Balbúrdia – O Retorno

Egressos da UFMT celebram a amizade em evento emblemático

 

 

Uma festa para ficar na memória e no coração dos 120 participantes, entre egressos, professores e convidados, que enfrentaram a noite fria de sexta-feira (05.07), no espaço Valdelícias, em Cuiabá (MT), para um raro momento de reencontros, abraços saudosos e muita conversa para colocar em dia, afinal, são 29 anos de história do curso de Comunicação Social (COS) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

 

 

 

O evento promovido pelos egressos de comunicação social da UFMT foi uma excelente ocasião para reencontros, boas conversas e, principalmente, para fortalecer a identidade do curso que foi o pioneiro em Mato Grosso na formação de Jornalistas, Radialistas e Publicitários.” (Sonia Zaramella – profesora aposentada do departamento de Comunicação Social/UFMT)

 

 

Sonia e o marido Zeca

Foto: Professora Sonia Zaramella e o marido José Luiz Zaramella. Sonia é uma das fundadoras do curso de Comunicação Social da UFMT. 

 

 

Ao meu ver, nossa festa foi um evento de importância fundamental em diversos sentidos: reencontro de amigos e colegas que há muito não se viam, encontro de diferentes gerações que se conheciam apenas pelos corredores da UFMT; todavia, o principal foi a sensação de afetividade (no sentido de deixar ser afetado positivamente pela presença do outro) e,  ao mesmo tempo, pertencimento, de estar em um grupo harmonioso – coisa tão rara em nossos dias.” (Glaucos Luis, servidor público da UFMT. Fez parte da primeira turma da COS)

 

 

 

Glaucos entre amigos: Fotos: (1) com as jornalistas Francisca e Ana Cristina. (2) com a radialista e produtora cultural, Keiko Okamura. (3) com o músico Jean Bass, e o radialista/publicitário e vocal da banda Contra-Ataque, Jomar Brittes.

 

 

 

“Balbúrdia – O Retorno” foi um evento que uniu a alegria e o colorido das festas juninas com o melhor do rock in roll, o que gerou uma criativa “festa rockina”. A banda Contra-Ataque tocou clássicos nacionais e internacionais, e a playlist elaborada pelo fotógrafo Tchélo Figueiredo fez uma viagem musical pela década de 1990, período em que os egressos entraram na universidade. O palco aberto permitiu uma galera boa de som, a tocar e cantar, e homenagear uma pessoa que faz parte das boas memórias do egressos dinossauros: Antônio Sodré, o Sodrezinho. Poeta e músico, autor de um dos hinos da UFMT  – “O lado humano não acompanha o tecnológico”.

 

 

A escolha do nome Balbúrdia foi proposital como uma forma de ironizar os ataques sofridos pelas universidade públicas brasileiras, e também criticar a situação de abandono e descaso político. As universidades públicas são as grandes responsáveis pelos avanços significativos em todas as áreas do conhecimento, e beneficiam a sociedade como um todo. Desde a sua criação, o curso de Comunicação Social prepara e forma jornalistas, radialistas, publicitários e cineastas para o mercado de trabalho, e muitos deles são reconhecidos e premiados no Brasil e no exterior. Na festa, o sentimento de gratidão dos egressos por terem estudado na UFMT era nítido!

 

 

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Foto: Banda Contra-Ataque

 

 

A festa foi um sucesso. Fato! O ambiente estava com uma decoração linda, havia muita comida, bebidas e guloseimas. A barraca da pescaria estava animada e cheia de prendas, e os pula-pulas fizeram a alegria da criançada que deixou os seus pais e responsáveis mais tranquilos para se divertirem – como nos bons tempos de universitários. O evento conseguiu atingir os seus objetivos de celebrar a amizade, as boas lembranças e os 29 anos do curso, graças ao trabalho de uma equipe que esteve muito envolvida em todas as etapas para a realização do evento.

“Balbúrdia – O Retorno” tem uma história que merece ser contada aqui:

 

 

  • Tudo nasce com uma ideia 

Foi numa festa de aniversário, em 2018, que as jornalistas Natacha Wogel e Camila Bini jogou na roda de amigos a vontade de fazer um reencontro dos egressos. Todos concordaram, porém, ficou apenas no campo das ideias. O tempo passou e quase um ano depois, a proposta ganha força para a sua concretização durante o café da manhã do “Jornalistas Que Correm” (JQC), iniciativa esportiva patrocinada pelo Grupo Petrópolis. Este evento contou com as participações de Natacha e Camila, além de algumas pessoas que estiveram um dia antes no lançamento do livro “Somos Todos COS”, da jornalista Celly Alves Silva, que fez um emocionante resgate histórico do movimento estudantil do curso de Comunicação Social. O evento da Celly reuniu egressos de várias gerações e o sentimento de saudosismo foi inevitável, assim como a vontade de se reunir novamente. Eram muitos sentimentos bons de reencontro que o universo conspirou a favor!

