputados da Casa da Democracia.

Os projetos são resultados das apurações e ‘pentes-finos’ que a equipe de transição (antes da posse e encontraram um Estado “quebrado”) e a equipe do novo governo realizaram, como o projeto do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). É bem provável que também há um projeto de lei que extingue algumas empresas públicas. A equipe do governador também detectou que há servidores que recebem “super salários” (não compatível com a função que exerce). Sobre os projetos que serão apresentados na ALMT, o governador ressalta que,

são leis importantes que serão debatidas com a Assembleia Legislativa e com os setores envolvidos, dentro da Assembleia. Lá é a Casa da Democracia, que representa todos os segmentos, e tenho certeza que serão aprovadas porque são imprescindíveis para tirar Mato Grosso do buraco” (fonte: Secom/MT).

 

 

Almoço indigesto?

Neste momento, governador Mauro Mendes se reúne em seu gabinete, no Palácio Paiaguás, com todos os deputados da ALMT, desde as 11h, para mostrar os projetos de lei. Também pode acontecer um almoço, previamente combinado com os deputados (informação ainda não confirmada pela Assessoria de Comunicação do Estado-Secom/MT). O que não ficou claro é se nesse encontro de hoje, o governador irá entregar os projetos.

 

Projetos na ALMT

Está marcada para a manhã de quinta, 10/01, a entrega dos projetos de lei do novo governo do Governo do Estado de Mato Grosso, onde também serão protocolados. Está previsto um pronunciamento de Mauro Mendes no plenário e aí sim, acontece a tão aguardada coletiva de imprensa. E que assim seja!

 

*Foto de capa: Fachada Palácio Paiaguás/fonte: Sefaz