vista aérea da Orla do Porto, Cuiabá, Mato Grosso.

Venha Turista: Cuiabá (Atualizado)

Dicas de lugares bacanas para visitar. É dedicado para turistas e mochileiros.

 

 

CUIABÁ ou Cuiabrasa!

Para mim não tem como começar essa série de postagens de dicas para passar um fim de semana em algum lugar do mundo, sem falar da cidade que eu tenho imensa gratidão! Sou de Mogi das Cruzes/SP, e faz muitos anos que vim com a família morar em Mato Grosso. O que tem de calor climático, tem de calor humano! Para saber sobre a história, costumes e tradições da minha amada Cuiabá, acesse aqui.

 

 

Como cineasta, também tive a honra de registrar Cuiabá e e vários locais de Mato Grosso (do meu Canal Bárbara Fontes: Inscreva lá!). Foram dezenas de documentários e vídeos institucionais e compartilho aqui duas obras cinematográficas:

 

 

“Canção Mato-grossense” (Hino de Mato Grosso):

 

“Descubra Mato Grosso”:

 

 

Hei turista, venha para Cuiabá!!!

O que se pode fazer num fim de semana na capital de Mato Grosso? Eu pedi ajuda a uma pessoinha muito querida, o produtor cultural e fotógrafo cuiabano, Manoel Vieira:

 

Manoel Vieira _creditoFredGustavos
Manoel fotografado por Fred Gustavos/Acervo Pessoal.
“Tomar um café no SESC Casa do Artesão, pra conferir a produção de artesanato de todo o estado. Depois, um almoço no São Gonçalo Beira-Rio.”

 

 

 

 

São Gonçalo Beira-Rio é a primeira região habitada pelos bandeirantes que descobriram Mato Grosso. Há muitas Peixarias e lojas de artesanatos, com lindas cerâmicas. O Sesc Casa do Artesão é um lugar muito bacana e está localizado em um dos bairros mais antigos de Cuiabá: o Porto.

 

Tem tanta coisa legal no Porto, que eu também vou dar algumas dicas:

 

 

Ponte com vista para OrlaPorto
Vista da Orla do Porto, da ponte sobre o rio Cuiabá. Crédito Bárbara Fontes
  • Tem a Orla do Porto (há restaurantes, museu, artesanato). Bom para caminhar, andar de patins, passear com os pets entre outras coisas. Dependendo da época tem muitos shows gratuitos e um parque de diversão.
  • Tem o Regionalíssimo – o restaurante de comida típica, premiado pela revista Veja Comer & Beber.
  • Tem o tradicional Mercado do Porto.

 

 

 

 

No bairro do Porto também tem o Sesc Arsenal (amooo!!!). É um dos lugares mais fantásticos de Cuiabá! Na quinta tem o ‘bulixo’ (expressão cuiabana) –  uma feirinha com comes, bebes e artesanatos. Tem Teatro, tem sala de cinema, tem brinquedoteca, tem um restaurante com preço acessível e música ao vivo. Também tem programações especiais durante o ano, como o Palco Giratório que aconteceu no mês de maio. Os eventos no Sesc podem ser cobrados (bem barato) ou de graça. Sempre tem algum evento bacana! Imperdível. Anota aí no seu roteiro de viagem!!!

 

Para fazer compras no Porto, tem o Shopping Popular (tem de tudo!). É  uma região que possui muitos atacadistas (diversos setores). Bem próximo está o Centro Esportivo Dom Aquino, ótimo para caminhadas e exercícios.

 

Para saber mais sobre as unidades do Sesc em Cuiabá, clique aqui.

 

 

Como chegar à Cuiabá?

Saindo do aeroporto internacional Marechal Rondon, que fica em Várzea Grande (nossa VG, cidade-irmã). Tem ponto de táxi no desembarque. Em frente ao aeroporto tem um ponto de ônibus. Para ir ao Porto, em Cuiabá, pegue a Linha 24. A corrida de Uber, de Várzea Grande para Cuiabá é mais barata do que saindo da capital para VG. Em Cuiabá tem uma grande Rodoviária e linhas de ônibus para o centro de Cuiabá (e VG).

 

Hoje em dia é muito fácil se programar para viajar, o google maps está aí para dar uma mão para quem quiser vir de carro ou de moto. É só colocar a origem da saída e o destino final (Cuiabá).

 

Cuiabá é uma cidade grande e muito quente (use roupas leves e protetor solar). Pode fazer frio? Pode sim. Então, pesquise direitinho a questão climática antes de vir. A tendência agora é esfriar no inverno, porém, nunca sabemos direito.