 

“A festa nasceu de um desejo despretensioso de reunir as turmas, reunir pessoas que convivemos, pelo menos por quatro anos, e foi um período de efervescência cultural, um período de transformação muito grande. A gente, pelo menos eu na minha época, estava sendo introduzida ao mundo tecnológico, um mundo de conexão da internet e tudo era muito novo, interessante e diferente. E de lá para cá, embora o mercado de trabalho seja praticamente o mesmo para a maioria, a gente se encontra no front de trabalho e não tinha um trabalho de reunião dessas pessoas. Uma reunião para saber sobre como estavam a vida delas e com suas famílias. As minhas amizades da faculdade se perduram, porém, eu não encontro no trabalho. Eu encontro outros egressos que não eram os meus amigos de faculdade, mas que sempre estiveram no mercado de trabalho. E por que não reunir essa galera para saber o que virou da vida deles? Não só no campo profissional, mas no pessoal também. E por que não restabelecer amizades? E por que não retomar aquele clima delicioso que era de faculdade? ” (Natacha Wogel, jornalista e idealizadora da festa)

 

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Foto: Natacha, Camila, Márcia Raquel e Herlon

 

 

O que estava no desejo e no campo da idealização se torna real horas mais tarde com a criação de um grupo de WhatsApp que reuniu quase 200 participantes. A pauta principal era realizar uma festa para os egressos, porém, inevitáveis foram as conversas paralelas que relembraram situações passadas nas salas de aulas, nos laboratórios, nas aulas de campo, nas festas, e principalmente, nos corredores do antigo bloco emprestado para o departamento de Comunicação Social.

 

 

 

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O texto de apresentação tem humor e ironia. O professor Joaquim Welley Martins, o terror de muitas turmas iniciais do curso, se tornou o garoto-propaganda do grupão. Joaquim foi um excelente e exigente professor, porém, a maioria de nós, vindo do Segundo Grau (Ensino Médio) não tinha a maturidade para compreender – ainda – as demandas da vida universitária. O espaço virtual proporcionou o primeiro grande reencontro com egressos que moram em Mato Grosso, em outros estados e no exterior, e alguns conseguiram se programar para virem à Cuiabá.

 

 

Quando recebi a notícia do encontro de egressos da UFMT já comecei a procurar passagem porque penso que a  memória não significa passado, mas gratidão, significa reconhecer o tanto que se trilhou. E foi isso que busquei e encontrei em nossa festa. Mesmo sentindo falta dos meus colegas e amigos de turma, foi prazeroso reencontrar os veteranos e os calouros, conhecer suas famílias, dançar, rir e trocar muitos e muitos abraços. Também me realizei em rever minha orientadora (Profa. Sônia Zaramella) e o que de todos os professores do curso foi meu mestre na vida, o Prof. Segura, que foi meu editor-chefe. Enfim, só tenho agradecimento a comissão organizadora e estou com as melhores expectativas para a balbúrdia dos 30 anos” (Ana Cristina Moreira, jornalista e servidora pública da Rede Federal de Educação Profissional. Fez parte da segunda turma do curso)

 

 

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Foto: Reencontro mágico: Ana Cristina, Eu e Ana Cristina Moreira

 

 

Após várias discussões salutares, a primeira reunião presencial é marcada:

 

 

Fotos no Bar do Dirceu:  (1) Camila, Magda e Doriane. (2) Tchélo Figueiredo e a galera. Assim nasceu a “Comessão” Organizadora!

 

 

  • A Comissão Organizadora

Foi no Bar do Dirceu, ponto de encontro de artistas, escritores e profissionais da Comunicação, que acontece o primeiro encontro dos egressos, e assim nasce a “Comessão” Organizadora, nome batizado pela super criativa Camila Bini. Naquela noite, eu, Bárbara Fontes; Camila; Natacha; Magda Matos; Alessandra Barbosa, Iviush Belotto; Francisca Medeiros; Jomar Brittes; Paola Carlini; Tania Kramm, Doriane Miloch; Tchelo Figueiredo; Joilson e Camacho; não tínhamos ideia de que nossas vidas estariam entrelaçadas e com conversas diárias e reuniões por meio da criação de um grupo de WhatsApp, em 22 de maio.

 

 

Me colocaram no grupo da festa, eu achei a ideia maravilhosa e quando percebi, já estava no grupo da comissão organizadora. Acabei me envolvendo tanto com a festa quanto com a organização porque eu estou num período de resgate, de resgatar das coisas boas da minha vida. Eu já tinha tentado formar um grupo com os formandos da minha turma e não tinha dado certo. Então quando apareceu a Natacha e a Camila, as duas estavam bem animadas para fazer essa festa, eu pensei: agora quem sabe essa festa sai. A iniciativa vale e foi muito legal pra mim porque depois da faculdade, com a rotina de trabalho e casamento e família, a gente vai se perdendo das pessoas. Embora eu encontre alguns profissionalmente, mas a gente se perde da maioria deles. E nesse momento em que a gente deve estar firme e atuante em defesa da Educação pública e de tantas outras coisas, eu acho que a gente estar unido, estar junto é muito importante.” (Iviush Beloto, Jornalista/Chefe de Reportagem da TV Vila Real. Fez parte da turma de 1992)

 

 

 

Fotos: (1) Iviush. (2) Egressos do curso que trabalham com Iviush na TV Vila Real. (3) domingo também era dia de reunião da comissão (na casa da Iviush).

 

Na comissão organizadora o legal mesmo é ver uma ideia se concretizar. Não consegui colocar tanto a mão na massa como queria, mas o núcleo que tocou em frente foi incansável e o bacana que de uma forma muito compartilhada.” (Francisca Medeiros, jornalista, editora-chefe do MT2, na TV Centro América. Fez parte da primeira turma da COS)

 

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Foto: Natacha (em 1º Plano), Francisca Medeiros (na primeira cadeira) e a galera da “comessão” organizadora na primeira reunião no Bar do Dirceu (Cuiabá/MT).

 

 

Organizar uma festa, principalmente sem fins lucrativos é um tipo de hobby, eu gosto bastante, mas a festa dos egressos teve um caráter diferente porque eu resgatei uma parte de mim. Eu resgatei um período da minha história em que eu fui muito feliz. Eu tenho memórias fantásticas e relembrar tudo aquilo é também relembrar os amigos que se foram, dos professores que faleceram. Não tenho palavras para expressar a minha gratidão pelo destino ter me ligado novamente aos membros da comissão organizadora.” (Magda Matos, jornalista, servidora do MT Hemocentro e mãe de duas fofuras. Fez parte da turma de 1993/2)

 

 

 

Fotos: (1) Reunião da comissão organizadora no Sesc Arsenal. (2) E mais reunião! Magda Matos com o maridão Otto, que sempre nos ajudou.  (3): Magda, alegria em pessoa!

 

 

A comissão organizadora repassava para o grupão as ideias, possibilidades de datas e locais, e outras questões sobre a produção da festa para o Grupão. Também produziu material para a imprensa, arte gráfica, a ficha de controle de pagamentos, atualizações da lista dos pagantes da cota, a elaboração da playlist do Tchélo, para tocar durante o intervalo da banda entre outras atividades. No final da matéria tem links para acessar a playlist que tocou na festa!!

 

 

“Pensei na diversidade de estilos de músicas conforme as gerações dos alunos da faculdade de comunicação foram existindo, cada geração adotou um estilo, ou uma cultura diferente no seu tempo. O curso de Comunicação Social já foi samba, rock, dance, eletrônico, pop e por aí vai.” (Tchélo Figueiredo, fotógrafo. Fez parte da turma de 2.000/1)

 

 

 

  • Planejar e Planejar

Se fazer uma festa para amigos próximos não é uma coisa fácil, imagina para pessoas que há décadas não se reencontram! Havia muitos desafios para a comissão organizadora ultrapassar, inclusive na questão financeira. A ideia era fazer uma festa bacana e acessível para todos. Com o local e a data definidos, os próximos passos eram levantar orçamentos e buscar parcerias e patrocínios. Camila Bini criou uma vaquinha virtual e uma cota foi definida para pagar o buffet.

 

 

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Foto: Uma parte da comissão visita o restaurante e buffet Valdelícias.

 

Jomar Brittes mandou muito bem nas artes gráficas e sempre solícito com as demandas da comissão. Generoso, abriu mão de seu cachê como vocalista da banda Contra-Ataque. Gratidão, querido amigo!! Segue abaixo algumas artes produzidas por Jomar:

 

 

 

 

Por que o dinossauro? É uma homenagem aos veteranos do curso! Somos todos jurássicos (risos)!

 

 

 

  • A festa ganha “corpo e alma”

Balbúrdia – O Retorno seria uma festa chinfrim sem a participação do talentoso e querido Jorge Katumba. Ele e a sua equipe transformaram o espaço do Valdelícias num ambiente junino sem esquecer a cultura cuiabana, com as chitas coloridas.

 

 

Foto: O querido Jorge Katumba e equipe trabalharam muito!! Gratidão!!

 

 

 

*Fotos: Bárbara Fontes

 

 

A jornalista Magda Matos deu um toque emotivo na decoração ao montar painéis com fotos das mais diversas turmas que passaram pela COS. Em cada foto, uma história boa pode ser contada. Difícil não se emocionar!

 

 

 

 

 

Antes de festar, muito trabalho para deixar tudo bonito, acolhedor e funcional:

 

 

*Fotos: Bárbara Fontes

 

 

 

  • Balbúrdia- O Retorno!