 

Há inúmeros lugares bacanas para visitar em Cuiabá, como lindos parques, o Cine Teatro Cuiabá (no centro). Chegando na cidade, visite o Centro de Atendimento ao Turista (CAT), com atendimento bilíngue. Pegue um mapa e dicas de passeios. Onde encontrar: CAT – Praça Rachid Jaudy, Av. Generoso Ponce, S/N – Centro Norte, Cuiabá/MT. Horário de Atendimento: das 09 às 17 horas.

 

 

Em Cuiabá se come muito bem! Temos pratos tradicionais como a Maria Izabel, a farofa de banana, peixadas e moquecas. Para um fim de semana, há muitas opções de café da manhã, além dos oferecidos pelos hotéis, você pode começar o seu dia no tradicional Dona Eulália e Família, no Sesc Casa do Artesão (dica do Manoel) e em muitas padarias charmosas. Cada dia, você visita um local diferente.

 

O almoço, depois de conhecer as Peixarias do São Gonçalo Beira-Rio, você pode ir ao centro da  cidade e almoçar num lugar que eu adoro: Gabinete Antes do Café (Rua 24 de Outubro, nº 566, Centro). Tem um restaurante de comida caseira, situado no Centro Histórico (anota aí no seu roteiro, merece uma visita), o Cheiro Verde (Rua Cândido Mariano, 101. Tel: 65- 3023.1331). Nessa região tem muita coisa bacana e muita arte! aguarde uma postagem especial sobre o Centro Histórico.

 

No meio da tarde, você pode experimentar o Chá c’ bolo – tão tradicional quanto a devoção a São Benedito! E por falar no santo, tem festança chegando aí! Também pode comer pastel na feirinha que fica entre a Catedral e o Palácio da Instrução (lindo prédio!).  A noite, há muitas opções como bares, restaurantes (para todos os gostos e bolsos) e o icônico Lucius do Caju (anota ai! O bar fica na Rua candido mariano 1371, conhecida como rua das óticas. Aberto de terça a sábado, a partir das 18h. Tel: 65-99281.5634). Imperdível também é comer um lanche que só tem em Cuiabá: o BAGUNCINHA!! Depois de uma baladinha (tem para todas as tribos),  você precisa tomar o escaldado cuiabano (no Choppão, claro!). Também há restaurantes de alta gastronomia. Conheça os lugares premiados pela revista Veja Comer & Beber 2019 aqui.

 

 

E a melhor dica de todas é: VENHA PARA CUIABÁ!!

*Foto de capa: vista aérea da Orla do Porto. Crédito: Prefeitura de Cuiabá/Facebook.

 

 

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Hino de Mato Grosso

Conheça a história de um dos hinos mais belos do Brasil

 

Quando Dom Aquino Corrêa terminou o “Canção Mato-grossense” não imaginava que a obra literária atravessaria o século e se tornaria o hino oficial de Mato Grosso. O poema foi escrito para homenagear o bicentenário de Cuiabá, celebrado no dia 8 de abril de 1919. É importante ressaltar que durante décadas, a capital cuiabana (fundada em 1719) pertencia à Capitania de São Paulo e somente em 1748, com a nomeação do primeiro Capitão-general pela Coroa Portuguesa, Antônio Rolim de Moura, é criado o Estado, portanto, Cuiabá é legalmente mais velha do que Mato Grosso.

 

 

Em 1919, Mato Grosso era outro, assim como a sua capital. Não existia o estado de Mato Grosso do Sul e ainda se ouvia histórias sobre a famigerada Gerra do Paraguai, também conhecida como a Guerra da Tríplice Aliança ou a Grande Guerra. Iniciada em dezembro de 1864, matou milhares de brasileiros, inclusive mato-grossenses, e paraguaios até o seu término em março 1870. Ainda havia resquícios da guerra em Mato Grosso e a ferida não estava totalmente cicatrizada.

 

 

Francisco Aquino Corrêa, nascido em Cuiabá na mesma casa do político Joaquim Murtinho, hoje o Museu Dom Aquino, situado às margens do rio Cuiabá (na avenida Beira-Rio), fez questão de relembrar na obra “Canção Mato-grossense” os heróis cuiabanos que lutaram bravamente na Guerra do Paraguai. Se hoje, Corumbá e Dourados permanecem no território brasileiro é graças aos cuiabanos que deixaram as suas famílias para defender estas cidades tomadas pelas tropas do presidente paraguaio Francisco Solano Lópes, mentor e executor da Grande Guerra. Dom Aquino não queria que o povo mato-grossense se esquecesse dessa parte dolorida da história do Brasil. E nem dos bravos Antônio João Ribeiro, que comandou a colônia militar de Dourados, e  Antônio Maria de Coelho, que liderou a retomada de Corumbá em 13 de junho de 1865. Antônio Maria (Barão de Amambaí) foi o primeiro governador de Mato Grosso depois da proclamação da República, e também é o criador da bandeira do Estado. Na Cuiabá de 1919, também havia outra questão que tirava o sono de muita gente: já se falava, confabulava a respeito da divisão de Mato Grosso, e Dom Aquino era contra.