Às 21h, do dia 05 de julho de 2019, iniciou a festa mais aguardada dos últimos meses. As pessoas chegavam de um jeito e no decorrer meio da festa já eram outras, com olhos marejados, sorrisos nos rostos e um festival de abraços apertados e saudosos aconteceu. Um dos momentos mais especiais da festa foi reencontrar alguns professores, nossos mestres que nos ajudaram a encaram os oitos semestres de curso: Aílton Segura, Sonia Zaramella, Claudia Moreira. Muitos egressos, como eu e Camila Bini tivemos a oportunidade de lecionar na UFMT.

 

 

O que eu achei legal da festa foi ter essa dinâmica de unir as pessoas de uma geração mais antiga e de uma geração mais nova, fazer esse contraste de profissionais da Comunicação de hoje em dia também, da realidade que cada um passou, mostrar as épocas nas fotos nos painéis nas paredes. Mostrar quem são as pessoas que muita gente não conhece, às vezes só escuta de nome. O legal da festa foi isso! Gostaria que outras pessoas tivessem vindo, mas não moram mais em Cuiabá, estão em outros lugares como Brasília, como no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiânia também. São todos da minha época da faculdades mas não estão mais presentes. O legal foi isso: mostrar, unir as pessoas, unir a Comunicação Social num todo numa festa descontraída com muita diversidade musical. O curso de Comunicação Social trouxe essa pluralidade de pessoas, de gêneros, de gostos, de pensamentos e isso que eu acho bacana da festa: unir essas pessoas num ponto comum que é a diversão, a descontração e a troca de experiências.” (Tchélo Figueiredo)

 

 

 

Fotos: Bárbara Fontes

 

 

A comissão organizadora abre a festa “Balbúrdia – O Retorno”:

 

Fotos: Rita de Cássia

 

 

 

Foi uma festa linda! Um momento de reencontro, de recordações, de felicidade e de aprendizagem também.  A UFMT foi fundamental na minha formação, não só como jornalista, mas como pessoa, como profissional, como ser humano. Olhar para os professores, depois de tanto tempo, e ter a certeza de que a gente leva um pouquinho de cada um deles, é um sentimento fantástico. Eu vim do Paraná. Tinha algumas coisas para resolver em Cuiabá e procurei casar as agendas. Foi ótimo porque pude rever grandes amigos que se tornaram minha família do coração. É muita gratidão.” (Márcia Raquel, jornalista)

 

Fotos: (1) Julianne Caju, Márcia Raquel e Delvânia; (2) Natacha, Márcia Andreola, Márcia e Maria Góes; (3) Ju, Márcia, Cebola (Diogo Palomares) e Lori.

 

 

A Balbúrdia, o Retorno, foi uma delícia, acho que surpreendeu a todos, reverberou em quem foi e em quem não pode ir. Comunicadores com rotinas por vezes difíceis puderam celebrar, com leveza, a si mesmos, à amizade, aos muitos motivos que têm para se fortalecerem. É bom lembrar a nós mesmos que somos indispensáveis em qualquer momento da vida em uma sociedade. Enfim, a festa foi divertida, contagiante e renovadora. E sinto que vai render frutos duradouros.” (Francisca Medeiros)

 

 

  • Fim de festa. Acabou ou um recomeço?

A festa foi um sucesso! Ninguém do grupão saiu e nem da “comessão organizadora”. Ficou o desejo de “quero mais e mais”. Balbúrdia – O Retorno foi muito mais do que uma festa de reencontros e celebrações, também foi um grito em defesa da Educação pública, da universidade acessível para todos, com melhores condições estruturais e de investimentos em pesquisas e extensões de ensino. Foi uma honra fazer parte da UFMT. Foi uma honra fazer parte da história do curso de Comunicação Social! Depois de 26 anos, relembrar tantas boas histórias ao lado de colegas que pegavam ônibus, enfrentavam filas para comer no Restaurante Universitário (RU) e que passavam horas de estudos na biblioteca central e nos laboratórios. É impossível eu desvencilhar a carreira profissional dos meus tempos na UFMT. Gratidão!

 

 

O que ficou claro para mim é não perder a conexão com o que nos fez chegar até onde nós estamos. A fase da UFMT foi para mim muito mais do que uma aprendizagem científica, eu fiz muitas amizades que levei para a vida. Com o tempo, a correria de todo o dia, a gente acabou se afastando um pouco. O que eu mais aprendi foi a importância desse retorno. A festa teve um valor agregado que foi retomar amizades com pessoas que sempre me foram caras. Eu fiquei muito, muito feliz, muito satisfeita com o resultado da festa, com a energia que eu senti durante todo o evento. Em todas as rodas de conversa em que eu passei, eu via pessoas comemorando o encontro, felizes por resgatarem laços que estavam adormecidos. Eu acho que o nosso papel foi cumprido, o objetivo da comissão organizadora, da proposta da Camila e da Natacha era justamente isso: o reencontro! E foi o reencontro de almas afins. Para mim foi uma experiência única. Eu amei e já estou com saudades! (Magda)

 

 

 

  • Patrocínios e doações: generosidade em alta

A união faz a força, como diz o ditado, e sem esses apoios a festa não teria acontecido: Ícone Press (Paola Carlini) por meio da Plaenge, do Grupo Petrópolis e Pantanal Shopping; Dialog (Camila Bini); Jorge Katumba; Neri Ribas; o vice-prefeito de Cuiabá, Niuan Ribeiro; Mika Alimentos, Sindicato dos Jornalistas (Sindjor-MT), Ostrich (Tania Kramm), Editora Tanta Tinta (Ramon Carlini) e Drograria Ativa (Cristiane Celina). Os membros da comissão organizadora: Alessandra Barbosa, Bárbara Fontes, Camila Bini, Doriane Miloch, Francisca Medeiros, Iviush Beloto, Magda Matos, Jomar Brittes, Natacha Wogel, Paola Carlini e Tchélo Figueiredo também dedicaram tempo, disposição e fizeram doações para custear a decoração, comprar lenhas e outras despesas de última hora.

 

 

* O último encontro!    

Quinta-feira, 11.07, aconteceu a reunião com uma parte da comissão organizadora: prestações de contas e avaliações num jantar organizado pela Iviush. Seria o fim? Não! Apenas um fechamento de ciclo. A festa “Balbúrdia – O Retorno” faz parte de um passado delicioso. Agora é olhar para frente e planejar novos reencontros com a galera. Quem sabe rola em novembro? Vamos aguardar ansiosos! Até breve!

 

 

 

 

 

 

Saiba mais no Blog da Bárbara Fontes:

Somos todos COS, acesse aqui.

Jornalistas Que Correm (JQC), acesse aqui.

 

Playlists elaboradas por Tchélo Figueiredo:

Playlist 1, acesse aqui.

Playlist 2, acesse aqui.

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Literatura Científica

Professor da IFMT lança o primeiro Glossário de Química Orgânica do Brasil.

 

Resultado de 26 anos de pesquisa, o livro Glossário de Química Orgânica foi escrito pelo professor Mestre Luiz Both, docente no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (IFMT). É uma obra atualizada, a nomenclatura das substâncias orgânicas está de acordo com as recomendações da IUPAC (International Union of Pure and Applied Chemistry. Em português, União Internacional de Química Pura e Aplicada) de 2002 e 2010, pela Editora Lidel, de Lisboa. É um marco para a literatura científica brasileira por se tratar de um trabalho inédito no país. O lançamento é nesta quinta-feira (13.06), às 19h, no auditório do IFMT, campus Bela Vista.

 

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Luiz Both

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Nascido em 27 de abril de 1953, em Campina das Missões, Rio Grande do Sul. Neste Estado, cursou Licenciatura Curta em Ciências na FIDENE (hoje UNIJUÍ). Em Mato Grosso, cursou Licenciatura Plena em Química pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). É professor desde 1974, e tornou-se docente da Escola Técnica Federal de Mato Grosso (antiga ETF, hoje IFMT) desde outubro de 1991. É Especialista em Metodologia de Ensino Tecnológica pela UFMT/IFMT e Mestre em Educação pela UFMT. Sempre atuou na Educação e trabalhou em escolas de Cuiabá e outros municípios mato-grossenses. Foi Diretor da Escola Estadual Pascoal Moreira Cabral, em Cuiabá (biênio 1990/91); foi Coordenador de Química no IFMT durante dois mandatos. É Dirigente da ABQ-MT e Coordenador Estadual das Olimpíadas de Química desde 2003. É Membro da Comissão Nacional para elaboração das Provas das Olimpíadas de Química Nacionais – representando a Região Centro-Oeste. Luiz Both é membro do Conselho Técnico-Científico do Congresso Brasileiro de Química e atua como professor convidado na UNEMAT e UFMT. É grande Incentivador da participação dos alunos de IFMT Bela Vista (e outros campi) no Congresso Brasileiro de Química e nas Olimpíadas de Química. Outra contribuição do professor foi a participação efetiva na implementação e construção do IFMT – Campus Cuiabá Bela Vista. (texto escrito com informações da Assessoria de Imprensa)

 

 

 

Bate-papo com o Blog

O Blog da Bárbara Fontes conversou com o professor Luiz Both:

Blog da Bárbara Fontes: Por que o senhor decidiu escrever um Glossário de Química Orgânica?