 

 

O Hino de Mato Grosso

Limitando, qual novo colosso,
O Ocidente do imenso Brasil,
Eis aqui, sempre em flor, Mato Grosso,
Nosso berço glorioso e gentil! 

Eis a terra das minas faiscantes,
Eldorado como outros não há,
Que o valor de imortais bandeirantes
Conquistou ao feroz Paiaguá! 

Salve, terra de amor,
Terra de ouro,
Que sonhara Moreira Cabral!
Chova o céu
Dos seus dons o tesouro
Sobre ti, bela terra natal! 

Terra noiva do Sol, linda terra
A quem lá, do teu céu todo azul,
Beija, ardente, o astro louro na serra,
E abençoa o Cruzeiros do Sul! 

No teu verde planalto escampado,
E nos teus pantanais como o mar,
Vive, solto, aos milhões, o teu gado,
Em mimosas pastagens sem par! 

Salve, terra de amor,
Terra de ouro,
Que sonhara Moreira Cabral!
Chova o céu
Dos seus dons o tesouro
Sobre ti, bela terra natal! 

Hévea fina, erva-mate preciosa,
Palmas mil são teus ricos florões;
E da fauna e da flora o índio goza
A opulência em teus virgens sertões! 

O diamante sorri nas grupiaras
Dos teus rios que jorram, a flux.
A hulha branca das águas tão claras,
Em cascatas de força e de luz! 

Salve, terra de amor,
Terra de ouro,
Que sonhara Moreira Cabral!
Chova o céu 

Dos seus dons o tesouro
Sobre ti, bela terra natal!
Dos teus bravos a glória se expande
De Dourados até Corumbá;
O ouro deu-te renome tão grande,
Porém mais nosso amor te dará! 

Ouve, pois, nossas juras solenes
De fazermos, em paz e união,
Teu progresso imortal como a fênix
Que ainda timbra o teu nobre brasão! 

Salve, terra de amor,
Terra de ouro,
Que sonhara Moreira Cabral!
Chova o céu
Dos seus dons o tesouro
Sobre ti, bela terra natal!

 

 

Criado por meio do Decreto n. 38, de 03 de maio de 1983, pelo então governador Júlio Campos, após uma avaliação realizada entre os anos de 1982 e 1983, por uma comissão formada por Adauto Dias de Alencar, pelos jornalistas Pedro Rocha Jucá e Arquimedes Pereira Lima (que conviveu com Dom Aquino), Marília Beatriz de Figueiredo Leite (filha do desembargador e primeiro escritor Modernista do Estado, Gervásio Leite), e Lidio Modesto.  A missão da equipe de intelectuais e estudiosos da História e Cultura de Mato Grosso era reconhecer oficialmente ou não o Hino de Mato Grosso. O motivo era que o poema de Dom Aquino cita as cidades de Corumbá e Dourados que, com a divisão do estado em 1977, não pertenciam mais a Mato Grosso. Hoje, as duas cidades fazem parte de Mato Grosso do Sul. A comissão decidiu manter a letra original pelo valor histórico que possui. Segundo trecho do Relatório da Comissão,

 

“Mas o heroísmo dessas figuras não diz respeito apenas a Mato Grosso, e sim ao Brasil, nas circunstâncias por que passava a soberania nacional”

 

O Relatório completo está disponível para pesquisa na Superintendência de Arquivo Público de Mato Grosso. Segundo o documento, que revelou vários aspectos da letra do Hino de Mato Grosso, o termo “qual novo colosso”, na primeira estrofe faz uma comparação entre Mato Grosso e o Colosso de Rodes, uma das sete maravilhas do mundo antigo, e que já não existe mais. No trecho “teu progresso imortal como a Fênix”, representa o Estado que, mesmo passando por dificuldades, renascia sempre para o progresso. A alusão está presente também nos brasões de Cuiabá, e de Mato Grosso. Na mitologia grega, o pássaro Fênix é queimado e ressurge das cinzas.