Luiz Both: Durante as aulas de Química Orgânica, a gente estava praticamente repetindo o que era apresentado nos livros didáticos, havia pouca contextualização. Resolvi preparar fichinhas com as informações, listando substâncias e conceitos, aplicações e propriedades destas substâncias, encontradas nos livros didáticos disponíveis. Em seguida, estendi as pesquisas em outras fontes, até em bulas de remédios, componentes de materiais de limpeza, agrotóxicos, defensivos agrícolas, aditivos alimentares e muitas outras. Resolvi organizar estas informações para escrever um glossário de Química Orgânica.

 

BBF: Por se tratar de um tema bem específico, o livro pode interessar às pessoas de outras áreas? Por quê? Quais seriam essas áreas?

LB: Sim. São muitas áreas do conhecimento que usam os conceitos da Química Orgânica. São muitas as aplicações das substâncias orgânicas em praticamente todas as atividades produtivas, nas diversas profissões. Além da Química, as áreas como Petroquímica, Biologia, Farmácia, Bioquímica, Medicina, Odontologia, Botânica, Agronomia, Engenharia Sanitária, Engenharia Civil, Gestão Ambiental, Alimentos etc. necessitam dos conhecimentos químicos, em especial da Química Orgânica. Lembrando que a grande maioria dos combustíveis, alimentos, organismos animais e vegetais, princípios ativos de plantas medicinais e medicamentos diversos, drogas, antibióticos, tecidos sintéticos, componentes eletroeletrônicos, carros, tintas, corantes etc. são formados de substâncias orgânicas. Tanto que das 20 milhões de substâncias conhecidas, mais de 19 milhões são orgânicas.

 

BBF: Nesses 26 anos de pesquisas, o que mais chamou atenção do senhor?

LB: Quando iniciamos este trabalho, tínhamos conhecimento das antigas regras de nomenclatura das substâncias orgânicas, como eram apresentadas nos livros didáticos. Foi a partir da participação nos Congressos de Química (2002) e outros eventos da área que tivemos acesso às publicações mais recentes e contato com renomados professores e pesquisadores na área de Química e afins, que tomamos conhecimento das regras atualizadas em 1993 e posteriores. A partir de então comparamos os livros didáticos e procuramos corrigir estas recomendações da IUPAC em nossas atividades didáticas. Assim, este Glossário passou por várias revisões e atualizações, por exemplo, de “2-propanol” para “propanol-2” e o atual “propan-2-ol”. Outro desafio foi construir as fórmulas estruturais. Desde os antigos desenhos do Paintbrush para caixas de textos e barra de desenhos do Word até os modernos programas como o Isis Draw.

 

BBF: Poderia citar um verbete do glossário que o senhor acha mais curioso ou que mais deu trabalho para pesquisar?

LB: Os princípios ativos de plantas apresentam bastante dificuldade para pesquisa. Uma, porque a maioria tem fórmulas estruturais bastante complexas. Muitas, além das fórmulas complexas, têm muita semelhança entre si, diferindo em uma ou outra ligação. Outra, porque a cada pouco são descobertas novas substâncias. Como exemplo podemos citar Fraxinelona e Fraxinelonona, substâncias inseticidas existentes nos frutos da azedeira (Melia azedarach)

~BBF~

 

 

Serviço

Lançamento do Glossário de Química Orgânica, do autor Luiz Both.

Data: 13 de junho de 2019 (quinta-feira)

Horário: 19h

Local: Auditório da IFMT, campus Cuiabá Bela Vista

 

 

Saiba mais:

GLOSSÁRIO DE QUÍMICA ORGÂNICA

Site da editora CRV, acesse aqui.

Redes Sociais:

Facebook: http://bit.ly/2YDB0kP

LinkedIn: http://bit.ly/2JPad0S

Twitter: http://bit.ly/2VQu5Yw

Instagram: http://bit.ly/2JwlQu7

Cinema

Cineasta participa da “Sessão Realizadores de Mato Grosso”, no Cine Teatro Cuiabá

 

Os fãs de “Cinema Documentário” têm a oportunidade de assistir no Cine Teatro Cuiabá, no dia 21 de maio, às 19h30, duas obras cinematográficas da cineasta premiada e jornalista Bárbara Fontes: o curta “Sayonara” e o longa “Vila Bela: Terra de Colores”. Após as exibições, a cineasta que iniciou na carreira em 1994, vai conversar com o público.  As exibições fazem parte da programação do evento “Sessão Realizadores de Mato Grosso”, do Cine Clube Coxiponés, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

 

“Sayonara”:

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Bastidores do documentário “Sayonara”. Acervo Pessoal de Bárbara Fontes

Fruto do curso Cinema Documentário: da teoria à prática, ministrado por Bárbara Fontes em parceria com a UFMT, por meio da Escola de Artes, do Cine Clube Coxiponés e da TV Universidade. A obra cinematográfica resgata as memórias da lendária casa de shows ‘Sayonara’, em Cuiabá. A direção geral é de Bárbara Fontes com a participação dos alunos do curso. O documentário participou de Festivais, Mostras de Cinemas e de Sessões Especiais no Brasil e no exterior.

 

 

“Vila Bela: Terra de Colores”:

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Bárbara Fonte filma em Vila Bela da Santíssima Trindade (MT).

Premiado pelo programa nacional de fomento ao Cinema Documentário, o DOCTV (2º Edição), e tornou Bárbara Fontes, a primeira cineasta mulher de Mato Grosso a vencer o concurso. O documentário conta quatro histórias que se entrelaçam sobre a primeira capital de Mato Grosso, Vila Bela da Santíssima Trindade – da sua idealização em Portugal até os dias atuais. A obra cinematográfica é resultado de anos de pesquisa histórica realizada em Mato Grosso, no Rio de Janeiro e acervos em Portugal.

 

 

Bárbara Fontes:

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Bárbara Fontes nas filmagens com o cineasta Arne Sucksdorff, em Estocolmo/Suécia (2001).

 

Bárbara Fontes é jornalista, cineasta documentarista, roteirista, produtora, fotógrafa e poetisa. Em 25 anos de carreira, trabalhou em mais de 60 obras audiovisuais, seja como diretora, roteirista, produtora, co-produtora ou como consultora. Entre as principais estão “Arne Sucksdorff: uma vida documentando a vida”; “Canção Mato-Grossense (Hino de Mato Grosso)”. Em 2017, dirigiu o vídeo-poema “A Mangueira”, que fez parte da exposição de arte “Natureza: Substantivo Feminino”. Atualmente trabalha na pré-produção (Pesquisa e elaboração do Roteiro Cinematográfico) do documentário “Pantaneiras” (as pesquisas se iniciaram em 1999) e na pesquisa histórica sobre as origens indígenas da sua bisavó, que pertenceu à etnia Puri, do Rio de Janeiro. Bárbara Fontes é editora do blogdabarbarafontes.com.

 

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Bárbara filma com os Nambiquaras (MT), em 2006.

 

Serviço

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Sessão Realizadores de Mato Grosso: Bárbara Fontes

Filmes exibidos:

Sayonara (Bárbara Fontes, 2008, 20’)

Vila Bela: terra de colores (Bárbara Fontes, 2005, 55’)

Dia: 21 de maio (terça-feira)

Horário: 19h30

Duração do evento: 01h30

Local: Cine Teatro Cuiabá

Ingressos: Será cobrada uma taxa de manutenção do Cine Teatro Cuiabá.

R$ 4,00

R$ 2,00

 

 

Saiba mais:

Programação completa do mês de maio, do Cine Teatro Cuiabá aqui.

Audiovisual

Inscrições abertas até 3 de junho para a 18° Mostra de Audiovisual Universitário e Independente da Latino Americana do Cineclube Coxiponés da UFMT.

 

A MAUAL já faz parte do calendário das importantes Mostras Audiovisuais do país. O evento incentiva, exibe produções independentes latino-americanas de curtas durações e promove diálogos salutares entre os realizadores convidados e o público que cresce a cada edição.

 

Mostra Competitiva

Há duas categorias para a Mostra Competitiva da MAUAL 2019:

1º – realizadores universitários (estudantes, professores e técnicos administrativos);

2º – realizadores  independentes (autônomos ou ligados a produtoras independentes)

 

Desde que tenham lançado curtas audiovisuais entre os anos de 2018 e 2019, e que não tenham sido inscritos ou exibidos em edições anteriores da MAUAL.

Podem concorrer na Mostra Competitiva curtas de até 26 minutos de duração nas seguintes modalidades:

*Universitária (categorias Documentário, Ficção e Experimental)

*Independente (categorias Documentário, Ficção e Experimental)

IMPORTANTE:

Cada realizador poderá se inscrever em uma única modalidade (Universitária ou Independente) e participar do processo de seleção da MAUAL com até dois curtas.

 

18º MAUAL

As exibições da MAUAL deste ano acontecem no Teatro da UFMT, entre os dias 30 de setembro e 04 de outubro. A 18º edição conta com uma novidade: nas categorias de votação pelo Júri Popular está a de Melhor Curta Curtíssimo (de até 5 minutos de duração), e o Melhor Curta Estrangeiro. O voto popular continua a eleger o melhor curta nas três categorias das modalidades Universitária e Independente.

 

Inscrições

De 25 de abril a 03 de junho de 2019.

Uma comissão de seleção avaliará os curtas inscritos a partir de critérios relacionados à adequação às normas do edital, à originalidade e criatividade das produções.

 

Divulgação

Os selecionados para a Mostra Competitiva serão divulgados a partir de 29 de agosto.

 

Realização

Cineclube Coxiponés da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) por meio da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência da UFMT.

Parceiros: a 18ª MAUAL conta com a parceria dos cursos de Radialismo e de Cinema & Audiovisual da UFMT, do Projeto ComunicArte UFMT, da Associação Mato-grossense de Audiovisual (MTCINE) e da Rede Cineclubista de Mato Grosso (REC-MT). As atividades relacionadas à MAUAL integram a Temporada Cultural e Artística UFMT 2019 e a Agenda Itinerante da PROCEV/UFMT.