 

 

MariliaBeatriz_fotoAhmad
Marília Beatriz. Foto: Ahmad Jarrah (acervo pessoal)

 

O Blog da Bárbara Fontes conversou com a advogada, escritora e ex-presidente da Academia Mato-grossense de Letras (AML), Marília Beatriz de Figueiredo Leite, que fez parte da comissão que analisou o Hino de Mato Grosso:

 

 

Blog da Bárbara Fontes: O Hino de MT é importante nos dias de hoje? Por quê?

Marília Beatriz: Toda solenidade deve ter uma celebração e nada melhor do que uma canção para apontar os fatos e os feitos significantes de um território.

 

Blog da Bárbara Fontes: No início da década de 1980, a senhora fez parte da Comissão que analisou o Hino de Mato? Qual era o objetivo? O que a Comissão decidiu?

Marília Beatriz: O objetivo era o estudo e a adequação do Hino ao momento histórico.
Havia ocorrido a divisão do Estado e assim era necessária uma avaliação conjuntural.
A comissão decidiu que devia permanecer como era. Se me lembro, eu fui voz discordante pois entendia que Dourados e Corumbá não pertenciam ao estado nascente.

 

Blog da Bárbara Fontes: Quando a senhora ouve o Hino de Mato Grosso, quais sentimentos lhe chegam?

Marília Beatriz: Quando ouço o hino sinto realmente uma emoção pelo amor que devoto ao estado que adotei e a terra dos meus pais.

 

Blog da Bárbara Fontes: Na sua opinião, o Hino de MT deve ser cantado nas escolas como uma obrigação ou somente em momentos festivos?

Marília Beatriz: Entendo que fazer do canto do Hino uma obrigação escolar é perder o sabor, o prazer da surpresa. O que é obrigatório deixa de ter emotividade e passa a ser mera prisão de nenhuma cidadania. O hino é saudação, celebração e como tal deve ser tocado, escutado em liberdade.

 

 

 

Dom Aquino Corrêa

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Foto: Missão Salesiana de Mato Grosso

Uma das maiores mentes de Mato Grosso, Dom Francisco de Aquino Corrêa foi o primeiro cuiabano a fazer parte da Academia Brasileira de Letras. Nasceu em 2 de abril de 1885. Foi o bispo mais jovem do Brasil e se tornou Arcebispo de Cuiabá. Fundou a Academia Mato-grossense de Letras e o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso. Publicou dezenas de livros como “Odes” e “Terra Natal”. Também foi governador do Estado entre os anos de 1818 à 1922. Faleceu na capital de São Paulo em 22 de março de 1956.

 

 

 

Memória Afetiva

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Bárbara Fontes repassa a cena com os Nambiquaras. Foto: Acervo Pessoal

 

Em 2007, eu recebi uma das maiores missões da minha vida profissional: roteirizar e dirigir um videoclipe do Hino de Mato Grosso para o Sebrae-MT. Por meses, eu me debrucei nos acervos sobre Dom Aquino Corrêa e tudo o que envolve a história do hino. Assim nasceu a obra cinematográfica, exibida em quase todos os países do mundo, “Canção Mato-grossense”. O título do videoclipe é em homenagem a Dom Aquino, e mostra as belezas de naturais, a cultura popular e a vida moderna dos mato-grossenses, porém, se esquecer dos verdeiros donos da terra: os indígenas. A trilha sonora reúne os ritmos musicais presentes no Estado. Para realizar a obra cinematográfica foi necessário reunir uma equipe de 120 pessoas e foram utilizados os equipamentos mais sofisticados na época, como uma Redcam (câmera) vinda dos EUA, novidade em Hollywood e utilizada pelo cineasta Steve Spielberg.

 

HinoMT_bastidores
Bárbara Fontes e equipe filmam na Aldeia Nambiquara. Foto: Acervo Pessoal

Foi um importante marco para o Audiovisual mato-grossense que contou com o apoio  financeiro e logístico do Sebrae-MT que acreditou no projeto, e que apostou na contratação de uma cineasta mulher criada em Mato Grosso. É importante que eu cite uma pessoa que foi fundamental na escolha de meu nome para o Sebrae-MT: Magna Domingos – uma das mais importantes produtoras culturais do Brasil. Infelizmente, ela nos deixou no final de 2018. Minha gratidão à querida Magna!

 

 

Acesse o link do videoclipe “Canção Mato-grossense” – Hino de Mato Grosso aqui:

 

 

 

*Esta reportagem tem informações da Assessoria de Comunicação do Governo do Estado de Mato Grosso (Secom-MT).

**Foto de capa: Bandeiras de Mato Grosso e do Brasil. Foto: Lenine Martins/Secom-MT

 

***Matéria publicada no dia em que Mato Grosso completou 271 anos, em 09 de maio de 2019.