 

Memória afetiva

Eu tive a oportunidade de participar de muitas edições da Mostra Audiovisual do Cineclube Coxiponés, seja como voluntária na organização, como concorrente, como juri ou como público. Foram experiências gratificantes. Eu perdi a conta de quantos trabalhos audiovisuais foram exibidos (são 25 anos de carreira e muitos trabalhos em parcerias!), mas seguem alguns links de trabalhos meus (a obra cinematográfica ‘Canção Mato-grossense foi premiada) que já participaram em edições passadas:

*Arne Sucksdorff: Uma Vida Documentando a Vida (2004), acesse aqui.

*Canção Mato-grossense (2007), acesse aqui.

*Sayonara (2008), acesse aqui.

 

Saiba mais:

Edital 18º MAUAL aqui.

*Esta matéria tem informações da Assessoria de Comunicação da UFMT.

Dias-Pino vive!

Acontece nesta terça, 26, às 14h, no Museu de Arte e de Cultura Popular (MACP/UFMT), um bate papo sobre Intensivismo e Contemporaneidade. O evento faz parte da exposição “O olhar cria esquinas para o azul” de Wlademir Dias-Pino, aberta em dezembro de 2018.

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Mato Grosso na vanguarda literária

Surgido na década de 1940, o Intensivismo é um movimento literário de vanguarda que nasceu em Mato Grosso e tem como fundador Wlademir Dias-Pino, autor do primeiro livro-poema (feito artesanalmente por ele) do país (A Ave, 1948). O carioca nascido em 02 de fevereiro de 1927, no bairro da Tijuca, morou com a família em Cuiabá entre os anos de 1936 a 1952. O poeta e artista gráfico e visual faleceu em 30 de agosto de 2018, aos 91 anos, no Rio de Janeiro.

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Divulgação/Casa Silva Freire

 

Em 2015, Dias-Pino esteve em Cuiabá onde foi homenageado no evento Circuito Cultural Setembro Freire, realizado pela Casa Silva Freire (organização cultural criada em memória do advogado e poeta cuiabano Benedito Silva Freire). Os dois poetas ajudaram a fundar a Universidade Federal de Mato Grosso. A logomarca e a escultura da UFMT são de autorias de Dias-Pino, que também colaborava nas artes dos catálogos e outros materiais visuais da instituição.

 

UFMT e Dias-Pino: amor maior

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No dia de sua morte, a UFMT emitiu a seguinte nota de pesar (trechos):

O artista plástico, designer gráfico e poeta, que tinha 91 anos, considerado por Antonio Houaiss “um dos mais perspicazes pesquisadores visuais no Brasil”, é o responsável pela criação da logomarca da Universidade, cuja imagem constitui uma representação de uma gota d’água em expansão, representando, simbolicamente, a difusão do conhecimento.
Dias-Pino não só faz parte da história quase cinquentenária da UFMT, como também a ilustrou em cartilhas e livros publicados pela Editora da universidade, época na qual desenvolveu a logomarca que define e identifica a instituição. Um dos mais respeitados nomes da poesia visual brasileira, o artista participou do movimento concretista.

Em 10 de dezembro de 2013, Wlademir Dias-Pino recebeu o título de doutor honoris causa da UFMT, “pela inegável e notória importância do conjunto de sua obra, que se insere em movimentos culturais de vanguarda em níveis local, nacional e internacional, em trajetória que leva consigo o nome da UFMT”, conforme parecer da comissão de análise do Conselho Universitário (Consuni) que lhe outorgou o título.

“A contribuição de Wlademir Dias-Pino é imensurável, tanto para a cultura mato-grossense quanto para a UFMT. Ele foi um estimulador, incentivador, ativista de primeira linha. Suas obras, especialmente na poesia, são marcantes. Foi ele quem estabeleceu agendas importantes, tanto na esfera literária quanto na cultural de um modo geral. A parceria com o poeta Benedito da Silva Freire foi um grande marco para o Estado. Criou o movimento denominado ‘Intensivismo’, e obteve reconhecimento nacional e internacional. Promoveu e contribuiu com 365 exposições na Universidade. Uma de suas principais contribuições foi receber o semioticista tcheco Ivan Bystrina para a UFMT, e as obras expostas naquela ocasião foram inclusive levadas para a Tchecoslováquia”, recorda a professora da UFMT e integrante da Academia Mato-grossense de Letras (AML), Marília Beatriz de Figueiredo Leite.”

 

Serviço

Bate papo sobre Intensivismo e Contemporaneidade

Dia: 26/02 (terça-feira)

Horário: 14h

Local: Museu de Arte e de Cultura Popular (MACP/UFMT